CONTOS & LENDAS
A ARTE DE enCANTAR
na LITERATURA POPULAR PORTUGUESA

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uma TEIA infindável de Contos & Lendas

TEXTOS DE APOIO - a TEORIA para PENSAR

O SISTEMA DE COMUNICAÇÃO e as FUNÇÕES DA LINGUAGEM

Introdução - LITERATURA POPULAR - LÍNGUA MATERNA- JRG

Fernão Lopes
in Prólogo da Crónica de D. João I e...

José Leite de Vasconcellos
in - ETNOGRAFIA PORTUGUESA através dos VII volumes e restantes volumes de Recolhas coligidas...

A LÍNGUA A NA EDUCAÇÃO BÁSICA, Ministério da Educação - 1997

Viegas Guerreiro:
in - «Para a História da Literatura Popular Portuguesa» - ME - Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 1983
e «Guia de Recolha de Literatura Popular», Ministério da Educação e Investigação científica, Lisboa, 1976

Maria Laura Bettencourt Pires
in História da literatura Infantil Portuguesa, Editorial Vega e autora, Lisboa, s/d (c. 1987)

A LITERATURA POPULAR - A LÍNGUA MATERNA
por JRG

0 - A Língua Materna... (Texto base...) (Ver vídeo ESE/Beja e Comunicação...)

Resumo - A Língua Materna... desde a concepção... os sons e sinais desde o ventre materno... à escola... A Flor... A Planta... a Árvore cortada pela raiz... o Rio cortado da Fonte... da Nascente... a ligação a A_MAR...

Estamos num momento decisivo para a defesa de uma MATRIZ da nossa CULTURA.
A mundialização da economia, a mundialização da política, a mundialização da informação que homogeiniza cada vez mais a CULTURA, perdendo-se correlativamente a diversidade, justificam em nosso entender, inequivocamente, a CRIAÇÃO de uma INSTITUIÇÃO com carácter de FUNDAÇÃO ou outro tipo, congregadora, aglutinadora catalizadora, dinamizadora... da nossa IDENTIDADE CULTURAL, ampla e multifacetada. Só a preservação de uma tal MATRIZ CULTURAL pode garantir qualquer tipo de PROGRESSO SOCIAL e DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO local, regional e global.

A Literatura (Cultura) Tradicional é, terá de ser, a base, raiz e condição de um desejável, correcto e eficiente DESENVOLVIMENTO. Para que isso aconteça, e para que, através das variadas e múltiplas manifestações da CULTURA, se possa conhecer profunda e verdadeiramente um povo e/ou uma Região, é urgente (já tardia) a criação de um INSTITUTO de ANIMAÇÃO CULTURAL / DESENVOLVIMENTO que, ao mesmo tempo que recolhe, estuda e divulga essas diversificadas manifestações, as anima, dinamiza e apoia, e, ainda ao mesmo tempo, fornece os dados a todos os agentes do DESENVOLVIMENTO e propicia os elementos necessários para que o DESENVOLVIMENTO não agrida a IDENTIDADE e AUTENTICIDADE de um Povo e/ou de uma REGIÃO e não se caia na desastrosa corrida ao desenvolvimento copiando o estranho, o estrangeiro, aquilo que agride, que mata a identidade, as características e autenticidade de um Povo / Região...

Como professor da Língua e Literatura Portuguesa, para além da formação académica e profissional, desde o início, a minha preocupação foi respeitar as raízes dos alunos com quem me era dado trabalhar. Creio que tenho muitas centenas ou milhares de alunos que o podem testemunhar. Em todos os temas que há a tratar, sempre procurei que fossem enraizados e a partir da cultura e conhecimentos em presença. Não se arrancam as raízes das árvores para que produzam frutos melhores. Acarinham-se, tratam-se e, se for preciso, enxertam-se. Assim a LÍNGUA e a LITERATURA.
TUDO NASCE DA TERRA COMO A ÁGUA, AS ÁRVORES, AS PLANTAS E AS ERVAS... COMO AS ÁRVORES QUE NOS DÃO OS FRUTOS COM OS SEUS VARIADOS SABORES, COMO AS PLANTAS E AS FLORES QUE NOS INIBRIAM DE MIL CHEIROS E CORES... COMO AS SEARAS QUE NOS DÃO O PÃO QUE NOS ALIMENTA...
ASSIM A CULTURA.

