CONTOS & LENDAS
A ARTE DE enCANTAR
na LITERATURA POPULAR PORTUGUESA

por JORAGA o acrónimo de JOsé RAbaça GAspar e outros mais de 1001 deNÓMIOS...

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uma TEIA infindável de Contos & Lendas

TEXTOS DE APOIO - a ARTE DE CONTAR e de enCANTAR

 

MIL E UMA NOITES ou as MIL NOITES E UMA... - uma ARTE que salva da MORTE

MIL E UMA NOITES CITAÇÕES localizadas - uma ARTE que merece LETRAS DE OIRO

MIL E UMA NOITES UMA ESTRUTURA - as ORIGENS das TELENOVELAS ou HISTÓRIAS INTERNINÁVEIS

 

 

as MIL E UMA NOITES ou as MIL NOITES E UMA...

... uma introdução... que pretende ser um apanhado das mil noites e uma...

... tinha eu uma quantidade de sonhos a transformar em realidade com a varinha de condão, que uma fada madrinha me veio oferecer, quando, subitamente, como ninguém queria sonhos fantásticos e sonhos de encantar empacotados numa caixa que mais parecia uma máquina, um dia de Abril, a bruxa serpente lançou o seu mau olhado na minha caixa de magia donde saiam letras e fantasias de espantar... e assim ficaram, outra vez, só na cabeça daquele ceifeiro que segava erva para cavalos e assim poder viver do produto da venda que os cavaleiros pagavam com uns míseros tostões...

... ao ver-me triste, a fada madrinha disse que iria pedir ajuda a uma outra fada sua amiga que tinha uma varinha de condão que ensinava os génios prisioneiros a saírem da sua lamparina mágica, para se porem ao serviço dos seus amos e para deleite e formação da turba, que gostava de Contos e Lendas de enC(o)ant(r)ar...

... levado, então, pelos conselhos e ajudas da fada madrinha e consultando os livros de Magia que ela tinha nos seus tesouros... fui de viagem até aos meus tempos de lendas e estórias e de contos de enC(o)ant(r)ar...

... e parei nas primeira páginas das Mil Noites e Uma...

....e disse Scheherazade para a sua irmã Dinazarde: (adaptado)

Minha boa irmã, preciso do vosso socorro num assunto importantíssimo que é de vida ou de morte; peço-vos que não mo recuseis. Esta noite, vai o meu pai levar-me ao sultão para ser sua esposa... e como sabeis, desde aquela grande desgraça com a sultana, que ele próprio matou e o seu concubino, todas as mulheres que tiverem a graça de ser esposas do sultão, terão essa ventura de só a viverem uma noite... No dia seguinte, logo ao nascer do sol, a mulher é entregue ao Grão Vizir, nosso pai, que não tem outro remédio senão mandar matá-la e depois encontrar outra esposa para essa noite...
Não vos assuste este nova. Com a tua ajuda, estou disposta a livrar-me da morte e a livrar todo o povo desta grande consternação em que vive temendo pelas suas filhas... O que te peço é muito simples. Quando estiver junto do sultão, vou suplicar-lhe que me permita deixar-vos dormir junto à câmara nupcial, para que possa gozar, nesta última noite, da vossa companhia, ali bem perto... Se alcançar esta graça, como espero, logo de manhã muito cedo, antes do nascer do sol, lembrai-vos de me acordar e dizer mais ou menos estas palavras:

"Minha irmã, se não dormis, rogo-vos, esperando o dia, que não tarda em aparecer, que me conteis um desses belos contos que sabeis..." (Volume I, Tomo I, p. 34, antes da 1ª Noite)

E assim aconteceu... e como, ao nascer do sol, o primeiro conto ia ainda a meio "quando o génio estava decidido a matar o pobre mercador... ou pescador..." e o sultão tinha de partir para as suas orações e os seus afazeres... foi-lhe concedido mais um dia de vida... e depois outro... e depois outro... até aos mil que foram as mil noites e uma...

... é, possivelmente, o que espero deste milagroso aparecimento da Fada Madrinha... que estes contos sirvam para nos enC(o)ANT(r)AR... e assim nos livrarmos da morte que nos espera... ao menos que a esperança não morra e a vida nos apareça como alguma coisa digna de ser vivida... descobrindo algo de bom e belo para nós e para os outros...

O que é que vai acontecer?

Nunca se sabe como acontece nos contos de fadas e estórias de enC(o)ant(r)ar, quando se liberta o Génio da Lâmpada e se abrem as portas do Sonho e da Fantasia...

Como nos contos das mil noites e uma...

...estes contos não terão lógica nem sequência e podem ser dominados só pelo inesperado e pelo absurdo das circunstâncias mais inverosímeis, tendo por fronteiras só a pura fantasia do delírio e da imaginação do insólito e do mistério e o atrevimento e o encanto do fascínio e do deslumbramento... onde o amor é uma fonte de volúpias e de êxtases que nos podem levar para outros Mundos na imensidão do cosmos, onde a lei natural, a lei do amor, superior a todas as interdições, barreiras e preconceitos, levará o ser humano a mergulhar nesse mar imenso que é a mar... amar...

E assim, para tornar a começar, cabem aqui alguns versos que o meu amigo Thiago de Melo me ofereceu com dedicatória no dia vinte de Julho de 1975 (nos meus 37 anos!!! meu Deus!!!), do seu poema ESTATUTOS DO HOMEM, de Santiago do Chile, em Abril de 1964:

...
Artigo 8. ? "Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor"
...
Artigo 11. - "Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo 12. - "Decreta-se que nada será obrigado nem proibido.
Tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begónia na lapela.

Parágrafo único - Só uma coisa proibida:
amar sem amor.

E, já agora, também uma palavras arrancadas de um livro da minha outra apaixonada que nunca vi e de quem nunca tinha ouvido falar até perto dos meus cinquenta anos, a Selma Lagerlöf, in HISTÓRIAS MARAVILHOSAS, Editorial Minerva, 1952, logo a abrir nas Recordações que não Esquecem:

"Tinha eu cinco anos quando sofri o primeiro desgosto, e tão profundo que me é difícil dizer se, desde então, tive outro maior. Foi quando a minha avó morreu.
"Era hábito seu sentar-se todos os dias no sofá de canto do seu quarto e contar-nos histórias.
"Lembro-me bem da avó a desfiar histórias, umas após outras, de manhã à noite, enquanto nós, as crianças a ouvíamos muito quietas, sentadas ao seu lado. Era uma vida esplêndida! Não creio que outras crianças além de nós tivessem uma infância tão feliz!
"Assim, não será de estranhar que eu fale um pouco a respeito da avó. Ainda hoje a vejo, com o seu cabelo branco de neve, o corpo levemente inclinado, e os dedos, muito ágeis, a mover agulhas de meia, todo o dia...
"Lembro-me, também, de que, sempre que terminava uma história, me passava a mão pela cabeça e dizia:
"? Tudo isto é tão verdadeiro como estarmos, eu aqui e tu aí, a ver-nos uma à outra."
...

depois

"... a grande solidão em que ficámos quando ela se foi... aquela manhã em que vimos o sofá vazio..."
...
"Calaram-se as histórias e canções que embelezavam a nossa casa, encerradas naquele caixão negro, donde nunca mais voltaram!"
"E então, qualquer coisa de muito doce nos faltou na vida. Foi como se nos houvessem expulsado de um mundo maravilhoso, cujas portas, constantemente abertas para nós, se tivessem fechado de súbito e para sempre. E ninguém mais havia que fosse capaz de as abrir!"

Isto não é verdade, pois não?!!! É mentira. A própria neta desta avó transformou-se numa excepcional Contadora de Histórias que entusiasmou e continua a entusiasmar as crianças grandes e pequenas de todo o mundo e a povoar-lhes os seus mundos de fantasia e de sonhos!!! E por isso lhe foi atribuído o Prémio Nobel da Literatura, a primeira Mulher a recebê-lo...


