1,2,3
1,2,3
Acerta o passo Inês
Damos meia volta
Damos outra vez
Damos outra vez
Ó menina Carlota
1,2,3
Damos todos meia volta
|
A criada lá de cima
A criada lá de cima
É feita de papelão,
Quando vai fazer a cama
Diz assim ao patrão:
Sete e sete são catorze,
Com mais sete vinte e um,
Tenho sete namorados
E não gosto de nenhum.
|
A chover

A chover
A trovejar
E as bruxas
A dançar
A chover
A fazer sol
As bruxas
A comer pão mol
|
'Stá chover
'stá' a nevar
'stão as bruxas
de cu pró ar
'Stá 'a chover
'Stá'a fazer Sol
'Stão as bruxas ao grisol.
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À morte ninguém escapa
À morte ninguém escapa,
Nem o rei, nem o papa,
Mas escapo eu.
Compro uma panela,
Custa-me um vintém,
Meto-me dentro dela
E tapo-me muito bem,
Então a morte passa e diz:
- Truz, truz! Quem está ali?
- Aqui, aqui não está ninguém.
- Adeus meus senhores,
Passem muito bem
|
À morte ninguém escapa
Nem o rei, nem o bispo, nem o papa,
Mas he-de escapar eu:
Compro uma panela
que me custa um vintém
Meto-me dentro dela
E tapo-me muito bem...
Vem a morte e diz:
- Huum, aqui não há ninguém!!!
Boas noites, meus senhores,
Passem por cá muito bem...
|
Ai o "i", Ai o "o" Ai o "u"
Ai o "i" tão interessante,
com um chapéu todo galante.
i i i i i
Ai o "u" com duas pernas,
e duas antenas que parecem lanternas.
u u u u u
Ai o "o" com a barriga cheia,
comeu o mel da minha colmeia.
o o o o o
u u u u u
i i i i i
|
As Vogais
Vem
lá o A
Menina
gordinha
Redondinha
Ao pé
Que vem o E
Que vivo que é!
Depois o I
E ri
Com o seu chapelinho
No caminho
De pópó, vem o O
E gira na mó
Por fim vem o U
No seu comboio
A fazer U-u-u-u
|
Abelhinha
Abelhinha, abelinha
Toma lá a tua mosquinha
Zurra, zurra, pica na burra
Come, come, se tens fome
|
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Acabou-se a papa doce
Acabou-se a papa doce
Quem comeu arregalou-se
|
|
| |
Adeus, Anica,
se o teu galo canta,
o meu repenica.
Adeus, Manuela,
Se te bato à porta,
Abres-me a janela.
|
| |
Adeus, Luzia
Gato de telhado
Não faz companhia
Adeus, Joana
quem não vem na roda
cai-lhe uma pestana.
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|
Analiter, pirilita
Analiter,
pirilita
Bacalhau,
sardinha frita
Quantas
patas tem o gato?
Tem
quatro,
1, 2, 3, 4
|
|
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AMANHÃ (HOJE) É DOMINGO
Hoje é Domingo
pés a caminho
galo assado
quartilho de vinho.
O galo é francês
pica na rez
a rez é mansa
vai pr'a França
Se ela voltar
volta a picar
Pica na burra,
a burra é de barro
Pica no jarro
o jarro é fino
Pica no sino
o sino é de oiro
Pica no toiro
o toiro é bravo
Pica no figalgo
o fidalgo é valente
mete três homens
na cova de um dente
|
- ANDA CÁ, CACARACÁ
toma um bolinho
para o teu manquinho
- quem mo mancou
- foi a pedra.
-Que é da pedra?
- está na moita.
- Que é da moita?
- o lume acendeu.
- que é do lume'
A água apagou-o.
- que é da água?
- está na farinha.
- Que é da farinha?
- está no bolo.
Que é do bolo'
Está no papo.
|
|
Arre burro
Arre burro
De Loulé
Carregado
De água-pé
Arre burro
De Monção
Carregado
De requeijão
arre burrinho
pra S. Matinho
carregadinho
de pão e vinho
Arre burrinho
Arre burrinho
Sardinha assada
Com pão e vinho
|
Arre burrinho
Arre burrinho
Sardinha assada
Com pão e vinho
Arre burrinho
De Nazaré
Uns a cavalo
Outros a pé
Arre burrinho
Para Azeitão
Que os outros
Já lá vão
Carregadinhos
De feijão
Arre burro para Azeitão
carregado de feijão
para o senhor capitão.
O senhor capitão não está,
está a bordo dum navio
dá-lhe o vento, dá-lhe o frio,
corropio pio pio
corropio pio pio
|
Bichinha gata
Bichinha gata
Que comeste tu?
Sopinhas de leite
Onde as guardaste?
Debaixo da arca
Com que as tapaste?
Com o rabo do gato
Sape, sape, sape!
|
- Bichinha gata,
Comeste já hoje
Sopinhas de leite?
- Comi, comi!
- Guardas-te-me delas?
- guardei, guardei.
- Onde as guardaste?
- Atrás da arca!
- Com que as cobriste?
- Com o rabo da gata!!!
Sape, sape, sape gato...
Sape, sape, sape gata...
Sape, gato vai pró mato...
