|
09
MEMÓRIAS
DE MANUEL LOENDRÊRO
|
9.1
MEMÓRIAS
DE MANUEL LOENDRÊRO 1 - in A PLANÍCIE, 15/02/83
1. O de
Lisboa - in A PLANÍCIE, 15/02/83
Vinha
ê uma vez pá vila a cavalo no burro pa fazê
o avio, condo óvi atrás de mim um altemoven
de esgalha bordão por a estrada adiente.
Passô
por mim ca força toda... Tamein si nã passassi
más valia uma botas e condo começô a subiri
a barrêra do ôto lado da estrada, dê um
estralo e começô às panderêtas até
que se parô. "olhó! - pensi eu - já
está escangalhado". Fui lá ó pei
pa vê o que tinha acontecido. Tava o home olhando pa
um pineu. Prigunti-lhe donde ele era e disse quera de Lisboa.
Pá,
tá tudo dito - pensi eu. Vinha-me imbora condo o vi
priparado pa mudá o pineu mas volti pa trás,
porque vi o baboso, que nã tinha gêto ninhum
páquilo.
Dexi-me
do burro, desviio e comeci a mudar a roda, mas vi logo caquilo
nã era só do pineu. Espoji-me no chão
e espreti pa debaxo do carro pa vê o qué caquela
moenga tinha e vi o enxo e a jente, tudo entrotado.
Condo
ia alivantar-me vi o home mexendo num ninho d'abêsporas.
- Que
bichos são estes? - preguntou eli.
- Nã
mexa nisso! Nã as trilhe! - Griti-lhe eu. Tá
bem dexa!
Foi mêmo
o quele foi fazeri. As abêsporas alivanteram voio e
hôve uma que le deu uma nicada nos bêços
cu fez dar um berro, ôtra foi-se ó burro. O burro
assim cas viu zunindo de roda das orelhas, escarampatô-se
e esgalhô fugindo por a chapada arriba. Ê rasgui
fugindo atrás deli pó apanhari. Daí a
podaço condo volti todo esbrazeado, tava o ôtro
cum lenço nos bêços quêxando-se.
- Vocei
é mesmo enchaparrado - Disse-leu. - Atã vocei
nã sabe que na se pode mexeri num ninho d'asbesporas?
E vá lá teve sorti, porque se fossem tarantas...
Ati o
burro a uma arve e fui veri so home tinha os beços
munto enchados. Hei mãe! Tava com umas beçoletas
que pareciom o bebrum dum penico! Atão o bocana nã
queria pôr pomada naquilo?! Lá o convenci a pori
lama nos bêços porque pá picada na há
melhori. Condo tava cos beços enlameados, disse-le
cu melhor era vir com migo à vila à busca dum
mecânico. Montô-se, em cima do burro e lá
fomos. O engraçado é que condo chigámos
e me desmonti, olhi pa trás e ele nã estava
lá. Devi ter escorregado da albarda, porque eles sabem
andari de cu tremido, mas de burro, anda cá se queres...
Já não volti pa trás, porque tinha de
fazê o avio à minha Bia e despois fechavam as
loges. Tóoouuuu!
M.L.
Nota:
O mau estado das fotocópias que me foram fornecidas
para a transcrição destas "Memórias",
muitas vezes não me permitiram, possivelmente, uma
transcrição correcta dos termos usados e grafados
pelo autor, do que peço desculpa, e estou pronto para
qualquer emenda a qualquer momento, esperando entretanto que
o autor se decida apresentá-las ele próprio
e sob a sua vigilância. Pela autorização
verbal, que me concedeu de as poder usar nest' aminhaTEIAnaREDE,
os meus melhores agradecimentos. JoRaGa.
