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CONTOS POPULARES ALEMTEJANOS
XVI - "O Monte da Má Hora"
Por António ALEXANDRINO
(da Tradição oral - Brinches)
In
Tradição I vol. Anno III, Nº 9, Serpa,
Setembro de 1901, Volume III, pp. 138, 139, 140, 141; continua:
Anno III, Nº 10, Serpa, Outubro de 1901, Volume III,
pp. 155, 156, 157, 158
[Digitalizado
por joraga (em finais de 2009), (para AA Cultural, Almada),
procurando manter a grafia registada na época.]
O
Monte da Má Hora
"HAVIA,
em tempo antigo, tres irmãos: o mais velho era muito
medroso, o do meio, quasi valente, e o mais novo, muito valente.
Um dia, como elles não tinham que fazer, combinaram
ir correr fortuna, e em todos os trabalhos (afflições)
em que. se vissem, o primeiro a aftrontá-los seria
o mais velho, depois o do meio, e, em ultimo caso, o mais
novo.
Depois
de todos se comprometterem a cumprir o que tinham combinado,
marcharam. Em todos os montes aonde chegavam pediam trabalho,
e, em não lh'o dando, continuavam o seu caminho. Um
dia, era d'inverno, já quasi ao sol posto, chegaram
a um monte, e, como costumavam, pediram trabalho para o dia
seguinte e gasalho para essa noite.
O
lavrador respondeu-lhes: - "Trabalho para os tres, tenho,
agora gasalho é que não posso dar a mais de
dois. Mas se querem, eu tenho ali tres leões, um de
vócês leva um, e póde ir dormir para aquelle
monte que está além naquellas brenhas. Aquelle
monte é o monte da Má Hora, e dizem que quem
lá vai, não torna. Mas em levando o leão
com certeza não lh'acontece mal nenhum."
Como
era já muito tarde, e no dia seguinte tinham ali trabalho,
acceitaram a offerta do lavrador. E para o tal monte foi o
irmão mais velho. Mas como elle era muito ruim, (medroso)
foi chorando quasi todo o caminho. Quando chegou á
porta do monte, víu uma velha a pentear-se, e, fingindo
que tinha coragem, porque levava o leão, disse para
a velha:
- "Salve-a Deus, ti'vélhóta! Então
póde por esta noite dar-me gasalho a mim e ao meu leão?"
- "Ai menino," -disse-lhe a velha, já desdentada
- "posso sim senhor, nem só por esta noíte,
por todas as que quizer. Mas pégue lá neste
cabello e vá prender o seu leão na cavelhariça."
O
rapaz pegou no cabello: atou-o ao pescoço do leão
e prendeu-o.
E quando voltou, disse a velha, antes delle lhe chegar ao
pé: - "Cabellinho, cabellão-faze-te numa
corrente - e enterra-te pelo chão.
O
cabello fez-se logo numa corrente, e a velha, quando o rapaz
lhe chegou ao pé, disse-lhe: - "Ai menino, vamos
deitar uma mâlúta, (lucta) para vermos quem tem
mais força?" O rapaz, com muito medo, respondeu-lhe:
- "Ora, ti'vélhota, então para que? pois
não vê que eu sou um rapaz novo, e que hei de
ter muita mais força que vócemecê?"
- "E' o mesmo," - lhe disse a velha - "vamos
lá experimentar."
O
rapaz, como ella o derriçou (insistiu com ele) muito,
sempre cahiu, e começaram a luctar. Ora, como a vélha
era o diabo, deitou logo a baixo o rapaz, e assim que o apanhou
no chão, pegou num cacete e agora verás quem
bate!
O rapaz fartou-se de bradar pelo leão,
mas como o cabello se tinha feito numa corrente, o leão
não lhe poude accudir.
No
outro dia, á tarde, como o rapaz não apparecia,
foi o irmão do meio. Aconteceu-lhe a mesma coisa. No
dia seguinte, é claro, teve d'ir o mais môço.