É assim que eu lembro, mais ou menos a minha avó... Não no sofá de canto, mas na cadeira de balouço, que ela tinha trazido do Brasil e desde há uns anos eu transporto comigo para onde quer que vá e ocupa sempre o lugar principal da sala como se transportasse comigo aquela sala e aquela casa dos meus avós lá na serra e onde, sucessivamente, a vejo sentada o costurar ou a fazer malha pendurada dos seus óculos redondos de metal e donde, quase sempre calada ou com poucas palavras, governava toda aquela imensa casa e família que, de repente, com a morte do meu avô, era ela ainda muito jovem, lhe ficou inteiramente confiada... ou o meu pai a ler o jornal ou a chamar-nos para as "contas" do dia ou para as grandes decisões... e até a mãe, apesar de mal ter tempo para se sentar um pouco, pois a recordação é de vê-la sempre a girar, sempre com montes de coisas para fazer..., inclusive ir com a vassoura debaixo do braço a casa de uma ou outra vizinha doente para lhe varrer a casa e fazer-lhe um pouco de companhia, apesar da lide da casa e dos seus oito filhos e "invasões" constantes!!!

É, sentado nesta cadeira, virada para a Varanda Aberta sobre o Vale do Zêzere, que naqueles tempos não tinha casas em frente para lhe cortar os horizontes, que eu me vejo muitas vezes a desfiar histórias que nunca saberei contar e exorcizar assim aquela tristeza imensa da Selma quando disse, precipitadamente com certeza, levada por aquela grande perda:

"Calaram-se as histórias e canções que embelezavam a nossa casa, encerradas naquele caixão negro, donde nunca mais voltaram!"
"E então, qualquer coisa de muito doce nos faltou na vida. Foi como se nos houvessem expulsado de um mundo maravilhoso, cujas portas, constantemente abertas para nós, se tivessem fechado de súbito e para sempre. E ninguém mais havia que fosse capaz de as abrir!"

Ora, como isto não pode ser verdade, e os netos que ouviram as histórias de encantar também um dia virão a ser avós...

Aí vai... um, dois, três... era uma vez... e as portas de um mundo maravilhoso vão-se abrir...

Para mim já se abriram...
Fui ao tesouro do livro das "Mil e Uma Noites" e andei à procura das frases dispersas por aqueles milhares de páginas que me impressionaram quando li o Livro... afinal as histórias podem-nos livrar da morte...

"... Aos que nos contarem a sua história e o motivo que os trouxe a esta casa, não lhes façais mal nenhum..., porém não poupeis os que se recusarem dar-nos esta satisfação."
(p. 150, 36ª Noite de Histórias encadeadas, sabiamente interrompidas em suspenso ao nascer do sol, a hora marcada para o Sultão mandar matar a "esposa de uma noite"...

"Tendo o mariola (o moço de recados) percebido que não se tratava senão de contar a sua história para se livrar de ser morto pelos sete escravos de Zobeida armados com os seus alfanges, tomou a palavra e contou a sua história, o modo como a irmã de Zobeida o tinha requisitado para a acompanhar nas compras do mercado e... de como foi até casa das três irmãs, que eram servidas por aqueles terríveis escravos e tinham duas cadelas pretas..."
(p. 152, 37ª Noite)

Decisão do Califa GIAFAR (p. 244, 62ª Noite):
"Quero mandar escrever as suas histórias, que bem merecem ter um lugar nos anais do meu reinado."

"Sei uma história mais maravilhosa... Como vossa majestade gosta de ouvir histórias deste género, estou pronto a contar-vo-la, com a condição de que, se a achardes mais maravilhosa do que aquela que acabais de ouvir, dareis perdão ao meu escravo..."
(p.368, 93ª Noite e começa a história de NOUREDDIN ALI e de BEDREDDIN HASSAN)

"Achou o Califa Haroun Alraschid tão maravilhosa esta história, que concedeu, sem hesitar, a graça do perdão ao escravo Rihan;"
(p.436, 122ª Noite... - fim do 1º Livro do 1º Volume
... em que Shariar, seduzido pela bela contadora de histórias ainda hesita em mandar matá-la... e pensa para consigo, se seria ajuizado e digno de um Sultão da sua estirpe, deixar-se encantar pela magia das estórias, ou se devia dar execução, de imediato, à jura que fizera desde que descobrira a infidelidade da sua primeira Sultana:

"A boa sultana conta histórias muito extensas; e quando uma vez tem principiado uma não há meio de recusar ouvi-la toda. Não sei se devia mandar matá-la hoje; mas não; não nos precipitemos: a história que contará é talvez mais interessante que todas as que contou até agora, e não devo privar-me do gosto de a ouvir. ..").

"Achou o sultão a história tão interessante que recomendou ao seu historiógrafo particular que a escrevesse com todas as circunstâncias..."
(1º Volume, 2º Livro, p. 16, 128ª Noite)

"Se jamais alguma história mereceu ser escrita em letras de ouro, é a deste corcunda."
(p. 172, 184ª Noite, diz o Barbeiro, o 7º irmão, o Silencioso, depois das Histórias dos seus seis irmãos.)

"O sultão, arrebatado de alegria de alegria e de admiração, ordenou que se escrevesse a história do corcunda com a do barbeiro para que a memória delas, que tanto merecia ser conservada, não se apagasse em tempo algum."
"... e o califa achou esta estória tão extraordinária, que ordenou a um famoso historiador que a escrevesse com todas as circunstâncias... e fosse guardada com letras de oiro nos seus arquivos donde muitas cópias, tiradas desse original, a fizeram pública, mais tarde..."
(p.222, II vol., livro 3, lá para o fim de uma longa História de GANEN, filho de ABOU AIBU, O ESCRAVO DE AMOR, que começa na p. 163, e pode ir até à p. 286, se lhe metermos na sequência, a História do PRÍNCIPE ZEYN ALASNAM e DO REI DOS GÉNIO... Aqui, onde já o narrador perdeu o conta das noites em que Sheherazade seduzia o sultão com as suas histórias e ele, claro, não se decidia a mandar matá-la.)

"O califa Haron Alraschid dava a Cogi Hassan uma atenção tão grande, que não percebeu o fim da sua história senão pelo seu silêncio. Disse: "Cogia Hassan, havia muito tempo que não tinha ouvido cousa que me desse tanto gosto, ... Quero também que contes a minha história ao guarda do meu tesouro, para que a faça pôr por escrito, e que nele seja conservada com o diamante.""
(p.182, II vol. livro 4, isto no fim de uma longa série de histórias encadeadas e inseridas misturadas com a HISTÓRIA DE ALADIN, OU A LÂMPADA MARAVILHOSA.)
"Tinham-se já passado mil e uma noites nestes inocentes passatempos que haviam contribuído muito para diminuir as prevenções desagradáveis do sultão contra a fidelidade das mulheres... Lembrava-se do valor com Sheherazade se expusera voluntariamente a ser sua esposa, sem recear a morte, à qual sabia que estava destinada no dia seguinte, como as outras que a precederam...."

"Bem vejo, amável Sheherazade, que sois inesgotável nos vossos pequemos contos; há bastante tempo que com eles me divertis; abrandaste a minha cólera e de boa vontade renuncio, em abono vosso, à lei cruel que me impusera; tendes toda a protecção minha, e quero que sejais considerada como a libertadora de todas as senhoras, que deviam ser imoladas ao meu justo ressentimento."
"... O Grão Vizir foi o primeiro que soube esta agradável nova da própria boca do sultão. Espalhou-se logo pela cidade e pelas províncias, o que atraiu ao sultão e à amável Sheherazade, sua esposa, mil bênçãos de todos os povos do império das Índias."
(Volume II., Tomo IV, p. 448, 1001ª Noite)


EXTRACTOS DAS MIL E UMA NOITES...

