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Lenda do Pastor da Serra da Estrela - um resumo por Zé da Serra

Lenda da Serra da Estrela - por Fernanda Frazão

Um resumo para exercício oral por JRG

Lendas de Fátima e Alfátima - uma de Fernanda Frazão

A Lenda dos três RIOS - O Mondego - o Alva e o Zêzere

1.2 (I)

LENDA DA SERRA DA ESTRELA

LENDA DO PASTOR DA SERRA DA ESTRELA

JoRaGa1986 /1996

in Viagem à minha Sterra

de José da Serra do Vale do Zêzere

 

A HISTÓRIA VERDADEIRA DA SERRA DA ESTRELA CONTADA POR MIM PRÓPRIA DO CIMO DO ANO 2000 METROS DE ALTITUDE‚ uma história, em que, evidentemente, poucos ou ninguém vai acreditar. Também já foram ditas muita verdades nas quais muito poucos acreditaram e não deixaram de ser verdade por causa disso!

 

olha, Zé da Serra, Zé Ninguém,...

ouve bem a minha história. a história da ESTRELA...

a história da serra que tem o meu nome.

...

já viste uma ESTRELA de mil raios?! mil cintilações?! uma ESTRELA desenhada em mil gargantas e vales e covões e espinhaços e precipícios e fragas e penhas e rios e ribeiras e fontes?!!!

...

ERA UMA VEZ...

ERA UMA VEZ... há muitos muitos... muitos anos, vivia eu aqui sozinha. Só. nos Montes ermos. nos Hermínios.

Era assim que os homens de longe , tímidos, medrosos, distantes, temerosos, me chamavam.

Cansada de estar só,

Um dia,

Lancei os meus olhos sobre o Mundo...

e descobri para os lados do mar sem fim mais para os lados do meio dia para os lados de uma planície imensa que parecia o mar...

descobri um PASTOR.

um pastor que quase ainda era menino e já era homem.

Seduzi-o.

...

Quase terminava aqui a minha história. A do Pastor da Serra da Estrela. Mas não termina. Aquele Pastor agora multiplicado em mil por mil lugares ali vivia em comunhão com a Serra a Terra e as Estrelas...

            Era uma vez um pastor....

            Um dia deixou-se apaixonar por uma estrela que não era...

            Correu montes e vales... viajou... perdeu países ... chegou

            Ao entrar nos ermos onde só havia lendas e fantasmas... descobre...cão rebanhos lobos serra... nomes... uma estrela!

            Ele vence sozinho os exércitos do rei do mundo... a serra povoa-se de pastores, mas numerosos exércitos vencem agora os pastores...

            Quem somos nós agora afinal? que fazemos? ...

 

In – Viagem à Minha STerra, A  Verdadeira História do PASTOR DA SERRA da ESTRELA contada do cimo de 2000 anos de Altitude - de José da Serra do Vale do Zêzere, um deNÓMIO de JRG.


LENDA DA SERRA DA ESTRELA
in LENDAS DE PORTUGAL, Vol. 3, Fernanda Frazão

 

LENDA DA SERRA DA ESTRELA

 

ERA uma vez um jovem pastor que vivia numa longínqua aldeia. Por único amigo tinha um cachorrinho, que nas longas noites de solidão se deitava a seus pés sem esperar nenhum gesto, nenhuma palavra. Sofria este pastor de uma estranha inquietação: cismava alcançar uma serra enorme que via muito ao longe, ver as terras que existiriam para lá da muralha rochosa que constituía o seu horizonte desde que nascera. E muitas noites passava em claro, meditando nesse seu desejo infindável.

Certa noite em que se julgava acordado, sonhou que uma estrela descia até si e lhe segredava que o guiaria até ao objecto dos seus desejos. Acordou o pastor mais inquieto e angustiado que nunca, e procurou no céu a verdade do que sonhara. Lá estavam todas as estrelas iguais a si mesmas,  imutáveis e eternas aparentemente. Mas estava também uma que lhe pareceu diferente e mais sua.

