CONTOS & LENDAS
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CONTOS & LENDAS

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ALENTEJO
uma TEIA infindável de Contos & Lendas

 

12 - TRADIÇÃO - SERPA - Revista de 1899 - 1904

CONTOS & LENDAS

 

 

 

 

 

 


CONTOS POPULARES ALEMTEJANOS
XVI - "O Monte da Má Hora"
Por António ALEXANDRINO
(da Tradição oral - Brinches)

In Tradição I vol. Anno III, Nº 9, Serpa, Setembro de 1901, Volume III, pp. 138, 139, 140, 141; continua: Anno III, Nº 10, Serpa, Outubro de 1901, Volume III, pp. 155, 156, 157, 158

[Digitalizado por joraga (em finais de 2009), (para AA Cultural, Almada), procurando manter a grafia registada na época.]

O Monte da Má Hora

"HAVIA, em tempo antigo, tres irmãos: o mais velho era muito medroso, o do meio, quasi valente, e o mais novo, muito valente. Um dia, como elles não tinham que fazer, combinaram ir correr fortuna, e em todos os trabalhos (afflições) em que. se vissem, o primeiro a aftrontá-los seria o mais velho, depois o do meio, e, em ultimo caso, o mais novo.

Depois de todos se comprometterem a cumprir o que tinham combinado, marcharam. Em todos os montes aonde chegavam pediam trabalho, e, em não lh'o dando, continuavam o seu caminho. Um dia, era d'inverno, já quasi ao sol posto, chegaram a um monte, e, como costumavam, pediram trabalho para o dia seguinte e gasalho para essa noite.

O lavrador respondeu-lhes: - "Trabalho para os tres, tenho, agora gasalho é que não posso dar a mais de dois. Mas se querem, eu tenho ali tres leões, um de vócês leva um, e póde ir dormir para aquelle monte que está além naquellas brenhas. Aquelle monte é o monte da Má Hora, e dizem que quem lá vai, não torna. Mas em levando o leão com certeza não lh'acontece mal nenhum."

Como era já muito tarde, e no dia seguinte tinham ali trabalho, acceitaram a offerta do lavrador. E para o tal monte foi o irmão mais velho. Mas como elle era muito ruim, (medroso) foi chorando quasi todo o caminho. Quando chegou á porta do monte, víu uma velha a pentear-se, e, fingindo que tinha coragem, porque levava o leão, disse para a velha:
- "Salve-a Deus, ti'vélhóta! Então póde por esta noite dar-me gasalho a mim e ao meu leão?"
- "Ai menino," -disse-lhe a velha, já desdentada - "posso sim senhor, nem só por esta noíte, por todas as que quizer. Mas pégue lá neste cabello e vá prender o seu leão na cavelhariça."

O rapaz pegou no cabello: atou-o ao pescoço do leão e prendeu-o.
E quando voltou, disse a velha, antes delle lhe chegar ao pé: - "Cabellinho, cabellão-faze-te numa corrente - e enterra-te pelo chão.

O cabello fez-se logo numa corrente, e a velha, quando o rapaz lhe chegou ao pé, disse-lhe: - "Ai menino, vamos deitar uma mâlúta, (lucta) para vermos quem tem mais força?" O rapaz, com muito medo, respondeu-lhe: - "Ora, ti'vélhota, então para que? pois não vê que eu sou um rapaz novo, e que hei de ter muita mais força que vócemecê?" - "E' o mesmo," - lhe disse a velha - "vamos lá experimentar."

O rapaz, como ella o derriçou (insistiu com ele) muito, sempre cahiu, e começaram a luctar. Ora, como a vélha era o diabo, deitou logo a baixo o rapaz, e assim que o apanhou no chão, pegou num cacete e agora verás quem bate! …O rapaz fartou-se de bradar pelo leão, mas como o cabello se tinha feito numa corrente, o leão não lhe poude accudir.

