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LENDAS
– Mitos e Interiorizações...
Ver
- MITOLOGIA CLÁSSICA Guia Ilustrado, de A. R. Hope
Moncrieff, Editorial Estampa / Círculo de Leitores, Lisboa,
1992.
-
(Transmitidas por via oral durante milhares de anos, as LENDAS foram
aproveitada por poetas e dramaturgos gregos do último período
e transmitidas até nós. as versões de Homero
850 a.C. com a a Ilíada (guerra de Tróia) e a Odisseia
(viagem de Ulisses) (800 a.C.), 400 anos depois da Guerra de Tróia,
relatam-nos os dois grandes feitos épicos da mitologia grega.
Hesíodo, contemporâneo de Homero e depois estes temas
e outros mitos clássicos foram realtados nas peças
de ésquilo e Sófolcles, nas Matamorfoses de Ovídeo,
nas vidas Paralelas de Plutarco, nas Odes de Píndaro e nas
descrições da Grécia de Pausânias...
O resultado, diz Hope é que: «podemos econtrar feitos
semelhantes atribuídos a personagens diferentes e versões
diversas, por vezes contraditórias, do que parece ser a mesma
história...» «Não é novo em mitologia...
os escritores clássicos... eram mais ou menos livres para
as "deturpar" segundo os seus próprios gostos e
preconceitos... Hércules chega a aparecer como contemporâneo
de muitos heróis, uns demasiado velhos... outros demasiado
jovens... para estarem entre os Argonautas...
da Introd. «ao longo de toda a história escrita, os
povos do mundo inventaram histórias para explicar os grandes
mistérios da Natureza e para justificar a cultura em que
viviam.» «os mitos gregos tornaram-se universais e exercem
um fascínio invulgar em sucessivas gerações...»)
Ver
- A MITOLOGIA, de Edith Hamilton, Publicaçõe
Dom Quixote, Lisboa, 1979 (original de 1942).
(«Doze
séculos separam os primeiros e os últimos autores
através de cujos escritos, os mitos chegaram até nós...
A diversidade de estilos é abismal... Hesíodo será
das principais fontes com a sua marca notoriamente simples e piedosa...
Ovídeo já nos aparece bastante subtil, afectada, superficial,
constrangido e totalmente céptico...» «Ficar
com uma ideia destes autores que atingiram a imortalidade ao resistirem
aos dois mil anos que nos separam... das saborosas obras que nos
transmitiram...» Trat-se das mitologias Grega e Romana que,
de um modo geral se considera que retratam a maneira de pensar e
sentir da raça humana, desde tempos imemoriais...»
Tempos em que os indivíduos estavam radicalmente ligados
à terra, às árvores e aos mares, às
flores e aos montes... difrente do mundo de hoje... tempos em que
pouca destrinça se faria entre o real e o irreal... «A
imaginação era fulgurosamente intensa e não
controlada pela razão - qualquer pessoa, ao deambular por
um bosque, podia facilmente divisar, por entre as árvores,
uma ninfa em fuga ou aperceber o rosto de uma náiade, quando,
para beber, se inclinava sobre um límpido lago.»
Os escritores e os poetas podem oferecer-nos essa possibilidade
de regresarmos a esses tempos infinitamente remotos...
O
que é mito? - in http://www.assuncao08.hpg.ig.com.br/carac.htm
O homem procurou,
desde o surgimento das primeiras sociedades, reproduzir em símbolos
e imagens plásticas suas intuições sobre os
aspectos da realidade que escapavam a seu entendimento. Essa é
a fonte da qual nascem os mitos, manifestação antropológica
que, nas palavras do estudioso britânico H. J. Rose, constitui
"o produto da atividade da imaginação ingênua
sobre os fenômenos da experiência", ou seja, o
resultado dos esforços da intuição imaginativa
para explicar questões como a origem e o destino da humanidade,
as estruturas sociais, a natureza e a morte.
A criação de mitos não se restringe unicamente
ao campo do transcendente, pois freqüentemente responde ao
desejo de representar os traços históricos, sociais
e culturais que definem um povo. Também não pode ser
considerada apenas como produto de uma etapa evolutiva já
superada pela humanidade. Muitos estudiosos consideram, a esse respeito,
que formas do pensamento mítico continuam presentes em numerosos
fenômenos culturais do mundo moderno. Manifestação
antropológica complexa e de difícil definição,
a mitologia constitui, em forma e essência, uma unidade indissolúvel.
Somente a exploração de seus diferentes aspectos pode
oferecer uma imagem indicativa da origem, natureza e significado
da realidade mítica e do conjunto de valores subjacente às
grandes mitologias.
Características
do mito - in http://www.assuncao08.hpg.ig.com.br/carac.htm
A narração
mitológica envolve basicamente acontecimentos supostos, relativos
a épocas primordiais, ocorridos antes do surgimento dos homens
(história dos deuses) ou com os "primeiros" homens
(história ancestral). O verdadeiro objeto do mito, contudo,
não são os deuses nem os ancestrais, mas a apresentação
de um conjunto de ocorrências fabulosas com que se procura
dar sentido ao mundo. O mito aparece e funciona como mediação
simbólica entre o sagrado e o profano, condição
necessária à ordem do mundo e às relações
entre os seres. Sob sua forma principal, o mito é cosmogônico
ou escatológico, tendo o homem como ponto de interseção
entre o estado primordial da realidade e sua transformação
última, dentro do ciclo permanente nascimento-morte, origem
e fim do mundo.