Passavam-se os dias e o desejo do pastor aumentava, fazia doer-lhe o corpo, ardia-lhe febril na cabeça. De noite, todas, todas as noites, procurava no céu a sua estrela diferente. E em sonhos ela aparecia-lhe muitas vezes desafiando-o, desafiando-lhe sempre a vontade. Mas a vontade por vezes é tão difícil!!

Uma noite, num ímpeto, decidiu-se. Arrumou tudo o que tinha e era nada, chamou o cão e partiu. Ao passar pela aldeia o cão ladrou e os velhos souberam que ele ia partir. Abanaram a cabeça ante a loucura do que assim partia à procura da fome, do frio, da morte. Mas o pastor levava consigo toda a riqueza que tinha: a fé, a vida e uma estrela.

E o pastor caminhou tantos anos que o cão envelheceu e não aguentou a caminhada. Morreu uma noite, nos caminhos, e foi enterrado à beira da estrada que fora de ambos. Só com a sua estrela, agora, o pastor continuou a caminhar, sempre com a serra adiante. E à medida que caminhava a serra ia estando sempre ali, no mesmo sítio e à mesma distância.

Passou todas as fomes e frios que os velhos lhe tinham vaticinado. Atravessou rios, galgou campos verdes e campos ressequidos, caminhou sobre rochedos escarpados, passou dentro de cidades cheias de muros e gente, mas a montanha dos seus desejos nunca a baniu do coração.

Por fim, já velho, alcançou a muralha escarpada que desde a infância o chamava. Subiu, subiu até ao mais alto da serra e ali pôde então largar o desejo do seu coração, agora em paz e sem desejo.

O horizonte era tão vasto e maravilhoso, a impressão de liberdade tão avassaladora que o pastor, sem falar, gritava dentro de si um hino de louvor que mais parecia o vento uivando por entre os penhascos rochosos de silêncio.

Instalou-se o velho pastor e a sua estrela ficou com ele, no céu.

O rei do mundo, porém, ouviu falar naquele velho pastor e na sua estrela fantástica. Mandou emissários à serra: todas as riquezas do mundo daria ao pastor em troca da sua pequena estrela.

O pastor ouviu com atenção o que lhe mandava dizer o rei. Depois, olhou em volta. Tudo eram pedras e rochedos. Uma pequena cabana de rocha coberta de colmo era a sua morada. Uma côdea de pão negro e uma gamela de leite as suas refeições. A sua distracção a paisagem infindamente igual e diferente do mundo de lá em cima. A sua única amiga, a estrela.

Suavemente, como quem sabe o segredo das palavras e o valor de todos os bens possíveis, virou-se para os emissários do rei do mundo e rejeitou todos os tesouros da terra, escolhendo a pequenez da sua estrela.

Passaram os anos e o velho morreu. Enterraram-no debaixo de uma fraga e nessa noite, estranhamente, a estrela brilhou com uma luz mais intensa. Os pastores da serra notaram essa diferença porque a reconheciam também entre as outras, pelo que o velho lhes contava em certas noites.

E em memória desta lenda, a serra passou a chamar-se, para sempre, Serra da Estrela.

 

RESUMOPARA EXERCÍCIO ORAL

A LENDA DO PASTOR DA SERRA DA ESTRELA

QUE SE TORNOU UM REI SEM REINO

POR TER VENCIDO O REI DO MUNDO

E SER O ÚNICO (COMO QUALQUER UM DE NÓS)

QUETEM O CONDÃO DE TER E PODER FALAR COM A SUA ESTRELA...

 

1.   Um pastor jovem, de longe (Alentejo, Estremadura espanhola...) que se sente seduzido, em sonhos acordados, por uma estrela...

2.    A estrela, transformada em pastora, aparece-lhe com cântaro de água, ferrada de leite e cesta de pão centeio... as riquezas da serra...