No outro dia, á tarde, como o rapaz não apparecia, foi o irmão do meio. Aconteceu-lhe a mesma coisa. No dia seguinte, é claro, teve d'ir o mais môço. A vélha, assim que o viu, deu lhe logo um cabello para elle prender o leão que levava. Mas o rapaz, que era muito experto, não o atou ao pescoço do leão, deixou o leão solto. E, quando voltou, a vélha fez-lhe a mesma sarrazina, até que se pegaram. O rapaz, assim que se viu fraquejar, disse: - "Valha-me aqui o meu leão." O leão apresentou-se ali immediatamente e arrancou o rapaz dos braços da vélha. Elle, assim que se viu livre della, pegou num cacête e zurziu-a muito bem zurzida. E depois d'estar farto de bater, olhou para ella e disse-lhe:
- "O' velha maldita, ou os meus irmãos apparecem já aqui, ou então mato-te, grande velhaca!"
- "Os teus irmãos" - respondeu a velha - "estão naquelle quarto."
O rapaz foi abrir a porta do quarto, e entretanto a velha desappareceu.

No outro dia, pela manhan, quando os tres rapazes se levantaram, viram na rua do monte uma mó, e como ali não havia nenhum moinho, disse o irmão do meio:
- "Ainda assim, o que quererá aquillo dizer?"
- "Vamos saber já" - respondeu o irmão mais moço. E levantaram-na. Debaixo da mó estava um grande poço. Como elles queriam ver o que havia no fundo daquelle poço, foram ao monte arranjar cordas e um cavanejo, para descerem lá abaixo.
Assim que arranjaram as cordas e o cavanejo, disseram os dois irmãos mais novos para o mais velho:
- "Mette-te lá dentro do cavanejo, que nós seguramos as cordas, e, em tendo medo, toca este escálho (chocalho), para te tirarmos."
Mas como elle era muito medroso, assim que perdeu os irmãos de vista, começou logo a tocar o escálho.
Os irmãos tiraram-no para fóra do poço, e depois metteu-se dentro do cavanejo o irmão do meio. Este, como era mais corajoso, chegou a descer até ao meio do poço, depois, suppondo que o poço não tinha fim, tratou de tocar tambem o escálho. Os irmãos tiraram-no tambem do poço, e por fim teve tambem o irmão mais moço de metter-se dentro do cavanejó. E quando elle se metteu no cavanejo, disse aos irmãos:
- "Vocês, emquanto houver corda, deixem ir."

Chegou o rapaz ao fundo do poço e viu logo, em frente, uma porta, e bateu. Veiu uma rapariga abrir-lh'a, que ficou muito admirada e ao mesmo tempo assustada.
- "Ai senhor," - disse ella ao rapaz - "pelo amor de Deus, vá-se embora, porque se o meu guarda o vê aqui, mata-o com certeza,"
- "Então quem é o seu guarda?" - perguntou lhe o rapaz.
- "E' uma bicha-féra com sete cabeças."
- "Pois bem. Então que signal dá ella quando vem?"
- "Ai senhor! vem dando uns assobios muito grandes! …
- "Nesse caso, abra lá a porta, que eu é que a hei de matar a ella."

A rapariga, então, já mais animada, abriu a porta, e elle poz-se por traz, com um punhal na mão á espera da bicha-féra.
Etfectivamente, dahi a pouco, soaram os assobios. Elle, assim que os ouviu, preparou-se melhor, e, quando ella tinha metade do corpo dentro de casa, matou-a com uma punhalada. A rapariga, vendo que o seu guarda já estava morto, olhou para o rapaz e disse-lhe:
- "Eu, senhor, sou uma princeza encantada, e emquanto não matassem o meu guarda não podia ir para o palacio. E como foi o senhor quem o matou, aqui tem este annel." E deu-lh'o.
Quando ella ia a sahir, lembrou-se das irmãs, e disse ao seu salvador que ainda ali estavam duas irmãs suas tambem encantadas. O rapaz, ouvindo isto, foi pelo corredor adeante, e quando viu outra porta, bateu tambem. Appareceu logo a princeza pedindo-lhe que se fosse embora, senão o seu guarda que o matava.
- "Então quem é o seu guarda?" - perguntou-lhe o rapaz.
- "O meu guarda, senhor, é um leão."
- "Pois bem, não tenho medo. Abra-me lá a porta, que em elle vindo mato-o com este punhal."

