O CANTO DO FALAR(e)
ALENTEJANO

por um Cigano Castanho vindo da Serra da Estrela
JORAGA o acrónimo de JOsé RAbaça GAspar

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0.
SEARA VOCABULAR

ALENTEJO

3.
Barrancos
(um caso especial)
SEARA VOCABULAR

 

NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO -- Lenda da Senhora da Assunção

[relacionada com A capela da Senhora da Assunção, em Vilas Boas – Vila Flor]

 

NOTA IMPORTANTE (resumo da INTRODUÇÃO)

Estas são umas orações que a minha mãe nos ensinava… Ensinou-me muitas que já me esqueceram… Ao princípio ia-nos ensinando quando calava, mas depois, o meu pai começou a fazer ‘mangação’ e já só nos ia ensinando, às escondidas…

 

(resumo da CONCLUSÃO)

Estas são ‘coisas’ que eu me lembro e vou dizendo, todos os dias, enquanto lido, e não digo a ninguém… só às pessoas com quem tenho mais lidação… os ‘outros’, os que têm outros conhecimentos, podem fazer pouco e não vale a pena ‘perder tempo’ a d’explicar…

 

 Por BEATRIZ DA VINHA – 1923 01 27 -- São Matias – Beja (Aprendi esta oração da minha
mãe Clara,
quando eu tinha uns 12 anos… e ela já tinha aprendido da mãe dela…)

(Para ouvir no YT -- https://www.youtube.com/watch?v=4fAGQkFKX3o (gravação 2016 04 27 JRG)

NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO

(Parece que a senhora diz: Nossa Senhora d’Ascensão)

 

Entre comarcas e torres

Está uma rosa bem plantada

Rosa de tanto valor

Que a todo o mundo dá luz!

É a Senhora d’Assunção

E o seu Menino Jesus!

 

No tempo das mourarias

Tudo foi assitiado

Venceram os portugueses

Que Deus tinha prometido.

Foi tão grande o estudo

Que tudo ficou instruído.

 

Foram lá dois homens honrados

Para formarem a capela

De alta que ela era

Dava vista a sete estados…

Já estava por esquecida

A Senhora d’Assunção

 

Foram lá duas mulheres

Com uma grande devoção…

Uma delas ia pejada

Ela pediu à Senhora

Pela que levava em seu ventre

Ela pediu à Senhora

Que fizesse dela, sua serva…

 

Passados alguns tempos

A mulher veio a parir

Uma menina Maria

Que a Deus vinha a servir…

Ao passo d’alguns tempos

Sua mãe faleceu…

Seu pai perdeu muito

A menina mais perdeu…

 

Aconteceu à menina

De ir lavar uns cueirinhos

Dum irmanito que tinha…

A sede a obrigava

O demónio a atentava

Para que ela ali bebesse

E ali morresse afogada…

 

Ali lhe aparecia a Virgem

Juntamente no improviso

-- Não bebas daí, menina

Que eu te hei-de salvar

Eu inda abri uma fonte

Que ele não sabe secar…

 

A fonte tanto mingava? / brotava / milagre?

A água tanto crescia,

Que a menina toda cobria…

A menina tinha dois lenços

Cada um mais do seu gosto

De um lhe aparecia a Virgem

Com o outro limpava o rosto…

 

Foste baptizada ao lado

Três palavras te faltaram

As outras a ti não te rogaram…

Agora que és minha afilhada

Pede-me quanto quiseres…

 

-- Peço, por alma da minha mãe

Se ela em penas estiver

Que a solte da prisão…

-- Tua mãe já está no céu

Dos Anjos está gozada

De Serafins guarnecida

O mesmo te aconteça a ti.

