BART 2838
CART
2326
MOÇAMBIQUE 1968.01 - 1970.03![]()
Anos 1967 - 1970
PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS que nos permitem contextualizar o período desde a formação do Batalhão, Setembro / Outubro de 1967, à estadia em África, Moçambique desde Fevereiro de 1968, até ao regresso e desmobilização em Março de 1970...
In A GUERRA DE ÁFRICA 1961 – 1974, de José Freire Antunes, Grandes Temas da nossa História, Círculo de Leitores, Setembro de 1995
1967
Fevereiro 13 O cardeal Manuel Gonçalves Cerejeira convida Paulo VI a ; visitar Fátima por ocasião do 50º aniversário das aparições. Segue-se um drama diplomático em que intervém o embaixador António Leite de Faria: o Papa aceita ou não?
Fevereiro 27 Portugal reforça a sua posição na NATO com a decisão de localizar em Lisboa a sede do Comando da Área Ibero-Atlântica. Vão passados seis anos de resistência militar em África e os aliados não vêem consequências disruptivas na política de um membro ideologicamente incómodo mas seguro de si.
Abril 8 Pieter W. Botha, ministro da Defesa da África do Sul, avista-se em Lisboa com Salazar, Franco Nogueira e Gomes de Araújo. São discutidos problemas de segurança na África Austral e forjam-se meios de colaboração efectiva.
Maio 13 Paulo VI preside às cerimónias de Fátima, mas não se avista com governantes em Lisboa. É o compromisso entre a legitimação do regime que um encontro com Salazar significaria e a responsabilidade do Vaticano em relação aos milhões de crentes.
Maio 17 Assalto ao Banco de Portugal na Figueira da Foz por um comando da recém-criada Liga de Unidade e Acção Revolucionária (LUAR). O assalto rende dezenas de milhar de contos e é comandado por Hermínio da Palma Inácio. Outras acções se seguirão.
Maio-Novembro A província do Briafra separa-se da Nigéria e proclama a independência. Lisboa toma-se uma base dos secessionistas do Biafra. Em Lagos, é apreendido um carregamento de armamento para o Biafra, com origem em Lisboa. Salazar está também empenhado na desestabilização do Zaire. Os mercenários do coronel Jean Schramme invadem o Zaire, a partir do Catanga, são derrotados e refugiam-se em Angola. O Conselho I de Segurança das Nações Unidas condena Portugal por permitir o trânsito dos mercenários para o Zaire.


Notas adicionais.
Novembro – o BART 2838 com as CART 2324 – 2325 e 2326, que se formou no RAP 2 em Gaia, Porto, muda para preparativos de embarque para Viana do Castelo
Novembro 26 – As cheias do Vale do Tejo que atingem a zona de Lisboa, Ribatejo e Alenquer, impedem as comunicações e atrasam o regresso de muitos militares do Batalhão que tinham ido passar as férias de licença antes da partida e, apesar de a maioria do contingente ser do Norte, a viagem de embarque vai ser adiada.
1968

Notas adicionais
Janeiro- Fevereiro – O batalhão sai de Viana, embarca em Lisboa, atravessa o Equador, pára em Luanda e Lourenço Marques... desembarca em Nacala e segue para Metangula, a sede da Comando e outros destinos, de comboio e coluna militar...

Dá-se a Primavera de Praga...
Março-Abril Criadas as Áreas Militares em Angola, onde a autoridade civil é substituída pela militar. O MPLA ataca o quartel de Caripande, no saliente de Cazombo. As acções civis e militares em Angola estão a ser coordenadas pela Estrutura de Contra-Subversão.
Maio 2 O brigadeiro António de Spínola é nomeado governador e comandante-chefe da Guiné, em substituição de Arnaldo Shultz. É uma medida de emergência quando a situação se deteriora ante a eficácia da «guerra em movimento» dirigida por Cabral. A liderança de Spínola vai restaurar o ânimo combatente.