A princeza abriu a porta, veiu o leão, e o rapaz matou-o effectivamente. Em recompensa a princeza deu ao rapaz outro annel e disse-lhe que ainda ali estavam mais duas irmãs tambem encantadas. O rapaz respondeu que não eram duas, era só uma, porque a mais velha já elle tinha desencantado.

Depois continuou pelo corredor, e quando viu a outra porta, bateu. A princeza veiu abrir a porta, e assim que viu o rapaz, disse-lhe o mesmo que disséram as outras duas, "que se fosse embora, senão o seu guárda que o matava." O rapaz perguntou-lhe quem era o seu guarda, e ella respondeu-lhe que era o diabo. Assim que ella lhe falou no diabo, disse elle logo:- "Oh! pois desse amigo mesmo é que eu ando á busca, para ajustarmos umas contas já antigas. Abra-me lá a porta, faça favor."

A princeza, vendo deante de si um homem tão valente, abriu immediatamente a porta e levou-o a uma sala d'armas. Mostrou-lhe umas espadas muito luzidias e outras muito ferrugentas. Depois da princeza mostrar tudo ao rapaz, disse-lhe: "
- "Elle, em vindo, ha de tratá-lo muito bem e ha de convidá-lo a jogar á espada, mas o senhor finja que não sabe nada, e em logar de pegar nas espadas luzidias, pegue nas ferrugentas."

Tal qual ella disse assim aconteceu. Veiu o diabo, cumprimentou muito bem o rapaz e convidou-o logo para jogarem á espada. Como o diabo fazia pouco caso do jogo, o rapaz deu-lhe uma espaldeirada numa orêlha com tanta força, que lh'a cortou.

O diabo, assim que se sentiu ferido, e sem a orêlha, fugiu, e a princeza ficou immediatamente desencantada. A princeza deu depois ao rapaz um annel e disse-lhe que ainda ali tinha duas irmãs tambem encantadas.
- "Já não ha nenhuma" - respondeu-lhe elle. - "E a Senhora Princeza vai tambem já sahir."
E metteu-a no cavanejo.

Os irmãos, depois de tirarem as tres princezas, ainda deitaram para dentro do poço o cavanejo, mas elle, desconfiando que era para o matarem, em logar de se metter no cavanejo, poz-lhe uma pedra dentro.

Effectivamente, apenas elles ouviram o chocalho, puxaram pela corda, mas quando viram que o cavanejo já vinha no meio do caminho, largaram a corda de repente e foram-se embora para o palacio com as princezas. O rapaz, então, para sahir, lembrou-se da orêlha do diabo e mordeu-a. O diabo appareceu immediatamente e pediu-lhe a orêlha.
- "Dou-t'a,"-disse-lhe o rapaz - "mas é preciso que me tires já d'agui."
- "Pois sim," - respondeu o diabo "monta-te aqui ás minhas costas."

O diabo, assim que o tirou, pediu-lhe outra vez a orêlha, mas elle não lha deu. D'ali foi o rapaz, de déu em déu, dar a uma casa d'ourives onde pediu trabalho. O ourives, como n'aquella occasião precisava d'um rapaz para lhe guardar umas cabras, disse que sim.

Uma bella tarde, quando o rapaz chegou a casa com as cabras, encontrou o patrão e a patrôa muito tristes da sua vida, e perguntou-lhes:
- "Então o que é isso que têem, que estão tão tristes? Aconteceu-lhes alguma desgraça?"
- "Ora," - disse o patrão - "o que há-de ser… foi o nosso rei que me mandou dizer, que dentro de tres dias, tinha que lhe fazer um annel egual áquelle que a princeza mais velha levou para o encantamento. E isto com pena de morte, se eu o não fizer. Mas como o hei-de eu fazer, se nunca o vi?!..."

O rapaz, então, vendo a aflicção em que se achava o patrão, respondeu-lhe:
- "Se é só isso, não lhe dê cuidado, que tudo se há-de arranjar. Mas é preciso pôr no meu quarto meio almude de vinho e meio alqueire de nozes."

O ourives mandou logo comprar o vinho e as nozes e poz tudo no quarto do rapaz. Lá por essa noite adeante, o rapaz mordeu a orelha do diabo. E o diabo appareceu logo, dizendo-lhe:
- "Aqui estou, o que me queres?"
- "Quero que comas essas nozes e bebas esse vinho."