 

in CONTOS ÁRABES – AS MIL e UMA NOITES
I Volume (1 e 2 Tomo)e II Volume (3 e 4 Tomo)
Nova Edição, ilustrada com 131 gravuras e revista cuidadosamente sobre os melhores textos,
Livraria LELLO & IRMÃO – PORTO
LELLO & IRMÃO – EDITORES
Rua das Carmelitas, 144, Porto
AILLAUD & LELLOS, LIMITADA
Rua do Carmo, 78,80 a 84 – LISBOA  

Extractos

Sentido

Localização

«...estes contos não terão lógica nem sequência e podem ser dominados só pelo inesperado e pelo absurdo das circunstâncias mais inverosímeis, tendo por fronteiras só a pura fantasia do delírio e da imaginação do insólito e do mistério e o atrevimento e o encanto do fascínio e do deslumbramento... onde o amor é uma fonte de volúpias e de êxtases» que nos podem levar para outros Mundos na imensidão do cosmos, onde a lei natural, a lei do amor, superior a todas as interdições, barreiras e preconceitos, levará o ser humano a mergulhar nesse mar imenso que é a mar... amar...

O Encanto dos CONTOS

Da introdução de uma Edição da Europa América em 4 Volumes, Livros de Bolso, 1984

....e disse Scherazade para a sua irmã Dinazarde:

“Minha boa irmã, preciso do vosso socorro num assunto importantíssimo que é de vida ou de morte; peço-vos que não mo recuseis. Esta noite, vai o meu pai levar-me ao sultão para ser sua esposa... e como sabeis, desde aquela grande desgraça com a sultana que ele próprio matou e o seu concubino, todas as mulheres que tiverem a graça de ser esposas do sultão só vivem uma noite. No dia seguinte, logo ao nascer do sol, a mulher é entregue ao Grão Vizir nosso pai, que não tem outro remédio senão mandar matá-la e depois encontrar outra esposa para essa noite... Não vos assuste este nova. Com a tua ajuda estou disposta a livrar-me da morte e a livrar todo o povo desta grande consternação em que vive temendo pelas suas filhas... O que te peço é muito simples. Quando estiver junto do sultão, vou suplicar-lhe que me permita deixar-vos dormir na câmara nupcial, para que possa gozar, nesta última noite, da vossa companhia. Se alcançar esta graça como espero, logo de manhã muito cedo, antes do nascer do sol, lembrai-vos de me acordar e dizer mais ou menos estas palavras:

“Minha irmã, se não dormis, rogo-vos, esperando o dia, que não tarda em aparecer, que me conteis um desses belos contos que sabeis...”

A necessidade que o NARRADOR tem de UM NARRATÁRIO ou vários

(Volume I, Tomo 1, p. 34, antes da 1ª Noite)

«... Aos que nos contarem a sua história e o motivo que os trouxe a esta casa, não lhes façais mal nenhum..., porém não poupeis os que se recusarem dar-nos esta satisfação.»

O conto como meio de se livrar da morte

(I Volume, I Tomo 1, p. 150, 36ª Noite de Histórias encadeadas, sabiamente interrompidas em suspense ao nascer do sol, a hora marcada para o Sultão mandar matar a “esposa de uma noite”...

«Tendo o mariola (o moço de recados) percebido que não se tratava senão de contar a sua história para se livrar de ser morto pelos sete escravos de Zobeida armados com os seus alfanges, tomou a palavra e contou a sua história, o modo como a irmã de Zobeida o tinha requisitado para a acompanhar nas compras do mercado e... de como foi até casa das três irmãs, que eram servidas por aqueles terríveis escravos e tinham duas cadelas pretas...”

O conto como meio de se livrar da morte

(I Volume, I Tomo 1, p. 152, 37ª Noite)

Decisão do Califa GIAFAR): “Quero mandar escrever as suas histórias, que bem merecem ter um lugar nos anais do meu reinado.»

Valor dos Contos

(I Volume, I Tomo 1, p. 244, 62ª Noite

«Sei uma história mais maravilhosa... Como vossa majestade gosta de ouvir histórias deste género, estou pronto a contar-vo-la, com a condição de que, se a achardes mais maravilhosa do que aquela que acabais de ouvir, dareis perdão ao meu escravo...»

O conto como meio de se livrar da morte

.(I Volume, I Tomo 1, p.368, 93ª Noite e começa a história de NOUREDDIN ALI e de BEDREDDIN HASSAN)

«Achou o Califa Haroun Alraschid tão maravilhosa esta história, que concedeu, sem hesitar, a graça do perdão ao escravo Rihan; ...(p.436, 122ª Noite... – fim do 1º Livro do 1º Volume - em que Shariar, seduzido pela bela contadora de histórias ainda hesita em mandar matá-la... e pensa para consigo) : «A boa sultana conta histórias muito extensas; e quando uma vez tem principiado uma não há meio de recusar ouvi-la toda. Não sei se devia mandar matá-la hoje; mas não; não nos precipitemos: a história que contará é talvez mais interessante que todas as que contou até agora, e não devo privar-me do gosto de a ouvir. ..»)

O conto como meio de se livrar da morte

...(I Volume, Tomo 1, final, p.436, 122ª Noite...

«Achou o sultão a história tão interessante que recomendou ao seu historiógrafo particular que a escrevesse com todas as circunstâncias...»

Valor dos Contos

(1º Volume, Tomo 2, p. 16, 128ª Noite)

«Se jamais alguma história mereceu ser escrita em letras de ouro, é a deste corcunda.» (diz o Barbeiro, o 7º irmão, o Silencioso, depois das Histórias dos seus seis irmãos.)

Valor dos Contos

OURO

(Volume I, Tomo 2, p. 172, 184ª Noite.

«O sultão, arrebatado de alegria de alegria e de admiração, ordenou que se escrevesse a história do corcunda com a do barbeiro para que a memória delas, que tanto merecia ser conservada, não se apagasse em tempo algum.

 

(Volume I, Tomo 2, p. 173, 184ª Noite)

«... e o califa achou esta estória tão extraordinária, que ordenou a um famoso historiador que a escrevesse com todas as circunstâncias... e fosse guardada com letras de oiro nos seus arquivos donde muitas cópias, tiradas desse original, a fizeram pública, mais tarde...» (p.222, II vol., livro 3, lá para o fim de uma longa História de GANEN, filho de ABOU AIBU, O ESCRAVO DE AMOR, que começa na p. 163, e pode ir até à p. 286, se lhe metermos na sequência, a História do príncipe zeyn alasnam e do rei dos génio... Aqui já o narrador perdeu o conta das noites em que Sherazade seduzia o sultão com as suas histórias e ele, claro, não se decidia a mandar matá-la.)

 

(II Volume, Tomo 3, p.222,  já sem conatar as Noites...

«O califa Haron Alraschid dava a Cogi Hassan uma atenção tão grande, que não percebeu o fim da sua história senão pelo seu silêncio. Disse: “Cogia Hassan, havia muito tempo que não tinha ouvido cousa que me desse tanto gosto, ... Quero também que contes a minha história ao guarda do meu tesouro, para que a faça pôr por escrito, e que nele seja conservada com o diamante.”» (p.182, II vol. livro 4, isto no fim de uma longa série de histórias encadeadas e inseridas misturadas com a HISTÓRIA DE ALADIN, OU A LÂMAPDA MARAVILHOSA.)

 

(II volume, Tomo 4, p.182)

«Tinham-se já passado mil e uma noites nestes inocentes passatempos que haviam contribuído muito para diminuir as prevenções desagradáveis do sultão contra a fidelidade das mulheres... Lembrava-se do valor com que Sheherazade se expusera voluntariamente a ser sua esposa, sem recear a morte, à qual sabia que estava destinada no dia seguinte, como as outras que a precederam.... Bem vejo, amável Sheherazade, que sois inesgotável nos vossos pequemos contos; há bastante tempo que com eles me divertis; abrandaste a minha cólera e de boa vontade renuncio, em abono vosso, à lei cruel que me impusera; tendes tod a protecção minha, e quero que sejais considerada como a libertadora de todas as senhoras, que deviam ser imoladas ao meu justo ressentimento. ... O Grão Vizir foi o primeiro que soube esta agradável nova da própria boca do sultão. Espalhou-se logo pela cidade e pelas províncias, o que atraiu ao sultão e à amável Sheherazade, sua esposa, mil bênçãos de todos os povos do império das Índias.»