(E esfrega-se a cara bo bébe com algo muito suave
a imitar o rabo da gata)
|
Bichinho de conta
Debaixo da pedra
Mora um bichinho
De corpo cinzento
Muito redondinho
Tem medo do sol
Tem medo de andar
Bichinho de conta
Não sabe contar
Muito redondinho
Rebola, no chão
Rebola, na erva
E na minha mão
|
|
Béu, béu, vai ao céu
Béu, béu, vai ao céu
Buscar o meu chapéu
Se for novo trá-lo cá
Se for velho deixa-o lá
|
|
Boa velhinha
Boa velhinha
Vai-te deitar
Ai vem a chuva
Que te pode molhar
|
|
Caracol, caracol
Caracol, caracol
Põe os pauzinhos (corninhos) ao sol
|
Meu caracol,
meu caracolinho,
meu anel de oiro
no dedo mindinho
|
Caracol, caracolinho
Caracol, caracolinho
Sai de dentro do moinho
Mostra a ponta do focinho
|
|
Chica larica
Chica larica
De perna alçada
Comeu uma galinha
Na semana passada
Se mais houvesse
Mais comia
Adeus senhor padre
Até outro dia
|
|
Compreendi e não compreendi
Compreendi e não compreendi
Mas como vou dizer que vi,
Aquilo que não vi
Escuso compreender
O que não compreendi
|
|
|
Copo,
copo, jericopo,
Jericopo,
copo cá;
Quem não disser três vezes
Copo, copo, jericopo,
Jericopo, copo cá,
Por este copo não beberá.
|
|
Debaixo daquela pipa
Debaixo daquela pipa
Está uma pita
Pinga a pipa
Pia a pipa
Pia a pita
Pinga a pipa
|
DÃO
BADALÃO
CABEÇA DE CÃO,
Menina
bonita
Do
meu coração
|
Dedo mindinho
Dedo mindinho
Seu vizinho
Pai de todos
Fura bolos
Mata piolhos
|
Dedo mindinho quer pão
pega no mindinho - Dedo mindinho quer pão
pega no anelar - O vizinho diz que não
pega no médio - O pai diz que dará
pega no indicador - Este que o furtará
E o polegar: «Alto lá!»
|
| |
DEDOS
Este achou um ovo,
este pôlo a assar,
este deitou-lhe sal,
este o apurou,
este o provou,
mas nenhum o papou
|
Deixei meu sapatinho
Deixei meu sapatinho
Na janela do quintal
O Pai Natal deixou
Um presente de Natal
Querido Pai Natal
Não se esqueça de ninguém
Seja rico ou pobre
O velhinho sempre vem!
|
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| |
- Diga lá minha menina,
quantos peixes há no mar?
- Quantos peixes há no mar,
ainda lá não fui ao fundo.
- Diga lá minha menina
quantos homens há no mundo?
- Quantos homens há no mundo,
nem todos trazem chapéu.
- Diga lá minha menina
quantos anjos há no céu?
- Quantos anjos há no céu,
ainda lá não fui ao cimo.
- Diga lá minha menina
quantos gomos tem a lima?
-Quantos gomos tem a lima!!!?
- Tem tantos como o limão,
para dar a uma menina,
que ande de beiça caída
com nódoas no coração.
|
ECO
- O QUE ECO QUE AQUI HÁ
- QUE ECO É?
- É O ECO QUE CÁ HÁ
- O QUÊ? hÁ CÁ ECO?
- HÁ ECO, HÁ.
|
|
Era uma vaca
Era uma vaca
Chamada Vitória
Morreu a vaquinha
Acabou-se a história
E depois… e depois
Morreram as vacas
Ficaram os bois
|
Era uma vez um homem
que morava na aldeia
Nunca tinha fome
depois da barriga cheia
Era uma vez
Um conde e um Bispo
Passaram a ponte
não sei mais que isto.
|
| |
ERA UMA VEZ
UM CAÇADOR,
FURUNFUNFOR
TRIUNFUFOR
MESERICUNTOR,
e foi à caça,
furunfunfaça
misericuntaça,
e caçou um coelho
furunfunfelho
triunfunfelho
misericuntelho,
e levou-o a uma velho
furunfunfelha
triunfunfelha
misericuntelha.
|
Era uma vez um gato maltês
Era uma vez
Um gato maltês
Tocava piano
E falava francês
Queres que te conte outra vez?
Era uma vez
Um gato maltês
Saltou-te às barbas
Não sei que te fez
Queres que te conte outra vez?
Era uma vez
Um gato maltês
Tocava piano
Falava françês
A dona da casa
Chamava-se Inês
O número da porta era o 33!
Queres que te conte outra vez?
Era uma vez
Uma galinha perchês
E um galo francês
Eram dois
Ficaram três…
Queres que te conte outra vez?
|
Era uma vez
Um Gato Maltez
Cagou-te na boca
Não sei que te fez.
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| |
Era uma vez
Três
dois Austríacos
e um Fracês...
mas o francês
que era mais audaz
Rapa da espada
E zás trás pás...
Mas não matou...
Eu vou contar
como a história se passou:
Era uma vez
Três...
|
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Era uma vez
uma caixinha vermelha
cor de pez...
queres que te conte outra vez?
Era uma vez três
queres que te conte outra vez?
(e repete... e repete.... e repete...)
|
Era uma vez um cadeirão
Era uma vez um cadeirão
Casou com uma cadeirinha
Nasceu um barquinho
Não quis estudar
Foi para o barco da cozinha
|
Era uma vez um cadeirão
Casou c'uma cadeirinha
Nasceu um banquinho
Não quis estudar
Foi p'ra banco da cozinha...
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Esta baba babadeira,
esta boca comedeira,
este nariz nariguete,
esta testa de melão,
este peito de cão.
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Esta burra torta trota
Esta burra torta trota,
Trota, trota a burra torta,
Trinca a murta, a murta brota,
Brota a murta ao pé da porta.
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Estando a dobar
meadinhas de oiro,
caiu-me o novelo,
ficou em pó de oiro.
Cheguei-me à janela
para ver quem vinha,
vinha uma saloia
pela rua acima.
Trazia uma menina
muito doentinha...
- Que lhe receitaram?
- Caldos de galinha.
Chamaram por ela
- Toninha, Toninha.