Maio 3 Tem início, em França, o movimento de contestação conhecido como Maio de 68. Movimento anarquista, com profundas repercussões em todo o Ocidente, lança o caos em Paris e outras cidades.
Maio 13 Começam em Paris as conversações de paz entre os Estados Unidos e o Vietname do Norte. Vai ser um muito longo entretém, com avanços e recuos no campo de batalha.
Junho 6 Robert Kennedy, o mais forte candidato à Casa Branca, morre assassinado num hotel de Los Angeles. Salazar escreve a que terá sido a sua última carta a Caetano: «O mundo está a viver em permanente desvario: as massas caminham através da anarquia para ditaduras ferozes, e os homens públicos parece julgarem que podem defender o supremo bem dos povos - a ordem - com o seu liberalismo.» Eis o testamento político ajustado ao dilema interior de Caetano.
Julho A Gulf Gil americana inicia a extracção de petróleo em Cabinda. É um novo factor a considerar na cena angolana. Os interesses da Gulf Gil não deixam de influenciar os decisores políticos em Washington a favor da continuidade da abstenção americana.

Julho 10 O Conselho de Ministros decide a adjudicação provisória das obras de construção da barragem de Cahora Bassa, em Moçambique, um gigantesco empreendimento. Silva Cunha é, desde 1965, um grande entusiasta do projecto. Foi a última decisão substantiva sob Salazar.

Agosto 3 Salazar cai de uma cadeira de lona, no Forte de Santo António, em São João do Estoril. As consequências do acidente só se farão sentir cerca de um mês depois.
Agosto 19 Entram para o Governo Gonçalves Rapazote (Interior), o almirante Manuel Pereira Crespo (Marinha), o brigadeiro Bethencourt Rodrigues (Exército), José Hermano Saraiva (Educação), João Dias Rosas (Finanças), José Canto Moniz (Comunicações) e Joaquim de Jesus Santos (Saúde). João :Dias Rosas acha o projecto de Cahora Bassa muito acima da capacidade de realização de Portugal e defende uma maior participação financeira da África do Sul.
Agosto 20 Tropas soviéticas invadem a Checoslováquia e esmagam o movimento democratizante liderado por Alexandre Dubcek. É o fim trágico da Primavera de Praga. O português Cunhal está na primeira linha dos que aplaudem a decisão do Kremlin.
Setembro 6-7 Revelada publicamente a doença de Salazar, submetido a uma intervenção cirúrgica a um hematoma. A sua incapacitação física cria uma hipestesia nos círculos do poder. Dominam a tensão, a intriga e, sobre- tudo, um sentido de orfandade.
Setembro 16 O estado de saúde de Salazar é considerado irreversível. Sofre uma trombose cerebral e entra em coma. Tomás fica no centro de decisão do Estado e, pela primeira vez em dez anos de figuração mais ou menos ornamental, tem de agir sem caução prévia do seu tutor político.
Setembro 17 Tomás convoca de emergência uma reunião do Conselho de Estado e expõe a necessidade de medidas imediatas. Estão presentes Mário de Figueiredo, Luís Supico Pinto, Albino dos Reis, Marcello Caetano, João Leite Lumbrales, Fernando Santos Costa, Manuel Ortins de Bettencourt, Pedro Theotónio Pereira, José Soares da Fonseca, João Antunes Varela e José Osório. Alguns conselheiros defendem a nomeação de um substituto provisório até existir um diagnóstico inequívoco da doença de Salazar. Outros consideram desvantajosa a solução da interinidade. Mas todos delegam em Tomás a decisão final.
Setembro 17-26 Feita uma ronda pelos chefes militares, ministros e de- mais figuras da abóbada institucional, Tomás convida Caetano para suceder a Salazar. Exige-lhe que mantenha a política africana. Caetano diz que quer sufragá-la nas eleições de 1969. Tomás interrompe: se o resultado for negativo, as Forças Armadas intervirão.

