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LENDAs
I - "A MOURA SALUQUIA" (Lenda do século XIII)
Por Nicolás Díaz Pérez
Madrid
In Tradição II vol. Anno IV, Nº 1, Janeiro
de 1902, Volume IV, pp. 24, 25 e 26
Continua em Anno IV, Nº 4, Janeiro de 1902, Volume IV,
pp. 55, 56 e 57
[Digitalizado
por joraga (em finais de 2009), (para AA Cultural, Almada),
procurando manter a grafia registada na época.]

in
- www.e-libro.net
A
MOURA SALUQUIA
I
"HA
uma curiosa lenda mui popular, que corre como tradição,
sobre a conquista do castello de Moura, entre os povos que
banha o caudaloso Guadiana, terra a dentro de Portugal, e
que velhos pastores e antigas caseiras referem ainda, nas
largas noites de inverno, ao calor irradiante das chammas
que devoram os troncos seccos de asinho, sob as grandes chaminés
árabes das casas rústicas.
Ao successo dá-se por data o anno de 1226, e como acontecido
no castello de Moura, situado trés milhas a E. do rio
Guadiana, por cima de Serpa e entre Beja e Ficalho.
Ouvimol-a contar em o Natal de 1867, a uns pastores que tinham
a sua malhada nas margens do rio Ardila, que desemboca no
Guadiana antes de chegar a Moura.
O ancião que nos referiu esta lenda era da villa de
Monsaraz e ouviu-a varias vezes a um tio seu, prior de Mértola,
e irmão de sua mãe, como uma das tradições
populares do paiz, ás quaes foi mui dado o bom parocho
que, como constante caçador, passava as noites nas
choças e nas granjas, referindo aos seus companheiros
de caça e aos camponezes que queriam ouvil-o, as suas
historias portuguezas.
Eis aqui, pois, tão curiosa lenda, algo ornamentada
por nós com alguns apontamentos historicos que a tornam
mais interessante.
imagem
extra apoio sobre a presença árabe na Península:

Los
almorávides entrarán en España el 30
de junio de 1086, poniendo fin, momentáneamente, al
avance cristiano y comprobando la enorme debilidad de los
gobernantes musulmanes de Al - Andalus.
La primera gran batalla tendrá lugar en Extremadura,
Zallaqa o Sagrajas, el viernes 23 de octubre de 1086 (12 del
Rayab del 479H).
in - secciondehistoriadelateneo.blogspot.com/2008/09/extremadura-musulmana
II
Na
queda da monarchia das Aftasidas, que reinaram em Badajoz
até aos fins do século XI e cujo ultimo rei,
Omar-Almotawaquil, morreu alanceado nas margens do rio Bekayah
(Caya), a uma legua de Badajoz, pelos sanguinarios almoravides,
e depois os almohades, que não foram mais humanos,
uma oligarchia perturbadora imperou largos annos em toda a
parte occidental da Peninsula, denominada pelos arabes o AI-Gharbyya;
e desde Al-Karsr-ibn-Abu Danés, nome que davam os almohades
ás provincias extremenhas de hoje, até aos confins
do Guadiana e Douro, isto é, desde Andalusün (Andaluzia),
até Chalikia (Galiza), cada comarca foi regida ou governada
com melhor ou peor sorte, pelo mais forte, que, nomeado Arráez
(Caudilho) de outro Emir mais poderoso, a quem pagava tributos,
fazia de senhor feudal entre os seus governados.
A
comarca de Serpa, que comprehendia Moura, Mertola, Cacella,
Tavira, Moreanes, Ficalho e 32 povos mais em de redor, estava
submettida ao mouro Buaçon, poderoso senhor, immensamente
rico, que havia pelejado na sua mocidade e agora descançava
governando o seu pequeno Estado. Do antigo castello romano,
denominado Aroche, em ruinas desde o seculo IX, fez elle uma
linda fortificação, dando logar junto a seus
muros a uma villa, que se denominou Moura, pelos que a povoaram,
em consequencia do successo que anima esta lenda.
