CONTOS & LENDAS
A ARTE DE enCANTAR
na LITERATURA POPULAR PORTUGUESA

por JORAGA o acrónimo de JOsé RAbaça GAspar e outros mais de 1001 deNÓMIOS...

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LLL in MGiacometti

CONTOS & LENDAS

Serra da Estrela

ALENTEJO
uma TEIA infindável de Contos & Lendas

 

portugal@lareirananet uma ideia a lançar na senda do trabalho de Alexandre Parafita

Propostas

1. alguma BIBLIOGRAFIA sobre a Zona da Margem Sul do Tejo

2 BIBLIOGRAFIA relacionada com a LITERATURA TRADICIONAL

Brugel - Jogos Tradicionais

A LÍNGUA A NA EDUCAÇÃO BÁSICA, Ministério da Educação - 1997

- OS PRINCÍPIOS ORIENTADORES no ENSINO DA LÍNGUA MATERNA:
1- O crescimento linguístico...
2 -Acesso ao Português Padrão...
3 - Valorizar atitudes cognitivas...
4 - Competências nucleares...
5 - A Língua Materna - a Língua Padrão - as Outras Disciplinas... - as Línguas estrangeiras... (Consciencialização dos Problemas).
6. A Mestria... os Textos Literários e Não Literários (das diversas Regiões e Variantes...) .. as Várias Épocas e Géneros... a diversidade e multiplicidade da dimensão da Experiência Humana.

Este princípios baseiam-se aliás num ou dois bastante mais alargados que podemos enunciar assim:

"Perante a hetrogeneidade (variedades - variantes - varáveis) Social, Cultural e Linguística que podemos observar na Escola e nos Ambientes Sociais em que estamos envolvidos, há que educar as pessoas para a tolerância e para o respeito pelo diferente, dando a todos a oportunidade de desenvolverem as suas capacidades, para se realizarem como Pessoa, e poderem Comunicar com o maior número possível de interlocutores."

 

AS MIL E UMA NOITES - CONTOS ÁRABES, autor?, I vol. Tomo 1 e 2 , II vol. Tomo 3 e 4, Livraria Lello e Irmãos Editores, Porto, s/d

(A arte de contar histórias intermináveis que terminam a cada passo e se encadeiam e misturam sem nunca perderem a UNIDADE e a inesgotável variedade!... portadoras de uma sabedoria profunda e enraizada, fugindo à banalidade sem perder a capacidade de "encantar" ... afinal, já foi descoberta há milhares de anos... A tentativa "imbecilizante" que as TELE/SÉRIE/COMPACT-NOVELAS tentam aproveitar do mais superficial desta OBRA ÚNICA é pura e simplesmente uma mera tentativa de confundir bolinhas de vidro "brilhante" com o ouro puro por exemplo dos Índios, Íncas, Azetecas, Maias!!!)

AFFREIXO, José Maria da Graça

MEMÓRIA HISTÓRICO-ECONÓMICA DO CONCELHO DE SERPA, (304 P.), 1ª edição de 1884, e 2ª de 1984, da Câmara Municipal de Serpa.

Além de uma pequena introduão do Presidente da Câmara a assinalar que é a 2ª edição facsimilada depois de A TRADIÇÃO, tem um desenvolvido prefácio de José Mariz, mostra, 100 anos depois que não se trata de uma simples MONOGRAFIA, mas uma fonte de rigor para a investigação actual. Trata-se do tema para a dissertação da “aula” de Economia Política da Universidade, em 1883/84. A parte I, com IX capítulos, das origens aos cidadãos ilustres; e a Parte 2ª, com VIII capítulos que vão da Misericórdia, às assocoaçõs, população, instrução e indútrias.

ANDERSEN, HANS CHRISTIAN  (1805 - 1875), Dinamarca.