Setembro 27 Caetano toma posse e elege como prioridade a defesa de África. Mas continua autonomista e, no rascunho do discurso, tinha introduziu a expressão «novos Brasis»; Franco Nogueira pediu-lhe que a retiras-se. Caetano assim fez. É o mau prenúncio de tarefas ciclópicas: ter poder efectivo sobre a elite política, que Salazar controlou com um braço draconiano, mandar nos generais de África, manter o apoio da Igreja Católica e dos grupos económico-financeiros. Portugal tem nas três frentes africanas cerca de 120000 soldados e os gastos de guerra ascendem a 51,9 por cento das despesas públicas.
Novembro 5 Richard Nixon é eleito presidente dos Estados Unidos. Quebra-se um ciclo de oito anos de hegemonia democrata. Mas Nixon torna-se o primeiro presidente desde 1849 a governar o país com o Partido Republicano em minoria nas duas câmaras do Congresso. Henry Kissinger, um professor de Harvard, é a sua alma gémea. Ambos impõem à política externa - de Saigão a Atenas, de Pequim a Santiago do Chile - os ritmos espectaculares de um novo globalismo.
1969
Janeiro I Um grupo de católicos ocupa a Igreja de São Domingos, em Lisboa, e faz uma vigília contra a política africana. Sectores da Igreja Católica, movidos pelo pacifismo, aumentam a contestação à guerra. Caetano inicia na televisão as «Conversas em Família», que se tomam um meio importante de popularização da sua imagem, em contraste com o eremítico Salazar.
Janeiro 6 É enviada uma nota oficial ao Governo dos Estados Unidos a solicitar a revisão do estatuto das Lajes. Caetano e Franco Nogueira, numa mutação estratégica, reactivam a questão dos Açores como uma arma política para arrancar concessões políticas. Desde 1963 que os Estados Unidos estão nos Açores numa base ad hoc, isto é, podiam ter de sair mediante um pré-aviso de seis meses.

Fevereiro 3 Mondlane, o pai histórico da Frelimo, é assassinado em Dares-Salaam pela explosão de um livro-bomba. Subsiste o mistério sobre quem o matou. Um triunvirato (Uria Simango, Marcelino dos Santos e Samora Machel) passa a dirigir a enfraquecida organização.
Fevereiro 4 Os Estados Unidos indicam a vontade de negociar as Lajes quando as propostas portuguesas fossem entregues e consideradas. A imprensa internacional dá conta do desejo português: 200 milhões de dólares.
Fevereiro 9-11 O PAIGC conquista o campo fortificado de Madina do Boé. Senghor apresenta um plano de paz para a Guiné, que propõe a independência no quadro de uma Comunidade Luso-Africana.
Março 21 P. W. Botha visita Lisboa para conversações com Caetano. A ideia de um eixo branco funcional Lisboa-Pretória-Salisbúria esbarra no prurido português de se identificar publicamente com dois regimes segregacionistas. Mas estreita-se a cooperação entre os militares e os serviços secretos dos três países.
Março 30 Caetano reúne em Washington com Nixon, por ocasião dos funerais de Eisenhower. O tom intimista da conversa e a substância parecem ao Departamento de Estado excessivamente amigáveis para com os portugueses. A trágica ironia das relações luso-americanas é que Kennedy, o reformador anticolonialista, encontrou pela frente um Salazar inabalável; e Caetano, o autonomista, tem como interlocutor um Nixon superestrutural para quem África é uma região periférica.
Abril 3 Lázaro Kavandame, um líder maconde, disside da Frelimo e entrega-se às autoridades portuguesas em Moçambique. É um troféu político para Caetano. Mas os seus efeitos são sobreestimados e não afectam a guerrilha do comandante Machel.
Abril 6 O presidente Nixon garante a Franco Nogueira mudar a política quanto a Portugal: «Pois é, eu penso que os Estados Unidos têm sido injustos com Portugal. Mas olhe que as coisas agora vão mudar [...] Eu nunca farei a Portugal o que John Kennedy fez.» As promessas que animam Caetano e prenunciam um crédito estratégico à sua política africana.