O diabo, apenas ouviu esta ordem, arca-se com as nozes e o vinho, e mamou tudo. E quando acabou de comer e beber, perguntou ao rapaz se queria mais alguma coisa. O rapaz disse-lhe que não, que se podia ir embora.

No outro dia, pela manhã, o rapaz apresentou o annel ao patrão. E o patrão ficou tão contente, que já não queria que elle fosse guardar as cabras. Mas o rapaz de maneira nenhuma quiz deixar d'ir, e, assim que acabou d'almoçar, marchou com ellas.

Passados tres dias, aconteceu o mesmo. O rapaz, ao vir para casa, encontrou outra vez os patrões muito tristes. Perguntou-lhes o que tinham.
- "Ora," -disse o patrão - "que ha-de ser? é a princeza do meio que tambem quer um annel egual áquelle que levou para o encantamento!..."
- "Ah!" - disse o rapaz - "não s'apoquente. Ponha no meu quarto outro meio almude de vinho e outro meio allqueire de nozes, e deixe o resto por minha conta."
E' claro que no outro dia, deu-lhe o annel.

A princeza mais nova, como as irmãs já tinham os seus anneis, tambem quiz o d'ella. E por conseguinte foi logo ordem para o ourives. O ourrives, apenas recebeu a ordem, participou logo ao rapaz, e este fez o mesmo que das outras vezes.

O rei, com o contentamento de ter já as filhas desencantadas, e com os seus anneis, fez uns grandes festejos, e convidou o ourives para tambem assistir a elles.

Os festejos duraram tres dias, e houve cavalhadas. O rapaz, depois dos patrões marcharem, mordeu a orelha do diabo, e quando este lh'appareceu, disse-lhe:
- "Eu quero aqui já o melhor cavallo, o melhor fato e a melhor espada que possa haver."

O diabo fez-se logo n'um cavallo baio e apresentou ao rapaz tudo quanto elle tinha pedido. O rapaz depois vestiu-se, montou a cavallo e foi para as cavalhadas. Quando elle entrou na praça, toda a gente ficou admirada com tanta riqueza que elle levava; mas elle não deu cavaco a ninguem. Deu tres voltas á praça, fez uma vénia ás princezas, atirou com um ramo de flores para o collo da princeza mais velha, e foi-se embora.

No outro dia, o patrão tambem o queria levar, mas elle disse que não queria ir. O ourives, vendo que elle não queria ir de maneira nenhuma, lá marchou com a mulher. E elle, assim que lhe pareceu, deu outra dentada na orelha do diabo. O diabo appareceu immediatamente, e elle disse lhe:
- "Eu quero aqui já tudo o que me deste hontem, mas ainda superior."

O diabo fez-se logo num cavallo branco e apresentou lhe o resto que elle pedia: um fato e uma espada. O rapaz vestiu-se, montou a cavallo e marchou para as cavalhadas. O rei assim que o viu entrar na praça, mandou por sentinellas para o agarrarem quando elle fosse a retirar-se. Mas elle, assim que deu tres voltas á praça e fez a vénia ás princezas e atirou com outro ramo de flores para o collo da princeza do meio, picou esporas ao cavallo; e quando os soldados o quizeram agarrar, já o tinham perdido de vista.

No outro dia, o ourives ainda teimou em querer levar o rapaz ás cavalhadas, mas elle que não, que não, e não foi. Mas depois do patrão marchar, fez o mesmo que nos outros dias. Deu as mesmas tres voltas á praça e atirou com outro ramo de flores para o collo da princeza mais nova, e depois desappareceu.

D'ahi a tempos houve uma guerra, e quando elle soube, mordeu outra vez a orelha do diabo, e quando este lh'appareceu, disse-lhe: "Eu quero ir para a guerra, e, então, faze-te no melhor cavallo que possa haver e apresenta me as melhores armas que houver." O diabo fez logo o que elle lhe pediu, e marcharam para a guerra.

