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- APRESENTAÇÃO
Glossário
uma
INTRODUÇÃO - EXPLICAÇÃO ou várias...

INTRODUÇÃO
- com as PALAVRAS de ABERTURA recuperadas duma gravação
realizada pelo pessoal da Marinha em 1969 e que circulou em
cassetes em 1970 e pod ser ouvida com a primeira canção
do FADO DO CHECA.
(Palavras
originais do Cancioneiro do Niassa que pode ouvir juntamente
com a 1ª Canção)
O cancioneiro do Niassa é uma colectânea de fados,
que tem como assunto central a vida dos militares em serviço
nesse distrito do Norte de Moçambique durante os últimos
anos da década de sessenta.
Os autores das letras, que as adaptaram a melodias em voga nessa
época, são desconhecidos, apenas se sabendo que
pertenceram aos diversos ramos das Forças Armadas, nelas
ocupando variadas funções e postos.
Esta diversidade de origens faz, contudo, realçar uma
unidade temática, fa- cilmente detectada através
de todas as letras. E é nessa unidade que reside, precisamente,
o maior interesse folclórico e documental do Cancioneiro,
como testemunha duma época e como tradução
do sentir daqueles que a viveram.

INTRODUÇÃO
- com as PALAVRAS de ABERTURA
de "O BATALHÃO - Batalhão de Caçadores
1891 - Número especal 2000 - CANÇÕES DO
NIASSA, Edição da Revista O BATALHÃO, Coordenador
Manuel Pedro Dias, ano 2000.
Pensamos
que, com estas estrofes, que sabem ao salgado do mar que cruzámos
e têm o sabor das lágrimas derramadas, prestamos
justiça às vozes que aparentemente se calaram,
mas estão afinal bem vivas nos anais duma História
ainda por narrar.
Não damos razão àqueles que afirmam que
os soldados portugueses em África se limitaram a cumprir,
com passividade, um dever que lhes foi imposto. Na realidade,
eles assimilaram uma epopeia que foi muito além duma
questão de dever pátrio, para configurar e enaltecer
os valores do Homem, qualquer que fosse a sua latitude, cultura
ou condição.
Nestas palavras fica a rebeldia daqueles que não se sujeitaram
ao servilismo, voltando a escrever com a sua gesta e o seu sofrimento
algumas páginas ímpares da História portuguesa.
A Nossa
INTRODUÇÃO
O
LUNHO, uma zona quase desconhecida ao Norte de Moçambique, e
o HINO DO LUNHO, a partir da CANÇÃO - OS VAMPIROS de ZECA AFONSO,
devem ter dado origem, julgamos nós, a um fenómeno dos mais
originais, criativos e significativos que aconteceram na GUERRA
DO ULTRAMAR. Claro que deve ter começado antes, e continuado
depois, mas foi com o nosso BATALHÃO de ARTILHARIA 2838, e a
COMPANHIA de ARTILHARIA 2325, que este fenómeno se desenvolveu
e depois foi divulgado pela Marinha (a famigerada MARINHA DE
ÁGUA DOCE sediada em Metangula que até tinha ar condicionado,
rádio e tudo...), que este fenómeno adquiriu a sua projecção
especial.
Foi esta CART 2325 que herdou esta versão dos VAMPIROS do
alferes Herculano de Carvalho da 1ª Companhia de Engenharia
que estva sediada no LUNHO em Maio de 1968, na altura em que
foram rendidos pela CART 2325 do nosso BART 2838. Consta, conta-se
que este rapaz, um tanto forte a dar p’ró gordo, era a calma
em pessoa, e, era um génio em aplicações práticas de engenharia.
Num atascanso, por exemplo, (Não sabem o que é?) em vez de pôr
a malta a puxar à bruta, sentava-se a calcular a força e a posição
do pequenos Unimogs e, aí estava uma pesada Berliet fora do
buraco!!!. Consta ainda, conta-se, que, enquanto os Unimogs
puxavam e não puxavam, se sentava encostado ao tronco de um
enorme embondeiro, (Também não sabem o que é?) e no fim, estava
mais uma canção feita. Quando lhe vinham trazer a notícia, que
ele já sabia, de que a Berliet estava desatascada, ele, displicente,
puxava da viola e aí estva mais um fado ou uma canção, uma adaptação!
Era uma maneira original e “subversiva”!? de encarar a guerra!
Ora isto, creio eu, deu origem a algo singular que, passados
vinte anos, vinte e cinco, trinta... ainda não foi percebido.
Talvez o venha a ser.
Há ainda uma nota a acrescentar. Este Alferes Carvalho
era conhecido na guerra como o CARVALHO CEM, porque rondava
os cem quilos e para se distinguir de outros: o CARVALHO 90
e o CARVALHO 80, que eram como ele, alferes na mesma 1ª
Companhia de Engenharia.