|
|
9.2
MEMÓRIAS
DE MANUEL LOENDRÊRO 2 - in A PLANÍCIE, 15/06/83
2 A Pega
- in A PLANÍCIE, 15/06/83
Um demingo,
lá no Taquale havia movemento que nunca más
acabava: O Grupo de agarradores lá do monti ia pegar
à aldêa. Ê eró cabo dêlis
pa gandes aflições da minha bia, mas êle
a mim pôco m'empotava qu'ela tivesse mêdo ô
não, porqueê cá nã tinha mêdo
nunhum. Ó despois de se termos trajado, lá formos
agenti a caminho da aldêa. Nós, os agarradores,
todos com grandis patilhâmes e alguns de bigote; Távamos
tôdos munto calmos: só nos tremiom os joêlhos,
as mãos, o coração dava saltos que nem
um coelho bravo prendido poruma pata, e távamos fumando
que nem umas bêstas, mas távamos calmos. Távamos
era desejando pulare p'ra cima dos cornos dos bichos. Távamos
comé que se diz?... Xitados. É isso conho!
Chigámos l'á à aldêa, e dexi-me
da relota e fui veri sus bichos já tinhom chigado.
- Já! - Arrespondê-me o campino - Tã aleim!
Fui lá a esprêt'á-los, e condo os vi tã
prêtos até os cabêlos do pêto se
me puseron brancos. Ma nã foi mêdo. Fiqui foi
admirado co ma côr dêlis. Até luziom! Traziom
terra no lombo e tudo.
- Olhem rapazis! - dissê òs do mê grupo
- Os bichos, é tudo prêto que nem caravão!
- Ê que maaaus! Mas assim é qué boum!
- Tão com mêdo? - Virámes-se tôdos,
e démos de trombas co grupo de Val Picote que tamein
vinha pegari.
- O mêdo ga genti teim é o que le sobra a vocêis!
- Dissê fechando os olhos uma migalhimha.
- Atão mas tu julgas c'agenti têmos tante mêdo
c'até nos sobra?
- Nã julgo! Tenho a certeza!
Boum, êle já tava atabafado comigo, ê tamein
já nã o podia vêri e nã tardô
munto cos dôs grupos não tivessem enleados à
pazada.
Boum, ma lá começô a corrida e cabedô
à genti fazere a premêra pega. Abri-se a porta
do curro e de lá saíu uma vaca mertolenga.
- Ah mas isto é qu'ei? é isto que voceis vã
pegari? - Diziom os de Val Picote no gôzo, é
que tinha havido um engano e tinhom soltado um cabresto em
vez dum boi. Por fim lá soltarom o bicho qu'era, e
condo os de Val Picote o virom começarom a gozari dezendo
qu'era dos encarnados que nã faziom mal ninhum. Mas
condo o bicho dê ali umas corridas e le saíu
o póu do lombo e ficô aleim prêto, calô-se
tudo.
- Levom gande sova! - Deziom os ôtros. E a genti calados.
O cavalêro levô aleim fazendo o trabalho deli
e condo chigô ó fim pediu más um ferro.
- Sai daí piolhoso! - Gritames-le a genti - Pôste
feio tanchando ferros no bicho!
Boum, o cavalêro saíu e a seguiri vêi o
capinha armado em boum.
- Vô-me aí a ti patei-te tôdo! - Gritô-le
o Zei Alacrau. atei que chegô a altura d'agenti se meter-mos
lá drento. O nosso grupo era case tôdo fêto
por jogadoris do Taquale. Chigui ó mêi do relvado
do terreno... carafo! Chigui ó mêi d'arena e
brindi ó pessoali que tava na bancada. Aperalti-me
todo e lá fui ê derêto ó bicho.
- Eh prêêêto! Eh biiicho! - continui fazendo
barulho mas o boi ná'via mêi de se voltari. até
quê lá ia ó mêi da praça
cond'êli me viu e vei drêto a mim que parcia mêmo
um'altometôra.
(Continua
no próximo número)
|
|
9.3
MEMÓRIAS
DE MANUEL LOENDRÊRO 3 - in A PLANÍCIE, sem data
legível - 1983?