O PATINHO FEIO, O PEQUENO ABETO, O ROUXINOL, A PRINCESA E A ERVILHA, A RAINHA DAS NEVES (Conto em sete Histórias), TUMBELINA, A SEREIAZINHA, O SLDADINHO DE CHUMBO...

são alguns dos muitos contos que tornaram imortal este autor. Nasceu em Odense. Filho de um sapateiro. Deixou a casa aos 14 anos para buscar fortuna em Copenhaga. Foi primeiro actor e depois escritor. Após extremas dificuldades, conseguiu ajuda de pessoas influentes e do próprio rei. Escreveu poemas, novelas e peças de teatro, mas foram os contos de fadas que o tornaram imortal. Admirado por muitos notáveis seus contemporâneos como Walt Whitman, Oscar Wild e Charles Dickens..., este escreveu-lhe uma vez: "Seja o que for que faças na vida não desistas de escrever, pois não podemos dar-nos ao luxo de perder nenhum dos teus pensamentos. Eles são demasiado belos para ficarem escondidos na tua mente".

ANDERSEN, Hans Christian,

CONTOS IMORTAIS, publicados entre 1835 e 1872..., Publicações Europa América, Lisboa, 1944

(Andersen viveu entre 1805 e 1875 e, como outros autores, estamos perante CONTOS para crianças ou infantis que os adultos, se quisessem, poderiam tentar analisar e... entender!)

ASBJÖRNSEN, PETER CHRISTIEN  (1812 - 1885, Noruega

MOE, JÖRGEN ENGERBRETSEN  1813 -1882), Noruega.

PORQUE É SALGADO O MAR, A LESTE DO SOL E A OESTE DA LUA...(do 1º9 e Histórias de diabretes e Duendes (o 2º)

são alguns dos contos mais conhecidos destes dois autores que produziram extensas antologias de contos tradicionais noruegueses. Conheceram-se em 1826 (14 e 13 a.), na escola de Norderhov, norte de Oslo, tornando-se amigos e colaboradores pela vida fora. AsBJÖRGSEN VEIO A SER ZOÓLOGO e Moe, após alguns anos como professor veio e ser padre e foi bispo de Christiqansand. O primeiro inspirou-se especialmente no decurso de viagens através dos maravilhosos fiordes da Noruega, e Moe, mais nas expedições em zonas áridas e montanhosas. A 1ª antologia apareceu em 1843 e a 2ª em 1844, com, por exemplo, as famosas histórias: TRÊS BODES RABUGENTOS, e A PRINCESA NO MONTE DE VIDRO...

BAUM, Lyam Frank,

THE WONDERFUL WIZARD OF OZ, ou simplesmente o FEITICEIRO DE OZ, com ilustrações de W. W. Denlow, Publicações Europa América, Lisboa, s/d (1986?)

(BAUM viveu entre 1856 e 1919 e escreveu mais ou menos sessenta livros para crianças. Em 1900, havia cerca de treze livros sobre OZ. A fantasia com que nos sabe levar com a desastrada Dorothy nas asas do furacão, com os seus companheiros, o espantalho de palha, o lenhador de lata, e o leão de peluche, à procura das soluções m gicas do fant stico FEITICEIRO DE OZ!, decididamente que só pode ser uma história para divertir criancinhas! Proponho mesmo, na minha modesta e ingénua opinião, que devia ser um livro proibido para adultos , especialmente se tiverem algum cargo ou responsabilidade educativa e governativa!!!

BETTELHEIM, Bruno,

PSICANÁLISE NO CONTO DE FADAS... (Da biblioteca da Escola)

(Um livro importante para tentar desvendar os signos, os símbolos, os mitos, os valores, os costumes a sabedoria oculta... duma CULTURA TRADICIONAL, que resiste ORAL, escrita, ORAL, através dos tempos, das diversas versões, das agressões e até às sentanças dogmáticas da "infalível" cultura erudita!!!)