Quando lá chegaram, andava já tudo em fogo, mas elle chegou-se ao pé do rei inimigo, tirou-lhe o estandarte e matou-o. Os inimigos, assim que se viram com o seu rei morto, e sem estandarte, fugiram. E elle, quando lhe pareceu, foi se embora, e no caminho disse ao diabo que se fizesse num burro pôdre (muito ruim), e elle, o rapaz, fez-se num velhinho.

D'ahi a pedaço, os irmãos, que tambem tinham ido á guerra, chegaram ao pé delle, e como o não conheceram, disseram-lhe:
- "O' vélhóte! vócê tem que nos dar esse estandarte… "
- "Pois sim, senhores, tomem-no lá, que não quero isto para nada."
Mas antes de lh'o entregar, cortou as duas borlas, sem os irmãos verem, e metteu-as na algibeira.

O rei ficou muito contente por ter ganho a batalha, e quando as tropas estavam formadas, em frente do palacio, passou o rapaz vestido com o mesmo fato que elle trazia quando desencantou as princezas. As princezas, assim que o viram, conheceram-no logo, e disseram:
- "Pae, além está o rapaz que nos desencantou."

O rei mandou-o chamar immediatamente e disse-lhe que fizesse conta de jantar no palacio, e á mesma mesa onde se sentavam os ministros e conselheiros.

Veiu o jantar, e no fim disse o rei: - "Meus senhores, agora, cada um tem que contar a sua historia. Contaram todos a sua historia, e quando o rapaz, que foi o ultimo, acabou de contar a sua vida, os irmãos delle, que tambem estavam presentes, disseram: - "Saiba Vossa Magestade que tudo aquillo é mentira." O rapaz, então, metteu a mão na algibeira, tirou as borlas de estandarte e disse:
- "Para provar que é verdade tudo o que disse, aqui estão estas borlas, e se ellas não forem as do estandarte que meus irmãos entregaram a Vossa Magestade, peço que me fuzilem."
O rei, entusiasmado com tanta valentia, mandou buscar o estandarte, e depois de ver que effectivamente as borlas lhe pertenciam, disse:
- "Pois bem, visto seres tão valente e tão leal, dou-te em casamento a princeza que escolheres, e a teus irmãos, por serem tão ingratos, o premio que lhes dou é serem fuzilados amanhã, ao nascer do sol."

No outro dia, ao nascer do sol, os irmãos foram fuzilados, e dahi a tres mezes casou elle com a princeza mais nova, e ainda a esta hora lá estarão - comendo migas com pão.

Tradição oral - Brinches.

ANTÓNIO ALEXANDRIN0.

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Relacionar com TORRE da MÁ HORA - Montemor-o-Novo

http://clubevinhosportugueses.wordpress.com/2009/07/
"Cronologia:
O Castelo de Montemor-o-Novo é o recinto original da Vila medieval de Montemor-o-Novo. Conquistado aos Mouros por D. Afonso Henriques. D. Sancho I concedeu-lhe o 1.º Foral em 1203."

"Progressivamente abandonado pela população a partir do Séc. XV; o Castelo conserva hoje importantes testemunhos da história medieval e moderna de Montemor-o-Novo: troços da muralha, Paço dos Alcaides, Igreja de Santiago, Igreja de S. João, Igreja de S. Maria do Bispo, Torre do Relógio, Porta da Vila, Torre e porta do Anjo, Torre da Má Hora, Convento da Saudação, entre outros."

In - http://www.sistermoon-belladonna.blogspot.com/ Março de 2008
A Lenda da Torre da Má Hora

Foto: Eu na porta da dita Torre da Má Hora

Como eu adoro o castelo de Montemor-o-Novo aqui vai uma lenda sobre uma das suas portas e torre :D
Quando D. Afonso Henriques se encontrava, com o seu exército, a sitiar a povoação islâmica de Montemor, uma noite, um mouro esqueceu-se de trancar aquela porta. O exército de D. Afonso Henriques, reparando na falta do mouro, aproveita para atacar e tomar Montemor, entrando por essa porta. O nome "Má-Hora" vem então da má-hora em que esse mouro se esqueceu da porta aberta.
Há erros que sao eternos.

Ver Conto de Manuel da Fonseca in ALDEIA NOVA
http://contosdeaula.blogspot.com/2008/07/torre-da-m-hora.html

 

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