ESTÁ EM JOGO A NOSSA IDENTIDADE CULTURAL E A NOSSA AUTENTICIDADE COMO INDIVÍDUOS - livres e criadores - E COMO PESSOAS INTEGRADAS NUMA COMUNIDADE, numa SOCIEDADE...
AS NOSSAS VIVAS RAÍZES SÃO A GARANTIA DO NOSSO SÃO E CORRECTO DESENVOLVIMENTO.

Podíamos comentar aqui o "Erro de Descartes" denunciado recentemente por A. Damásio, que propõe, em vez do famoso "Penso, logo existo" de Descartes - o "Existo e sinto, tenho sentimentos, logo, penso". Ainda não li com suficiente profundidade o livro, mas é evidente que é preciso completar o título de Damásio. Existo e sinto e tenho sentimentos, logo tenho ideias, logo penso, logo falo (logo comunico...), logo actuo e intervenho...
Desde sempre acreditei que continua a ser verdade o aforismo discutidíssimo de Chesterton: "O mais importante, para ensinar o Latim ao João, é conhecer o João". É evidente que é preciso saber o Latim. Não chega, nem é o fundamento, por mais iluminados, que nos venham dizer o contrário.

Em 1983/84 - com os cursos nocturnos da escola onde trabalhava, fizemos a Festa da Poesia, Música e Movimento, para, no final do ano, mostrar a ligação entre a Cultura Tradicional / Popular e a Erudita, que desenvolvemos durante todo/s o/s ano/s lectivo/s. A descoberta era concluir que não há, não tem que haver motivos ou espaço para distinções entre cultura Tradicional ou Popular ou Erudita. A Cultura é, ou não é CULTURA.

Se eu não tenho autoridade sobre o tema, porque nunca ninguém, sobretudo do ME, ligou alguma importância ou deu qualquer valor ao que digo e faço. Se não é argumento o meu trabalho e não adianta que eu venha aqui dizer que é urgente, é importante, é inadiável... dar importância ao cultivar dos Nossos Valores Culturais Ancestrais e dizer que é algo de fundamental.. (É preocupante que o ME e Escola em geral, as Escolas, não estejam despertas, atentas, motivadas para este problema, não de uma maneira pontual e ocasional, mas, como é próprio de instituições competentes que exigem e avaliam competências, de um modo sistemático, profundo, sério e em reciclagem constante) tenho de recorrer aos Mestres que têm competência e Autoridade.
Recorro, como recurso e exemplo ao Mestre José Leite de Vasconcelos. O essencial do que vou transcrever, já o mestre o tinha escrito 1882 e 1919.

Citando o Mestre José Leite de Vasconcellos

(Perante o que o Mestre J. Leite afirma, quem sou eu para me queixar pelo facto de o ME e as Entidades ditas responsáveis não me ouvirem a mim?)

"A necessidade / imperativo de estudar as manifestações de um Povo nasce da máxima antiga: "gnvqi sauton", isto é, "nosce te ipsum" - "conhece-te a ti próprio". Se isto é importante como base para todo o desenvolvimento individual, "maior aplicação tem" no que diz respeito "a um Povo, olhando no seu conjunto: apreciar como ele interpreta a Natureza que o rodeia, qual a vivacidade ou torpor do seu engenho, a feição e grau de vitalidade da sua literatura, arte e indústria tradicionais, as suas aptidões, génio, tendências religiosas, manifestações psíquicas expontâneas, como julga os povos que o convizinham, ou como se considera a si próprio com relação aos outros; o que são para ele a família e a sociedade; como é que ama, e como é que odeia."...
Eis mais algumas citações livres:
Tudo isto é fundamental para quem tenha de, verdadeiramente, penetrar no espírito das sociedades. Através do vocabulário usual, relatos do quotidiano, como reflexo da vida normal, podem conhecer-se as pessoas... Aí têm de ir a Etnografia e a Filologia de mãos dadas.

Para analisar uma obra de Literatura é preciso conhecer o seu contexto histórico. O mesmo se tem de dizer se se trata de escultura, pintura, gravura, cerâmica... Aí, para muitos casos temos de recorrer à Arqueologia... a Antropologia.

"...o moderno literato, o artista, o industrial... na execução dos seus trabalhos...(têm de recorrer) a este manancial inesgotável de informações." ... "A linguagem vulgar... adágios, cantigas, e várias rimas e fórmulas:..."

