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Portuguese José d´A Mar
A MAR
Vanguardia
Editorial: Ediciones El Universal
ISBN 950-502-602-5

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Como
el agua de las fuentes y de los ríos, las VIDAS corren hacia
EL MAR
LA MAR
AMAR
En estos poemas con influencia
de Camões, Torga y Borges, se proclama una subversión:
¡EL MAR es LA MAR!
Como
a água das fontes e dos rios, as VIDAS, correm SEMPRE para
O MAR
A MAR
AMAR
Nestes poemas com a influência
de Camões, Torga e Borges, é proclamada a subversão:
O MAR é A MAR!).
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...
para uma celebração de A MAR
Começa
a projecção do DIAPORAMA
com as IMAGENS A MAR com o marulhar das ÁGUAS em fundo...
... entra um mensageiro e diz e define os grupos que ficam com cada
expressão:
  
MAR

  
O MAR

  
A
MAR
   
AMAR...
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1º
mensageiro...

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Poemas
de Alberto Caeiro (Heterónimo de Fernando Pessoa)
- Guardador de Rebanhos poema XLVIII
"Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a humanidade
E nem estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.
Ei-los que vão já longe como na diligência
E eu sem querer sinto pena
Como uma dor no corpo.
Quem sabe quem os lerá?
Quem sabe a que mãos irão?
... ... ...
Passo e fico como o Universo.
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2º
entra o duo para levar todos a cantar...


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MARIA
ORPHEU
(MARIA para cantar)
MARIA é nome de MAR
onde se encontram os RIOS
que correm sempre p'ró MAR
PARA O MUDAR em AMAR
Segue o teu rumo MARIA
VIVE A VIAGEM DA VIDA
e leva contigo os RIOS
os ENTES de todo o mundo
que sempre correm p'ró MAR
que sempre vão dar à MAR
que sempre vão dar a AMAR
Ao MAR
À MAR
AMAR
MARIA TEU NOME AMAR
Zé que viveu n'AMoRA
que viveu n'AMORa
(Tenho
a música na cabeça mas não sei escrevê-la
O Manel Aleixo e a Bety talvez se lembrem!)
in inédito A MAR de José d'A MAR, (deNÓMIO
de José Rabaça Gaspar)


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3º
entra o solista para desafiar...




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BANQUETE
de Miguel Torga (adaptação)
CONVITE
para CANTAR
Monforte
do Alentejo,
29 de Novembro de 1964
BANQUETE
Encho
os olhos de terra.
No Alentejo há muita e é de graça.
Dou-lhes esta fartura,
Antes que um só torrão, na sepultura,
Os cegue (os encha) e satisfaça.
(para
tentar cantar, com música que andei anos a tentar
registar e o Chico Fanhais me escreveu para guardar e anda
por aí nuns papéis...)
-
Enche os olhos de terra
- Encho os olhos de terra.
- No Alentejo há muita e é de graça.
- No Alentejo há muita e é de graça.
- Dá-lhes esta fartura,
-
Dou-lhes esta fartura,
Antes que um só torrão, na sepultura,
Os cegue (os encha) e satisfaça.
-
eeeeennnnnche o teu ser de amor...
- EEEEENNNNNCHE O TEU SER DE AMOR...
- eeeeennnnncho o meu ser de amor...
- EEEEENNNNNCHO O MEU SER DE AMOR...
- no universo há muito e é de graça...
- NO UNIVERSO HÁ MUITO E É DE GRAÇA...
- no universo há muito e é de graça...
- NO UNIVERSO HÁ MUITO E É DE GRAAAAÇA...
- dá-lhes essa fatura...
- DOU-LHES ESTA FARTURA...
- dá-lhes essa fartura...
- DOU-LHES ESTA FARTURA...
ANTES QUE UM SÓ TORRÃO NA SEPULTURA
OS ENCHA E SATISFAÇA
ANTES QUE UM SÓ TORRÃO NA SEPULTURA
OS ENCHA E SATISFAÇA
-
QUE AO MENOS EM SONHO O TEU DESEJO...
- - QUE AO MENOS EM SONHO O MEU DESEJO
- SE ENCHA E SATISFAÇA...
- - SE ENCHA E SATISFAÇA...!!!
- (outras hipóteses...) - ENCHE O TEU SER DE:
-
- AMAR....
- TERRA
- FOGO
- AR
- ÁGUA
- GRAÇA
- SONHO
- ESPANTO
- FORÇA
- VIDA
- COR
- LUZ
- PAZ
Joseph
Sidarus
Penedo Gordo, Beja
Maio de 1992