Logo se curou,
mais a meadinha.
|
Este menino achou o ovo
Este menino achou o ovo
Este o assou
Este sal lhe deitou
Este o provou
Este o papou
|
A Galinha pôs um ovo
veio o menino
comeu-o (papou-o) todo
|
Fernandinho
Fernandinho foi ao vinho
Partiu o copo no caminho
Ai do copo, ai do vinho
Ai do (cu) rabo do Fernandinho
|
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|
Pelo
muro acima vai uma formiga
Com uma mão na testa e outra na barriga
Pelo muro abaixo vai um escaravelho
Com
uma mão na barriga e outra no joelho
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GALINHA
a minha galinha pinta
põe-me três ovos por dia,
se ela pusesse quatro
que dinheiro não faria'
Já me deram pela cabeça
uma vaquinha moiresca...
Já me deram pela crista
uma vaquinha mourisca...
Já me deram pela moela
uma vaquinha moirela...
Já me deram pelas penas
duas vaquinhas morenas...
Já me deram pelo rabo
um cavalo enfreiado...
Já me deram pelas tripas
duas feixadas de tripas...
Já me deram pelas asas
uma aldeia com dez casas...
Já me deram pela língua
a cidade de Coimbra...
Já me deram pelas pernas
uma meias amarelas...
Já me deram pelo corpo
toda a cidade do Porto...
Galinha que vale assim tanto
das penas até ao osso
não vai parar ao convento...
Vou eu comê-la ao almoço.
|
Gatos
Venham ver gatos janotas
Usam chapéus, gravatas e botas
|
|
O gato miou
O gato miou
O galo cantou
O pinto piou
O rato chiou
|
O gato caíu ao poço
e as tripas ficaram lá.
Gira o copo, copo, copo,
gira o copo, copo, cá.
O gato caíu ao poço
e as tripas ficaram lá
Baralhoco, copo, copo,
baralhoco, copo cá.
O gato caíu ao poço
UM DÓ LI TÁ
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Grilinho
Grilinho sai sai
À tua portinha
Que andam as cobras
Na tua hortinha
|
|
Guerra na capoeira
Está a capoeira toda alvoraçada
Franga poedeira com crista encarnada
Achou uma espiga de milho dourado
Vem de lá o galo e dá-lhe uma bicada
O pato marreco dá-lhe uma patada
Fica a capoeira toda alvoraçada
E assim se arma a guerra por causa de nada.
|
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Havia um macaco
Havia um macaco
Chamado D. Pivete
Passava pelas moças
E tirava o barrete
|
HOJE É DOMINGO
Hoje é Domingo
pés a caminho
galo assado
quartilho de vinho.
O galo é francês
pica na rez
a tez é mansa
vai pr'a França
Se ela voltar
volta a picar
Pica na burra,
a burra é de barro
Pica no jarro
o jarro é fino
Pica no sino
o sino é de oiro
Pica no toiro
o toiro é bravo
Pica no figalgo
o fidalgo é valente
mete três homens
na cova de um dente
|
| |
Hoje é Domingo
chupa o pingo
o pingo é d'oiro
mata o toiro
o toiro é valente
mata a gente.
|
Joaninha voa voa
Joaninha voa voa
Que o teu pai está em Lisboa
A tua mãe no Moinho
A comer paõ com toucinho
Joaninha voa voa
Que o teu pai está em Lisboa
Com um rabinho de sardinha
Para comer, que mais não tinha
|
Joaninha avoa avoa
que o teu pai 'stá em Lisboa
Come a carne e deixa o osso
amanhã p'ró teu almoço
|
Lagarto pintado
Lagarto pintado
Quem te pintou?
Foi uma velha que aqui passou
No tempo da eira
Fazia poeira
Puxa lagarto
Por aquela orelha!
|
|
Lagarto pintado
Lagarto
pintado, quem te pintou?
Foi
uma menina que por aqui passou
Lagarto verde, que te esverdeou?
Foi uma galinha que aqui passou
Lagarto azul, que te azulou?
Foi a onda do mar que me molhou
Lagarto amarelo, que te amarelou?
Foi o sol poente que em mim pisou
Lagarto encarnado, que te encarniçou?
Foi uma papoila que para mim olhou
|
|
Lá vai o bicho
Lá vai o bicho
Por cima do osso
Comer o menino (ou o nome da criança)
Até ao pescoço
|
|
Lá vem a cabra cabrês
Lá vem a cabra cabrês
Que te salta em cima
Ele faz em três
|
Lá
vem a cabra cabrês
Que
te salta em cima
E te faz em três
|
Luar, luar
Luar, luar
Vem-me buscar
Que eu sou pequenino
E não posso andar
|
|
Mãe
Quando for homem
Quero trabalhar
Quando for velhinha
Quero-a amparar
Quando for velhinho
Quero-a recordar
|
|
Mão
Esta é a mão direita
A esquerda é esta mão
Com esta digo sim
Com esta digo não
Levanto a direita ao céu
Apanho a esquerda ao chão
Agora já conheço
Já não faço confusão
|
|
Mão morta, mão morta
Mão morta, mão morta
Filhinhos à porta
Não tem que lhe dar
Dá-lhe com a tranca da porta
Mão morta, mão morta
Vai bater aquela porta
|
Mão morta, mão morta
Vai bater àquela porta
(Pega-se na mão da criança até
ficar "morta" e leva-se à sua cara em jeito
de festa ou mais...)
|
Macaquinho
Era uma vez
Um macaquinho
Em cima duma nora
Deu um pulo
E foi-se embora
|
|
Malmequer, bem me quer
Malmequer, bem me quer,
muito, pouco, nada.
Eu gosto de ti do sol e do mar.
E de todos os meninos,
que vejo a brincar.
Malmequer, bem me quer,
muito, pouco, nada.
|
Menina bonita
não sobe à janela
que bicho mui feio
carrega com ela.
Se quer alvos ovos
arroz com canela
Menina bonita
Não sobe à janela
|
| |
- Maria da Touca!!!