A vélha, assim que o viu, deu lhe logo um cabello para
elle prender o leão que levava. Mas o rapaz, que era
muito experto, não o atou ao pescoço do leão,
deixou o leão solto. E, quando voltou, a vélha
fez-lhe a mesma sarrazina, até que se pegaram. O rapaz,
assim que se viu fraquejar, disse: - "Valha-me aqui o
meu leão." O leão apresentou-se ali immediatamente
e arrancou o rapaz dos braços da vélha. Elle,
assim que se viu livre della, pegou num cacête e zurziu-a
muito bem zurzida. E depois d'estar farto de bater, olhou
para ella e disse-lhe:
- "O' velha maldita, ou os meus irmãos apparecem
já aqui, ou então mato-te, grande velhaca!"
- "Os teus irmãos" - respondeu a velha -
"estão naquelle quarto."
O rapaz foi abrir a porta do quarto, e entretanto a velha
desappareceu.
No
outro dia, pela manhan, quando os tres rapazes se levantaram,
viram na rua do monte uma mó, e como ali não
havia nenhum moinho, disse o irmão do meio:
- "Ainda assim, o que quererá aquillo dizer?"
- "Vamos saber já" - respondeu o irmão
mais moço. E levantaram-na. Debaixo da mó estava
um grande poço. Como elles queriam ver o que havia
no fundo daquelle poço, foram ao monte arranjar cordas
e um cavanejo, para descerem lá abaixo.
Assim que arranjaram as cordas e o cavanejo, disseram os dois
irmãos mais novos para o mais velho:
- "Mette-te lá dentro do cavanejo, que nós
seguramos as cordas, e, em tendo medo, toca este escálho
(chocalho), para te tirarmos."
Mas como elle era muito medroso, assim que perdeu os irmãos
de vista, começou logo a tocar o escálho.
Os irmãos tiraram-no para fóra do poço,
e depois metteu-se dentro do cavanejo o irmão do meio.
Este, como era mais corajoso, chegou a descer até ao
meio do poço, depois, suppondo que o poço não
tinha fim, tratou de tocar tambem o escálho. Os irmãos
tiraram-no tambem do poço, e por fim teve tambem o
irmão mais moço de metter-se dentro do cavanejó.
E quando elle se metteu no cavanejo, disse aos irmãos:
- "Vocês, emquanto houver corda, deixem ir."
Chegou
o rapaz ao fundo do poço e viu logo, em frente, uma
porta, e bateu. Veiu uma rapariga abrir-lh'a, que ficou muito
admirada e ao mesmo tempo assustada.
- "Ai senhor," - disse ella ao rapaz - "pelo
amor de Deus, vá-se embora, porque se o meu guarda
o vê aqui, mata-o com certeza,"
- "Então quem é o seu guarda?" - perguntou
lhe o rapaz.
- "E' uma bicha-féra com sete cabeças."
- "Pois bem. Então que signal dá ella quando
vem?"
- "Ai senhor! vem dando uns assobios muito grandes!
- "Nesse caso, abra lá a porta, que eu é
que a hei de matar a ella."
A
rapariga, então, já mais animada, abriu a porta,
e elle poz-se por traz, com um punhal na mão á
espera da bicha-féra.
Etfectivamente, dahi a pouco, soaram os assobios. Elle, assim
que os ouviu, preparou-se melhor, e, quando ella tinha metade
do corpo dentro de casa, matou-a com uma punhalada. A rapariga,
vendo que o seu guarda já estava morto, olhou para
o rapaz e disse-lhe:
- "Eu, senhor, sou uma princeza encantada, e emquanto
não matassem o meu guarda não podia ir para
o palacio. E como foi o senhor quem o matou, aqui tem este
annel." E deu-lh'o.
Quando ella ia a sahir, lembrou-se das irmãs, e disse
ao seu salvador que ainda ali estavam duas irmãs suas
tambem encantadas. O rapaz, ouvindo isto, foi pelo corredor
adeante, e quando viu outra porta, bateu tambem. Appareceu
logo a princeza pedindo-lhe que se fosse embora, senão
o seu guarda que o matava.
- "Então quem é o seu guarda?" - perguntou-lhe
o rapaz.
- "O meu guarda, senhor, é um leão."
- "Pois bem, não tenho medo. Abra-me lá
a porta, que em elle vindo mato-o com este punhal."
A
princeza abriu a porta, veiu o leão, e o rapaz matou-o
effectivamente. Em recompensa a princeza deu ao rapaz outro
annel e disse-lhe que ainda ali estavam mais duas irmãs
tambem encantadas. O rapaz respondeu que não eram duas,
era só uma, porque a mais velha já elle tinha
desencantado.