 

(Volume II, Tomo IV, p. 448, 1001ª Noite)

 

MIL E UMA NOITES UMA ESTRUTURA

AS MIL e UMA NOITES

HISTÓRIAS – NARRADORES – organização sequencial (encadeada, alternada, inserida):

in CONTOS ÁRABES – AS MIL e UMA NOITES
I Volume (1 e 2 Tomo)e II Volume (3 e 4 Tomo)
Nova Edição, ilustrada com 131 gravuras e revista cuidadosamente sobre os melhores textos,
Livraria LELLO & IRMÃO – PORTO
LELLO & IRMÃO – EDITORES
Rua das Carmelitas, 144, Porto
AILLAUD & LELLOS, LIMITADA
Rua do Carmo, 78,80 a 84 – LISBOA

 

Extractos

Sentido

Localização

«...estes contos não terão lógica nem sequência e podem ser dominados só pelo inesperado e pelo absurdo das circunstâncias mais inverosímeis, tendo por fronteiras só a pura fantasia do delírio e da imaginação do insólito e do mistério e o atrevimento e o encanto do fascínio e do deslumbramento... onde o amor é uma fonte de volúpias e de êxtases» que nos podem levar para outros Mundos na imensidão do cosmos, onde a lei natural, a lei do amor, superior a todas as interdições, barreiras e preconceitos, levará o ser humano a mergulhar nesse mar imenso que é a mar... amar...

O Encanto dos CONTOS

Da introdução de uma Edição da Europa América em 4 Volumes, Livros de Bolso, 1984

....e disse Scheherazade para a sua irmã Dinazarde:

“Minha boa irmã, preciso do vosso socorro num assunto importantíssimo que é de vida ou de morte; peço-vos que não mo recuseis. Esta noite, vai o meu pai levar-me ao sultão para ser sua esposa... e como sabeis, desde aquela grande desgraça com a sultana que ele próprio matou e o seu concubino, todas as mulheres que tiverem a graça de ser esposas do sultão só vivem uma noite. No dia seguinte, logo ao nascer do sol, a mulher é entregue ao Grão Vizir nosso pai, que não tem outro remédio senão mandar matá-la e depois encontrar outra esposa para essa noite... Não vos assuste este nova. Com a tua ajuda estou disposta a livrar-me da morte e a livrar todo o povo desta grande consternação em que vive temendo pelas suas filhas... O que te peço é muito simples. Quando estiver junto do sultão, vou suplicar-lhe que me permita deixar-vos dormir na câmara nupcial, para que possa gozar, nesta última noite, da vossa companhia. Se alcançar esta graça como espero, logo de manhã muito cedo, antes do nascer do sol, lembrai-vos de me acordar e dizer mais ou menos estas palavras:

“Minha irmã, se não dormis, rogo-vos, esperando o dia, que não tarda em aparecer, que me conteis um desses belos contos que sabeis...”

A necessidade que o NARRADOR tem de UM NARRATÁRIO ou vários

(Volume I, Tomo 1, p. 34, antes da 1ª Noite)

«... Aos que nos contarem a sua história e o motivo que os trouxe a esta casa, não lhes façais mal nenhum..., porém não poupeis os que se recusarem dar-nos esta satisfação.»

O conto como meio de se livrar da morte

(I Volume, I Tomo 1, p. 150, 36ª Noite de Histórias encadeadas, sabiamente interrompidas em suspense ao nascer do sol, a hora marcada para o Sultão mandar matar a “esposa de uma noite”...

«Tendo o mariola (o moço de recados) percebido que não se tratava senão de contar a sua história para se livrar de ser morto pelos sete escravos de Zobeida armados com os seus alfanges, tomou a palavra e contou a sua história, o modo como a irmã de Zobeida o tinha requisitado para a acompanhar nas compras do mercado e... de como foi até casa das três irmãs, que eram servidas por aqueles terríveis escravos e tinham duas cadelas pretas...”

O conto como meio de se livrar da morte

(I Volume, I Tomo 1, p. 152, 37ª Noite)

Decisão do Califa GIAFAR): “Quero mandar escrever as suas histórias, que bem merecem ter um lugar nos anais do meu reinado.»

Valor dos Contos

(I Volume, I Tomo 1, p. 244, 62ª Noite

«Sei uma história mais maravilhosa... Como vossa majestade gosta de ouvir histórias deste género, estou pronto a contar-vo-la, com a condição de que, se a achardes mais maravilhosa do que aquela que acabais de ouvir, dareis perdão ao meu escravo...»

O conto como meio de se livrar da morte

.(I Volume, I Tomo 1, p.368, 93ª Noite e começa a história de NOUREDDIN ALI e de BEDREDDIN HASSAN)

«Achou o Califa Haroun Alraschid tão maravilhosa esta história, que concedeu, sem hesitar, a graça do perdão ao escravo Rihan; ...(p.436, 122ª Noite... – fim do 1º Livro do 1º Volume - em que Shariar, seduzido pela bela contadora de histórias ainda hesita em mandar matá-la... e pensa para consigo) : «A boa sultana conta histórias muito extensas; e quando uma vez tem principiado uma não há meio de recusar ouvi-la toda. Não sei se devia mandar matá-la hoje; mas não; não nos precipitemos: a história que contará é talvez mais interessante que todas as que contou até agora, e não devo privar-me do gosto de a ouvir. ..»)

O conto como meio de se livrar da morte

...(I Volume, Tomo 1, final, p.436, 122ª Noite...

«Achou o sultão a história tão interessante que recomendou ao seu historiógrafo particular que a escrevesse com todas as circunstâncias...»

Valor dos Contos

(1º Volume, Tomo 2, p. 16, 128ª Noite)

«Se jamais alguma história mereceu ser escrita em letras de ouro, é a deste corcunda.» (diz o Barbeiro, o 7º irmão, o Silencioso, depois das Histórias dos seus seis irmãos.)

Valor dos Contos

OURO

(Volume I, Tomo 2, p. 172, 184ª Noite.

«O sultão, arrebatado de alegria de alegria e de admiração, ordenou que se escrevesse a história do corcunda com a do barbeiro para que a memória delas, que tanto merecia ser conservada, não se apagasse em tempo algum.

 

(Volume I, Tomo 2, p. 173, 184ª Noite)

«... e o califa achou esta estória tão extraordinária, que ordenou a um famoso historiador que a escrevesse com todas as circunstâncias... e fosse guardada com letras de oiro nos seus arquivos donde muitas cópias, tiradas desse original, a fizeram pública, mais tarde...» (p.222, II vol., livro 3, lá para o fim de uma longa História de GANEN, filho de ABOU AIBU, O ESCRAVO DE AMOR, que começa na p. 163, e pode ir até à p. 286, se lhe metermos na sequência, a História do príncipe zeyn alasnam e do rei dos génio... Aqui já o narrador perdeu o conta das noites em que Sherazade seduzia o sultão com as suas histórias e ele, claro, não se decidia a mandar matá-la.)

 

(II Volume, Tomo 3, p.222,  já sem conatar as Noites...

«O califa Haron Alraschid dava a Cogi Hassan uma atenção tão grande, que não percebeu o fim da sua história senão pelo seu silêncio. Disse: “Cogia Hassan, havia muito tempo que não tinha ouvido cousa que me desse tanto gosto, ... Quero também que contes a minha história ao guarda do meu tesouro, para que a faça pôr por escrito, e que nele seja conservada com o diamante.”» (p.182, II vol. livro 4, isto no fim de uma longa série de histórias encadeadas e inseridas misturadas com a HISTÓRIA DE ALADIN, OU A LÂMAPDA MARAVILHOSA.)