3.   Seduzido, o pastor parte, acompanhado pelo seu cão, perante a reprovação e a mau augúrio dos velhos da terra que já viram mitos partir e desistir e morrer...

4.   Caminha durante anos, até que o seu cão morre de velho, trabalha em cada terra para não ser pesado e angariar meios para continuar; e parte sempre apesar dos maus presságios e ditos das gentes das terras que preferem ficar paradas...

5.   Chega à Cova da Beira e à Cova da lã, a partir do que, não há mais caminho... só ermos, segredos e montes proibidos...

6.   Caminha sozinho. Passa as PORTAS DOS HERMÍNIOS - A PORTA DOS MONTES ERMOS -

7.   1º Encontra o CÃO DA SERRA DA ESTRELA que primeiro lhe parece uma Pedra negra ainda um pouco coberta de neve que se derrete...

8.   O CÃO leva-o até os novelos de neve ou lã que afinal é um imenso rebanho de ovelhas que precisam de protecção contra lobos, javalis, linces e outros animais que povoam a Serra...

9.   O Pastor com o seu Cão, torna-se senhor de grandes rebanhos, que defende e protege, sendo respeitado por todos os animais da Serra, que afinal ele sustenta com os seus imensos rebanhos...

10. Rodam as estações da Serra: a seguir ao manto de neve que se vai desfazendo ( no Inverno); a serra é coberta de um manto de verde e de flores de uma fragrância estonteante (a Primavera); depois fica deslumbrante e desoladamente nua (no Verão); e coberta de mil tons de castanho e atapetada de folhas secas (no Outono); até que volta de novo o Inverno... quando o pastor já tinha atingido o topo da Serra, o cimo, e na primeira noite, no mais alto, teve a visita, sonho, de falar e dormir com a sua ESTRELA...

11. A fama do Pastor correu Mundo e o Rei do Mundo manda-lhe emissários: Daria reinos e riquezas ao Pastor em troca da Serra e do segredo de falar com a sua Estrela...

12. O Pastor despede os emissários do Rei do Mundo, recusa qualquer preço e ameaça: a Serra não tolera nem perdoa cobiças e avidez...

13. O Rei do Mundo furioso, manda exércitos de milhares de homens atacar a Serra... Os exércitos são dizimados implacavelmente, pela estonteante fragrância da Primavera, pela desolada e deslumbrante nudez do Verão, pelo atapetado das folhas do Outono, e os que restam são irremediavelmente desbaratados e enterrados pelos precipícios e avalanches de neve do Inverno...

14. E assim, para todo o sempre aquele PASTOR DA SERRA DA ESTRELA, TORNOU-SE UM REI SEM REINO, POR TER VENCIDO O REI DO MUNDO, E SER O ÚNICO (COMO QUALQUER UM DE NÓS), QUETEM O CONDÃO DE TER, E PODER FALAR COM A SUA ESTRELA...

 

In – Viagem à Minha STerra, A  Verdadeira História do PASTOR DA SERRA da ESTRELA contada do cimo de 2000 anos de Altitude - de José da Serra do Vale do Zêzere, um deNÓMIO de JRG.


1.3 .2 ‑ Lenda de Alfátima

ALFÁTIMA

(várias citadas e uma copiada)

Vide: FÁTIMA in Contos populares e Lendas coligidas por José Leite de Vasconcellos, coordenação de Alda da Silva Soromenho e Paulo Caratão Soromenho, Edição por Ordem da Universidade, Coimbra, 1966, II vol. pp. 775 a 782;

LENDA DA MOURA ALF´TEMA - in LENDAS DE PORTUGAL - Gentil Marques - Editorial Universus, Porto, 1964, III vol. (de V) pp. 265 – 272;

ALFÁTIMA - UM REINO SUBTERRÂNEO DE SONHO E DE FANTASIA

à espera de ser descoberto pela realidade - in VIAGEM À MINHA STerra, II vol, LENDO LENDAS - de José da Serra do Vale do zêzere, inédito, 1989, pp. 75 a 81;

para comparar com

in LENDAS PORTUGUESAS - de Fernanda Frazão - Amigos do Livro Editores L.da, 3º vol de 6, pp. 85-90

 

FÁTIMA

MANTEIGAS, na serra da Estrela, é uma vetusta povoação que já no tempo da romanização possuía uma certa importância. Na época da dominação muçulmana, teve direito a alcaide ou emir, autoridades que a tradição popularizou sob a designação de reis.