Depois
continuou pelo corredor, e quando viu a outra porta, bateu.
A princeza veiu abrir a porta, e assim que viu o rapaz, disse-lhe
o mesmo que disséram as outras duas, "que se fosse
embora, senão o seu guárda que o matava."
O rapaz perguntou-lhe quem era o seu guarda, e ella respondeu-lhe
que era o diabo. Assim que ella lhe falou no diabo, disse
elle logo:- "Oh! pois desse amigo mesmo é que
eu ando á busca, para ajustarmos umas contas já
antigas. Abra-me lá a porta, faça favor."
A
princeza, vendo deante de si um homem tão valente,
abriu immediatamente a porta e levou-o a uma sala d'armas.
Mostrou-lhe umas espadas muito luzidias e outras muito ferrugentas.
Depois da princeza mostrar tudo ao rapaz, disse-lhe: "
- "Elle, em vindo, ha de tratá-lo muito bem e
ha de convidá-lo a jogar á espada, mas o senhor
finja que não sabe nada, e em logar de pegar nas espadas
luzidias, pegue nas ferrugentas."
Tal
qual ella disse assim aconteceu. Veiu o diabo, cumprimentou
muito bem o rapaz e convidou-o logo para jogarem á
espada. Como o diabo fazia pouco caso do jogo, o rapaz deu-lhe
uma espaldeirada numa orêlha com tanta força,
que lh'a cortou.
O
diabo, assim que se sentiu ferido, e sem a orêlha, fugiu,
e a princeza ficou immediatamente desencantada. A princeza
deu depois ao rapaz um annel e disse-lhe que ainda ali tinha
duas irmãs tambem encantadas.
- "Já não ha nenhuma" - respondeu-lhe
elle. - "E a Senhora Princeza vai tambem já sahir."
E metteu-a no cavanejo.
Os
irmãos, depois de tirarem as tres princezas, ainda
deitaram para dentro do poço o cavanejo, mas elle,
desconfiando que era para o matarem, em logar de se metter
no cavanejo, poz-lhe uma pedra dentro.
Effectivamente,
apenas elles ouviram o chocalho, puxaram pela corda, mas quando
viram que o cavanejo já vinha no meio do caminho, largaram
a corda de repente e foram-se embora para o palacio com as
princezas. O rapaz, então, para sahir, lembrou-se da
orêlha do diabo e mordeu-a. O diabo appareceu immediatamente
e pediu-lhe a orêlha.
- "Dou-t'a,"-disse-lhe o rapaz - "mas é
preciso que me tires já d'agui."
- "Pois sim," - respondeu o diabo "monta-te
aqui ás minhas costas."
O
diabo, assim que o tirou, pediu-lhe outra vez a orêlha,
mas elle não lha deu. D'ali foi o rapaz, de déu
em déu, dar a uma casa d'ourives onde pediu trabalho.
O ourives, como n'aquella occasião precisava d'um rapaz
para lhe guardar umas cabras, disse que sim.
Uma
bella tarde, quando o rapaz chegou a casa com as cabras, encontrou
o patrão e a patrôa muito tristes da sua vida,
e perguntou-lhes:
- "Então o que é isso que têem, que
estão tão tristes? Aconteceu-lhes alguma desgraça?"
- "Ora," - disse o patrão - "o que há-de
ser
foi o nosso rei que me mandou dizer, que dentro
de tres dias, tinha que lhe fazer um annel egual áquelle
que a princeza mais velha levou para o encantamento. E isto
com pena de morte, se eu o não fizer. Mas como o hei-de
eu fazer, se nunca o vi?!..."
O
rapaz, então, vendo a aflicção em que
se achava o patrão, respondeu-lhe:
- "Se é só isso, não lhe dê
cuidado, que tudo se há-de arranjar. Mas é preciso
pôr no meu quarto meio almude de vinho e meio alqueire
de nozes."
O
ourives mandou logo comprar o vinho e as nozes e poz tudo
no quarto do rapaz. Lá por essa noite adeante, o rapaz
mordeu a orelha do diabo. E o diabo appareceu logo, dizendo-lhe:
- "Aqui estou, o que me queres?"
- "Quero que comas essas nozes e bebas esse vinho."