Tinha
Buaçon uma filha, chamada Saluquia, que por sua formusura
era o encanto de todos os jovens da comarca, e para ella designou,
como patrimonio em seu casamento, a villa e castello de Aroche,
que já começára a governar, como Alcaideça
ou Caid do mesmo, desde 1224, segundo uns, ou desde 1219 segundo
outros.
Enamorou-se
de Saluquia um joven mouro chamado Al-Brafama, senhor do castello
de Yelmeña, (a que hoje chamam Jerumenha), o qual moço,
tido por mui valente, era respeitado de todos os mouros e
não menos temido pelos christãos. O velho Buaçon,
pae da formosa Saluquia, associára-se várias
vezes, em emprezas bellicosas contra os christãos,
ao Caid de Yelmeña, e com sorte prospera umas vezes
e outras adversa, compartilhou com elle as contingencias da
guerra.
A
principio não levou a bem estes amores o velho Buaçon,
que sem dúvida sonhava para Saluquia algum principe
de estirpe real; mas a Alcaideça de Aroche não
era do mesmo parecer e offereceu a sua mão ao joven
Al-Brafama, a quem desde muito queria para marido. Vencida,
pois, a vontade do velho Buaçon, concertaram os dois
jovens as suas bodas para 29 de junho de 1226 (623 da Hegira),
dia do Apostolo S. Pedro, muito celebrado pelos christãos
com festas, nas quaes por egual tomavam parte os mouros.
Haviam
começado antecipadamente para os fellah, ou aldeãos
lavradores de Aroche, estas festas, com motivo das que dedicavam
a S. João Baptista em 24 de junho; pois como é
sabido, mouros e christãos commemoravam juntos, em
Hespanha e Portugal, as festas do fogo, chamados pelo povo
as Fogueiras de S. João verdadeiras recordações
do solstício estivo dos tempos pagãos da antiga
Roma.
Tudo
era alegria, n'aquelle anno entre os rumies (christãos)
e a gente do islam (mahometanos). Desde a vespera do Baptista,
as fogueiras illuminavam os campos de Aroche, e ao resplendor
das candeias que rodeavam os velhos muros do castello governado
pela formosa Saluquia, bailavam as harasas (raparigas) e beledies
(camponezes) ao som de alegres canções, em que
o kitaból' agami (trovador) se fazia acompanhar das
güiatras (guitarras), guenberi (bandurras) e tars (pandeiros).
No
dia 28, preparava-se a Alcaideça de Aroche para receber
na manhã seguinte, dia de S. Pedro, o seu promettido,
que viria cavalgando pelo largo albalate (caminho) da pinturesca
Jelmanyah, acompanhado de um bom numero de cavalleiros e peões,
quando uma noticia que lhe deram os beeédies de Aroche
a encheu de negros presagios. Segundo estes camponezes, que
regressavam de Sheberina (Serpa), tinham visto cruzar o caminho
a um numeroso tropel de cavalleiros christãos, armados
e em som de guerra, que vinham como do castello de Paymogo,
commandados por D. Alvaro Rodrigues e seu irmão D.
Pedro, inimigos de Brafama. E não foram infundados
os temores de Saluquia, pois no dia seguinte amanheceu, o
castello de Aroche, cercado por 2000 cavalleiros christãos.
Saluquia subiu ao alto da Almocabar para d'alli dominar melhor
os arredores do castello, observando com grande pena que as
hostes christãs começavam rijamente o ataque.
Poz em movimento toda a povoação; fez soar o
atambar e o derbuya d'um a outro extremo do castello. De prompto
se puzeram na defensiva os seus governados; mas o inimigo
era numeroso, e á primeira investida apoderou-se do
povoado que rodeava a fortaleza. Saluquia, louca de terror,
refugiou-se na Borch-Calat (torre de menagem), para arengar
aos que valentemente luctavam nos ameiados muros. O seu esforco
era inutil. Os christãos conseguem penetrar pela Bab-as-sheberine
a (porta de Serpa), e em turbulento tropel avançam
castello acima, gritando: "Victoria, victoria!"