"Pela análise folklórica ficamos sabendo muitos dos hábitos dos nossos antepassados, muito do que eles pensaram e sentiram."

"Da comparação do que se observa em um local com o que se observa noutro, e do que existe agora com o que existiu d'antes, chegamos a inferir que certos usos, crendices e ditos que se julgam próprios de uma terra, existem longe dela, e, ou foram transmitidas de pais a filhos, ou provêm de concepções fundamentais da alma humana, que na sua essência é una."

Há um leque imenso de manifestações a estudar considerando factos avulsos, ou ordenando-os em grupos como os romances, as danças, as festas populares relacionadas com os mitos da Natureza (cepos do Natal, fogueiras de S. João, serração da Velha, Maias), os costumes anexos à trilogia da vida, ou nascimento, casamento e morte, as superstições do Lobishomem, do mau olhado, dos dias aziagos, as lendas dos sinos, as facécias que podemos denominar Boeótica, (de boémia) os ensalmos e outras espécies de literatura popular, a arte rústica, os trajos, os tipos de casas e as formas de mobília, as variedades de comidas, os modos de transporte... Quantas surpresas históricas e psicológicas não encontraríamos no nosso caminho?" Ainda "...os remédios... feitiços... as crenças e costumes... as superstições... o crédito dado aos sonhos que é universal..." tudo isto fornecerá matéria para estudo se se quer conhecer realmente alguém e sobretudo um povo ou uma Região.

Qual o valor prático destes estudos?

"Se por ela apreciamos a vida de um Povo, no que tem mais íntimo, os seus caracteres intelectuais, os seus hábitos, as suas aptidões, ficam habilitados o sociólogo, o legislador e o político para lhe aproveitarem as virtudes, combaterem os defeitos e enfim dirigirem e educarem, e não contrariarem tendências naturais que sejam úteis."

Já é longa a transcrição. Seria preciso ler os 7 enormes volumes deste Mestre. Mas há apelos ainda mais directos no que se refere à Escola a que este trabalho se destina.

"As crianças, ao irem para as escolas, levam já consigo copioso pecúlio tradicional, que obtiveram das mães e do contacto com o povo, porque o que se aprende na meninice, raro esquece..." "Fará excelente obra o mestre-escola que seleccione esse pecúlio, o regule e complete, aplicando-o ao desenvolvimento psíquico e físico dos seus alunos, que ao mesmo tempo aí encontrarão grande prazer; ..." Depois dá sugestões muito concretas: com as adivinhas "esperta-se a atenção e o acume intelectual"... com cantigas "promove-se o gosto literário"... com contos e romances "abre-se a memória e activa-se a imaginação"... com os provérbios... com os jogos... com lendas e xácaras...

Cita ainda o mestre que muitos que foram bons governantes, foram-no, sem dúvida, resultado "da experiência que tinha da terra, do conhecimento dos homens d'ella". Por se não conhecerem os povos, quantos guerras e crises se provocaram?

"Diante dos aumentos da civilização que se alastra pelas múltiplas camadas sociais, e que portanto destrói mais ou menos as tradições, sobretudo aquelas que estão em contraste com ela, importa indagar com urgência as que ainda restam, para que em breve não fiquemos privados das vantagens que o estudo da Etnografia nos proporciona. E não me refiro só a tradições orais e actos, refiro-me também a objectos,... Acudamos a tudo enquanto é tempo!"

"Empenhemo-nos por isso na investigação das tradições populares; façamos reviver ou conservemos as que forem úteis; rejeitemos ou substituamos as que forem más; e em todo o caso, estudemos tudo,...".

Portanto, a quantidade de trabalhos e iniciativas que é preciso desenvolver, são imensas.

Interessante é, no final, ao citar o que se faz em França. Menciona «o "diner de ma mère l'oye" que congrega, de tempos a tempos, especialistas e amigos da tradições, que aproveitam o ensejo para estreitarem afectos, darem informações de costumes, promoverem novas pesquisas.»

Desisto de fazer mais citações.

Tudo o que Teófilo Braga e, já antes dele, Garrett e Herculano, e, agora mais recentemente, nos dizem desde Orlando Ribeiro a Giacometti a F. Lopes Graça... tudo parece estar aqui sintetizado. Para completar, está a BIBLIOGRAFIA no final, comentada, onde não fiz separação do que é especialmente do Alentejo e da geral. Falta a Bibliografia das outras Ciências complementares que omiti por ser excessivo mas faz parte de outros trabalhos.