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4º
entra o coro:

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ONDAS
DO MAR DE VIGO
de
MARTIN CODAX, in CV, 884 e CBN, 1227
com música criada pelos elementos do Clube dos Poetas
Trovadores:
Hugo Alexandre, João Pedro, Luciano José,
Nélson Mende, Nuno Filipe e interpretado por todo
o coro.
ONDAS
DO MAR DE VIGO
Ondas
do mar de Vigo,
se viste meu amigo!
E ai Deus, se verrá cedo!
Ondas
do mar levado,
se vistes meu amado!
E ai Deus, se verrá cedo!
Se
vistes meu amigo,
o por que eu sospiro!
E ai Deus, se verrá cedo!
Se
vistes meu amado,
por que ei en gran cuidado!
E ai Deus, se verrá cedo!
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5º
entra o coro:


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NOITE
(de Manuel da Fonseca, in Obra Poética) (com música
de António Cartageno
Milhões
de barcos perdidos no mar!
Perdidos na noite!
(Perdidos no mar)
As
velas rasgando de todos os ventos.
Os lemes sem tino
Vogando ao acaso
Roçando no fundo
Subindo na vaga
Tocando nas rochas!
E quantos e quantos naufragando...
(Perdidos... Perdidos no Mar!)
Quem vem acender faróis na costa do mar bravo?!
Quem (vem acender faróis) ?!
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6º
entra o coro:

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BARCA
BELA
Almeida Garrett, Folhas Caídas.
Pescador
da barca bela,
Onde vais pescar com ela,
Que é tão bela,
Ó pescador?
Não
vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Ó pescador!
Deita
o laço com cautela,
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Ó pescador!
Não
se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela
Só de vê--la,
Ó pescador!
Pescador
da barca bela,
Inda é tempo, foge dela,
Foge dela,
Ó pescador!
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7º
entra o coro:



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LA
RONDE de Paul Fort(o original)
Si
toutes les filles du monde
Voulaient se donner la main
Tout autour de la terre
Elles pourraient faire une ronde
Si
tous les gars du monde
Voulaient bien être marins
Ils feraient avec leurs barques
Un joli pont sur l'onde
Alors
on pourrait faire une ronde
Autour du monde
Si tous les gens du monde
Voulaient se donner la main.
A
RODA(tradução em português)
Se
todas as Crianças do Mundo
Quisessem dar as mãos
A toda a volta do Mundo
Elas podiam fazer uma RODA
Se
todos os Jovens do Mundo
Quisessem ser marinheiros
Eles podiam fazer com os barcos
Uma soberba ponte sobre o MAR (A MAR)
Então
NÓS podíamos fazer uma RODA
À roda de todo o Mundo
Se toda a gente do Mundo
Quisesse dar as mãos.
LA
RUEDA(Traducción en Español
Si
toda las Chicas (niñas) del Mondo
Quisieran darse las manos
Al redore de todo el Mondo
Ellas podrían hacer una RUEDA...
Si
todo los Chicos (niños) del Mondo
Quisieran ser marineros
Ellos podrían hacer con sus barcas
Una bella puente sobre el MAR
Entonces,
podríamos hacer una rueda
Al redore de todo el Mondo
Si toda la gente del Mondo
Quisiera darse las manos.
The
ROUND (Free translation)
If
all the Girls of the World
Wanted walk hand in hand
All over the World
They could do a ROUND
If
all the Boys of the World
Wanted to be sailor men
They could build, with their boats
A wonderful bridge over the sea
Then,
we could do a ROUND
All over the World
If all People of the World
Wanted to walk hand in hand.
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8º
entra o mensageiro:

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Lusíadas
- Luís Vaz de Camões
CANTO IX
(Regresso à Pátria passando pela A Ilha dos
AMORES)
51
---- Cortando vão as naus a larga via
Do mar ingente pera a pátria amada,
...
52
---- De longe a Ilha viram, fresca e bela,
Que Vénus pelas ondas lha levava...
...
88 ... ---- Os trabalhos tão longos compensando;
Porque dos feitos grandes, da ousadia
Forte e famosa, o mundo está guardando
O prémio lá no fim, bem merecido,
Com fama grande e nome alto e subido.
CANTO
X (Regresso a Lisboa... fim da Grande Viagem...)
142...
---- Agora, pois que tendes aprendido
Trabalhos que vos façam ser aceitos
Às eternas esposas e fermosas,
Que coroas vos tecem gloriosas,
143
---- Podeis vos embarcar, que tendes vento
E mar tranquilo, pera a pátria amada,"
...
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9º
entra o mensageiro:



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A
CRIAÇÃO DO MUNDO Uma glosa do tema, seguindo
a Bíblia, Génesis, I, 1--10
Era
uma vez, um rei e uma rainha... Desculpem, enganei--me!
Era uma vez um Deus
que logo no princípio dos Tempos
antes de existir o Tempo,
antes de existir o Homem ou Mulher
antes de existirem os reis ou as rainhas
os príncipes ou as princesas
ou os povos para eles poderem ser reis e príncipes
e princesas e rainhas...
queria criar o Mundo
queria criar a Vida...
E como era Deus, e
podia fazer tudo o que queria
criou o céu e a terra.
Criou o espaço.
Mas a terra não tinha forma estava vazia
não se podiam desenhar os mapas com os continentes...
E misturada com a terra havia a água e o mar
o que era uma grande confusão...
Mas um vento especial soprava sobre as águas...
---- Que fazer de tudo isto? ---- perguntou--se.
---- LUZ! Apareça a LUZ!
E como era Deus, a LUZ apareceu.
---- Ora aí está uma ideia brilhante ----
disse Deus.
Deus viu que a LUZ era boa!!!
---- Era isso mesmo que faltava ---- disse Deus. Se criámos
o espaço, tínhamos de criar o tempo. Como?
Deus separou a Luz das Trevas. E durante metade do Tempo
houve LUZ, e chamou--lhe DIA; e durante metade do Tempo
houve TREVAS e chamou--lhe NOITE.
E assim aconteceu o PRIMEIRO DIA!
Metade foi DIA e outra metade foi NOITE!
Durante metade do tempo havia LUZ,
durante a outra metade do tempo havia TREVAS!!!
E FOI O SEGUNDO DIA.
Mas
o ESPAÇO ainda estava misturado!
Com a LUZ, Deus viu que as águas que estavam em cima,
estavam misturadas com as águas que estavam em baixo,
e disse:
---- Vamos separar as ÁGUAS. Apareça um FIRMAMENTO
para separar as águas que estão em cima, das
águas que estão em baixo.
E, como era Deus, apareceu o FIRMAMENTO para separar as
águas que estavam por cima, das águas que
estavam em baixo...
E então, chamou CÉU ao FIRMAMENTO!
E FOI O TERCEIRO DIA.
Mesmo assim, as ÁGUAS que estavam por baixo do FIRMAMENTO,
estavam todas misturadas! com a TERRA...
---- Que as ÁGUAS, que estão, por baixo do
FIRMAMENTO, corram TODAS para o mesmo LUGAR! ---- Disse
Deus.
E, como era Deus, as ÁGUAS todas que havia por baixo
do FIRMAMENTO, ao qual tinha chamado CÉU, juntaram--se
todas no mesmo lugar... E ao lugar onde se juntaram todas
as ÁGUAS, Deus chamou MAR... MAR, a reunião
de todas as águas!!! A MAR! AMAR!!!
E DEUS VIU QUE ISTO ERA BOM.
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10º
entra o mensageiro:


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O
TEJO É O MAIS BELO RIO
De ALBERTO CAEIRO, in OBRA POÉTICA DE FERNANDO PESSOA,
Publicações Europa América, (1986), pp.
112,113
XX
O
Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre
pela minha aldeia.
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha
aldeia.
O
Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêm em tudo o que lá não
está,
A memória das naus.
O
Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas
poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo
Tejo vai--se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O
rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só
ao pé dele.
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11º
entra o mensageiro:

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MAR
PORTUGUÊS
in MENSAGEM de Fernando Pessoa
Ó
mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu
a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
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12º
entra o mensageiro:




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A
NAU CATRINETA
in Romanceiro de Almeida Garrett, Circulo de Leitores, Abril
de 1997, pp. 272 a 274.
Lá
vem a nau Catrineta
Que tem muito que contar!
Ouvide agora, senhores,
Uma história de pasmar,
Passava mais de ano e dia
Que iam na volta do mar
Já não tinham que comer,
Já não tinham que manjar,
Deitaram sola de molho
Para o outro dia jantar;
Mas a sola era tão rija,
Que a não puderam tragar,
Deitam sortes à ventura
Qual se havia de matar;
Logo foi cair a sorte
No capitão--general.
---- "Sobe, sobe, marujinho,
Àquele mastro real,
Vê se vês terras de Espanha,
As praias de Portugal. "
---- "Não vejo terras de Espanha,
Nem praias de Portugal;
Vejo sete espadas nuas
Que estão para te matar."
- "Acima, acima, gajeiro,
Acima, ao tope real!
Olha se enxergas Espanha,
Areias de Portugal."
- " Alvíssaras, capitão,
Meu capitão--general!
Já vejo terras de Espanha,
Areias de Portugal,
Mais enxergo três meninas
Debaixo de um laranjal:
Uma sentada a coser,
Outra na roca a fiar,
A mais formosa de todas
Está no meio a chorar. "
- "Todas três são minhas filhas,
Oh! quem mas dera abraçar,
A mais formosa de todas
Contigo a hei--de casar."
- "A vossa filha não quero,
Que vos custou a criar."
---- "Dar--te--ei tanto dinheiro
Que o não possas contar."
- "Não quero o vosso dinheiro.
Pois vos custou a ganhar."
---- "Dou--te o meu cavalo branco,
Que nunca houve outro igual."
---- " Guardai o vosso cavalo,
Que vos custou a ensinar."
---- "Dar--te--ei a nau Catrineta,
Para nela navegar."
- "Não quero a nau Catrineta,
Que a não sei governar."
---- "Que queres tu, meu gajeiro,
Que alvíssaras te hei--de dar?"
---- "Capitão, quero a tua alma
Para comigo a levar."
---- "Renego de ti, demónio,
Que me estavas a atentar!
A minha alma é só de Deus;
O corpo dou eu ao mar."
Tomou--o um anjo nos braços,
Não no deixou afogar,
Deu um estouro o demónio,
Acalmaram vento e mar;
E à noite a nau Catrineta,
Estava em terra a varar.
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13º
entra o mensageiro:


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TROVA
DO AMOR LUSÍADA
Manuel Alegre in A Praça da Canção, 1965
---- Eu sou livre como as aves
e passo a vida a cantar
coração que. nasceu livre
não se pode acorrentar.
Trago
um navio nas veias
Eu nasci pra marinheiro
quem quiser pôr--me cadeias
há--de matar--me primeiro.
Meu
amor é marinheiro
e mora no alto mar
seus braços são como o vento
ninguém os pode amarrar.
Quando
chega à minha beira
todo o meu sangue é um rio
onde o meu amor aporta
seu coração ---- um navio.
Meu
amor disse que eu tinha
uns olhos como gaivotas
e uma boca onde começa
o mar de todas as rotas.
Meu
amor disse que eu tinha
na boca um gosto a saudade
e uns cabelos onde nascem
os ventos e a liberdade.
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14º
entra o mensageiro:



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FINAL
- MAR... o MAR... a MAR... AMAR
(para todos os participantes e TODO O PÚBLICO
dizerem em coro, e movimentando--se em ONDAS em quatro tempos,
quatro GRITOS)
Animador:
O PLANETA EM QUE VIVEMOS NÃO É TERRA... É
MAR
O MAR NÃO É O MAR, É A MAR.
Quem o diz? É o POETA que eu não sou, mas
que TODOS SOMOS.
Quem o diz? É o Filósofo, o Artista, a Mulher,
o Homem
São TODOS os que em todo o lado e todo o tempo
se interrogam e procuram uma resposta para a VIDA.
São TODOS aqueles que procuram uma LINGUAGEM UNIVERSAL.
A
PARTIR DESTE MOMENTO, FICA PROCLAMADO
PARA TODO O SEMPRE
QUE O PLANETA EM QUE VIVEMOS
NÃO É TERRA
É MAR...
outro
FINAL (mais simples)
... desde agora fica proclamado
que o PLANETA em que vivemos
NÃO É TERRA
É MAR
MAR...
o MAR... a MAR... AMAR
(...
gritado pelos 4 grupos sucessivamente, levantando e baixando
os braços, de modo a fazer uma grande e sucessiva
ONDA, que se vai repetindo como A Mar...)
 
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Um
ESPAÇO NET para a Família e os Amigos poderem
ir Vendo e Admirando as Obras que vão aparecendo publicadas
por - joraga - e alguns dos seus mil e um deNÓMIOS...
E-Mail: joraga@netcabo.pt e joraga@netc.pt
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