Soubemos ainda, por informação do amigo Manuel
Pedro Dias, do BCAÇ 1891, que o Dr. Herculano de Carvalho
leccionou na Universidade de Faro, pelo menos até 1995,
onde terá falecido.
Naquele tempo,
e nos anos da revolução, os heróis foram aqueles que desertaram
e depois se locupletaram com os louros e proventos da REVOLUÇÃO.
Este fenómeno de contestação daqueles que não quiseram ou não
puderam “desertar” porque não podiam fugir, e, mesmo assim,
não abdicavam do seu poder crítico e da sua maneira de ver as
coisas, é algo que é preciso entender como forma “normal” do
comportamento humano, em situações de risco e de “irracionalidade”
e “injustiça” normalizada, institucionalizada e legalizada.
Esse acontecimento
singular, com a conivência de alguns dirigentes e oficiais (os
do 25 de Abril não vieram do nada!), deu origem, passado um
ou dois anos, a uma coisa que se chamou - O CANCIONEIRO DO NIASSA
-.
Com as melodias
das músicas mais em voga nesse tempo, finais dos anos sessenta,
de que nos recordávamos, alguns dos nossos colegas do BATALHÃO
e de outros, e os vizinhos da MARINHA, criaram letras que cantámos
e punham toda a gente a cantar, tentando gritar a nossa raiva,
insatisfação e impotência, e, ao mesmo tempo, nos proporcionaram
momentos de inesquecível convívio que teriam repercussões e
efeitos imprevisíveis!
Não raro, passou
mesmo a ser de bom tom, (ali no mato aconteciam coisas estranhas!!!),
convidar um BALADEIRO (soldado, furriel, sargento, oficial...!)
que se apresentava estoirado de uma operação no mato, para cantar
aquela versão do fado (...!?), ao ao senhor General, Almirante
ou Brigadeiro que estavam ali de passagem, para inspecção ou
em viagem de rotima...!
A maior parte
dos autores, sobretudo na altura como é compreensível, eram
ou ficavam desconhecidos. Era natural. Todos ali sabíamos quem
eram, mas o facto de terem saído umas letras nuns jornais com
nomes e tudo e o zelo da PIDE e outras organizações, recomendavam
que aquilo aparecesse como um fenómeno colectivo e expontâneo
como acontece com a poesia popular e tradicional que, sendo
de todos, não são de ninguém como as “Cantigas da Rua...”
Foram muitos
os que contribuiram para este CANCIONEIRO. Não temos sequer
a pretensão de estar convencidos que temos todas e as mais profundas.
Estamos no
entanto convencidos de que, pela variedade de autores, temas
e melodias facilmente identificáveis pelos que têm acesso ao
que estava em voga nos anos sessenta, setenta, temos, de facto
algo de valor documental que pode mostrar o retrato de uma época
e de uma maneira de ser e estar própria de um número significativo
de pessoas que, não tendo posições de relêvo, têm a sua maneira
de intervir na história.
Quem tiver
oportundade de ouvir uma famigerada cassete que circulou “clandestina”
de mão em mão com o CANCIONEIRO DO NIASSA e ter acesso a uma
recolha como esta ou outras similares, pode aperceber-se do
cuidado que tinham, em não ofender “ouvidos atentos” e perigosos
que sempre estavam por perto!
E não eram
só os da PIDE ou similares. Eram até os zelosos defensores dos
“bons costumes”, das boas maneiras e da linguagem! Claro! A
linguagem é que revela os “bons” ou os “maus” costumes ou modos
de pensar e estar na vida! É de notar entretatanto, que, quase
todos os palavrões, (a coisa mais natural nos meios castrenses!)
têm, quase sempre, uma palavra suave e digna (como “corra” em
vez de “porra”, “leões” ou “colchões” em vez de “colhôes” ou
“carvalho” em vez de “caralho” ou até “perriupiupiu” em vez
de “puta que os pariu”) para que tudo isto pudesse ser apresentado
e cantado nos salões do mais elevado requinte e até "lamentos"
em vez de "esquentamentos"!!!
É por isso,
e por muito mais, que, passados VINTE E CINCO ANOS!!!, (desde
1968 – 1970) - (outro fenómeno que dara para um enorme estudo...
Porquê? mais de vinte anos?) aqui fica uma recuperação daquilo
que conseguimos recordar ou recuperar.
Seguimos as
recolhas feitas pelo Jornal do Batalhão de Artilharia 2838,
“OS LOBOS” que esteve em comissão em Moçambique entre Janeiro,
Fevereiro de 1968 e Março Maio de 1970. Até certa altura foi
publicando o que aparecia, depois?... Depois, mudou o comandante!