 

Peço por alma de meu pai

Que ele ainda vivo está

Se ele em penas estiver

Que o soltes da prisão…

-- O teu pai se fizer daqui pra diante

Como tem feito até agora

Já o tens prometido

Que Céus não lhe falte na glória…

 

Vai-te à noite a Vilas (e) Boas

Junto da minha capela

Que eu te darei um sinal

Para que te queiram na terra…

 

Veio a menina muito contente

A seu pai, não disse nada…

Assim que foram horas…

-- Meu pai dê-me licença

Quero cumprir minha palavra

Fiquei de estar com a Senhora

Lá na sua Santa Casa…

 

-- Filha minha, não pode ser

Sair de noite sem companhia

Inda se fora de dia…

 

-- Ó meu pai dê-me licença….

Quero cumprir minha palavra

Fiquei de estar com a Senhora

Lá na sua Santa Casa…

 

Bençoada, filha minha

Que da Virgem Maria

Sete passos vão à pedra

E da pedra, uma légua…

 

Os passos que a menina ia dando

Seu pai a ia seguindo

 

De enfadado que ia

Se encostou à pedra

Sua filha viu palrar

Mas porém não viu com quem…

 

Bençoada, filha minha

Belo regalo me destes…

 

O meu pai vem muito contente

Ante de tal esplendor

Aqui me trouxe a Virgem

E aqui me voltou a pôr

 

Deu-me estas palavras

Para que viesse alumiando

Deu-me esta Cruz de marfim

Para que fosse para mim

Para que todo o fiel

Se arrojasse pra Ela…

 

Vinha a menina muito contente

Cumprindo a sua promessa

Em frente às outras mulheres

Ia ainda mais depressa…

 

Eram tantos os milagres

Que a Senhora obrava

Em todas aquelas redondezas

Que noutra coisa não se falava

 

 

Notas ANEXAS

«O Santuário de Nossa Senhora da Assunção em Vilas Boas, Vila Flor. Este é
o maior santuário mariano

do Nordeste Trasmontano.

O santuário ergue-se a mais de 760 metros de altitude podendo ver-se desde
o Marão, Bornes, Mogadouro, etc.»

http://portugaltorraonatal.blogspot.pt/2011/02/freguesia-de-vila-flor.html

«APARIÇÃO: O 1º GRANDE MOMENTO

O primeiro grande momento na edificação do Santuário é sem dúvida a aparição de
Nossa Senhora à menina Maria
de Vilas Boas. O dia 4 de Setembro de 1673, bem como 7 e 8 do mesmo mês e ano,
são datas que traçam o rumo
deste famoso lugar dedicado a Virgem Santa Maria. Antes das aparições à menina
Maria, o Santuário estava
reduzido a uma pequena capela, abandonada, onde no Verão os gados se recolhiam.

 

Tal como noutros lugares de devoção mariana, também neste lugar, uma menina
foi a feliz ligação entre a mãe divina e os homens que se tinham esquecido da sua
casa lá bem no cimo da montanha sagrada.
Nossa Senhora por três vezes como atrás foi referido, em lugares distintos,
fonte do Ribeiral, eira Monteira e Lugar do Cruzeirinho, apareceu à mensageira Maria,
dando-lhe a seguinte missão:
-- vai e diz aos habitantes de Vilas Boas que estou descontente com a sua vivência
na fé e o estado a que deixaram chegar a minha casa.
Eles que façam jejum e tratem da minha casa. A partir das aparições,
o templo foi reerguido, a fé aumentou e os milagres multiplicaram-se,
o Santuário passou a ser local de romagem e de grande devoção mariana.
Bem se pode dizer que a aparição foi o primeiro grande momento deste
belo lugar que se há-de transformar
no mais importante Santuário Mariano da Província Transmontana.»

Lenda da Senhora da Assunção

Lendas

http://dourovalley.eu/poi?id=8001

Obra inspirada nas lendas do Douro | © José Emídio

 

[A capela da Senhora da Assunção, em Vilas Boas] foi um templo muito humilde na sua origem e pelo meio
do século XVII caiu em tal abandono que os gados “n’ella sesteavam”, mas um facto muito extraordinário a
salvou do olvido.