 

(II volume, Tomo 4, p.182)

«Tinham-se já passado mil e uma noites nestes inocentes passatempos que haviam contribuído muito para diminuir as prevenções desagradáveis do sultão contra a fidelidade das mulheres... Lembrava-se do valor com que Sheherazade se expusera voluntariamente a ser sua esposa, sem recear a morte, à qual sabia que estava destinada no dia seguinte, como as outras que a precederam.... Bem vejo, amável Sheherazade, que sois inesgotável nos vossos pequemos contos; há bastante tempo que com eles me divertis; abrandaste a minha cólera e de boa vontade renuncio, em abono vosso, à lei cruel que me impusera; tendes tod a protecção minha, e quero que sejais considerada como a libertadora de todas as senhoras, que deviam ser imoladas ao meu justo ressentimento. ... O Grão Vizir foi o primeiro que soube esta agradável nova da própria boca do sultão. Espalhou-se logo pela cidade e pelas províncias, o que atraiu ao sultão e à amável Sheherazade, sua esposa, mil bênçãos de todos os povos do império das Índias.»

 

(Volume II, Tomo IV, p. 448, 1001ª Noite)

 

TENTATIVAS PARA definir UMA ESTRUTURA de AS MIL e UMA NOITES

1ª NARRATIVA – Narrador 3ª Pessoa, extra - heterodiegético... Como introdução

-         História de SCHAHRIAR, herdeiro do trono, e de seu irmão SCHAHZENAN filhos de um antigo SULTÃO da PÉRSIA, que segundo as CRÓNICAS dos SASSANIDAS, antigos sultões da PÉRSIA que dilataram o seu império com a conquista das Índias, se distinguiu entre todos os príncipes do seu tempo... Tanto se fazia amar pelos seus vassalos pela sua sabedoria e prudência, quanto se fizera temer pelos seus vizinhos pela fama do seu valor e pela reputação das suas tropas aguerridas e bem disciplinadas.

-         Depois de um dilatado quanto glorioso reinado, morreu este sultão e sucedeu-lhe SCHAHRIAR. O irmão SCHAHZENAN, excluído da herança pelas leis do império, aceitou bem e foi sempre bom irmão. Mais tarde, por pura amizade SCHAHRIAR deu-lhe a grande TARTÁRIA e este, com KAN da TARTÁRIA, estabeleceu a sua residência em Samarcanda, que era a capital.

-         Dez anos depois decide enviar uma nobre embaixada ao seu irmão SCHAHZENAN para o vir visitar.

-         Na noite da partida SCHAHZENAN descobre que foi traído pela mulher... Mata a mulher e o oficial e lança-os ao fosso...

-         Depois da longa viagem encontram-se os dois irmãos perto da capital das Índias e foram recebidos em festa pela multidão... Apesar da alegria do encontro, a tristeza de SCHAHZENAN, intrigava SCHAHRIAR.

-         Num dia em que SCHAHRIAR decidiu fazer uma grande caçada, o seu irmão escusou-se a tomar parte alegando o seu estado de saúde e, pela janela, assiste à infidelidade da esposa do seu irmão!!! Deixou de afligir-se com o seu caso e passou a andar bem disposto...

-         No regresso da caça o irmão insiste para saber o que se passa e, perante a insistência conta-lhe a infidelidade da própria esposa e o castigo... SCHAHRIAR aprova a decisão do irmão e admira a sua complacência dizendo que o admira pois ele não se contentaria com uma ou duas mortes mas mais de mil... Não podendo resistir às instâncias do irmão mais velho e seu Senhor, conta-lhe a infidelidade da sua própria mulher... e combinam nova caçada para que o próprio Sultão possa ver com os seus olhos o comportamento da sultana das Índias...

-         Profundamente chocado com o que viu quer o Sultão fugir e renunciar a tudo e partem para o campo para conversarem e decidirem... mas com a promessa de voltarem se encontrarem alguém mais infeliz do que eles...

-         Aparece um Génio, desses terríveis, malignos e malfazejos, saído do mar, com uma caixa de vidro... dela saiu uma senhora ricamente vestida... O Génio dorme no seu colo e a Senhora descobre os príncipes, chama-os, obriga-os a aceitar os seus favores, pede-lhes os anéis e mostra o colar de anéis como prova dos inúmeros (98) que tiveram os seus favores (agora 100), apesar dos cuidados e guarda feroz do Génio que a roubou no dia de núpcias... Tendo encontrado alguém mais infeliz do que eles, decidiram regressar e tomar medidas contra a infidelidade das mulheres. O Sultão mandou prender e executar a sultana e matou as outras mulheres por sua própria mão e decidiu casar com uma cada noite e mandá-la degolar no dia seguinte...

-         O Grão Vizir, mesmo contra sua vontade, foi encarregado de escolher a esposa de cada noite... A notícia desta desumanidade correu a cidade e o reino e causou a consternação geral... Tinha o Grão Vizir duas filhas: SCHEHERAZADE e DINAZARDE...

-         SCHEHERAZADE oferece-se ao seu pai para esposa do Sultão...

-         O Grão Vizir para evitar tamanha loucura conta uma História

-         FÁBULA – O BURRO, O BOI E O LAVRADOR... e o MERCADOR que tinha o dom de conhecer a linguagem dos animais mas não podia revelar o que entendia sob pena de perder a vida... O boi que se queixa ao burro pela boa vida que este leva e o trabalho duro dele... os conselhos do burro para o boi, cheio de força se revoltar e recusar a má comida... o boi adoece e o burro é obrigado a ocupar o lugar do boi nos duros trabalhos... É o que vos acontece, diz o Grão Vizir para a filha... mas ela obstina-se... A história continua e o burro avisa o boi que pode ser mandado para o matadouro uma vez que já não serve... O mercador que ouve tudo junto com a mulher, ri-se e esta quer saber de que se ri... ele não pode revelar sob pena de morrer e a mulher ameaça deixá-lo... Não ouve as razões do marido... É chamada toda a família, os filhos, os pais, os parentes... Perante a teimosia da mulher estava disposta a sacrificar a sua vida... Tinha este mercador cinquenta galinhas, um galo e um cão de guarda... Ouve a conversa do cão com o galo que se gaba de ter cinquenta galinhas que fazem o que ele quer e diz ao cão que o mercador devia dar com um pau na mulher até lhe passar a teima... É isso que eu devia fazer, diz o Grão Vizir a SCHEHERAZADE... Esta insiste no seu desejo, convence o pai e este não tm outro remédio se não anunciar ao Sultão a decisão da própria filha...

-         SCHEHERAZADE prepara-se para enfrentar o Sultão, e combina com a irmã, para a chamar antes do nascer do sol para que contasse uma das suas histórias... e isto vai acontecer, todos os dias... mais de mil... até que o Sultão reconhece o seu valor e perdoa e decide abolir a terrível lei de mandar matar a esposa...

 

HISTÓRIAS – NARRADORES – organização sequencial (encadeada, alternada, inserida):

 

HISTÓRIAS

NARRADOR

organização sequencial (encadeada, alternada, inserida

Personagens

Notas

Páginas

 

1.       

História dos filhos do grande Sultão que foram enganados pelas esposas e decisão de SHARIAR de desposar uma todas as noites e mandar matá-la ao nascer do sol

1º NARRADOR, 3ª Pessoa, extra- heterodiegético

encadeada

SHARIAR

SCHAHZENAN

filhos do grande Sultão das Índias e esposas

I volume 1 Tomo

7

2.       

História do Grão Vizir encarregado de cumprir a lei tirânica do Sultão e o pedido da filha Sheherazade

1º NARRADOR, 3ª Pessoa, extra- heterodiegético

encadeada

Grão Vizir

Sheherazade

Dinazarde

23

3.       

FÁBULA  do BURRO, o BOI e o LAVRADOR ... e o MERCADOR que entende os animais...

2º NARRADOR,

3ª Pessoa, intra- heterodiegético: o Grão Vizir, pai de Sheherazade, para dissuadir a filha

inserida

BURRO

BOI

LAVRADOR

MERCADOR

Mulher deste

Cão

Galo

50 galinhas

26

4.       