- A Senhora, chama?
- Acende o lume
Vai fazer a cama...
- Não posso lá ir,
estou ocupada
a fazer biscoitos
e mais marmelada
pró Senhor capitão
que vem nesta armada
com a barba de molho
e a calça queimada...
|
Meses
30 dias tem Abril, Junho,
Setembro e Novembro
Com 28 só há um, Fevereiro
E mais nenhum, o resto tem 31.
|
Trinta dias tem Novembro,
Abril, Junho e Setembro;
Vinte e oito há só um
E o resto é trinta e um.
|
|
Janeiro,
gear
Fevereiro,
chover
Março, encanar
Abril, espigar
Maio, engradecer
Junho, ceifar
Julho, debulhar
Agosto, engravelar
Setembro, vindimar
Outubro, resolver
Novembro, semear
Dezembro, nascer
Nasceu um deus para nos salvar
|
Janeiro, gear
Fevereiro, chover
Março repesar
Abril, espigar
Maio, engra(n)decer
Junho, ceifar
Julho, debulhar
Agosto, estercar
Setembro, vindimar
Outubro, revolver
Novembro, semear
Dezembro, nascer...
Depois do Menino nascer,
é tudo a crecer...
|
|
Senhora
mestra, mestrinha
Casacunha
de amores
que já deram 4 horas
4 horas está a dar
e as meninas a merendar
5 horas a cair e as meninas a sair
|
Senhora mestra, mestrinha
cabazinho de amoras
que já deram quatro horas
Quatro horas estão a dar
e as menonas a merendar.
Cinco horas a cair
e as meninas a sair
|
| |
Muito bem se canta na Sé
Mas é só pra quem é;
Uns sentados, outros em pé.
|
| |
Névoa, névoa, nevoeiro
vai pra trás daquele outeiro,
que 'stá lá o João Moleiro
cuma espada de cortiça
para matar a carriça.
A carriça deu um grito
que se ouviu em Santo Tirso.
Todo o Mundo se espantou,
só uma velha escapou
embrulhada num sapato
a correr atrás dum gato
|
Nove vezes nove, oitenta e um
Nove
vezes nove, oitenta e um
Sete
macacos e tu és um
Fora
eu que não sou nenhum
|
|
|
Num
ninho de nafagafos
Há
sete nafagafinhos.
Quando a nafagafa sai
Ficam os nafagafos sozinhos.
|
|
Ó compadre, como passou
Ó compadre, como passou a
tarde de ontem à tarde?
Deixe-me lá, meu compadre,
que a tarde de ontem à tarde
foi para mim tamanha tarde
que há-de ser tarde e bem
tarde que eu venha cá outra
tarde como a tarde de
ontem à tarde.
|
|
O gato miou
O gato miou
O galo cantou
O pinto piou
O rato chiou
|
|
O preto fuma charuto
O preto fuma charuto
Charuto já ele é
O preto fuma charuto
Ao canto da chaminé
|
|
O preto, minha senhora
O preto, minha senhora
Não gasta de bacalhau
Só gosta de arroz doce
Mexido com colher de pau
Preto para aqui
Preto para acolá
Ri o preto
Ah, ah, ah!
|
O Preto, minha Senhora
Não gosta de Bacalhau
Só gosta de Arroz Doce
E de Farinha de Pau...
Preto p'r'aqui
Preto p'ra lá
Ri o preto
Ah! Ah! ah!
|
O rapaz dos 7 ofícios
Sou mecânico à 2ª feira
Sou bombeiro à 3ª feira
À 4ª sou um pirata
Com uma espada de lata
Astronauta de primeira
É o que sou à 5ª feira
À 6ª sou grande chefe
Da tuso da água azul
Ao Sábado sou cowboy
E ao Domingo sou herói
|
|
O rato roeu a rolha
O rato roeu a rolha
Da garrafa do rei
Da Rússia
|
|
O senhor é parvo
O senhor é parvo
Parvo é o senhor
Senhor dos Passos
Paços do Concelho
Conselho de Ministros
Ministro da Guerra
Guerra Junqueiro
Junqueira Alcântara
Alcântara Mar
Mar da China
China Xangai
Xian-Kai-Xeq
Xeque-mate
Mate o senhor
O senhor é Parvo
|
Que graça!!!
Senhora da Graça
Senhora da Graça
Senhor dos Passos
Senhor dos Passos
Paços do Concelho
Paços do Concelho
Conselho de Ministros
Conselho de Ministros
Ministro da Guerra
Ministro da Guerra
Guerra Junqueiro
Guerra Junqueiro
Junqueiro há no Mar
Junqueiro há no Mar
O Mar tem Estrelas
Estrelas do Mar
O Mar é na China
A China é na Ásia...
Essa tem Graça!!!
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O tio Zé
O tio Zé
Da pipa rata
Tem piolhos na gravata
Quantos tira?
Quantos mata?
|
O Ti Zé da horta
foi aos agriões
ao saltar a porta
caiu-lhe os calções...
???
|
| |
O trigo disse para o centeio:
- Cala-te lá centeio, centeiaço,
que tu não fazes as funções que eu
faço.
O Centeio disse ao trigo.
- Cala-te lá, trigo espadanudo,
que tu não acudes ao que eu acudo.
A aveia disse:
- Eu sou a aveia negra e feia,
mas quem me tiver em casa
não vai paraa cama sem ceia.
|
Olha além um rato
Olha além um rato
Um olho aqui
Outro no mato
Olha além um gato
Um olho aqui
Outro no sapato
|
Olha além um rato
Um olho aqui outro no mato
Olha além um gato
Um olho aqui, outro no rato...
Olha açém um Papa
C'uma pedra no sapato...
Salta sapato
Salta gato
Salta rato
pró meio do mato
que ninguém o papa
pirilipapo
pirilipapa
pirilipapo.
|
Onde põe a pintinha o ovo?