BRAGA, Teófilo,

O POVO PORTUGUÊS NOS SEUS COSTUMES, CRENÇAS E TRADIÇÕES, I E II Vol., Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1985( 1ªed. 1885);

CONTOS TRADICIONAIS DO POVO PORTUGUÊS, com um Estudo sobre Novelística em Geral, I e II Vol., Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1987, (1ºEd. 1883):

ROMANCEIRO GERAL PORTUGUÊS, 1º vol - Romances Heróicos, Novellescos e de Aventuras, Manuel Gomes Editor Livreiro de Suas Magestades e Altezas, Lisboa, 1906; 2º vol - Romances de Aventuras, Históricos, Lendários e Sacros, Manuel Gomes Editor Livreiro de Suas Magestades e Altezas, Lisboa, 1907, 3º vol - Romances com fórmula Literária dos séc. XV-XVII, J.A. Rodrigues & Cª Editores, Lisboa, 1909; ed. fac-similada, com introdução de Pere Ferré, baseada na 2ª ed ampliada, Editorial Vega?, s/d, 1983?;

HISTÓRIA DA POESIA POPULAR PORTUGUESA - Ciclos Épicos, com prefácio de João David Pinto-Correia, Edição fac-similada, Vega, Lisboa, 1987.

(Obras ainda na linha do trabalho pioneiro vindo do Romantismo lançado por Garrett e Herculano com valiosos dados e elementos de Etnografia, Antropologia... e a memória da maravilhosa arte de contar histórias com as suas marcas de oralidade e poder de encantamento!)

BUCK, Pearl S.,

HISTÓRIAS MARAVILHOSAS DO ORIENTE, Edição Livros do Brasil, Lda, Lisboa, 1965

(Podemos dizer que, afinal, estas Histórias são "...uma Viagem de descoberta por terra e mar." "...a um MUNDO FABULOSO DE ENCANTO E FANTASIA, o mistério lendário das terras orientais. Os primores da sabedoria e da imaginação asi ticas reflectem-se nestas histórias maravilhosas que Pearl Buck recriou com talento inimitável que lhe valeu o Prémio Nobel"... Mais ou menos como a história do segador de erva que ganhava cinco dinheiros por dia no seu trabalho duro e quase miserável...que... poupando um dinheiro por dia... transformou as suas economias num presente fabuloso que fez felizes princesas e príncipes!!!

CARDOSO, Fernando

POETAS POPULARES, (1º volume, 1971?, ed. v.pref. 1976, 2ª ed.); 2º volume - pref. Agosto de 1977, 2ª ed.; 3º volume - pref. Agosto de 1977, 4º volume, pref. Nov. de 1977, 2ª ed.; Colecção poesia, 3,4,5,6, sem editora, sem data, e deve ser Setúbal?.

O 1º vol. tem poemas de um CAUTELEIRO - ANTÓNIO ALEIXO, um CAVADOR - MANUEL ALVES; um MECÂNICO - SILVA PEIXE, um SERRALHEIRO - J. MARIA DA SILVA.

O 2º vol. tem poemas de um BARBEIRO - AUGUSTO PIRES; um CALAFETE - ANTÓNIO MARIA EUSÉBIO, um CARPINTEIRO - J. MOREIRA DA SILVA; um CHOFER - J. FREDERICO DE BRITO; um CONTÍNUO - A. VILAR DA COSTA.

O 3º vol., poemas de um ARDINA - CARLOS DOS JORNAIS; um GANHÃO - J. DA MANTA BRANCA; um GUARDA-FREIO - EDUARDO FRANCISCO; um LAVRADOR - JOSÉ FERNANDES BADAJOZ; um PEDREIRO - JOSÉ CRISPIM.

O 4º vol., poemas de ua BORDADEIRA - ISABEL MARIA V. LOPES; um CALCETEIRO - JOÃO AUGUSTO MENDES; um CORTICEIRO - JOSÉ VICENTE; um CRIADOR DE CÃES - LUCIANO H. MARQUES; um PESCADOR - MANUEL PARDAL. Cada autor tem uma vasta e pormenorizada biografia e informações e referências abundantes.

CARROL, Lewis,

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, (Título original: Alice's in Wonderland, Natal de 1865), Public. Dom Quixote, Lisboa 1988;

ALICE RACONTÉE AUX PETITS ENFANTS ET POESIE POUR ALICE (Texte Français par Henri Parisot) suivi de LETTRES A DES ENFANTS (Texte Français par Jacques Papy), Eric Losfeld, Editeur, 1969, @ by Edition du Terrain Vague, 1969.