"Bem hajam pela oportunidade, que me dão, de falar convosco. Desculpem, pensei que estava na minha Sterra. Aqui e agora devia dizer: Obrigado. Mas o importante é verificar que: "Quanto mais conhecemos e respeitamos a nossa própria Cultura, mais admiramos e respeitamos A dos outros."

Por isso mesmo, o importante é aparecerem, registos de uma linguagem livre e expontânea, para melhor se poderem estudar a maneira de ser e a mentalidade de uma região, ainda por cima com grandes variantes, bastante expressivas, e para que conhecendo melhor um Povo e uma Região, o DESENVOLVIMENTO desejável, seja devidamente enraizado, sustentado e coerente.

Porque é que aqui se fala, ou falava assim. Porque á que no Algarve há um modo de falar característico, tal como no Norte e nas Beiras? O que é que isso significa?
O estudo destes e doutros fenómenos e manifestações da Cultura (Tradicional), têm de ser estudados por um leque tão vasto de especialistas que, só uma Escola ou uma Universidade pode permitir o aparecimento de um Instituto ou Centro de Estudos, ou... que possibilite o encontro dos que dominam os vários saberes, que podem ir da Linguística, à Literatura, à Antropologia, à Etnografia, à Sociologia etc., e assim se possam tirar ensinamentos que fundamentem o DESENVOLVIMENTO que corresponda ao sentir e anseios das populações e não uma cópia importada de qualquer país da Europa ou dos States!
O que é que NÓS podemos e decidimos Fazer, Aqui e Agora, é a proposta deste Encontro Convívio sobre a LÍNGUA MATERNA, integrada nas diversas Actividades e Exposições, desta Semana de Literatura Portuguesa e Africana. (Ou simplesmente da Semana Cultural?)

(Uma adaptação da Comunicação feita na ESSE/Beja, nas IV JORNADAS "EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO", de 1 a 3 de Junho de 1995, publicada na Revista LER EDUCAÇÃO - N.º 17/18, Maio / Dezembro de 1995).

A LÍNGUA A NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Ver in: A LÍNGUA A NA EDUCAÇÃO BÁSICA, Ministério da Educação - 1997
- OS PRINCÍPIOS ORIENTADORES no ENSINO DA LÍNGUA MATERNA:
1- O crescimento linguístico...
2 -Acesso ao Português Padrão...
3 - Valorizar atitudes cognitivas...
4 - Competências nucleares...
5 - A Língua Materna - a Língua Padrão - as Outras Disciplinas... - as Línguas estrangeiras...
(Consciencialização dos Problemas).
6. A Mestria... os Textos Literários e Não Literários (das diversas Regiões e Variantes...) .. as Várias Épocas e Géneros... a diversidade e multiplicidade da dimensão da Experiência Humana.

Este princípios baseiam-se aliás num ou dois bastante mais alargados que podemos enunciar assim:

"Perante a hetrogeneidade (variedades - variantes - varáveis) Social, Cultural e Linguística que podemos observar na Escola e nos Ambientes Sociais em que estamos envolvidos, há que educar as pessoas para a tolerância e para o respeito pelo diferente, dando a todos a oportunidade de desenvolverem as suas capacidades, para se realizarem como Pessoa, e poderem Comunicar com o maior número possível de interlocutores."

A grande Beleza de uma Pequena comunidade ou da Humanidade ou do Cosmo, está na sua infinita variedade - diferenças! E quanto mais conhecermos os valores pessoais e da nossa Comunidade, melhor podemos apreciar os valores Culturais dos Outros...

Seixal, Corroios, Fogueteiro, 21 de Fevereiro de 2001
José Rabaça Gaspar

 

FERNÃO LOPES - PRÓLOGO

PRIMEIRA PARTE DA "CRÓNICA DE EL-REI D. JOÃO I DE BOA MEMÓRIA

Grande licença deu a afeição a muitos que tiveram cárrego de ordenar histórias, mormente dos senhores em cuja mercê e terra viviam e hu foram nados seus antigos avós, sendo-lhe muito favoráveis no recontamento de seus feitos.