Seguimos ainda o “HIT
PARADE DO NIASSA - DESABAFOS- ” umas folhas com a menção de “REPRODUÇÃO PROIBIDA” que guardamos desde 1970 e uma cassete com o “CANCIONEIRO
DO NIASSA” que, clandestina, toda a gente desse tempo sabe que
só a MARINHA QUE ESTEVE EM METANGULA tinha meios e possibilidades
de a realizar, até o/s cantor/es, o homem das partituras e das
letras e o homem das gravações, que tiveram de fazer várias
maratonas!!!
Tentámos “dar
o seu a seu dono” e identificar o maior número possível de autores
das letras. Mesmo sem conseguir tudo, deixamos espaço para cada
um fazer esse trabalho.
Aí fica pois,
a recolha de que fomos capazes e a hipótese de cada um a completar
da melhor maneira possível.
Agora na minha TEIA na REDE http://www.joraga.net
com os contactos E-Mail: joraga@netcabo.pt
e joraga@netc.pt
Ver
a continuação em breve
CANCIONEIRO
II
Canções do Niassa para além dos que fazem
parte da Gravação da Rádio Metangula em
1969
E
CANCIONEIRO
III
GRITOS DE GUERRA CONTRA A GUERRA
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Apanhado
pelo clima
|
Era ficar maluco ou varrido da tola.
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Bandece
|
Pequena povoação perto do Lago Niassa ou do Malawi da
Administração de Maniamba.
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|
Bazuca
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A bazuca era a arma de fogo de cano largo que seria o
canhão transportável (isto para leigos)...
|
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bazuquinhas
ou bazzokinhas
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Por analogia(!?), no bar, a Bazuca, que até dava para
escrever à estrangeiro, era a a garrafa de cerveja grande
acima das minis e médias....
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Berliet
|
O grande carro pesado para transporte de carga e, com
bancos, para transporte de um pelotão ou?...
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Cabeças
d’oiro
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Os brigadeiros e generais... os chefes.
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Capim
|
Erva alta. Termo já percebido pela maior parte.
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Checa
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Era o caloiro que chegava para a guerra... fresquinho,
idealista e/ou cagado de medo...
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Cóbue
|
Pequena povoação a Norte do Niasa em frente(Este) à ilha
de Likoma.
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|
é
mato
|
“Gente aqui é mato.” Há muita gente.
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Esquentamento
|
As doenças venéreas derivadas da prostituição. A sífilis
era o terror que esgotava os stokcs ded penincilina.
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Jogar
à lerpa
|
O jogo da batota, às cartas, em que se perdiam ordenados
inteiros...
|
|
lerpar
|
Significava desde perder até morrer...
|
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Licoma
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Ilha em pleno Lago Niassa.
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Lunho
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Região interior o Oeste do Niassa que nos anos sessenta
era considerada a zona isolada e de grande risco.
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Machamba
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Tereno de cultivo, desde o pequeno quintal à grande propriedade.
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Malema
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Povoação interior na ponta do triângulo do Cabo Delgado.
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Marmita
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Era o equipamento de cada soldado para poder receber o
comer, mas aqui eram as minas anti-carro e anti-pessoal
que eram o terror das deslocações que tínhamos de fazer.
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Matabicho
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Em princípio era o pequeno almoço à inglesa, mas pode
ser um bagaço ou bebida branca ou até gorgeta... Tudo era
Matabicho!
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Meponda
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Praticamente o porto do Lago Niassa que servia Vila Cabral,
actual Lichinga.
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Mutuáli
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Povoação perto de Malema.
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Nacala
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Porto de mar ao Norte de Moçambique acim da Ilha de Moçambique.
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Olivença
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a última povoação a Norte do Moçambique cerca do Lago
Niassa, com grande dificuldades de acesso. Só pelo Lago
ou de avião.
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ORDEMOVE
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Termos militares para diversas ordens de serviço.
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ORDOP
|
Termos militares para diversas ordens de serviço.
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os
ciclistas
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O feijão frade.
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Picada
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Os caminhos os estradas de terra batida.
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Psico
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A chamada acção psicológica para aliciar as populações.
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RELIM
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Termos militares para diversas ordens de serviço.
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RN
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Reserva Naval - o equivalente aos milicianos na Marinha?
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Sanzala
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Qinta, propriedade, basicamente rural mas que podia ir
desdde a casa de residência senhorial até oficinas, armazéns...
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SITREP
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Termos militares para diversas ordens de serviço.
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Turra
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Era o termo prático para denominar o “inimigo” ou o que
se entendia por “inimigo”... como dizia um oficial de operações
o que vale é que cada país tem o inimigo que merece... à
nossa escala e proporção!!!” Se não!? Perante a falta de
meios e falta de operacionalidade, era um autênticomilagre
haver, apesar de tudo, tão poucas baixas nas fileiras do
exército colonial.
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Unimog
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O pequeno carro, todo o terreno de caixa aberta a que
se adaptaram bancos para transporte de uma patrulha.
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