(Lewis CARROL ou Charles Lutwidge Dodgson, 1832-1898, professor de matemática, que ficou famoso com a publicação de Alice no País das Maravilhas, em pleno reinado da Rainha Vitória, em Inglaterra, conseguiu uma verdadeira pedrada no charco naquilo que até então se considerava a Literatura Infantil! O sonho, o inverosímil, o "non-sense", a angústia, o terror, as soluções m gicas..., têm um papel importante no imaginário e na vida das crianças! e dos adultos!!! Resumir aqui os estudos e possíveis implicações desta obra é, evidentemente, tarefa impossível. A segunda obra, em francês, é uma possível visão, feita pelo próprio autor.

CARVALHO, Abília Pereira de

HISTÓRIA DE UMA CONFRARIA, (1677-1855), (184 p.), Edição da Câmara Municipal de Castro Verde, 1989.

Este livro trata de uma CONFRARIA DE S. MIGUEL DE CASTRO VERDE ao longo de 10 capítulos, o 11º, são as notas biográficas e o 12º os agrdecimentos, e faz o historial do seu aparecimento até às competências e administração de recitas, até mostrar o estado actual do templo que era a sua sede.

CASTRO, Manuel de

AS DEIXAS, Edição da Câmara Municipal de CUBA, 1987.

Um livro que tem pesquisa e comentários de Cristóvão Enguiça, com recolha de familiares e população de Cuba, está dividido em 6 capítulos: 1º - A MORTE (3poemas); 2º A JUVENTUDE (8); 3º - A FOME (14); 4º - O MISTICISMO (8); 5º - AFILOSOFIA (7); 6º - A VIDA (5); que é, evidentemente um critério do organizador, vendo por exemplo a NOVA CORTANTE NXADA metida no 4º tema a fome, que quanto a nós é um poema à vida, à renovação, à morte que gera a vida...

Contemporâneo que foi de ANTÓNIO ALEIXO, e com encontros memoráveis na FEIRA DE CASTRO, este e aquele poeta precisavam de um estudo mais desenvolvido e em conjunto, para saber algo de despiques e desgarradas e baldões e das raízes e performances da poesia popular portuguesa.

CENTRO CULTURAL POPULAR BENTO JESUS CARAÇA

HÁ TANTA IDEIA PERDIDA... (1) e (2), 1º e 2º ENCONTRO POETAS POPULARES ALENTEJANOS, 1º em 21, 22e 23 de Agosto de 1981; edição de Setembro de 1981, e o 2º 30 e 31 de Julho e 1 de Agosto de 82, Vila Viçosa. 1ª edição do 2º Encontro, em Outubro de 1982.

Estes livros apresentam o resultado da participação de 1º 30 poetas, subordinado ao tema - mote: EU TRABALHO NOITE E DIA/ HÁ CHUVA E AO CALOE/HÁ TANTA IDEIA PERDIDA / NÃO HÁ QUEM LHE DÊ VALOR, em que além das décimas aparecem sextilhas e quadras subordinads a outros temas...;  e 2º 60 poetas populares a quem tinham sido distribuídos “sete motes respeitantes a quatro temas: Alentejo, Trabalho, Amor e Paz.”. São essencialmente Décimas e “a título de exemplo, um dos despiques e duas das desgarradas...”. Mostra até a diferença entre DESPIQUE (obra escolhida pelo poeta ou “dezedor” de entre as que fez ou aprendeu; A DESGARRADA que obriga a executar uma décima a partir do mote... Tem a fotagrafia de muitos dos participantes.

CESARINY, Mário, (selecção, fixação do texto, prefácio e notas),

HORTA DE LITERATURA DE CORDEL, (O Continente Submerso, o Grande Teatro do Mundo, os Sobreviventes do Dilúvio, Monstros Nacionais, Monstros Estrangeiros), Assírio e Alvim, Lisboa, 1983.

