CONTOS & LENDAS
A ARTE DE enCANTAR
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CONTOS & LENDAS

Serra da Estrela

ALENTEJO
uma TEIA infindável de Contos & Lendas

 

02 - CGSerpa - SERPÍNEA e a FUNDAÇÃO de SERPA, por C. Gonçalves de Serpa

ALMA ALENTEJANA – área de Estudos sobre o Alentejo.

LISTA DE AUTORES E OBRAS - notas

 

CONTOS E LENDAS DO ALENTEJO em Diversas Obras e Autores, para estimular a ARTE de reCONTAR... a recolha, estudo e divulgação dos Valores Culturais do ALENTEJO...


02 – CGSerpa – SERPÍNEA e a FUNDAÇÃO de SERPA, por C. Gonçalves de Serpa 1962. (Pode ver, acima, a lenda digitalizada, sob condição de uso não comercial...)

 

Capítulos

Título

Pág

1

A Expedição

5

2

Fundação de Serpa

8

3

Agora GÊS: - Pax Júlia à vista – Beja actual

11

4

Uma aliança com os Fenícios – nasce Mírtilis

12

5

O Castelo das Loendreiras

14

6

Sonho de Amor

18

7

O Primeiro Assalto

22

8

A Derrota

26

9

O CONSÓRCIO

Ocidente e Oriente de Mãos Dadas

 

28

10

O ADEUS

Entre os europeus e a Ásia

 

30

A Expedição – (Primeiros parágrafos que anunciam como nasceu SERPA…)

«- Além... Além... - exclamou uma graciosa voz de mulher de olhos castanhos, cabelos louros e faces rosadas como pétalas da mais esquisita flor.

- Além... Além, naquela zona verde e de reconfortante frescura, enquanto com o braço delicado apontava um morro de mediana altitude a emergir de entre árvores frondosas dum verde cínzeo e rochedos plúmbeos.

- Alto!... Ficamos aqui... gritou uma voz potente de homem que parecia ser o chefe da expedição.

- Serpínia agradou-se do lugar, a terra parece fértil em água e fecunda em produtividade.

- Alto!... Ficamos aqui... clamaram outras vozes secundando a do chefe. A caravana parou envolvida numa densa nuvem de poeira levantada pelo trotear dos cavalos. Todos levantaram os olhos cansados da caminhada e notaram que, de facto, a região agradava e estava bem localizada quer para o povoamento, quer para a defesa.

- Ficamos então aqui.

Os cavalos parados relinchavam, escavavam a terra vermelha com as patas grossas enquanto alguns, de cabeça baixa, tasquinhavam nos pequenos arbustos nascidos à beira do caminho.

O cavaleiro que dera a primeira ordem, corpo agigantado, barba espessa e hirsuta, músculos de atleta, tornou a imperar:

- Cargas ao chão, comecemos o acampamento antes que anoiteça. Num zape, todos se apearam com ligeireza homens, mulheres e crianças.

O chefe, nada menos que o general Cófilas, rei dos Túrdelos, explicou:

- Serpínia, minha dilecta filha e vossa muito linda e amada princesa achou lindo este local e muito apropriado para a construção da nova capital túrdela. A terra tem muita água, basta vegetação, matagais densos e um clima aprazível, um céu azul como não vimos outro na Ibéria. Ficaremos, pois aqui e amanhã iniciaremos já a construção da nova cidade a qual, em honra de Serpínia, que escolhera o local, será chamada Serpe (Serpa).

- Viva Serpínia!...Viva Serpe a nova capital da Turdetânia - exclamou um coro de vozes.

E o eco repetia-se pelas quebradas dos montes até diluir-se e perder-se ao longe através duma planície que parecia intérmina: - Serpínia... ínia... ínia! Serpe... erpe... erpe!...  

(Quase no final…)  

O CONSÓRCIO
Ocidente e Oriente de mãos dadas

Polípio, o príncipe fenício de olhos azuis, barba ruiva e tez morena fizera boa estreia para conquistar definitivamente Serpínia. Era um amor e um herói. Sabia amar, lutar e combater. Herói no mar e na terra, ia ser também herói nos segredos do amor. Serpínia, a mulher mais linda que até ali havia visto, estava-lhe destinada. Túrdelos e Fenícios podiam regozijar-se com a estrondosa vitória, ocidente e oriente podiam dar as mãos num simbolismo histórico que os séculos futuros haviam de registar como predomínio do ocidente sobre toda a face do globo. O Castelo das Loendreiras fora eterna testemunha da dupla vitória duma mulher singular: acabar com o pesadelo dum monstro apaixonado que fazia tremer as pedras e conquistar um amor que enlaçava duas nações, unia dois continentes. Serpínia ficava uma heroína para a história.

 

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