Sheherazade levada ao palácio do Sultão e o pedido para a irmã ficar perto...

1º NARRADOR, 3ª Pessoa, extra- heterodiegético

encadeada

SHARIAR

Sheherazade

Dinazarde

34

 

 

Uma hora antes de amanhecer Dinazarde acorda a irmã e pede que conte...

1º NARRADOR

encadeada

 

 

5.       

O MERCADOR E O GÉNIO

1.        mercador descuidado atira caroços de tâmaras e

2.        aparece um Génio que o quer matar por ter morto o filho...

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR como ouvintes narratários

inserida

1ª Noite

Mercador

Génio

37

 

 

-          interrupção ao nascer do sol

-          adiamento da decisão

-          inquietação do Grão Vizir

-          dia de trabalho do Sultão

-          noite...

-          antes do raiar do dia pedido de Din.

 

encadeada

SHARIAR

Sheherazade

Dinazarde

39

 

3.        Génio concede um ano de adiamento para despedir da família e regularizar os negócios...

4.        Acaba o ano, apresenta-se no local e espera junto à fonte

5.      Aparece m velho com uma corça que espera com ele...

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR como ouvintes narratários

inserida

encadeada da 5

2ª Noite

41

 

·          interrupção ao nascer do sol

·          adiamento da decisão

·          Din. pede nova história e o Sultão quer a continuação

1º NARRADOR

encadeada

 

44

 

6.        2º velho com 2 cães pretos e fica

7.        3º velho e fica para ver, admirado

8.        Aparece o Génio que decide matar

9.         gritam todos e suplicam

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR como ouvintes narratários

inserida

encadeada da 5

3ª Noite

44

 

·          interrupção ao nascer do sol

·          adiamento da decisão por curiosidade

·          alegria do Grão Vizir, pai de Sch.

·          alegria e espanto de toda a corte

·          Din. pede nova história e o Sultão quer a continuação

1º NARRADOR

encadead

 

45

 

10.     O 1º velho que levava a corça intercede e propõe-se contar a sua história e se o Génio gostar perdoará um terço do castigo ao mercador...

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR como ouvintes narratários

inserida

encadeada da 5

4ª Noite

46

5.1

1.1 ‑ a História do Velho e da Corça

1º Velho desafia o Génio a ouvir

- a corça é prima e mulher

- tem filho de 1 escrava

- na ausência do marido, a mulher, com ciúmes, por magia transforma o filho em vitelo e escrava em vaca

- no regresso, sem saber, manda matar a vaca e vai matar o bezerro...

4º NARRADOR, 1ª Pessoa, intra- homodiegético: o 1º Velho pela boca de Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR como ouvintes narratários, conta a história dele e da corça, mas o 1º velho, com o génio, mais os 2 velhos e o mercador condenado por narratários

inserida

na 5

5.1 – 1.1

4ª Noite

46

 

·          Sch. interrope ao nascer do sol

·          Din. aprecia

·          Shariar adia a decisão para saber...

1º NARRADOR

encadeada da 5

 

49

 

1.2 ‑ a História do Velho e da Corça

- Adia a morte do bezerro

- a filha do rendeiro descobre a magia

- dá a forma humana com 2 condições

- casa com ele e castiga a mulher culpada

- a mulher é a corça

- o filho ficou viúvo e partiu

- o velho procura-o com a corça... e... ali..

É concedido um terço do perdão

4º NARRADOR, 1ª Pessoa, intra- homodiegético: o 1º Velho pela boca de Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR como ouvintes narratários, conta a história dele e da corça, mas o 1º velho, com o génio, mais os 2 velhos e o mercador condenado por narratários

inserida

na 5

5.1 – 1.2

5ª Noite

49

 

o 2º velho  com dois cães pretos oferece-se para contar a sua história e se for espantosa, se exceder a outra, será concedido o segundo terço do perdão

5º NARRADOR, 1ª Pessoa, intra- homodiegético

1º Narrador

e sultana que interrompe

inserida

na 5

5ª Noite

53

5.2

1.1     –História do velho e dos dois cães pretos que são 2 irmãos...

- O pai morreu e deixou mil sequins a cada

- os dois viajaram e perderam

- socorre os dois e propõem-lhe viagem

- resiste 5 anos mas aceita e prevene-se

- navegam um mês e...

5º NARRADOR, 1ª Pessoa, intra- homodiegético: o 1º Velho pela boca de Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR como ouvintes narratários, conta a história dele e da corça, mas o 1º velho, com o génio, mais os 2 velhos e o mercador condenado por narratários

inserida

na 5

5.1 – 1.2

6ª Noite

54

 

·          Sch. interrope ao nascer do sol

·          Din. aprecia...

Shariar adia a decisão para saber...

1º Narrador interrompe..

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR como ouvintes narratários em diálogo

 

 

56

 

1.2     - História do velho e dos dois cães pretos que são 2 irmãos...

- 2 meses depois fazem grande negócio

- encontra esposa e suscita inveja dos irmãos

- os irmãos atiram os 2 ao mar, ela é fada

- salva-o e transforma o 2 em cães 10 anos

- 10 anos estão no fim e aqui está...

É concedido perdão do 2º terço

5º NARRADOR, 1ª Pessoa, intra- homodiegético: o 1º Velho pela boca de Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR como ouvintes narratários, conta a história dele e da corça, mas o 1º velho, com o génio, mais os 2 velhos e o mercador condenado por narratários

 

7ª Noite

57

 

É anunciada a proposta do 3º velho e o pedido do perdão de 3º terço da pena se...

1º Narrador

 

 

59

5.3

Din. acorda a irmã...

Shariar pede a história do 3º velho...

Sch. não conta mas sabe que foi extrordinária e foi concedido o perdão total e pode contar outra...

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR como ouvintes narratários em diálogo

 

8ª Noite

60

6

1 –História do pescador e do espírito rebelde... início

- Um pobre pescador lança as redes e apanha as ossadas de um burro...

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR como ouvintes narratários em diálogo

inserida

 

61

 

·          Sch. interrope ao nascer do sol

·          Din. aprecia...

Shariar adia a decisão para saber...

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR em diálogo

 

 

61

6

1.1 –História do pescador e do espírito rebelde...

- lança as redes 3 vezes e só apanha pedras e lodo

- reza e lança a 4ª e apanha um vaso de cobre selado, abre e sai fume e um génio... que clama por Salomão... vai matar o pescador e só pode conceder a graça de escolher a morte...

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR como ouvintes narratários

 

9ª Noite

62

 

·          Sch. interrope ao nascer do sol

·          Din. aprecia...

Shariar adia a decisão para saber...

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR em diálogo

 

 

64

6.1

1.2 - História do Génio rebelde

- Foi um dos espíritos rebeldes que se revoltou contra Deus e Salomão...

- Recusou submeter-se e foi encerrado no vaso com selo de Deus e atirado ao mar...

- Se fosse libertado 1º, 2º 3º séc. faria rico o libertador...

- Passados 1800 anos jurou a morte... só a escolha...

O pescador aflito faz um pedido que é concedido

6º NARRADOR, 1ª Pessoa, intra- homodiegético – o Génio rebelde...

 

 

 

 

·          Sch. interrope ao nascer do sol

·          Din. aprecia...

Shariar adia a decisão para saber...

1º NARRADOR

 

 

 

 

Faz com que o Génio mostre que cabe no vaso fecha-o e vai contar a história do médico Douban...

1º NARRADOR

 

11ª Noite

 

6.2

1.2.1. 1 - História do Sultão e do médico Douban

O Sultão de Zouman na Pérsia tem lepra

Os seus médicos são incapazes

Aparece Douban, muito culto que se propõe curá-lo sem drogas... e prepara-se...

7º NARRADOR, 3ª Pessoa, extra - heterodiegético – o Pescador para o Génio mau...

 

11ª Noite

 

 

·          Sch. interrope ao nascer do sol

·          Din. aprecia...

Shariar adia a decisão para saber...