A cerca de duas léguas de Manteigas ergue-se o píncaro de Alfátema, o cabeço mais elevado da serra da Estrela, amiúde revestido de alvo manto de neve. De Alfátema falará a nossa lenda, que se passa nessa época em que o montante cristão não dava descanso ao alfange muçulmano. Os mouros iam perdendo terreno de combate em combate, e a perseguição que os cavaleiros cristãos lhes moviam era tão rápida e implacável que se lhes revelava impossível pôr a salvo todas as riquezas que tinham acumulado ao longo dos séculos. Assim, escondiam os seus tesouros nos sítios que julgavam mais adequados, ocultando-os muitas vezes por artes mágicas, o que levava o povo a dizer  que eles estavam guardados por mouras encantadas.

Conta a lenda que o rei mouro de Manteigas tinha uma filha, chamada Fátima, e que era formosa como  uma visão magnífica do Paraíso de Alá. Os cristãos das vizinhanças empregavam todos os seus esforços para se apoderarem do território do Rei, da sua Fátima tão linda e de todas as suas jóias e bens.

Ainda quis resistir, o Rei, abrigado como estava dentro do seu castelo. Mas o número dos assaltantes  era tal que lhe pareceu loucura ficar e resolveu fugir pelos carreiros escusos da serra, levando a filha e o que das riquezas ainda não pusera a salvo.

Era madrugada quando fugiram de Manteigas por uma pequena porta dissimulada nas muralhas. Andaram, andaram todo o dia por entre penedos e escarpas e, ao anoitecer, Fátima morria de cansaço e não conseguia dar nem mais um passo porque os seus pés estavam em chaga. Que fazer ali no sítio mais solitário da serra? A quem pedir socorro naquele mo mento terrível?

Subitamente, abre-se-lhes em frente um caminho esplêndido, todo ele florido, calçado de pedras finíssimas e iluminado, lá no fundo, por um foco de luz tão intenso que mais parecia provir de uma estrela particular. Alá fizera o milagre! A esperança renasceu em todos os corações e, num inesperado alento, entraram na senda que se lhes abrira como se nesse momento tivessem começado a caminhada. Ao fundo da estrada, a luz que haviam divisado revelou-se-lhes um palácio resplandecente, tão cheio de magnitude que se quedaram estarrecidos.

O que depois se passou ninguém o soube, mas, nos dias imediatos, os serranos viram subir e descer a encosta vários pastores totalmente desconhecidos na localidade. Duraram algum tempo aquelas idas e vindas ao Coruto de Alfátema, como chamavam àquele sítio, e um belo dia os pastores desapareceram sem deixar rasto.

Os pastores desconhecidos eram mouros disfarçados e foi por indiscrição de um deles que se soube que uma fada boa, madrinha de Fátima, a guardaria no seu palácio encantado do Coruto, sempre jovem e formosa, até ao dia em que os fiéis sectários do Corão reconquistassem Portugal.

Tão arreigada ficou esta crença no espírito dos serranos que, durante os séculos XII e XIII, as pessoas várias vezes entraram em pânico por acreditarem ver chegar, ao longe, os esquadrões mouriscos em busca da bela Fátima. E a lenda tomou ainda mais corpo no espírito crédulo dos aldeões quando, alguns anos depois de os cristãos terem tomado Manteigas, aconteceu o que vamos contar a seguir.