O
diabo, apenas ouviu esta ordem, arca-se com as nozes e o vinho,
e mamou tudo. E quando acabou de comer e beber, perguntou
ao rapaz se queria mais alguma coisa. O rapaz disse-lhe que
não, que se podia ir embora.
No
outro dia, pela manhã, o rapaz apresentou o annel ao
patrão. E o patrão ficou tão contente,
que já não queria que elle fosse guardar as
cabras. Mas o rapaz de maneira nenhuma quiz deixar d'ir, e,
assim que acabou d'almoçar, marchou com ellas.
Passados
tres dias, aconteceu o mesmo. O rapaz, ao vir para casa, encontrou
outra vez os patrões muito tristes. Perguntou-lhes
o que tinham.
- "Ora," -disse o patrão - "que ha-de
ser? é a princeza do meio que tambem quer um annel
egual áquelle que levou para o encantamento!..."
- "Ah!" - disse o rapaz - "não s'apoquente.
Ponha no meu quarto outro meio almude de vinho e outro meio
allqueire de nozes, e deixe o resto por minha conta."
E' claro que no outro dia, deu-lhe o annel.
A
princeza mais nova, como as irmãs já tinham
os seus anneis, tambem quiz o d'ella. E por conseguinte foi
logo ordem para o ourives. O ourrives, apenas recebeu a ordem,
participou logo ao rapaz, e este fez o mesmo que das outras
vezes.
O
rei, com o contentamento de ter já as filhas desencantadas,
e com os seus anneis, fez uns grandes festejos, e convidou
o ourives para tambem assistir a elles.
Os
festejos duraram tres dias, e houve cavalhadas. O rapaz, depois
dos patrões marcharem, mordeu a orelha do diabo, e
quando este lh'appareceu, disse-lhe:
- "Eu quero aqui já o melhor cavallo, o melhor
fato e a melhor espada que possa haver."
O
diabo fez-se logo n'um cavallo baio e apresentou ao rapaz
tudo quanto elle tinha pedido. O rapaz depois vestiu-se, montou
a cavallo e foi para as cavalhadas. Quando elle entrou na
praça, toda a gente ficou admirada com tanta riqueza
que elle levava; mas elle não deu cavaco a ninguem.
Deu tres voltas á praça, fez uma vénia
ás princezas, atirou com um ramo de flores para o collo
da princeza mais velha, e foi-se embora.
No
outro dia, o patrão tambem o queria levar, mas elle
disse que não queria ir. O ourives, vendo que elle
não queria ir de maneira nenhuma, lá marchou
com a mulher. E elle, assim que lhe pareceu, deu outra dentada
na orelha do diabo. O diabo appareceu immediatamente, e elle
disse lhe:
- "Eu quero aqui já tudo o que me deste hontem,
mas ainda superior."
O
diabo fez-se logo num cavallo branco e apresentou lhe o resto
que elle pedia: um fato e uma espada. O rapaz vestiu-se, montou
a cavallo e marchou para as cavalhadas. O rei assim que o
viu entrar na praça, mandou por sentinellas para o
agarrarem quando elle fosse a retirar-se. Mas elle, assim
que deu tres voltas á praça e fez a vénia
ás princezas e atirou com outro ramo de flores para
o collo da princeza do meio, picou esporas ao cavallo; e quando
os soldados o quizeram agarrar, já o tinham perdido
de vista.
No
outro dia, o ourives ainda teimou em querer levar o rapaz
ás cavalhadas, mas elle que não, que não,
e não foi. Mas depois do patrão marchar, fez
o mesmo que nos outros dias. Deu as mesmas tres voltas á
praça e atirou com outro ramo de flores para o collo
da princeza mais nova, e depois desappareceu.
D'ahi
a tempos houve uma guerra, e quando elle soube, mordeu outra
vez a orelha do diabo, e quando este lh'appareceu, disse-lhe:
"Eu quero ir para a guerra, e, então, faze-te
no melhor cavallo que possa haver e apresenta me as melhores
armas que houver." O diabo fez logo o que elle lhe pediu,
e marcharam para a guerra.