Onde põe a pintinha o ovo?
E o menino papa-o todo
|
Põe aqui, pitinha o ovo
Vem o menino, comeu-o (papou-o) todo...
(Pega-se na mão da criança e
com o indicador vai-se batendo no meio da mão aberta
e leva-se a mão à sua boca...)
|
Pai
O meu pai é grande
Quase que chega ao céu
Tem força de um gigante
O meu pai é só meu
Gosto dele
E ele gosta de mim
O meu pai é assim
|
|
Palminhas e mais palminhas
Palminhas e mais palminhas
Que a mãe dará miminhos
E o pai quando vier
Dará sopinhas de mel (comerá do que trouxer)
|
Pardal pardo, porque palras?
-
Pardal pardo, porque palras?
-
Palro sempre e palrarei
Porque
sou pardal pardo
Palrador de
El-rei
|
PASSARADA I
MODA DA PASSARADA (Quais, quais)
Maria pois tu não vês
O passarinho na lenha
Quais, quais,
Oliveiras, olivais,
Pintassilgos, rouxinóis,
Caracóis, bichos móis,
Morcegos, pássaros negros,
Trambolas, galinholas,
Perdizes, codornizes,
Cartaxos e pardais,
Cucos, milharucos,
Cada vez há mais!
As asas a dar a dar,
O biquinho venha, venha!
Quais, quais,
Oliveiras, olivais,
Etc.
|
PASSARADA II
A todos os pássaros
Pintassilgo e Andorinha
Águia, Corvo e Gavião
Pisco, Felosa a Patinha
Avestruz, Pombo e Pavão
I
Melro, Tordo e Trigueirão
Catatua e Papagaio
Charneco, Pega e Gáio
Abibe, Rola e Sizão
Abetarda e Algrevão
Carnizé, Cisne e Galinha
Pato, Zarro e Marrequinha
Noitibó, Coruja e Mocho
Estorninho e Pintarrocho
Pintassilgo e Andorinha
II
Cotovia Ruival
Pesca-Peixe e Rouxinol
Pica-Pau e Cortiçol
Popa e Picanço Negral
Cegonha, Garça e Pardal
Galinha de Água e Galeirão
Tocano, Narceja e Mergulhão
Bico de Lacre e Mandarim
Trepadeira e Chapim
Águia, Corvo e Gavião
III
Papa-Figo e Tentilhão
Maçarico e Galinhola
Calhandra, Grou e Trambola
Papalvo e Andorinhão
Grifo, Abutre e Falcão
Picanço, Barrete e Milheirinha
Carriço e Aventuinha
Bufo, Açor e Abelharuco
Tenchasna, Tordeia e Cuco
Pisco, Felosa a Patinha
IV
Milhafre e Peneireiro
Periquito, Gralha e Peru
Pelicano, Gaivota e Marabú
Totinegra e Carraceiro
Cartaxo e Pisco Caldeireiro
Cotovia e Verdelhão
Arveola, Arara e Faisão
Linhaceiro e Codorniz
Canário, Pataca e Perdiz
Avestruz, Pombo e Pavão
In "Quadras do Graça
com Graça"
Autor: Manuel da Silva Graça
(nascido em Monte do Poço, Aldeias da Corte Malhão,
freguesia de São Martinho das Amoreiras, Concelho
de Odemira, a 12 de Janeiro de 1956)
Edição: Associação para o Desenvolvimento
de Amoreiras-Gare, Abril de 2004
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Pelas pernas visto os calções
Pelas pernas visto os calções
Pelos braços a camisola
No pescoço ponho um laço
Nas mãos calço as luvas
Nos pés calço os sapatos
E na cabeça ponho um chapéu
Com um lenço assou o nariz
Nos olhos ponho os óculos
Nas orelhas ponho os brincos
Com a boca dou beijinhos
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Pelo mar abaixo
Pelo mar abaixo
Vai uma formiga
Com uma mão na testa
Outro na barriga
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Pêras
Por cima de pêras
vinho bebas...
e tanto bebas
que nadem as pêras...
Mas não bebeas tanto
que nadem as pêras
de canto para canto...
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PÊRAS
AO ALMOÇO DÃO-ME PÊRAS
AO JANTAR PÊRAS ME DÃO
À MERENDA PÃO E PÊRAS
À CEIA PÊRAS E PÃO
TENHO TOSSE NO CABELO,
DOR DE DENTES NO CACHAÇO
AMARGAM-ME AS SOBRANCELHAS
NÃO VEJO NADA DE UM BRAÇO.
POR CIMA DE PÊRAS
VINHO BEBAS
E TANTO BEBAS
QUE NADEM AS PÊRAS
MAS NÃO BEBAS TANTO
QUE NADEM AS PÊRAS
DE CANTO PARA CANTO
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Peru velho
Peru velho
Quer casar
(Mas a)
menina bonita
Não há-de encontrar!
Glu, glu, glu…
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Pico, pico serenico
Pico, pico serenico
Quem te deu tamanho bico?
Ou de ouro ou de prata
Mete a mão neste buraco
Pico, pico serenico
Quem te deu tamanho bico?
Foi o filho do Luís
Que está preso pelo nariz
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- Pico, pico serapico
Quem te deu tamanho bico?
- Foi o filho do Juiz
que está preso pelo nariz.
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Pico, pico serenico
Quem te deu tamanho bico?
Foi a filha da rainha
Que está presa na cozinha
Salta pulga da balança
E vai ter até à França
Cavalinhos a correr
Meninas a aprender
Qual é a mais bonita
Que se irá esconder
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Pim, pam, pum
Pim, pam, pum
Cada bola mata um
Da galinha p’ró perú
Quem se livra és tu!