Em 4 de Setembro de 1673, uma menina de Vilas Boas, por nome Maria, de 10 anos de idade, filha de
Jacome Trigo, estando a lavar em um ribeiro contíguo à vila, apareceu-lhe uma mulher de surpreendente
beleza que a chamou, lançou-lhe a bênção, levou-a a uma ribanceira próxima, da qual brotou no momento
uma fonte de água, banhou-lhe a cabeça, e lhe disse:

– Estás sã do mal que padecias, mas a sesão [sezão] que tiveste na Sexta-Feira te há-de repetir ainda hoje;
vai pois para tua casa e depressa, para que te não dê no caminho.

Disse-lhe mais:

– Lembras-te de quando ias defronte da minha Casa, na Portela de Vale Formoso, e eu peguei em ti sem o
saberes, livrando-te de perderes a vida em um despenhadeiro, indo em teu seguimento João Lopes e
Affonso Trigo que te levou nos braços para casa? Eu sou a Virgem da Assunção. Vai e diz aos
teus vizinhos que jejuem a primeira Sexta-Feira e concertem a minha casa, porque eu não cessarei
de interceder por vós todos...

No dia 7 do mesmo mês, estando a menina com os seus pais em uma eira limpando um pouco de pão,
a mesma Senhora lhe apareceu outra vez, sendo já sol-posto, e lhe disse que fosse à sua capela.
Foi. A meio da ladeira do monte encontrou a Senhora; viu a capela com as portas fechadas e toda cheia
de luzes, e a Senhora, tomando uma cruz de madeira que estava na encosta, deu-a à menina e disse-lhe:

– Vai à vila recomendar de novo a todos que não se esqueçam do jejum, e dá-lhe a beijar esta cruz.

Apenas chegou a casa dos seus pais, onde encontrou Bento Lopes e um moço chamado João,
pediu-lhes que a acompanhassem, ao que eles anuíram, e, tomando duas velas acesas, percorreram a
povoação com a menina, dando esta a beijar a cruz a todos e recomendando-lhes o jejum.

No dia seguinte, Sexta-Feira, 8 de Setembro, dia da Natividade da Senhora, foi a menina repor a cruz
no sítio de onde a havia trazido. A Senhora de novo lhe apareceu e lhe disse que todos os Sábados
fosse vê-la à sua capela, o que a menina cumpriu.

Em breve se divulgaram estes factos e logo se avivou a fé com a Virgem da Assunção nos povos
circunvizinhos até muitas léguas de distância, aumentando espantosamente de dia para dia a concorrência
dos fiéis e as rendas do santuário com as ofertas em cumprimento de votos e em sinal de gratidão pelas
curas maravilhosas que experimentavam os enfermos.

Fonte: LEAL, Pinho; “Portugal Antigo e Moderno”, Vol. 11; Lisboa, Livraria Editora de Mattos Moreira &
Companhia, 1886, p.1403. PARAFITA, Alexandre; “Património Imaterial do Douro”, Vol. II;
Âncora Editora, Fundação Museu do Douro; 1ª edição, 2010, pp. 280 a 282.

Morada: Vilas Boas | 5360-493 Vila Flor.

Longitude: -7,18201 | 7° 10' 55,2" W

Latitude: 41,34879 | 41° 20' 55,6" N

Observações sobre a localização: Esta localização é uma referência geográfica aproximada de lugares
referidos nesta lenda.

    

«Santuário localizado a cerca de 760 metros de altitude, no cabeço de Vilas Boas, local onde existiu
um antigo castro celta.
É constituído por uma igreja datada do século XVII, anexos e um conjunto de seis capelas.
Trata-se de um santuário mariano neoclássico, a partir do qual se podem obter magníficas
vistas sobre a região.»