1º NARRADOR

 

 

 

 

1.2.1.2 - História do Sultão e do médico Douban

- O médico manda o sultão jogar com o malho e bola que preparara... até suar e o remédio metido no cabo... sare...

- Depois deve banhar-se e dormir

- No dia seguinte está curado

- O médico é elogiado e premiado

7º NARRADOR, 3ª Pessoa, extra - heterodiegético – o Pescador para o Génio mau...

 

12ª Noite

 

 

·          Sch. interrope ao nascer do sol

·          Din. aprecia...

Shariar adia a decisão para saber...

1º NARRADOR

 

 

 

 

História do Sultão e do médico Douban

- O médico recebe mais benfícios

- o Vizir, cheio de inveja tenta intrigar...

- O sultão recusa e promete premiar mais...

- sabe que é por ciúme e sabe o que o Vizir do Sultão Sindbad contou ao seu amo para impedir que mandasse degolar o filho...

7º NARRADOR, 3ª Pessoa, extra - heterodiegético – o Pescador para o Génio mau...

 

13ª Noite

 

 

·          Din. aprecia... ao nascer do sol

·          Sch. interrope e promete mais...

Shariar adia a decisão para saber...

a história que aquele sultão grego que o Vizir intriguista se atreve a perguntar ao seu Sultão que era leproso

1º NARRADOR

 

 

 

6.3

1.2.2 - História do Marido e do Papagaio

- Um homem tem uma mulher que adora e não a pedia de vista...

- Tendo de viajar, compra um papagaio que sabe contar tudo...

- Regressa e este denuncia a mulher...

- A mulher prega uma partida com as servas e prova que o papagaio mente...

- O homem mata o papagaio mas é informado que ele dissera a verdade...

8º NARRADOR, 3ª Pessoa, extra - heterodiegético – o Sultão curado da lepra para o seu Vizir intriguista...

 

14ª Noite

 

 

·          Din. aprecia... ao nascer do sol

·          Sch. interrompe e promete mais...

Shariar adia a decisão para saber...

- a versão do sultão grego... e acabar a do pescador e do Génio...

1º NARRADOR

 

 

 

6.2

1.2.1.3 - História do Sultão e do médico Douban

- O Sultão curado da lepra resiste, aplica a história do papagaio

- O Vizir quer a perdição do médico, insiste e pede para contar uma História

7º NARRADOR, 3ª Pessoa, extra - heterodiegético – o Pescador para o Génio mau...

 

15ª Noite

 

6.4

1.2.3.1 - História do Vizir castigado

O Sultão que tem um filho que gosta de caça e encarrega o Vizir de o protger...

Um dia o Vizir falha e ele corre perigo de ser enganado por uma ogra e comido pelos filhos...

9º NARRADOR, 3ª Pessoa, extra - heterodiegético –Vizir intriguista... para o Sultão curado da lepra...

 

 

 

 

·          Din. aprecia... ao nascer do sol

·          Sch. interrope e promete mais...

Shariar adia a decisão para saber...

- a versão do sultão grego... e acabar a do pescador e do Génio...

1º NARRADOR

 

 

 

6.4

1.2.3.2 - História do Visir castigado

Salva-se e o Vizir é condenado

1.2.1.4 - História do Sultão e do médico Douban

O intriguista aplica a história a incriminar o médico...

O Sultão curado deixa-se convencer

Condena o médico... este prepara um livro com as folhas envenenadas...

A cabeça degolada do médico assiste à morte do mal agradecido...

9º NARRADOR, 3ª Pessoa, extra - heterodiegético –Vizir intriguista... para o Sultão curado da lepra...

 

16ª Noite

 

 

·          Din. aprecia... ao nascer do sol

·          Sch. interrope e promete mais...

Shariar adia a decisão para saber...

1º NARRADOR

 

 

 

6.2

1.2.1.4 - História do Sultão e do médico Douban

A cabeça do médico fala e mostra o castigo da tirania e abuso do poder...

Morrem os dois... o sultão e o médico...

Vai voltar à do pescador e do Génio mau...

1º NARRADOR

 

17ª Noite

87

 

·          Sch. interrope e promete mais...

Shariar adia a decisão para saber...

1º NARRADOR

 

 

 

6

1.3 –História do pescador e do espírito rebelde...

O pescador aplica a história ao Génio...

O Génio pede para não ser tratado como Imma tratou Ateca... ???

Consegue que o pescador o liberte do vaso com o juramento de que o ajudará...

Leva-o a pescar peixes de 4 cores para levar ao sultão e só pode lançar uma vez...

O Génio desaparece...

O pescador dirige-se ao palácio...

7º NARRADOR, 3ª Pessoa, extra - heterodiegético – o Pescador para o Génio mau...

 

18ª Noite

88

 

·          Sch. interrope e promete mais...

Shariar adia a decisão para saber...

1º NARRADOR

 

 

 

6

1.3 –História do pescador e do espírito rebelde...

OS 4 peixes de 4 cores

O Sultão dá imensa recompensa e manda cozinhar os peixes...

O pescador feliz...

 a cozinheira é surpreendida...

Quando vira os peixes abre-se a parede e aparece princesa...

São atirados ao chão e ficam como carvão

A criada aflita conta ao Vizir o Vizir adia o desejo do sultão e chama o pescador

Ete promete para o dia seguinte...

Pesca igaul...

O Vizir assiste à repetição a cena...

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR em diálogo

 

19ª Noite

 

 

·          Sch. interrope e promete mais...

Shariar adia a decisão para saber...

1º NARRADOR

 

 

 

6

6.5

1.3 –História do pescador e do espírito rebelde...

OS 4 peixes de 4 cores

O Vizir relata o prodígio ao Sultão

O Sultão chama o pescador

O pescado pede 3 dias e tem sorte

Os peixes são cozinhados pelo Vizir no gabinete do Sultão

Aparece escravo preto com pau verde na mão... faz perguntas... peixes falam... são reduzidos a carvão... o preto desaparece...

O Sultão manda chamar o pescador... quer saber onde é o lago...

Partem para o lago desconhecido...

Acampam e o Sultão parte só e encontra um palácio magnífico, deserto...

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR em diálogo

 

20ª Noite

 

 

·          Sch. interrompe e promete mais...

Shariar adia a decisão para saber...

1º NARRADOR

 

 

 

6.5

1.3 –História do pescador e do espírito rebelde...

OS 4 peixes de 4 cores

Entra no pátio, salas... salão... tudo grandioso e magnífico...

Cansado, senta-se num gabinete e ouve lamentações...

Encontra um mancebo...

Quer saber o significado do lago e dos peixes de cores diferentes..

O mancebo era homem da cabeça até à cintura e o resto de mármore preto...

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR em diálogo

 

21ª Noite

99

 

·          Sch. interrompe e promete mais...

Shariar adia a decisão para saber...

1º NARRADOR

 

 

 

6.5

1.3 –História do pescador e do espírito rebelde...

OS 4 peixes de 4 cores

- o sultão pasmado quer ouvir a história...

- Preparai os ouvidos, espírito e olhos para tudo o que a imaginação pode conceber de mais extraordinário...

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR em diálogo

 

22ª Noite

102

6.5

1.4 - História do jovem sultão das ilhas pretas

O meu pai (do mancebo) chamava-se Mahmoud, sultão das Ilhas Pretas, as 4 colinas e a capital no lago...

O meu pai morreu aos 70 anos e eu herdei... casei com uma prima... 5 anos vi que estava desgostosa...

Ouve pelas escravas que a sultana sai todas as noites e lhe dá água com pós e o acorda com uma erva...

Nessa noite não bebe, disfarça e vê a mulher partir...

10º NARRADOR, 1ª Pessoa, intra - homodiegético – Mancebo das ilhas pretas para o Sultão que deixou a comitiva à beira do lago dos peixes de 4 cores...

 

 

 

 

·          Sch. interrompe e promete mais...

Shariar adia a decisão para saber...

1º NARRADOR

 

 

 

6.5

1.5 - História do jovem sultão das ilhas pretas

Seguiu a sultana de perto...