Os seus desejos eram fazer captiva a alcaideça, a formosa
Saluquia; mas esta, comprehendendo-o assim, arremessou-se
por um ajimez da torre de menagem, ficando morta nos pedregaes
do fosso. Os christãos recolheram o corpo ensanguentado,
que conduziram para o castello, e prepararam-se para resistir
ás hostes que acompanhassem O Caid de Yelmeña,
que não se fez esperar muito, pois ás trés
horas da tarde deu vista ao castello em companhia do ancião,
pae de Saluquia, ambos seguidos d'uns 25 cavalleiros; e apenas
informados do triste successo acontecido poucas horas antes,
cheios de pena, ardendo em ira e com as lagrimas nos olhos,
retiraram-se para Sheberina a deliberar entre si o que poderiam
fazer para reconquistar Aroche e vingar juntamente a morte
da sua Alcaideça. E segundo as chronicas lusitanas,
é fama que esta villa ficou desde então sob
o dominio dos christãos, que, ao repovoarem-n'a, a
denominaram Villa Nova de Moura, em memoria, sem duvida, da
celebre Alcaideça da villa, a formosa Saluquia."
III
"Tal
foi a lenda tradicional que na " Paschoa do Natal de
1867 nos referiu o velho pastor portuguez, na malhada próxima
do rio Ardila.

ver: traje-antigo-alentejo.blogspot.com
Evidentemente
é esta lenda uma de tantas tradições
christãs, tão communs na Peninsula durante a
Reconquista, como muito acertadamente sustenta A. Herculano
na sua Historia de Portugal '(V. o cap. II, pag. 485) 0 escriptor
P. H. Serptores, na sua erudita Introducção
aos Livros de Linhagens (V. a pag. 137) colloca-a entre as
tradições festivas dos escrptores burlescos,
não obstante achar-se incluida na Monarquia Lusitana,
de Fr. Antonio Brandão.
Houve, sem embargo do inverosimil d'esta lenda, algum fundamento
para ser considerada veridica pelos auctores antigos. Bastou
para isso a doação que a rainha Dona Brites,
filha bastarda de D. Affonso o Sabio, e esposa de D. Affonso
III de Portugal, estando já viuva e residindo em Sevilha,
em 1824, fez do castello de Moura a um seu parente chamado
D. Vasco Martins e Serrão, em paga dos serviços
que lhe prestára D. Vasco Martins e sua mulher, acompanhando-a
em suas longas jornadas por Portugal e Castella, e em attencão
aos bons servicos feitos a D. Affonso III na conquista do
Algarve pelos irmãos de D. Vasco Martins, grão
mestre da Ordem de Santiago, e D. Fr. Alvaro Martins, e considerando
outrosim como D. Pedro Rodrigues e seu irmão D. Alvaro,
avô o primeiro de D. Vasco Martins, "tomaram o
Castello de Moura à alcaideça d'elle, matando-lhe
o esposo no caminho, o qual - castello de Moura - teve e defendeu
com os seus amigos e soldados emquanto o não largou
á ordem do Hospital por consentimento dos reis"
Este
documento, que, como diz muito bem o secretario do Archivo
Real Gaspar Alvarez de Lousada, é falso a todos os
respeitos, foi a origem fundamental da lenda Saluquia e a
tomada do seu castello. Brandão primeiramente, e depois
João Baptista Lavaña, ao commentarem a obra
denominada Conde Dom Pedro, re-colheram o documento de Dona
Brites, acceitando-o como authentico e como tal correndo entre
historiadores e chronistas; e assim haveria passado até
nossos dias se não fôra José Anastacio
de Figueiredo, que fez pública uma nota do erudito
e paleographo Alvarez de Lousada, na qual se declara, com
muito boas razões, falso de toda a falsidade o citado
documento de Dona Brites. Sem o concurso de Alvarez de Lousada,
e Figueiredo, a critica, bem reconhecida nos historiadores
modernos, haveria descoberto a falsificação,
pois basta para isso conhecer a confusão que reina
na doação de Dona Brites e o facto de conhecer-se
Moura em data muito anterior ao rei D. Affonso Henriques.