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Pimpão era um cão
Pimpão era um cão
Que gostava de limão
Era muito brincalhão
E fazia ão-ão
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Pintassilgo
Amanhã é Domingo
Cantará o pintassilgo
Pintassilgo é dourado
Não tem um burro nem cavalo
Tem uma burrinha cega
Que chega daqui a castela
Castelinha, castelão
Minha avó deu-me pão
P’ra mim e p’ró meu cão
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Pique pique
Pique pique
Eu piquei,
Grão de milho
Eu achei,
Fui levá-lo
Ao moinho,
O moinho
Não moeu,
Foram lá os ladrões
Que me levaram os calções.
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Pisco
Porque é que o pisco empisca a pisca
E a pisca não empisca o pisco?
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Preto da Guiné
Truz, truz!
Quem é?
É o preto da Guiné
De charuto na boca
E sapato no pé
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- Truz, truz...
- Quem é?
- É o preto da Guiné... (a vender café)
- O que traz?
- Café
- Quanto custa?
- Um pataco
- Vá-se embora seu macaco.
O pretinho da Guiné (Barnabé)
Tiroliro
A saltar quebrou um pé
Tirolirolé
Salta agora só num pé
tiroliroliro
o pretinho Barnabé
tirolirolé
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Profissões
O leiteiro vende leite
O padeiro faz pão
A peixeira vende peixe
O carvoeiro o carvão
Para apanhar o peixe, temos o pescador
Mas para cultivar legumes, lavra a terra o lavrador
Para ensinar a ler, já está pronto o professor
Mas se estamos a sofrer, o médico nos tira a dor
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Por um cravo se perde uma ferradura
por uma ferradura se perde um cavalo
por um cavalo se perde um cavaleiro
por um cavaleiro se perde
um exército inteiro
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Quais, quais
(Ver tb em PASSARADA I)
MODA DA PASSARADA (Quais, quais)
Maria pois tu não vês
O passarinho na lenha
Quais, quais,
Oliveiras, olivais,
Pintassilgos, rouxinóis,
Caracóis, bichos móis,
Morcegos, pássaros negros,
Trambolas, galinholas,
Perdizes, codornizes,
Cartaxos e pardais,
Cucos, milharucos,
Cada vez há mais!
As asas a dar a dar,
O biquinho venha, venha!
Quais, quais,
Oliveiras, olivais,
Etc.
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- Que é da água?
- As patas beberam.
- Que é das patas?
- Estão a pôr ovos.
- Que é dos ovos?
- Os gatos comeram.
- Que é dos gatos?
- Estão com as velhas.
- Que é das velhas?
- Estão no mato.
- Que é do mato?
- O lume acendeu.
- Que é do lume?
- A água apagou.
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- Que está na varanda?
- Uma fita cor de ganga.
- Que está na janela'
- Uma fita amarela.
- Que está no poço?
- Uma casca de trmoço.
- Que está no telhado?
- Um gato pingado.
- Que está na chaminé'
- Uma caixa de rapé.
- Que está na rua?
- Uma espada nua.
- Que está atrás da porta?
- Uma vara torta.
- Que está no ninho?
- Um passarinho.
- Deixa-o no morno,
dá-lhe pãozinho.
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Quem está no telhado?
Quem está no telhado?
Um gato assanhado.
Quem está na janela?
Uma pata amarela.
Quem está na varanda?
Um urso panda.
Quem está à porta?
Um burro da horta.
Quem está no jardim?
O lindo pinguim.
Quem está no poço?
Um cão com um osso.
Quem está no portão?
Um bicho que fala, chamado João
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Qui-queri-qui
- Qui-queri-qui,
casou Maria.
- Qui-queri-qui,
com quem seria?
- Qui-queri-qui,
cum sapataeiro.
- Qui-queri-qui,
que lhe daria?
- Qui-queri-qui,
umas chinelas.
- Qui-queri-qui,
de que seriam?
- Qui-queri-qui,
de cordovão.
- Qui-queri-qui,
casou João.
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Rama cataplana
Rama cataplana
Mata aquela ratazana
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RANA CATAPLANA
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RATA, CATAPLANA
MATA AQUELA RATAZANA.
ZÁS, CATRAPÁS,
DEIXA QUEM FICAR PRA TRÁS.
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Rei, rainha
Rei, rainha
Carlota, Joaquina
Fidalgo, ladrão
Menina bonita
Do meu coração
Rei, capitão
Soldado, ladrão
Menina bonita
Do meu coração
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Réu, réu
Réu, réu
Vai ao céu,
Vai buscar
O meu chapéu.
se ele é novo
Traz-mo cá.
Se ele é velho
Deixa-o lá.
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Romance de 10 meninas casadoiras
São 10 meninas e sobre elas chove
Mas chega um bombeiro e ficam só 9.
São 9 meninas comendo biscoitos
Mas chega um padeiro e ficam só 8.
São 8 meninas fazendo uma omolete
Mas chega um guloso e ficam só 7.
São 7 meninas pintando papéis
Mas chega um pintor e ficam só 6.
São 6 meninas à volta de um brinco
Mas chega o ourives e ficam só 5.
São 5 meninas que vão ao teatro
Mas chega um actor e ficam só 4.
São 4 meninas falando francês
Mas chega um estrangeiro e ficam só 3.
São 3 meninas guardando ovelhas
Mas chega um pastor e ficam só 2.
São 2 meninas nadando na espuma Mas chega um barqueiro e fica só 1.
É uma menina a apanhar caruma
Mas chega um leão, não fica nenhuma
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Romance das 12 moças donzelas
Eram doze moças donzelas
todas forradas de bronze:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão onze.
Dessas onze que elas eram
foram a lavar os pés:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão dez.
Dessas dez que elas eram
foram cavar uma cova:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão nove.
Dessas nove que elas eram
foram amassar biscoitos:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão oito.
Dessas oito que elas eram
todas usavam barrete:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão sete.