E tal favoreza como esta nasce de mundanal afeição, a qual não é salvo conformidade dalguma cousa ao entendimento do homem : assim que a terra em que os homens per longo costume e tempo foram criados gera uma tal conformidade antre o seu entendimento e ela que, havendo de julgar alguma sua cousa. assim em louvor como per contrairo, nunca per eles é direitamente recontada.

porque. Louvando-a dizem sempre mais daquelo que é,

e se doutro modo, não escrevem suas perdas tão minguadamente como aconteceram.

Outra cousa gera ainda esta conformidade e natural inclinação segundo sentença de alguns, dizendo que o pregoeiro da vida que é a fame, recebendo refeição pera o corpo, o sangue e espíritos gerados de tais viandas têm uma tal semelhança antre si que causa esta conformidade.

Alguns outros tiveram que esto descia na semente no tempo da geração, a qual dispõe per tal guisa aquelo que dela é gerado, que lhe fica esta conformidade, tão bem acerca da terra como de seus dividos.

E assim parece que o sentiu Túlio, quando veio a dizer:

Nós não somos nados a nós próprios porque uma parte de nós tem a terra, e outra os parentes.


MANUEL VIEGAS GUERREIRO

LITERATURA POPULAR (de que o POVO se apropria)
- Literatura - (literatrice) - Literatura Oral - Literatura Tradicional...

- Língua Portuguesa
- Época Medieval
- Do Renascimento a Garrett - Camões versou tods as formas tradicionais...
- Garrett e o Romanceiro - Herculano e o Romantismo naa fontes da Idade Média...
- Teófilo Braga - Adolfo coelho e José leite de Vasconcellos
- Na Actualidade...

Recolha de Textos:
1.
Anedota
2. Conto
3. Lenda
4. Rimance
5. Poesia - Quadras - Cantigas - Décimas (Mote)
6. Canções - Modas - CANTE... - Vira - Fandango - Saias - ...
7. Adivinhas
8. Provérbios
9. Orações Ensalmos
10. Nomes - Apelidos - Alcunhas - Toponímia

 

Maria Laura Bettencourt Pires
in História da literatura Infantil Portuguesa, Editorial Vega e autora, Lisboa, s/d (c. 1987)

Ver Confusão / ou NÃO entre LITERATURA POPULAR e LITERATURA INFANTIL

O Prefácio é de Adolfo simões Müller
pp. 12, 13 14 - e fala por exemplo do plano de Antero de Quental
- A BIBLIOTECA DA INFANCIA E ADOLESCÊNCIA - "coisa que falta quase inteiramente em Portugal..."
e Eça da Queirós que dizia o que se fazia lá fora.

- para os bebés... os livros especiais com muitas estampas - 8/9 anos históris de viagens... aventuras... o país do maravilhoso... (Vigens de Gulliver...) - 12/15 nos a popularização da ciência...

pp. 19/22 - Introdução - Histórias escritas - Histórias faladas - o ORAL pode considerar-se LITERATURA - há letras articuladas na fala ou como diz alzira Seixo «...o texto oral também assenta em hipóteses de letras que existem no seu antes ou no seu depois.» - Os lusádas e os Doze de inglaterra ... Os Cegos e a Literatura de cordel que foi uma tradição que levou histórias às aldeias perdidas deste país...

... e tanta ir das origens... Idade Média (Romances de Cavalaria... Jograis... Teatro Medieval...) ...
Séc. XVII - Fábulas e obras Pedagógicas...
Séc. XVIII - Fábulas - contos de Fadas - Teatro...
Séc. XIX - Influências do estrangeiro - Fábulas e Literatura Tradicional... A Criança como tema literário...
Séc. XX - desde as obras Pedagógicas... à literatura de Fantasia... literatura Tradicional... Lengalengas, adivinhas Trava-Líguas... à Banda Desenhada...

p. 83 - João de Deus e a Educação divorciada do prazer...

pp. 99/100 - O jogo como actividade pedagógica... Um dó li tá cara de amendoá um soneto coroneto quem stá livre livre está... Jung e o inconsciente colectivo...

112 - literatura tradicional... os detractres e o mundo de significados e de símbolos... o maravilhoso... Vladimir Propp...

O SISTEMA DE COMUNICAÇÃO e as FUNÇÕES DA LINGUAGEM

CONTEXTO

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Emotiva

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Poética

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Fática

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