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CONTOS POPULARES ALEMTEJANOS
(recolhidos da Tradição oral)
XXXVII - "O alveneu"
Por A. Thomaz Pires
Elvas
In Tradição II vol. Anno V, Nº 5, Serpa,
Maio de 1903, Volume V, pp. 71 a 79 (série de 7 contos)
[Digitalizado
por joraga (em finais de 2009), (para AA Cultural, Almada),
procurando manter a grafia registada na época.]

em: equipedeobra.com.br/
O
alveneu
"Era
uma vez um alveneu (pedreiro de alvenaria) que andava sempre
a cantar:
"Trá-la-ri-ló-lé,
Meu bem!
Quem nasceu para dez réis,
Nunca chegou a vintém".
Uma
vez andava o rei á caça e ouviu a cantiga do
homem e mandou-o ir ao palacio. O homem foi, e o rei, levando-o
a uma casa onde havia muito dinheiro, mandou-o carregar de
tudo quanto elle quizesse.
Elle assim fez. Depois desappareceu-lhe o dinheiro de casa
sem saber como isso tinha sido.
Foi
outra vez para o campo a cantar a mesma cantiga. Veio o rei
e mandou-o novamente ir ao palacio e de lá trouxe todo
o dinheiro que quiz. Tornou-lhe outra vez a desapparecer o
dinheiro de casa.
A'
terceira vez que veio do palacio ia a entrar em casa e morreu.
E
vae o rei, n'esse mesmo dia, encontrou no seu caminho um escriptinho
que dizia:
"Eu
a fazel-o pobre,
Tu a fazel-o rico,
Ahi o tens morto,
Agora ressuscita-o".
(Elvas)
A. THOMAZ PIRES.
Pode ver o conto do rei astuto e os dois pintores - em
ruadajudiaria.com de nuno guerreiro josué

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