3. Tornêo
em Lesboa 3 - in A PLANÍCIE, data ilegível
Uma vez,
chigô ò Taquali um gajo com um jornali, onde
vinha dezendo que s'ia fazeri em Lesboa, um tornêo entre
piquenos clubis, pa ver se descobriom novos jogadoris.
- Já
tá - Disseu - Sagenti já formos ficamos todos
convocados.
Começamos
atão a tratari das coisas pá viage. Premêro
viémos a moira pa alugari uma carrêra e condo
iamos chigando à parage das caminetes queim éi
ca gente vêi? A enquipa dos Trigues do Alvarrão,
que tinhom ganhado a taça à genti com uma manchêa
de ciganices.
- Qué
que vêim fazeri? - Préguntamos.
- o cagente
queri. Porquêi?
- Porque
sim! Vá!!!
- Boum.
Já que querem saberi - disse o capitã delis
em ar de gozo - viémos alugari uma caminete pa irmos
a Lesboa.
- Ê
o quêi? Quem vai é a genti!
Boum,
começamos a lavrari d'atravessado, até que s'alançámos
uns ós ôtros pôs antão. Condo acabámos
com aquilo, fomos a falari cu home das caminetes e ele podiu
munto denhêro pá viage. Ora nem a genti nem os
do Alvarrão podiamos pagari a nã ser que se
juntássomos. Mas coma genti na se chupava, teve mau
pa se decedir. Até que resolvemos ir mêmo com
elis que nã tinhamos ôtro remédio. Condo
se montámos na caminete dêxámos o lado
da soalhêra pó dos Alvarrão. Forom à
esturrêra o caminho entêro. Condo chigámos
ó Cento Destágio ô lá ó
quer aquilo iom esbrazeados até má não!
e a gente rinde-se. O pió foi que nã criom receber
a genti, porque nã le tinhômos dito nada antis.
De manêras que tivémos de dromir na caminete
nessa nôte, e só no ôtro dia é c'arranjarom
cartos à genti. O Cento D'estágio, foi o sítio
onde ê comi a comida más mal fêta da minha
vida! De manheim, em vez de nos darem pã com lenguiça
ô tôchinho e uma punicada de cafêi, derom-nos
lête e pã torrado com marmelada. A genti nem
le tocámos. Ò almoço quisemos açorda,
derom-nos pêxe. Ò jantari, quisémos uns
fêjanitos com orelha de porco, derom-nos frango com
batatas. Boum, lá comêmos porque tinhômos
passado o dia entêro em fraqueza ripando umas laricas
que já nem le viômos o rêgo. Tevémos
lá uma semana e todos s'admirarom munto cagente porquem
vez de se peorcuparmos com trênos e o tornêo,
passássemos os dias entêros espojados debaxo
das arves fumando, e bobendo vinho. Até porqu'iamos
jogari com uma enquipa alemôa, quêles tinhom trazido
pa jogari com as enquipas todas, e a que tivesse jogadores
milhores, é qu'ia jogari contró Benfica e o
Sport. Chigô o dia do jôgo, e nunca más
m'esqueço daquilo que senti, condo pisi a premêra
vez um campo arrelvadu, era cá uma macieza nos péis!
ê dantes só tinha jogado em campos cheios de
bajôlos - foi atão que repairi cu Cara de Cinoira,
tava arrancando a erva pra brento dum saco, pa dá òs
coelhos lá no monti. Condo eli acabô, lá
se preparámos todos, ia começá o jôgo.
|
|
9.4
MEMÓRIAS
DE MANUEL LOENDRÊRO 4 - in A PLANÍCIE (data -
1983?)
4 A Excursão
Uma vez
lá no Taquali alembrasmos-se de fazê uma eiscursão.
- Vamos a Lisboa ver os Giròlmos! - Disse o Abel Tengirina.
- Nã sinhoira. Vamos ó Algarvi! - Disse o Zéi
Alacrau.