Na obra denominada O Livro de Noa (contemporaneo da lenda
Saluquia), em A Chronica Gothorum e em Chronicom Lamocense,
chama-se-lhe Mauram e Maura, accrescentando-se que foi tomada
Juntamente com Serpam. Maura ou Moura (que de ambos os modos
a encontràmos citada em cronicons antigos) já
existia com o mesmo nome no seculo XI, e portanto, anteriormente
á lenda de Saluquía. O seu primitivo nome foi
Aroche, no dizer do erudito João Baptista de Castro
na sua obra Mappa de Portugal, (Veja-se o tomo primeiro, pag.
13 do capitulo II) onde escreve o seguinte: Aroche. Consta
de muitos cipos que esta cidade foi notavel. Sobre as suas
ruinas se levantou depois a Villa de Moura, no Alemtejo, como
provam os eruditos Fr. Manuel de Sá e A. Resende. De
esta opinião são a maioria dos escriptores anteriores
ao seculo XVIII. E ha mais; entre os contemporaneos poderiamos
fallar tambem de grande numero de elles que concordam comnosco
quanto a julgar apocrypha a lenda de Saluquia. Ahi está,
entre outros, o historiador senhor Conde de Ficalho, litterato
que tanto honra as lettras portuguezas, e que não desdenhou
trazer esta curiosa tradição para o seu notavel
trabalho denominado Notas historicas ácerca de Serpa,
que esta revista tem publicado.
Dá o senhor Conde algumas variantes no successo da
Alcaideça Saluquia, comparado o que d'elle' refere
com a nossa lenda; mas o fundo é commum.
Escreve
o senhor Conde:

"Uma
rapariga mussulmana, chamada Saluquia, governava militarmente,
era alcaideça do castello de Moura. Seu pae, por nome
Buaçon, poderoso senhor moiro n'aquelles contornos,
havia levantado o castello das ruinas em que se achava, e
havia-lh'o dado para seu casamento, como uma especie de dote.
Effectivamente, um moiro chamado Brafâma, senhor do
castello de Arôche, ajustou-se a casar com Saluquia,
ou no desejo de possuir o castello, ou seduzido pelos encantos
pessoaes da rapariga, porque nada nos impede de imaginar que
ella fosse multo bonita. No dia marcado para os desposorios,
vindo Brafâma de Arôche para Moura, dois ca-valleiros
portuguezes sairam-lhe ao caminho com os seus homens de armas
e soldados e mataram-no assim como a todos os moiros que o
acompanhavam. Vestiram-se os portuguezes nos trajos moiriscos
dos mortos, e vieram a caminho de Moura, fingindo ao longo
da estrada escaramuças de alegria - uma especie de
fantasia arabe. Saluquia estava em uma alta janella do seu
castello, esperando o namorado; viu vir de longe aquella comitiva
de festa; e só mesmo á chegada conheceu serem
inimigos e christãos. Desesperada e não querendo
ficar captiva, lançou-se da janella e caiu em baixo
morta. Os portuguezes, n'aquelle primeiro momento de confusão,
entraram as portas e apoderaram-se da fortaleza."
Tal
é a lenda contada pelo senhor Conde.
IV
Como
se vê, ha algumas variantes da que me referiu o velho
pastor das margens do rio Ardila.
Aqui Brafâma era senhor de Arôche, em vez de Paymogo.
Os christãos aqui eram portuguezes; na outra não
lhes sei a patria.
O casamento de Saluquia não se diz quando era; na outra
lenda, era no dia de S. Pedro; coisa muito natural, pois em
todas as aventuras cavalleirosas se lança mão
do santoral para fixar o tempo. "Dia de Santo Antão
era": "Era dia dos Rêis"; "Do-mingo
de Ramos era", "Era dia de San Millan"; "Dia
da Virgem era". Assim começam muitas aventuras
e não poucos romances. Alem d'isso, as festas de Corpus
Christi, como as de S. João ou S. Pedro, eram as escolhidas
para captivar donzellas, e especialmente as de S. João.