A lenda das sete senhoras (APL 212)

http://www.lendarium.org/narrative/a-lenda-das-sete-senhoras/?category=13

Mas, quais são, afinal, as Sete Senhoras, tão veneradas pelas gerações passadas e não menos pelas actuais?

São-as seguintes:

A Senhora da Assunção em Vilas-Boas, concelho de Vila-Flor. Fica num lugar paradisíaco.
É talvez a maior romaria transmontana, que atrai milhares e milhares de peregrinos no dia,
15 de Agosto de cada ano.
É famoso o seu enorme andor, levado aos ombros de muitos homens e adornado de figuras vivas.

A Senhora do Amparo, junto de Mirandela. Ali acorrem todos os anos muitíssimos romeiros de vários
pontos do país.
Tem um Santuário maravilhoso que é o orgulho da Princesa do Tua.
É famoso o fogo aquático queimado sobre o rio daquele nome.

A Senhora da Serra, próxima de Bragança. Fica no cume da serra, a grande altitude,
o que torna o recinto bastante frio.
Ali se realizam anualmente novenas em honra da Senhora, por altura da festa, em Agosto,
havendo muitas pessoas que alugam quartos, construídos para esse efeito,
a fim de passarem lá os dias da novena.

A Senhora do Aviso, no Monte da Bouça, próximo de Sarapicos. É muito invocada em toda
a região bragançana e não só. Segundo reza a lenda, a Virgem teria aparecido a uma pastorinha
e ter-lhe-ia dito que, a quem fosse seu devoto, avisa-lo-ia três dias antes da morte.

A Senhora do Nazo, em plena região mirandesa, próxima da aldeia com o mesmo nome.
Muito querida e venerada por todo o povo do Planalto.
Todos os anos, em Agosto, ali se realizam grandes festividades, onde ocorrem muitos forasteiros,
principalmente emigrantes. Do Santuário avista-se um panorama maravilhoso que abarca
terras portuguesas e espanholas. Contam-se também lindas lendas e muitos milagres da Senhora do Nazo.

A Senhora da Luz, na linha da raia, entre Espanha e Portugal, próximo da aldeia de Constantim.
Ali se realizam no mês de Abril, as festas em honra da Senhora e também uma feira internacional
muito concorrida por gente dos dois países. Já antes da abertura das fronteiras havia licença
de comprar e vender alguns produtos, oriundos dos dois países.

A Senhora da Ascenção (Assunção), na Serra da Castanheira, próximo da aldeia
do mesmo nome, no concelho de Mogadouro. É festejada no domingo da Ascenção, em fins de Maio
ou princípio de Junho. Dali se desfruta um vastíssimo e deslumbrante panorama que abrange todo
o distrito de Bragança e grande parte de Espanha. Embora os festejos não sejam muito ruidosos,
a Senhora é muito invocada e venerada, não só pelos naturais da aldeia, mas também
pelas gentes das povoações circunvizinhas.

Como todos estes Santuários se encontram a grandes altitudes avistam-se uns dos outros
e daí a razão de o povo dizer que as senhoras são irmãs, vêem-se todas as manhãs e falam umas com as outras.

Fonte Biblio OLIVEIRA, Casimiro Raízes: Poesia, Contos e Lendas Mogadouro,
Associação Cultural e Recreativa de Soutelo, 1998, p.67-69

Place of collection-, MOGADOURO, BRAGANÇA

Narrativa

O Lobisomem de Vilas Boas

http://dourovalley.eu/poi?id=8002

Lendas

Obra inspirada nas lendas do Douro | © José Emídio 

Havia um homem que tinha esse fado em Vilas Boas. Nesses dias, ele desaparecia, pois tinha de correr
as sete freguesias. E foi a própria mulher quem lhe tirou o fado com uma aguilhada.

Foi na rua dos Sotos, onde há um cruzamento de caminhos e onde, a altas horas da noite,
costumava passar uma fila de cavalos. Iam todos a correr o fado.
Então esse tal de Vilas Boas avisou a mulher:

– Olha que eu sou o último da fila. Não te enganes. E espeta-me bem, se não eu mato-te a ti.