Um dia, uma mulher, das mais miseráveis da localidade, teve de passar na madrugada deS., João no Coruto de Alfátema. Fatigada, sentou-se a descansar num penhasco enquanto ia comendo uma côdea de broa que trazia. O pão era duro de muitos dias e, quando a mal-aventurada ia a dizer mal da sua vida, viu a seu lado um vasto estendal de figos secos. Comeu uns quantos, feliz por poder quebrar inesperadamente a sua pobre dieta, e, 1embrando-se dos filhos, encheu deles uma cesta que levava.

E, rápida e alegre, dirigiu-se à sua choupana, antegozando a alegria das crianças ao comerem os figos. Mas, uma vez chegada a casa, ao destapar a cesta, ficou pasmada: no lugar dos figos encontrou diamantes e moedas de ouro, tudo reluzente e novo,

Estava rica! Mas a mendiga de há um minuto, conformada com o naco de pão duro, sentiu a mordedura da ambição. Não lhe bastando o que já tinha, quis tudo o que ficara no Coruto e voltou a correr ao local onde deixara os restantes figos.

Entretanto, o Sol subira no horizonte e estava agora no meio de um céu sem nuvens. Passara a hora dos encantos e, dos figos, a mulher encontrou apenas o lugar. Desesperada, começou a arrancar os cabelos e ia blasfemar quando uma voz suavíssima ‑ a de Fátima, sem dúvida ‑ caiu sobre si cantando:

Era teu tudo o que viste;

Agora tornaste em vão!

Não passes mais neste sítio

Na manhã de S, João.

Não te perdeu a pobreza

Pode matar-te a ambição!


1.3. 3 ‑ Lenda dos três Rios

 

A LENDA DOS TRÊS RIOS

 

(Vários citados e 1 para exemplo): OS TRÊS RIOS e RIO ZÊZERE, in CONTOS POPULARES E LENDAS, Coligido por José Leite de Vasconcellos, Coordenação de Alda da Silva Soromenho e Paulo Caratão Soromenho, Vol. I, p.663 A 665, Por Ordem da Universidade, Coimbra, 1964;

e A RAIVA DO ALVA, in LENDAS PORTUGUESAS, de Fernanda Frazão, Amigos do Livro Editores L.da, 2º vol de 6, pp. 119 sg.;

para comparar com :in CONTOS POPULARES E LENDAS - Coligido por José Leite de Vasconcellos - Coordenação de Alda da Silva Soromenho e Paulo Caratão Soromenho, Vol. I, p.666, Por Ordem da Universidade, Coimbra, 1964:

 

O MONDEGO, O ZÊZERE E O ALVA

 

Havia três rios muito amigos e leais, o Mondego, o Zêzere e o Alva, que dormiam na Serra da Estrela.

Numa tarde de Abril travaram-se de razões, acabando o seu viver amigo como bons irmãos.

Cada um deles queria ser o mais forte. Combinaram então que seria mais forte o que, sem perda do seu nome e da sua dignidade, entrasse primeiro no mar. Cansados, os três rios adormeceram.

O Mondego, astuto e vigilante, acordou primeiro e mansamente partiu, sempre por escolhidos e amenos vales, serpeou a velha Guarda, o castelo de Celorico, as duas Beiras, e foi espraiar-se suavemente no mar, junto à Figueira da Foz.

O Zêzere, que acordou quando ao Mondego, seguiu-lhe as pisadas; mas perto do Sameiro, oh!, ambição! volta ao sul, fugindo com a velocidade da águia. Mas... infeliz... perdeu o seu nome nas águas do Tejo, junto a Constança.

O Alva, ainda na contemplação das estrelas, sonhando, acordou espavorido e, vendo-se logrado, corre precipitadamente por montes e vales na direcção da Estrela de Alva que lhe dá o nome. Mas... infeliz também! Avista-se novamente com o Mondego e, depois de várias refregas, confunde, raivoso, o seu  nome e as suas areias de ouro com o Mondego, no lugar (povoação) que desde então tomou o nome de Raiva.

(Adaptado por A. Rodrigues da Silva, de Serra da Estrela, de Adelino de Abreu)

 

 

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