Crê-se no mito, sem necessidade ou possibilidade de demonstração.
Rejeitado ou questionado, o mito se converte em fábula ou
ficção.
Mito
e psicologia - in http://www.assuncao08.hpg.ig.com.br/carac.htm
Freud deu nova
orientação à interpretação dos
mitos e às explicações sobre sua origem e função.
Mais que uma recordação ancestral de situações
históricas e culturais, ou uma elaboração fantasiosa
sobre fatos reais, os mitos seriam, segundo a nova perspectiva proposta,
uma expressão simbólica dos sentimentos e atitudes
inconscientes de um povo, de forma perfeitamente análoga
ao que são os sonhos na vida do indivíduo. Não
foi por outra razão que Freud recorreu ao mito grego para
dar nome ao complexo de Édipo: para ele, o mito do rei que
mata o pai e casa com a própria mãe simboliza e manifesta
a atração de caráter sexual que o filho, na
primeira infância, sente pela mãe e o desejo de suplantar
o pai.
Para Carl Gustav Jung, discípulo de Freud e seu colaborador
por muitos anos, os mitos seriam uma das manifestações
dos arquétipos ou modelos que surgem do inconsciente coletivo
da humanidade e que constituem a base da psique humana. A existência
do inconsciente coletivo permite compreender a universalidade dos
símbolos e dos mitos, pois que estes se revelam em todas
as culturas e em todas as épocas de modo idêntico.
Creio
que é nesta tentatativa que vão nascer as LENDAS reINVENTADAS
(= encontrar descobrir)
BEJA
- 1985 as Lendas e as Baladas
CASTRO
- feiras
ILHA
DO PESSEGUEIRO - redondILHAS
SERPA
enCANTADA em LENDAS
MOURA
- as utopias possíveis = realizáveis
MÉRTOLA
- a PEDRA seca húmida entre-ambas-as-águas
e
as da SERRA DA ESTRELA - PASTOR - ÁLFÁTIMA... VIRIATO...MOURAS...
Lenda
do Pastor da Serra da Estrela - um resumo por Zé da Serra
Um
resumo para exercício oral por JRG
Lendas
de Fátima e Alfátima
1.2
(I)
LENDA
DA SERRA DA ESTRELA
LENDA
DO PASTOR DA SERRA DA ESTRELA
JoRaGa1986
/1996
in
Viagem à minha Sterra
de
José da Serra do Vale do Zêzere
A
HISTÓRIA VERDADEIRA DA SERRA DA ESTRELA CONTADA POR MIM PRÓPRIA
DO CIMO DO ANO 2000 METROS DE ALTITUDE‚ uma história, em que, evidentemente,
poucos ou ninguém vai acreditar. Também já foram ditas muita verdades
nas quais muito poucos acreditaram e não deixaram de ser verdade
por causa disso!
olha,
Zé da Serra, Zé Ninguém,...
ouve
bem a minha história. a história da ESTRELA...
a
história da serra que tem o meu nome.
...
já
viste uma ESTRELA de mil raios?! mil cintilações?! uma ESTRELA desenhada
em mil gargantas e vales e covões e espinhaços e precipícios e fragas
e penhas e rios e ribeiras e fontes?!!!
...
ERA
UMA VEZ...
ERA
UMA VEZ... há muitos muitos... muitos anos, vivia eu aqui sozinha.
Só. nos Montes ermos. nos Hermínios.
Era
assim que os homens de longe , tímidos, medrosos, distantes, temerosos,
me chamavam.
Cansada
de estar só,
Um
dia,
Lancei
os meus olhos sobre o Mundo...
e
descobri para os lados do mar sem fim mais para os lados do meio
dia para os lados de uma planície imensa que parecia o mar...
descobri
um PASTOR.
um
pastor que quase ainda era menino e já era homem.
Seduzi-o.
...
Quase
terminava aqui a minha história. A do Pastor da Serra da Estrela.
Mas não termina. Aquele Pastor agora multiplicado em mil por mil
lugares ali vivia em comunhão com a Serra a Terra e as Estrelas...
Era uma vez um pastor....
Um dia deixou-se apaixonar por uma estrela que não era...
Correu montes e vales... viajou... perdeu países ... chegou
Ao entrar nos ermos onde só havia lendas e fantasmas... descobre...cão
rebanhos lobos serra... nomes... uma estrela!
Ele vence sozinho os exércitos do rei do mundo... a serra
povoa-se de pastores, mas numerosos exércitos vencem agora os pastores...
Quem
somos nós agora afinal? que fazemos? ...
In
– Viagem à Minha STerra, A
Verdadeira História do PASTOR DA SERRA da ESTRELA contada
do cimo de 2000 anos de Altitude - de José da Serra do Vale do Zêzere,
um deNÓMIO de JRG.