Queria ele dizer que, se não conseguisse fazer-lhe sangue ao espetar-lhe a aguilhada,
não lhe tirava o fado e ele voltava-se contra ela. Claro que ela foi lá com os olhos bem arregalados.
E salvou o marido. Foi o que sempre ouvi dizer na povoação.

Fonte: Informação de Maria Luísa Morais, 80 anos,
recolhida no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Vila Flor,
em 2010. PARAFITA, Alexandre; “Património Imaterial do Douro”,
Vol. II; Âncora Editora, Fundação Museu do Douro; 1ª edição, 2010, p.287.

Morada: Rua dos Sotos | 5360-493 Vilas Boas, Vila Flor.

Longitude: -7,19484 | 7° 11' 41,4" W

Latitude: 41,34742 | 41° 20' 50,7" N

Observações sobre a localização: Esta localização é uma referência geográfica aproximada
de lugares referidos nesta lenda.

Vilas Boas (Vila Flor)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Vilas_Boas_(Vila_Flor)

Vilas Boas (Vila Flor)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Portugal Vilas Boas —  Freguesia  —

Vilas Boas está localizado em: Portugal Continental

Vilas Boas

Localização de Vilas Boas em Portugal

Coordenadas  41° 20' 52" N 7° 11' 47" O

País    Portugal

Concelho       VFL.png Vila Flor

- Tipo  Junta de freguesia

Área

- Total 28,57 km²

População (2011)

- Total 550

• Densidade   19,3/km2

Orago Santa Maria Madalena Procurar imagens disponíveis Procurar imagens disponíveis

Vilas Boas é uma freguesia portuguesa do concelho de Vila Flor, com 28,57 km² de área
e 550 habitantes (2011). Densidade: 19,3 hab/km².

Foi vila e sede de concelho extinto em 1836. Era constituído pelas freguesias da vila
e de Vilarinho das Azenhas. Tinha, em 1801, 708 habitantes e 43 km².

Ver ainda: -- Vila Flor, concelho – com muitas imagens do Santuário da Sª d’Assunção

https://www.facebook.com/vilaflor.pt/photos/a.367699426616946.98880.364920040228218/
771069336279951/?type=1&theater

 

E ainda – Santuário de Nossa Senhora da Assunção no FB

https://www.facebook.com/SantuarioNossaSenhoraDeAssuncao

 

e ainda: -- http://www.cm-vilaflor.pt/frontoffice/pages/292?poi_id=32

 

Troca de mensagens com o Professor Alexandre Parafita:

2016 05 09 minha para A Parafita:

Caro Amigo e Senhor Dr. Alexandre Parafita:

 

Gostava de poder contactá-lo para assunto relacionado com uma LENDA (?) localizada em Vilas Boas (Vila Flor?) a respeito do santuário de Nossa Senhora da Assunção...

 

Fiz casualmente uma gravação do que pensava ser uma ORAÇÃO ANTIGA que a mãe da minha senhora aprendeu quando tinha 12 anos... tem agora 93... Depois de várias leituras creio que identifiquei estar relacionada com a lenda de Vilas Boas, que eu nem sequer conhecia...

 

Já me atrevei a uma tímida divulgação na internet... pode ver no index da minha página:- www.joraga.net -

É capaz de ter falhas pois ela diz que aprendeu da sua mãe e nunca aprendeu a ler...

 

Já tenho a transcrição possível (com falhas???) e já li a lenda da Menina Maria que lhe terá dado origem... como é que esta (lengalenga? oração? como ela diz, terá vindo parar ao Alentejo? A Dona Beatriz nasceu em 1923 e diz que terá aprendido da sua mãe, quando tinha uns 12 anos!

 

Terá algum interesse? Será possível descobrir o texto completo desta oração? poema? literatura de cordel que terá sido divulgado na época?