Dessas sete que elas eram
foram cantar por des réis:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão seis.
Dessas seis que elas eram
fecharam a porta no trinco:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão cinco.
Dessas cinco que elas eram
comeram arroz com pato:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão quatro.
Dessas quatro que elas eram
voltaram lá outra vez:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão três.
Dessas três que elas eram
foram lá por essas ruas:
deu o tranglomango nelas,
não ficaram senão duas.
Dessas duas que elas eram
foram apanhar caruma:
deu o tranglomango nelas,
não ficou senão só uma.
Dessa uma que ela era
foi viver para a cidade:
deu o tranglomango nela,
não ficou senão metade.
Dessa metade que ela era
foi brincar com um peão:
deu o tranglomango nela,
acabou-se a geração.
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Sapateiro
Sapateiro
Remendeiro
Come tripas
De Carneiro;
Bem lavadas,
Mal lavadas,
Come tudo
Às colheradas.
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Sapateiro
remendeiro
come tripas
de carneiro
Bem lavadas,
mal lavadas,
tudo vai
para o pandeiro.
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Salto, salto com os pés
Salto, salto com os pés
Mexo, mexo com as mãos
Volto, volto a cabeça
Tapo, tapo os meus olhos
Puxo, puxo p’las orelhas
Toco, toco no nariz
Façam todos como eu fiz
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Sape gato
Sape gato
Lambareiro
Tira a mão
Do açucareiro
Tira a mão
Tire o pé
Do açucar
Do café
Se cá nevasse
Se cá nevasse
Fazia-se cá ski
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Sape gato lambareiro
Tira a mão do açucareiro
Tira a mão e tira o pé
da caixinha do rapé.
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Se tu visses o que eu vi
Se tu visses o que eu vi
À vinda de Guimarães
Um barbeiro de joelhos
A fazer a barba aos cães
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Se tu visses o que eu vi,
fugias como eu fugi,
uma cobra a tirar água,
outra a regar o jardim.
Se tu visses o que eu vi,
etse caso de assombrar,
um macaco sem orelhas
a servir de militar.
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Se tu visses o que eu vi
Se tu visses o que eu vi,
havias de te admirar.
Uma cadela com pintos,
uma galinha a ladrar.
Se tu visses o que eu vi,
havias de te admirar.
Uma cobra a tirar água,
e um cavalo a dançar.
Se tu visses o que eu vi,
havias de te admirar.
Uma abelha a grunhir,
e um porco a voar.
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Serra madeira
Serra madeira
Carpiteiro
Serrar e andar
Que lá vem a mãezinha
Fazer o jantar
Para o menino papar
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Serrar, serrar
Serrar, serrar
Madeirinha ou pilar
O rei serra bem
A rainha também
E o duque?
Tuc, tuc, tuc
(fazer cócegas)
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Sola sapato
Sola, sapato,
Rei rainha
Foi ao mar
Buscar sardinha
Para a mulher
Do juiz
Que está presa
Pelo nariz;
Salta a pulga
Na balança
Que vai ter
Até à França,
Os cavalos
A correr
As meninas
A aprender,
Qual será
A mais bonita
Que se vai
Esconder.
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Sola sapato
rei, rainha
vão ao mar
pescar sardinha
para dar
ao pai Luís
que está preso
pelo nariz.
Salta a pulga
da balança
e vai ter
até à França...
Os cavalos a correr
as meninas a aprender
qual será a mais bonita
que se vai esconder?
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Sete e sete são carorze
com mais sete são vinte e um
tenho sete namorados
e não gosto de nenhum.
A criada lá de casa
é feita de papelão
quando vai fazer a cama
Diz assim para o patrão: sete e sete...
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Sete Alfaiates
Andam sete alfaiates
pra matarem uma aranha
fortes são os alfaiates
que nem isso eles apanham.
Vêm setenta alfaiates
todos postos em campanha,
com as tesoiras abertas
pra materem uma aranha.
Setecentos alfaiates
e tudo. Farei, farei!
pra matarem uma aranha
gritam todos. Aqui d'el-rei!
São sete mil alfaiates
não se crê em tal façanha
que tantos valentes juntos
deixem fugir uma aranha.
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Tão balalão
Tão balalão
Cabeça de cão
Orelhas de gato
Não tem coração
Não tem coração
Nem a voz, nem o talento
Orelhas de gato
Cabeça de vento
Cabeça de vento
Orelhas de gato
Pescoço de bruxa
Rabo de macaco
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TAIS QUAIS
Oliveiras - Olivais
Vinhais - Milheirais
Azinheiras - Azinhais
Poleiros pra Pardais
Pintassilgos - Rouxinóis
Caracóis - Bichos móis
Ouriços - Aranhiços
Morcegos - Patos negros
Perdizes - Codornizes
Carochos - Pintarroxos
Tarambolas - Galinholas
Carriças - Lagartixas
Pegas - Toutinegras
Coelhos - Escravelhos
e que tais
e Cucos - Melharucos
cada vez há mais.
(Ver moda adaptada pelo Trio Odmira)
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Tem Graça
"tem graça"
Graça do Senhor
Senhor dos Passos
Paços do Concelho
Conselho de Ministros
Ministro da Guerra
Guerra Junqueiro
Junqueira de Alcântara
Alcântara Mar
O mar dá Peixe
Peixe é pescada
Pescada do Alto
Alto da Serra.
Serra da Estrela
Estrela do Céu
Céu Azul
Azul é Tinta
Tinta é p'ra escrever
Escrever p'ra França
Da França vêm os bebés
Os bebés bebem leite
O Leite vem da vaca
A Vaca tem cornos
AI O FILHA DA PUTA QUE ME CHAMOU CORNUDO!