A Infanta Mariana ou Julianesa captivaram os moiros na manhã
de S. João, quando colhia amoras e flores no jardim
de seu pae. E se abrimos o Romancero, a cada passo nos encontrâmos
com estes começos:
"La
mañana de Sant Joan
al tiempo que alboreaba;
gran fiesta hacen los moros
en la Vega de Granada
(Wolf.,
num. 75.. cfr Duran, num. 80.)
"La
mañana de San Juan
salen á coger guirnaldas
Zara, mujer del Rey Chico
con sus mas queridas damas.
(Duran,
num. 12.)
E
finalmente, nas lendas do senhor Conde, Brafâma é
surprehendido e morto ás mão dos christãos
portuguezes; na outra do pastor, Brafâma e Buaçon
apenas conhecem de referencia a morte de Saluquia e a occupação
de Moura pelos christãos; e retrocedem do campo de
éste para buscar em Serpa forças que lhes permittam
reconquistar o castello e vingar a morte da sua Alcaideca.
Fóra de estas variantes, as duas lendas são
eguaes.
Opina
o senhor Conde - e terminàmos já - com estas
affirmações, que nos parecem muito acertadas:
1.°
Que a lenda da Alcaideça Saluquia é pura phantasia
popular, como ess'outra de Mavigerardo no castello de Almourol,
assente em meio das aguas do Tejo.
ver:
castelosdeportugal.no.sapo
2."
Que não era possivel a aventura de Moura no periodo
de 1166 a 1232, quando todo o Alemtejo estava em poder dos
moiros.

D.
Sancho II - wikipedia
3.°
Que D. Sancho II foi o verdadeiro conquistador de todo o Alemtejo,
sem negar a possibilidade de que em 1163 ou 1166 (Nobiliario
de Dom Pedro, Conde de Bar-cellos, nota E a pag. 104 e nota
A a pag. 334), Pedro Rodrigues de Gusmão ganhasse o
castello de Moura, para perdel-o no dia seguinte, pois Serpa
tambem foi ganha por D. Affonso Henriques, como parte do Algarve
conquistou D. Sancho I, e os moiros os resgataram tão
depressa como os tinham perdido.
Independente
de estas investigações historicas, confessâmos
que a lenda de Saluquia é notavel e serve, mais do
que outra coisa, para dar idéa do espirito d'aquelles
tempos, em que moiros e christãos passavam a vida matando-se
uns aos outros.
Novas
investigações sobre o assumpto, de pennas mais
doutas do que a minha, talvez possam esclarecer alguns pontos
duvidosos que já encontra n'esta lenda o senhor Conde
de Ficalho e que não pude elucidar, com grande magua
minha.
(Madrid)
NICOLAS DÍAZ Y PÉREZ.
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Notas:
Nicolás Díaz Pérez
(Badajoz, 1841-Madrid, 1889) Escritor y político español.
Su actividad republicana le llevó a refugiarse en Portugal.
Es autor del Diccionario histórico, crítico
y bibliográfico de autores y artistas extremeños
ilustres (1884-1888).
in- biografiasyvidas.com/biografia
Conde
de Ficalho


Tres Melos integraron el grupo del "Loosers de la vida
- vencidos da vida". de la izquierda para la derecha:
el Conde de Sabugosa, el Conde de Ficalho y el Conde de Arnoso
con Eça de Queiós.
In
http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/ficalho.htm
Francisco Manuel de Melo Breyner (1837-1903), Conde de Ficalho,
historiador da botânica em Portugal, escreveu uma biografia
de Garcia de Orta e outra de Pêro da Covilhã.
Foi também ficcionista, distinguindo-se com a obra
Uma Eleição Perdida, publicada em 1888, que
contém a novela do mesmo nome e alguns contos regionais
de ambiente alentejano.

in - joraga.net/moura/
ver 10 mais uma LENDAS e mais 23- uma Edição
de «Moura Salúquia - AMCM - Associação
das Mulheres do Concelho de Moura - Março 2005

Ver
- Moura Salúquia em Banda Desenhada - com mais de 15
autores
divulgandobd.blogspot
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