 

Como não tenho tido contacto escrevo esta mensagem para testar o possível contacto.

 

ABRAÇO: joraga

 

2016 05 09 -- Alexandre Parafita

«Em relação às lendas desse santuário, e das respetivas variantes, o que lhe sei dizer é que estão algumas publicadas no 2º volume do Património Imaterial do Douro que coordenei há alguns anos:

Ver em:

https://www.wook.pt/livro/patrimonio-imaterial-do-douro-volume-ii-alexandre-parafita/10333318

À noite vou procurar a obra e dir-lhe-ei algo sobre essas lendas.»

 

Um abraço

Alexandre Parafita

2016 05 09 de José Rabaça Gaspar para Alexandre Parafita

Obrigado, Alexandre, pela rápida resposta...

 

Não tinha a certeza de ter o contacto correcto.

 

Entretanto tentei com ajudas fazer a transcrição como diz a Dona Beatriz...

 

É provável que tenha falhas ou palavras que não conseguimos perceber...

 

Como pode ver pelo anexo que envio, o motivo que me levou a contactá-lo, deve-se ao facto das buscas que fiz procurando 'Lendas de Nª Sª da Assunção e ter encontrado, pelo menos duas referências à OBRA que me cita,,,

 

Afinal parece que há mesmo um Santuário de uma Nossa Senhora d'ASCENÇÃO, cuja festa é mesmo na ASCENSÃO... no DIA DA ESPIGA?

 

A minha curiosidade é tentar saber que tipo de REZA? ORAÇÃO?  

e como terá chegado aos 'Montes' isolados do Alentejo e ter sido aprendida por pessoas que não sabiam ler nem escrever...

 

Em ANEXO as notas que já recolhi... aguardando por quem SABE e tem mais dados...

 

ABRAÇO e GRATO pelo seu imenso trabalho

 

José Rabaça Gaspar

 

2016 05 10 – de Alexandre:

De facto, o registo do romance mostra um enredo muito próximo da lenda da menina aí mencionada.

 

Não havendo uma lenda conhecida associada a uma senhora da Ascensão ou a uma localidade chamada "Vilas Boas", teremos de reconhecer que se trata de uma variante da lenda do santuário de Senhora da Assunção. Reparei que conseguiu a reprodução das lendas que publiquei, poderá assim confirmar as semelhanças.

 

A deslocação do local dos registos narrativos não é um caso assim tão anormal. Já tenho registado em Lisboa muitas lendas e contos de Trás-os-Montes.

 

Um grande abraço

Alexandre Parafita

 

Outras orações (já aprendidas mais recentemente…) 

 

 

 

 

 

VALHA-ME NOSSA SENHORA

 

Valha-me Nossa Senhora

E a flor onde nasceu

E a hóstia consagrada

E a cruz onde o Senhor morreu

 

Jesus como vai cansado

Espelho de toda a luz

Ao ombro leva a cruz

 

Vosso peito rasgado

Vosso coração ferido

Vossa Mãe magoada

Por vos ver em tal perigo

 

Esta santa oração Foi achada

no sepulcro de Jerusalém

Quem a trouxer consigo

Escrita ou rezada

Não morrerá de morte súbita

Nem do demónio será tentada.

 

 

DEUS EM DIANTE FAZ (EM) DE GUIA

 

Deus em diante faz em guia

Deus me dê a companhia

Que Deus deu à Virgem Maria

 

Tendo Deus por meu pai

A Virgem por minha Mãe

Os Anjos por meus irmãos

Os Apóstolos por meus avós

 

Com as armas de São Jorge

Com que Deus andou armado

Nem minhas carnes sejam cortas

Nem meu sangue derramado

 

Justo Sangue, salvai-me

de vida pussanha,

de morte suputenha

 

Rasgo da vida, mãe da Justiça

Tão guardada seja eu

de noite e de dia

Como foi o Filho,

no Ventre da Virgem Maria 

 

 

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