Viu a magia com que abria portas até a um bosque

Viu o encontro com o amante e a fala dela que podia mudar tudo só com palavras para dar provas de tudo...

Feri o amante de morte sem me mostrar e ela salvou-o...

Regressei, dormi e acordei com a sultana ao lado...

10º NARRADOR, 1ª Pessoa, intra - homodiegético – Mancebo das ilhas pretas para o Sultão que deixou a comitiva à beira do lago dos peixes de 4 cores...

 

23ª Noite

105

 

·          Sch. interrompe e promete mais...

Shariar adia a decisão para saber...

1º NARRADOR

 

 

 

6.5

1.6 - História do jovem sultão das ilhas pretas

Levantei-me para os deveres...

Ela apareceu de luto e enumerou a morte do pai da mãe e do irmão...

Pede um ano de luto...

Pede e constrói o Palácio das lágrimas onde põe o amante...

´Faço 3 visitas e ela transforma-me metade em homem e metade em mármore...

10º NARRADOR, 1ª Pessoa, intra - homodiegético – Mancebo das ilhas pretas para o Sultão que deixou a comitiva à beira do lago dos peixes de 4 cores...

 

24ª Noite

 

 

·          Sch. interrope e promete mais...

Shariar adia a decisão para saber...

1º NARRADOR

 

 

 

6.5

1.7 - História do jovem sultão das ilhas pretas

Depois de transformado sou transportado para esta sala...

A Maga destrói todo e transforma a capital em lago...

Os peixes de 4 cores são as 4 espécies de habitantes de diferentes religiões...

Vem castigar-me todos os dias... suplico...

Os dois preparam a vingança...

Descansa o sultão visitante...

No outro dia vai ao Palácio das Lágrimas, deslumbrante...

Mata o preto amante da maga e deita-se no lugar..

A Maga vai 1º dar os 100 açoite ao mancebo...

10º NARRADOR, 1ª Pessoa, intra - homodiegético – Mancebo das ilhas pretas para o Sultão que deixou a comitiva à beira do lago dos peixes de 4 cores...

 

 

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR em diálogo

 

 

25ª Noite

111

 

·          Sch. interrope e promete mais...

Shariar adia a decisão para saber...

1º NARRADOR

 

 

114

6.5

1.8 - História do jovem sultão das ilhas pretas

O que se passou no palácio das ilhas pretas:

O Sultão deitado no lugar do preto consegue que ela vá desencantar o mancebo...

Consegue depois que vá desencantar a cidade e ela parte para a beira do lago...

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR em diálogo

 

26ª Noite

115

 

 

1º NARRADOR

 

 

118

6.5

1.9 - História do jovem sultão das ilhas pretas

Com artes faz tudo mudar como antes e aparece a cidade e os 4 tipos de habitantes: maometanos, cristãos, persas e judeus...

A comitiva que acampara vê-se no meio de uma cidade...

A Maga regressa e é morta...

O mancebo oferece-se para acompanhar o Sultão salvador e estão a mais de um ano de caminho e não 3 horas...

O reino deste Sultão está normal, relatam-se as maravilhas..

o pescador é recompensado... e Acaba o CONTO DO PESCADOR E DO GÉNIO...

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR em diálogo

 

27ª Noite

118

 

Sch. interrompe e promete NOVO CONTO ... Shariar adia a decisão para saber...

 

 

 

122

 


 

7

TRÊS CALANDARES[1], FILHOS DE SULTÕES E DE CINCO SENHORAS DE BAGDAD

1ª Senhora, AMINA, contrata um mariola (moço de recados) espirituoso e jovial...

2ª Senhora, SAFIAS, de uma beleza raravem abrir a porta

3ª Senhora – ZOBEIDA - está na sala que parece um trono

Três belezas raras que prendiam o rapaz...

Ficou para jantar e cear...

Aparecem 3 Calandares... todod 3 tortos do mesmo olho...

Aparece, disfarçado, o califa Haroun Alraschid... com o Grão Vizir Giafar e Mesrour chefe dos eunucos... para saber... do reino.

Comem... bebem... cantam...

Condição, ver e não intervir...

As irmãs vão buscar 2 cadelas pretas que são castigadas e ebeijadas... por Zobeida...

Safia toca... e canta...

Anima tocou e cantou... e, com falta de ar, mostra as cicatrizes...

Ao querem saber...

Aparecem os sete escravos pretos

A condição de se livrarem da morte é contarem a sua história e o motivo que os trouxe ali...

3º NARRADOR, 3ª Pessoa, intra- extra- heterodiegético: Sheherazade com Dinazarde e SHARIAR em diálogo

 

28ª Noite

1 MÊS

122

 

Curta História do Mariola

Mariola

 

37ª

151

 

História do 1º Calandar

1º Calandar

 

 

152

 

História do 2º Calandar

2º Calandar

 

40ª

165

 

Histório do invejoso e Invejado

 

 

46ª

183

 

História do 3º Calandar

3º Calandar

 

53ª

206

 

Acaba a história dos 3 filhos de sultão

 

 

62ª

242

 

Zobeida pede a História dos outros disfarçados e o Grão Vizir conta história falsa...

Giafar

 

 

243

 

Zobeida manda retirar e quer saber a história deles no dia seguinte...

Sheherazade

 

 

 

 

Decisão do Califa Haroun – Alojar todos e mandar escrever as suas histórias dignas dos anais do seu reinado..

 

 

 

244

 

O Califa intrigado com O Mistério das 3 senhoras e das 2 cadelas pretas e as cicatrizes de Anima...

 

 

 

244

 

As senhoras no Palácio do Clifa

 

 

 

245

 

História de Zobeida irmã mais velha e as 2 cadelas são irmãs...

 

 

63ª

247

 

História de Anima

 

 

67ª

262

 

Os cabelos mágicos

 

 

69ª

272

 

A revelação

 

 

 

274

 

Fim da História das 3 Senhoras desde a p. 122

 

 

 

275

 

 

História de

SINDBAD o MARINHEIRO

as 7 VIAGENS

Um mariola chamado Hinbad, queixa-se da sua pobre vida às portas do Palácio de Sinbad...

Este manda buscá-lo, senta-o à mesa e vai contar as suas aventuras para mostrar que a sua riqueza não veio sem grandes trabalhos e perigos...

 

 

69ª

275

 

1ª Viagem – A ilha - baleia

Sindbad

 

70ª

277

 

2ª - A ilha deserta e as águias

Sindbad

 

72ª

288

 

3ª - A ilha dos anões e gigante só com um olho comedor de homens... e a serpente

Sindbad

 

74ª

296

 

4ª - Ilha dos pretos e ervas de enlouquecer...

Sindbad

 

78ª

308

 

5ª - Ilha deserta com um ovo de um Rochedo...

Sindbad

 

82ª

324

 

6ª ... a mais perigosa paragem de todo o amar...

Sindbad

 

85ª

332

 

7ª A pedido do Sultão...

Sindbad

 

88ª

344

 

Retirei-me cheio de presentes...

 

 

90ª

355

 

Outras Histórias a partir das saídas que o Califa Haroun Alraschid fazia disfarçado para as rondas que lhe permitiam ver a verdade do seu reino...

 

As três maças

Encontro com o velho pescador que apanha um cofre com um cadáver...

a decisão de mandar matar o Vizir que não cuida da segurança do reino e seus 40 parentes

 

 

90ª

355

 

A história da Senhora assassinada e do mancebo seu marido...

As 3 maçãs.. só em Balsora... Como o escravo de Giafar causou a morte da senhora que apareceu no Tigre...

Mancebo

 

92ª

362

 

História de Noureddin Ali e de Bedreddin Hassan

Giafar para livrar o seu escravo da morte

 

93ª

369

 

Encontro do príncipe Abib com o pasteleiro em Damasco, afinal seu pai...

 

 

111ª

411

 

As tortas iguais às que só a mãe sabia fazer

 

 

117ª

424

 

Fim da História com o perdão ao escravo de Giafar