- E porquê ó Algarvi e nã ós Girólmos?
- Porque no Algarvi podes banhari e nos Girólmos nã
podes.
Fomos atão ó Algarvi. Pensámos em iri
no tractori do Cara de Cinoira mas levava munto tempo. De
manêras c'acabámos por alugari uma Carrera, que
sempre era melhó estamporte. Por o caminho fomes-se
todos devertindo menos a minha Bia, que se farto de gumitari.
- Tu vês más algueim gumitari? - Prêgunti-leu
- Ês mêmo charrôca! Fomos ralhando os dois
o caminho todo.
Por fim chigámos à praia ô lá o
quera aquilo. Ê fiqui parvo! Ê sabia cu mari era
uma rebéra grandi, mas assim tamém não!
Atã e aqueli podaço d'arali? E arêa boa!
O Cara de Cinoira até enche uma saca pa fazê
um raboco lá pá malhada dos porcos. Atã
e o gentio? E os altemóvens? Erom por demais.
Lá se despimos até ficarmos só com as
calças, e fomos a enterrar um agarrafão do Cartaxo
lá adiente, drento d'água.
Foi atão que vimos uns bocanas a jogari à bola.
Fizemos uma enquipa contra elis pa mostra como se joga. Eles
olhavam pá gente e riom-se, nã sê porquêi.
Sairom elis. Hôve um que fintô o Zei Alacrau,
e já eli ia atrás deli pa lhe dá uma
foêrada, condo ê le dissi:
- Dêxó comigo Zéi! - O ôtro, julgava
que mia fintari, mas ê di-le uma pupinda nas canelas
cu fiz dá 2 voltas no ari. Parcia um piã d'Alvito.
-Se calha, cuidavas que passavas não? - Disse-leu.
Daí a podaço numa jogada dagenti o guardaredis
delis ia a sairi ós peis do Cara de Cinoira, e eli
fez-le um truqui dos deli: Dêtô-le um punhado
d'arêa pós olhos e marco o golo. Elis disserom
logo que já nã criom joga mais.
- Voceis nã querem jogar e a gente vamos pa drento
d'água.
- Bora! - Gritámos fugindo.
Mal entrámos n'água diz o Zéi:
- Eh! A água é salgada!
- Ah! Éi agora!
- Não? Atã porvem lá. Pusemes-se tôdos
a provari a água.
- Qué lá saberi! Banho na mêma.
Mal tínhamos começado a banhari aparece um gajo
a dizeri:
- Os senhores nã podem tomar banho hoji. Nã
vêem a bandêra virmelhe?
- Atã e condo é que se podi?
- Condo estiver verde.
- Atã prantem lá uma bandêra verdi! Essa
é boa!
- Ê banho memo porque quero - Disse o Cara de Cinoira
e abalô lá mais pó mei do pego.
Ora enleô-se nas ondas, tiveram cu ir vescar de barco.
E éli banhava beim. Despois tiverem cu fazê gumitá
a água e arrespiração bocaboca, com o
salva vidas dando-le bêjos nos bêços. Aquilo
era memo nojento, carafo!
A minha Bia e as ôtras, andarom até horas d'almoço
mulhando-se inté às curvas das pernas. Despois
almoçámos, bobemos uns escolates valentis e
tivemos a tarde entêra cantando à alentejana
na praia até o soli se pôri é que se viemos
imbora.
O pió desse dia é candámos todos uma
mancheia de tempo com as costas e o pêto empolados até
más não.
|
|
9.5
MEMÓRIAS
DE MANUEL LOENDRÊRO 5 - in A PLANÍCIE (data -
1983?)
5 A Escola
Conde
era rapazinho p'aí com uns 7 ò 8 anos, a minha
mãe disse-me quê tinha d'ir pà escola
aprende a ler e a escreveri.
-Nã quero!- Griti eu - Se me chegom a tanchar na escola
fujo de casa!
