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- JRLobato - AMARELEJA - Rumo à sua História, Padre
João Rodrigues Lobato
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ALMA
ALENTEJANA – área de Estudos sobre o Alentejo.
LISTA
DE AUTORES E OBRAS - notas
CONTOS
E LENDAS DO ALENTEJO
em Diversas Obras e Autores, para estimular
a recolha, estudo e divulgação dos Valores Culturais do
ALENTEJO –
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07
– JRLobato – AMARELEJA – Rumo à sua História, Padre João
Rodrigues Lobato
ed.
do Autor, Gráfica Eborense, 1980, 5 lendas + história +
vocabulário…
LENDAS QUE PODEM SER HISTÓRIA
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07
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JRLobato
– AMARELEJA – Rumo à sua História, Padre João Rodrigues
Lobato
 
Amareleja
- Igreja - - - Amareleja - Brasão
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A
Marquesa de Távora
- onde se conta como foi presa a Senhora Marquesa de Távora,
na Herdade dos Távoras, no Monte da Herdade de Estepa…
que ali se tinha refugiado depois de preso o marido
a mando do Marques de Pombal, nas masmorras em Lisboa…
apesar de ter chegado em segredo e de estar escondida
num lugar secreto do forro da grande casa… no dia
em que chegaram à Herdade os “cavaleiros de farda
e de lança em riste”… afinal, quando já se iam embora,
aparece a “gatinha de estimação” que levou os soldados
ao esconderijo… Foi então arrastada para Lisboa onde,
«como depois contaram os de uma caravana d contrabandistas,
que a Senhora Marquesa fora morta com o marido e os
filhos às pazadas nos peitos e nos miolos e por fim
queimados e deitados ao mar.»
«E assim ficaram na memória deste povo, a Marquesa e a
gatinha de olhos bondosos, que a descobriu. A cadeira
de espaldar onde a Marquesa se sentava, ainda hoje
ali s conserva.»
Ver
resumo in
http://terrasdeportugal.wikidot.com/tradicoes-da-amareleja
 
Execução
dos Távoras - Brasão dos Távoras
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161
– 166
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A
FONTE SANTA OU DA ORDEM
Era assim
chamada uma fonte que havia na denominada courela
da Ordem e que hoje corresponde ao poço da horta do
Senhor Cristino Salgueiro Gusmão. Era esta água célebre,
e a ela se atribuía a virtude de curar os cobros.
Certa
mulher, sendo um dia ludibriada por uma cobra que,
aproveitando-se do sono da mulher em companhia de
seu filho de peito, conseguiu a cobra mamar na mulher
e meter a cauda na boca da criança para esta não chorar.
Ficaram mãe e filho atacados de grave doença proveniente
da peçonha que neles deixou a cobra, e, lavando-se
na água desta fonte, encontraram cura completa.
Assim
procediam os cobrados e obtinham a cura imediata para
este mal tão perigoso «que, dando volta ao
corpo do padecente e juntando o rabo com
a cabeça dava morte irremediavelmente.
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166
- 166
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A
MENINA E O LOBO
Uma
menina ficou perdida da mãe quando iam a caminho do
monte e…
«Correu
a mulher aflita à aldeia e com vizinhos e caçadores,
toda a noite e dias seguintes a procurou mas de balde.
Até que, muitos dias depois, foi encontrada por um
pastor, brincando muito contente como se nada a preocupasse,
dizendo apenas que queria ir à mãe o que logo sucedeu.
«A criança
explicou então que uma senhora lhe aparecia a dar
de comer e lhe dera também uma vara para se defender
dos bichos maus. Isto foi tomado como um grande milagre
de Nossa Senhora e pintado em quadro que foi oferecido
à Senhora do Carmo em Moura onde se via a menina com
a vara afugentando o lobo.»
- Ver
resumo in http://terrasdeportugal.wikidot.com/tradicoes-da-amareleja
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167
- 168
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A
Cruz da Mulher ou a Cruz da Cigana
Era no tempo em que a Amareleja estava rodeada de matagais
povoados de bichos… e ladrões… até que apareceu uma
cigana que pedia esmola e atacava e roubava os caminhantes…
«Um dia, para lá das Herdades do Montinho e Azeiteira,
lá para as bandas do Porto Silvestre, havia um casal,
guarda de uma grande vara de porcos e não tinha o
que comer…
- Pão,
já num hai nem carolo!... lamenta o homem, enquanto
voltava com o bico da navalha uma sopa no fundo da
“pelenganha” onde a mulher vazara uma água fervida
com temperos.
- Ora'scula!...
e porque nam havera d'ir à aldeia!? Apontará por aí
a cigana?
- Bá...
Quais cigana! São coisas que adregam em dizer… Em
indos depressa assim ó jêto das mai vezes… O burro
num éi p'ara demoras. Botam-se os bácoros pidarrlba,
junt'ó barranco, assim como cá dar pr'aquela chapada,
faço-te compa- nha até ó oitero, fico lá junto àquela
pirângula de mato até que te sumas lá pr'à
Orde… Não te demoras por lá…
- Ora
poi!... sorte m'iria a demorar... (opiniosa). »
Mas a
mulher demorou-se e
«Escutando
mais uma vez na calada da noite, ouviu piar um mocho
e pareceu-lhe perceber os passos do burro e animou-se
gritando:
- ÉS
tu…? Já lá vens? …
Só
o eco lhe respondeu e o sibilar do vento que, numa
rajada mais forte, sacudiu os estevais. Andou mais
um pouco e depois de ter encontrado o burro vagueando
sozinho, foram os cães que farejando, encontraram
a dona, já morta à beira do caminho. Acreditou-se
ter sido vitima da cigana. Foi levantado ali um Calvário.
Chamaram-lhe a
cruz da mulher.
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O
Velho Alferes
História dos tempos das guerras liberais entre liberais
e miguelistas… O homem que ficou conhecido com o Velho
Alferes… a caverna que se conhece como o “Buraco dp
Velho Alferes”… A família ainda guarda a faixa e espada
deste “Velho Alferes”.
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Lenda da Moura dos
Castelos – Noudar
«“Com
todas as riquezas da moura e na companhia desta se
retiraram para terras de Castela, onde a moura se
converteu e os hortelãos compraram herdades e formaram
todos muito felizes por muitos anos.”»
«Crê-se
que ainda hoje existem nos subterrâneos do Castelo
de Noudar, restos da fortuna da moura encantada, e
várias pessoas da aldeia têm sonhado com misteriosos
cofres de ouro em pó, mas não se atrevem a procurá-los
com o medo de que lhes suceda, alguma desgraça.»

Castelo de Noudar
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