Quando
lá chegaram, andava já tudo em fogo, mas elle
chegou-se ao pé do rei inimigo, tirou-lhe o estandarte
e matou-o. Os inimigos, assim que se viram com o seu rei morto,
e sem estandarte, fugiram. E elle, quando lhe pareceu, foi
se embora, e no caminho disse ao diabo que se fizesse num
burro pôdre (muito ruim), e elle, o rapaz, fez-se num
velhinho.
D'ahi
a pedaço, os irmãos, que tambem tinham ido á
guerra, chegaram ao pé delle, e como o não conheceram,
disseram-lhe:
- "O' vélhóte! vócê tem que
nos dar esse estandarte
"
- "Pois sim, senhores, tomem-no lá, que não
quero isto para nada."
Mas antes de lh'o entregar, cortou as duas borlas, sem os
irmãos verem, e metteu-as na algibeira.
O
rei ficou muito contente por ter ganho a batalha, e quando
as tropas estavam formadas, em frente do palacio, passou o
rapaz vestido com o mesmo fato que elle trazia quando desencantou
as princezas. As princezas, assim que o viram, conheceram-no
logo, e disseram:
- "Pae, além está o rapaz que nos desencantou."
O
rei mandou-o chamar immediatamente e disse-lhe que fizesse
conta de jantar no palacio, e á mesma mesa onde se
sentavam os ministros e conselheiros.
Veiu
o jantar, e no fim disse o rei: - "Meus senhores, agora,
cada um tem que contar a sua historia. Contaram todos a sua
historia, e quando o rapaz, que foi o ultimo, acabou de contar
a sua vida, os irmãos delle, que tambem estavam presentes,
disseram: - "Saiba Vossa Magestade que tudo aquillo é
mentira." O rapaz, então, metteu a mão
na algibeira, tirou as borlas de estandarte e disse:
- "Para provar que é verdade tudo o que disse,
aqui estão estas borlas, e se ellas não forem
as do estandarte que meus irmãos entregaram a Vossa
Magestade, peço que me fuzilem."
O rei, entusiasmado com tanta valentia, mandou buscar o estandarte,
e depois de ver que effectivamente as borlas lhe pertenciam,
disse:
- "Pois bem, visto seres tão valente e tão
leal, dou-te em casamento a princeza que escolheres, e a teus
irmãos, por serem tão ingratos, o premio que
lhes dou é serem fuzilados amanhã, ao nascer
do sol."
No
outro dia, ao nascer do sol, os irmãos foram fuzilados,
e dahi a tres mezes casou elle com a princeza mais nova, e
ainda a esta hora lá estarão - comendo migas
com pão.
Tradição
oral - Brinches.
ANTÓNIO
ALEXANDRIN0.
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Relacionar
com TORRE da MÁ HORA - Montemor-o-Novo
http://clubevinhosportugueses.wordpress.com/2009/07/
"Cronologia:
O Castelo de Montemor-o-Novo é o recinto original da
Vila medieval de Montemor-o-Novo. Conquistado aos Mouros por
D. Afonso Henriques. D. Sancho I concedeu-lhe o 1.º Foral
em 1203."
"Progressivamente abandonado pela população
a partir do Séc. XV; o Castelo conserva hoje importantes
testemunhos da história medieval e moderna de Montemor-o-Novo:
troços da muralha, Paço dos Alcaides, Igreja
de Santiago, Igreja de S. João, Igreja de S. Maria
do Bispo, Torre do Relógio, Porta da Vila, Torre e
porta do Anjo, Torre da Má Hora, Convento da Saudação,
entre outros."
In
- http://www.sistermoon-belladonna.blogspot.com/ Março
de 2008
A Lenda da Torre da Má Hora
Foto: Eu na porta da dita Torre da Má Hora
Como
eu adoro o castelo de Montemor-o-Novo aqui vai uma lenda sobre
uma das suas portas e torre :D
Quando D. Afonso Henriques se encontrava, com o seu exército,
a sitiar a povoação islâmica de Montemor,
uma noite, um mouro esqueceu-se de trancar aquela porta. O
exército de D. Afonso Henriques, reparando na falta
do mouro, aproveita para atacar e tomar Montemor, entrando
por essa porta. O nome "Má-Hora" vem então
da má-hora em que esse mouro se esqueceu da porta aberta.
Há erros que sao eternos.
Ver
Conto de Manuel da Fonseca in ALDEIA NOVA
http://contosdeaula.blogspot.com/2008/07/torre-da-m-hora.html
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