Abril 8 Caetano inicia viagens a Angola, Moçambique e Guiné. É um périplo triunfal. O presidente do Conselho quer inspirar confiança às tropas em combate e reforçar os vínculos entre as comunidades de origem europeia e a face revitalizada do poder central. A sua estratégia aponta em três direcções: I) Dinamização orgânica das forças militares e aumento da eficácia no terreno. 2) Descentralização da burocracia e maior participação dos autóctones na gestão pública, substanciando o conceito de Estado multirracial. 3) Crescimento económico e atracção dos investimentos estrangeiros. Ao medo dos integracionistas, Caetano contrapõe a exaltação semântica do portuguesismo.

Abril 17 Eclode a crise académica de Coimbra. As universidades de Lisboa, Porto e Coimbra convertem-se daí em diante no chão onde floresce o radicalismo. A nova geração estudantil afasta-se do PCP e é tocada pela cultura do Maio de 1968 e pelo ascenso do maoismo.
Maio 15-18 Segundo Congresso Republicano, em Aveiro. Reclama-se o debate livre sobre a guerra de África e a formação de partidos políticos. A abertura de Caetano gera um surto participativo.
Junho 21 Cento e um militares portugueses morrem no afundamento de um batelão no rio Zambeze, em Moçambique. É o maior acidente verificado nas três frentes da guerra de África.
Julho 17 D. António Ferreira Gomes, bispo do Porto no exílio há dez anos, por causa de uma carta a Salazar, é autorizado a regressar a Portugal. Assume-se como um dos mais poderosos líderes de opinião e lidera dentro da Igreja a ideologia da revolta.
Julho 17-25 Reúnem-se em Lisboa os chefes militares e dos serviços secretos de Portugal, Rodésia e África do Sul. Reforça-se a cooperação entre os três Estados brancos da África Austral.
Setembro 6 O jornal francês L'Aurore publica uma entrevista com Salazar, que pensa ser ainda presidente do Conselho e lamenta que Caetano se recuse a entrar no Governo. Amparado por figuras íntimas, Salazar vive na ilusão de ainda mandar, oscilando entre depressões fundas e laivos de lucidez.
Setembro 11 Abre a campanha eleitoral. Caetano está na mira das Forças Armadas, verdadeiro sucessor de Salazar, e quer legitimidade: «É preciso que fique bem claro, cá dentro e lá fora, se o povo português é pelo abandono do Ultramar ou está com o Governo na sua política de progressivo desenvolvimento e crescente autonomia;» O problema africano vai ser discutido com uma sonoridade sem precedentes. Mas a televisão está interdita à oposição.