RESUMOPARA
EXERCÍCIO ORAL
A
LENDA DO PASTOR DA SERRA DA ESTRELA
QUE
SE TORNOU UM REI SEM REINO
POR
TER VENCIDO O REI DO MUNDO
E
SER O ÚNICO (COMO QUALQUER UM DE NÓS)
QUETEM
O CONDÃO DE TER E PODER FALAR COM A SUA ESTRELA...
1.
Um
pastor jovem, de longe (Alentejo, Estremadura espanhola...) que
se sente seduzido, em sonhos acordados, por uma estrela...
2.
A
estrela, transformada em pastora, aparece-lhe com cântaro de água,
ferrada de leite e cesta de pão centeio... as riquezas da serra...
3.
Seduzido,
o pastor parte, acompanhado pelo seu cão, perante a reprovação e
a mau augúrio dos velhos da terra que já viram mitos partir e desistir
e morrer...
4.
Caminha
durante anos, até que o seu cão morre de velho, trabalha em cada
terra para não ser pesado e angariar meios para continuar; e parte
sempre apesar dos maus presságios e ditos das gentes das terras
que preferem ficar paradas...
5.
Chega
à Cova da Beira e à Cova da lã, a partir do que, não há mais caminho...
só ermos, segredos e montes proibidos...
6.
Caminha
sozinho. Passa as PORTAS DOS HERMÍNIOS - A PORTA DOS MONTES ERMOS
-
7.
1º
Encontra o CÃO DA SERRA DA ESTRELA que primeiro lhe parece uma Pedra
negra ainda um pouco coberta de neve que se derrete...
8.
O
CÃO leva-o até os novelos de neve ou lã que afinal é um imenso rebanho
de ovelhas que precisam de protecção contra lobos, javalis, linces
e outros animais que povoam a Serra...
9.
O
Pastor com o seu Cão, torna-se senhor de grandes rebanhos, que defende
e protege, sendo respeitado por todos os animais da Serra, que afinal
ele sustenta com os seus imensos rebanhos...
10.
Rodam as estações da Serra: a seguir ao manto de neve que se vai
desfazendo ( no Inverno); a serra é coberta de um manto de verde
e de flores de uma fragrância estonteante (a Primavera); depois
fica deslumbrante e desoladamente nua (no Verão); e coberta de mil
tons de castanho e atapetada de folhas secas (no Outono); até que
volta de novo o Inverno... quando o pastor já tinha atingido o topo
da Serra, o cimo, e na primeira noite, no mais alto, teve a visita,
sonho, de falar e dormir com a sua ESTRELA...
11.
A fama do Pastor correu Mundo e o Rei do Mundo manda-lhe emissários:
Daria reinos e riquezas ao Pastor em troca da Serra e do segredo
de falar com a sua Estrela...
12.
O Pastor despede os emissários do Rei do Mundo, recusa qualquer
preço e ameaça: a Serra não tolera nem perdoa cobiças e avidez...
13.
O Rei do Mundo furioso, manda exércitos de milhares de homens atacar
a Serra... Os exércitos são dizimados implacavelmente, pela estonteante
fragrância da Primavera, pela desolada e deslumbrante nudez do Verão,
pelo atapetado das folhas do Outono, e os que restam são irremediavelmente
desbaratados e enterrados pelos precipícios e avalanches de neve
do Inverno...
14.
E assim, para todo o sempre aquele PASTOR DA SERRA DA ESTRELA, TORNOU-SE
UM REI SEM REINO, POR TER VENCIDO O REI DO MUNDO, E SER O ÚNICO
(COMO QUALQUER UM DE NÓS), QUETEM O CONDÃO DE TER, E PODER FALAR
COM A SUA ESTRELA...
In
– Viagem à Minha STerra, A
Verdadeira História do PASTOR DA SERRA da ESTRELA contada
do cimo de 2000 anos de Altitude - de José da Serra do Vale do Zêzere,
um deNÓMIO de JRG.
1.3
.2 ‑ Lenda de Alfátima
ALFÁTIMA
(várias
citadas e uma copiada)
Vide:
FÁTIMA in Contos populares e Lendas coligidas por José Leite de
Vasconcellos, coordenação de Alda da Silva Soromenho e Paulo Caratão
Soromenho, Edição por Ordem da Universidade, Coimbra, 1966, II vol.
pp. 775 a 782;
LENDA
DA MOURA ALFÁTEMA - in LENDAS DE PORTUGAL - Gentil Marques
- Editorial Universus, Porto, 1964, III vol. (de V) pp. 265 – 272;
ALFÁTIMA
- UM REINO SUBTERRÂNEO DE SONHO E DE FANTASIA
à
espera de ser descoberto pela realidade - in VIAGEM À MINHA STerra,
II vol, LENDO LENDAS - de José da Serra do Vale do zêzere, inédito,
1989, pp. 75 a 81;
para
comparar com
in
LENDAS PORTUGUESAS - de Fernanda Frazão - Amigos do Livro Editores
L.da, 3º vol de 6, pp. 85-90
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