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Tempo
O tempo perguntou ao tempo
Quanto tempo, o tempo tem
O tempo respondeu ao tempo
Que o tempo tem tanto tempo
Quanto o tempo o tempo tem
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Tenho um cãozinho
Tenho um cãozinho
Chamado tó-tó
Varre-me a casa
Limpa-me o pó
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Tenho um macaco
Tenho um macaco
Dentro de um saco
Não sei que lhe diga
Não sei que lhe faça
Dou-lhe um pau
Diz que é mau
Dou-lhe um osso
Diz que é grosso
Dou-lhe um chouriço
Isso, isso, isso!
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Tenho uma capa bilrada
Tenho uma capa bilrada, chilrada, galrripatalhada;
Mandei-a ao senhor bilrador, chilrador, galrripatalhador,
Que ma bilrasse, chilrasse, galrripatalhasse,
Que eu lhe pagaria bilraduras, chilraduras, galrripatalhaduras.
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Três vezes sete, vinte e um
Três vezes sete, vinte e um
Vira a folha ao canivete
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Truz, truz
Truz, truz
Quem é?
É o homem do café
Quanto custa?
Um tostão!
Vá-se embora seu trapalhão
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- Truz, truz
- Quem é?
- É o homem do café.
- Quanto custa?
- Um pataco.
- Vá-se embora seu macaco.
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Truz, truz, Barnabé
Truz, truz, Barnabé
Foi à horta
Buscar café
Encontrou o chimpanzé
Que lhe deu um boné
Foram os dois só num pé
Tomar uma chávena de café
Mas encontrou o Zé
Que lhes roubou o boné
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Tuz Truz
Vê bem o que faço
com as minhas mãos:
eu chego bem alto
e chego ao chão
Eu toco com elas:
na CABEÇA - TRÁS TRÁS
e nos OMBROS - TRÓS TRÓS
na BARRIGA - TRIS TRIS
nos JOELHOS - TRÊS TRÊS
e nos PÉS - TRÉS TRÉS
e na PORTA - TRUZ TRUZ
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Um Atum
Um Atum,
Dois Bois,
Três Inês, (Inglês)
Quatro P(r)ato,
Cinco Brinco,
Seis Anéis,
Sete Filete,
Oito Biscoito,
Nove Chove,
Dez Lava os Pés,
Onze
Os sinos de Mafra são de
Bronze.
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Um-dó-li-tá
Um-dó-li-tá
Cara de amendoá
Um segredo colorido
(Um soneto coroneto)
Quem está livre
Livre está
...
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O gato caíu ao poço
e as tripas ficaram lá.
Gira o copo, copo, copo,
gira o copo, copo, cá.
O gato caíu ao poço
e as tripas ficaram lá
Baralhoco, copo, copo,
baralhoco, copo cá.
O gato caíu ao poço
UM DÓ LI TÁ
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Um, dois, três, quatro
Um, dois, três, quatro
A galinha mais o pato
Fugiram da capoeira
Foi atrás a cozinheira
Que lhes deu com um sapato
Um, dois, três, quatro…
Um, dois, três, quatro
Um, dois, três, quatro
Quantos pêlos tem o gato?
Quando acaba de nascer
Um, dois, três, quatro
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UM e DOIS e ARGOLINHA
PÕE O PÉ NA PAMPOLINHA
Ó RAPAZ QUE JOGO FAZ
FAZ O JOGO DO CAPÃO
Ó CAPÃO SOBRE CAPÃO
PINTA BEM MANEL JOÃO
SE CONTARES E NÃO ERRARES
VINTE E QUATRO ACHARÁS
PESA O MELRO NA BALANÇA
DIZ AO REI QUE VÁ PRA FRANÇA
OS CAVALOS A CORRER
AS MENINAS A PAPRENDER
QUAL SERÁ A MAIS BONITA
QUE SE HÁ-DE ESCONDER
(Vão-se dobrando os dedos um a um onde acaba a lengalenga...
voltando ao princípio até se querer... pode-se
fazer com várias crianças para ver qual é
que fica com menos dedos dobrados...
(Nos Açores, Tia Elisa de Eduarda Faria, 1947 para
ir contando com os dedos da mão... Feita para a Diana
(1980), em 1982...)
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Varre, varre, vassourinha
Varre, varre, vassourinha
Varre bem esta casinha
Se varreres bem
Dou-te um vitem
Se varreres mal
Dou-te real
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VENTO
ANDAVA O SENHOR VENTO
UM DIA PASSEANDO
ENCONTROU UMA FORMIGA:
- SENHOR VENTO, QUE FORÇA!
LÁ CAI DE BARRIGA!
ANDAVA O SENHOR VENTO
PÉ ANTE PÉ, NA VINHA
QUANDO AVISTOU UM CÃO:
- SENHOR VENTO, QUE FORÇA
FUI DE FOCINHO AO CHÃO!
ANDAVA O SENHOR VENTO
BAILANDO NO OLIVAL
QUANDO VIU UM LAGARTO:
- SENHOR VENTO QUE FORÇA
JÁ NEM POR AQUI ESCAPO...
ANDAVA O SENHOR VENTO
CORRENDO NUM JARDIM
QUNDO OUVIU UMA FLOR:
- SENHOR VENTO QUE FORÇA
TENHA PENA DE MIM.
ANDAVA O SENHOR VENTO
A RIR PELO PINHAL
QUANDO OUVIU UMA GALINHA:
- SENHOR VENTO QUE FORÇA!
UMA PINHA NA PINHA!
ANDAVA O SENHOR VENTO
A BRICAR PELA RUA
QUANDO VIU UMA CEREJA:
- SENHOR VENTO QUE FORÇA!
NÃO ME EMPURRE QUE ME ALIEJA!
ENTÃO O SENHOR VENTO
FOI PARA O ALTO DO MONTE
ENCONTROU UM MOINHO:
- SENHOR VENTO QUE BOM!
EU ESTAVA TÃO SOZINHO!
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