Setembro 19 Assinatura do contrato para a construção da barragem de Cahora Bassa. É uma viragem na guerra em Moçambique. As obras da barragem tomam-se o pólo decisivo em que se empenham a Frelimo e as Forças Armadas portuguesas.
Outubro 2 A concepção de autonomia progressiva e participada suscita a desconfiança dos chefes militares. O CEMGFA, Venâncio Deslandes, transmite as suas reservas a Tomás. Caetano está sob vigia e resolve descentralizar os processos de decisão. Passa a convocar o Conselho Superior de Defesa Nacional, paralisado sob Salazar.
Outubro 26 Eleições para a Assembleia Nacional. Entre os deputados novos está gente renovadora: José Pedro Pinto Leite, Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão, José Miller Guerra, Joaquim Magalhães Mota. A oposição concorre dividida entre a CDE e a CEUD. A primeira defende negociações com os movimentos africanos. A segunda diz não à guerra e ao abandono. O PCP é supervisionado e financiado através da Checoslováquia, recebeu dois milhões de coroas (335 000 dólares) em 1963 e, desde então, quatro milhões de coroas anualmente.
Novembro-Dezembro É capturado na Guiné o capitão Pedro Peralta, um dos cubanos que presta ajuda ao PAIGC. O eixo Moscovo-Havana é crucial para o movimento de Cabral. O Conselho de Segurança das Nações Unidas condena Portugal pelo bombardeamento de localidades no Senegal.
1970
Janeiro 15 Remodelação governamental. Caetano afasta os críticos Franco Nogueira, um dos herdeiros do espírito salazarista, e Correia de Oliveira, fazendo entrar Rui Patrício (Negócios Estrangeiros), José Veiga Simão (Educação) e Baltasar Rebelo de Sousa (Corporações). Os «tecnocratas» Xavier Pintado, João Salgueiro e Rogério Martins dão sinal de aproximação à Europa, contra o afrocentrismo.
Janeiro 28 Nixon fura o embargo de Kennedy e autoriza o fornecimento a Portugal de equipamento militar «não letal» para uso em África. Aprova também uma recomendação de Kissinger para que se evitem pressões políticas sobre Portugal. É a viragem pró-branca da política americana.
Fevereiro 23 Spínola concita admiração. Mantém o moral das tropas, forma uma elite de peso, e evidencia-se pelo destemor pessoal. Pedro Theotónio Pereira faz-se eco: «OUÇO que o Spínola, governador da Guiné, mandou em certos postos avançados colocar o dispositivo de segurança à frente do arame farpado.» Prossegue a «revolução social» e explora as rivalidades étnicas.
Fevereiro 25 Cento e quarenta e sete figuras de perfil «liberal», entre as quais Xavier Pintado e Rogério Martins, secretários de Estado, pedem a legalização da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES). A maioria dos peticionários são técnicos, incluindo 22 engenheiros e 15 economistas, e da lista só fazem parte 14 advogados, dominantes por tradição na política portuguesa. A SEDES é pensada como um instrumento de apoio ao Governo e um pólo agregador do «centro político», mas toma-se depois um grupo crítico e distanciado.
Notas adicionais – o BART 2838 e companhias 2324 – 2325 e 2326, embarcam em Nacala e a desmobilização é em 20 de Março de 1970...

Março 31 Kaúlza de Arriaga assume o cargo de comandante-chefe de Moçambique, em substituição de Augusto dos Santos. Está disposto a aniquilar a Frelimo. Revê concepções e logísticas e prepara operações de envergadura.
Abril 20 Três majores do Exército são atraídos a uma emboscada pelo PAIGC e mortos. É o fim trágico da Operação Chão Manjaco, lançada por Spínola como meio de paz, e que previa a integração da guerrilha nas Forças Armadas portuguesas.
Abril 21 Sá Carneiro e Pinto Balsemão apresentam um projecto de Lei de Imprensa em que se prevê o fim da Censura Prévia. Os liberais embalam-se na luta pela democratização, mas a guerra condiciona tudo. Caetano acha que José Guilherme Melo e Castro, ao seleccionar gente como Sá Carneiro para as listas da UN, depois Acção Nacional Popular (ANP), tinha ido longe de mais. Costa Gomes, um dos rebeldes de Abril de 1961, é nomeado comandante-chefe de Angola. A sua acção vai abalar profundamente o MPLA.
Maio
10 Machel torna-se presidente da Frelimo,
Simango é afastado. Desvanecem-se os traços pró-ocidentais da organização e
crescem os radicalismos pró-soviético e pró-chinês. Cahora Bassa é o ponto
focal da guerrilha e o teste à capacidade portuguesa.
Maio 22. É assinado em Madrid o terceiro protocolo adicional ao Tratado de Amizade e Não Agressão entre Portugal e a Espanha, com revalidação por dez anos. As relações com Madrid merecem o empenho de Caetano...

O fenómeno Zip-Zip que apareceu em Janeiro de 1969...

As eleições em 1969 com o MDP/CDE... e CEUD...
O 1º homem na LUA



As
fotografias, na sua maior parte são do Livro PORTUGAL SÉCULO XX – Crónica
em Imagens – 1960 - 1970, de Joaquim Vieira, Círculo de Leitores, Junho de
2000. A de Maio de 68 e as da 1ª chegada do Homem à Lua são da Enciclopédia
LAROUSSE Jovem, vol. 5, Publicações Alfa, 1994.

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