Com'a minha mãe pa estas coisas era mais má
c'uma dôr de barriga, dê-me um estramelo nas ventas
que me fez ver as estrelas 3 dias pa lá do solposto.
De manêras que na ganhi nada com a torada que fiz e
acabarom por me pôri na escola da Dfesa. Lá ia
ê todos dias mais os ôtos do mê tamanho
a péi até à escola. E erom uns quilómetros
valentis! E ódespois tinhamos que passar a ponte do
Ardile adonde ficávamos banhando o maior parte das
vezis. Encontê andi à escola, nã hôve
nem um dia (nem um diazinho sequer), quê chigasse a
horas. Todos dias levava uma carga de estoiro e nã
me desmanginava. O pió de tudo era a passage da ponti:
ó iamos pescar à lapa ó íamos
banhari, e escola... visteza! A pressôra préguntava
ondé ca gente tinha andado e a gente dezia sempri:
-Fomos ós ninhos, m'sôra!
No fim ela dava dez réguadas a cada um, e mandava-nos
pó canto de castigo. Êramos sempe os mesmos:
ê, o Zéi Alacrou e o Cara de Cinoira. Desde piquininos
c'andámos sempe juntos!
Uma vez, esta nunca mais me esqueci), no entervalo armámos
uma garreia, e condo a pressôra foi lá ròbámos
o sino leváme-so ò Ardile e tanchámos
com eli no fundo do Pego dos Marmelêros. Ódespois
abalámos cada um pa sê chêral lá
pa longi; de manêras que condo a perssôra quis
meter a genti na sala teve c'andar fugindo por aquelis cabeços,
chamando a genti. Eh que torada! Já nã hôve
escola nesse dia qu'ela nã conseguiu apanhar nengueim.
O pió foi no dia a seguiri quela dê uma sova
de réguadas na gente todos, e ódespois fez preguntas.
Condo chigô a minha vez, quis saber quem é que
tinha sido o premêro Rei de Portugali.
-Sê lá eu! Algum pante-minêro!
-Levas dez réguadas!
-Qu'é lá saberi! Nã me doiem!
-Batê-me ca força toda e passô ò
Cara de Cinoira.
-D. Dinis! - Responde eli. Mái estoiro, A seguir foi
o Zéi Alacrau.
-Ê cá nã fui!
Eh! A pressôra chamô-le tudo! Dê-le uma
mã cheia de réguadas co Zéi até
arroto a pirum seco ódespois fez-nos um ditado. Condo
o corregiu, disse quê era o que linha tido menos erros.
Fiquei todo babado.
- Atã e contos tive msõra?
-14!
-Sóu?! Eh! A última vez que fizemos o ditado,
tive alguns dezanovi. Tô a ficá boum!
Levi quatr'anos pa fazè a sigunda classi, e dezia sempe
ó mê pai que passava, todos os anos de manêras
quele julgava quê já andava na quarta.
-Atâ e este ano? Passas? - Préguntô-me
eli.
-Tá um becado malote!
-Tá um becado malote? Atã mas que conversa é
essa? Tarei quir a falar ca pressôra ?
Ei céu! Esconfique até as unhas dos péis
se me puserom brancas! O mê pai chigô lá
à escola e préguntô que tal ia eu. A pressôra
disse quê nã era munto mau, mas naqueli ano não
devia passari.
-Tameim! A 4ª classi é uma migalhinha puxada!
Quarta classi? Condo ela lhe dissi quê só andava
na sigunda, ele dê um pulo até às nuves.
Parecia que le tinha picado um atabão! Picô o
burro drêto ô Taquali com vontadis de me esfolar
vivo, ma condo lá chigô, já ê tinha
fugido. Ora Boum! Andi fugido alguns dois dias, ma memo assim
nã me livri da sova. E foi por casa destas capeias
que só acabi a 4ª classi com alguns dezassete
anos.
|
|