CHEVALIER, Jean, e GHEERBRANT, Alain,

DICTIONAIRE DES SYMBOLES, (MYTHES, RÊVES, COUTUMES, GESTES, FORMES, FIGURES, COULEURS, NOMBRES, Éditions Robert Laffont S.A. et Éditions Jupiter, Paris, 8ª réimpression, 1988, a partir da revisão de 1982, 1º ed. baseada na ed. original de 1969

COELHO, Adolfo,

CONTOS POPULARES PORTUGUESES, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1988 (1ªed. 1879)

CONDE DE FICALHO

NOTAS HISTÓRICAS ACERCA DE SERPA e O ELEMENTO ÁRABE NA LINGUAGEM DOS PASTORES ALENTEJANOS. (176 P.), sem editor que deve ser a família, António Martim de Mello, Marquês de Ficalho, Serpa, 31 de Março de 1979.

É como se diz na introdução, “um primeiro passo na reedição da Obra do Conde de Ficalho, nascido em 27 de Julho de 1837 e falecido em 19 de Abril de 1903, e nelele se condensa a colaboração prestada pelo autor à revista A TRADIÇÃO, publicada em Serpa, nos anos de 1899 a 1904. São XIV NOTAS que procuram acompanhar a História de Serpa desde a possível passagem de D. Afonso Henriques em 1145, dando numerosos dados históricos e informações sobre a ocupação árabe, até à tomada definitiva por D. Sancho II e o modo como ficou pertença de Castela devido às fronteiras pelo Guadiana após completada a reconquista com D. Afonso III. O elemento árabe na LINGUAGEM é uma estudo linguístico a provar que a ocupação árabe deixou marcas e enriqueceu o nosso vocabulário, mas não mudou a língua nem a religião destes povos.

COSTA, Helder,

ZÉ DO TELHADO, Teatro, Centelha, Coimbra, 1978

DELGADO, Manuel Joaquim,

A ETNOGRAFIA E O FOLCLORE DO BAIXO ALENTEJO, 2ª ed. da Assembleia Distrital de Beja, 1985 (1ªed. separata da Revista Ocidente, Lisboa 1956;

A LINGUAGEM POPULAR DO BAIXO ALENTEJO E O DIALECTO BARRANQUENHO (estudo etnofilológico), 2ªed. da Assembleia Distrital de Beja, 1983, 1ªed. do autor, depois de ter sido publicada em artigos no Arquivo de Beja, entre 1948 e 1950.

SUBSÍDIO PARA O CANCIONEIRO DO BAIXO ALENTEJO, I E II VOL., 2ªed. do Instituto Nacional de Investigação Científica, Lisboa, 1980, 1ªed. Lisboa 1955.

ENSAIO MONOGRÁFICO (Histórico, Biográfico, Linguístico e Crítico) acerca de Beja e dos Bejenses mais ilustres, Beja 1973.

(Que dizer deste autor e obra? Professor primário, vindo de longe, que se fixou em Beja, estudioso, autodidata, sócio do Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, sócio fundador da Sociedade de Língua Portuguesa, !!! revela um incansável e exaustivo trabalho de recolha e investigação, talvez demasiado isolado e incompreendido, com a consciência dos seus limites mas que terá armazenado um "manancial de preciosos elementos" possivelmente irrecuperáveis e que teriam exigido o trabalho de muita gente e de muitos anos de trabalho!!!)

FERREIRA, José Gomes e

OLIVEIRA, Carlos,

CONTOS TRADICIONAIS PORTUGUESES, I, II, II, IV vol., das Iniciativas Editoriais, especial para a LIVRARIA FIGUEIRINHAS, PORTO, sem data, (1958?)

(Esta OBRA podemos considerá-la como que uma oferta saborosa de uma viagem através do maravilhoso que os melhores autores portugueses incluiram em muitas das suas obras...!

FRAZÃO, Fernanda,

LENDAS PORTUGUESAS, I, II, II IV, V, VI. Amigos do Livro Editores, sem data, (1984?)

(A recolha de numerosas LENDAS de todas as regiões de Portugal que servem, pelo menos para informação ou investigação base.)

GALLOP, Rodney,

CANTARES DO POVO PORTUGUÊS - Estudo Crítico, Recolha e Comentário, Instituto de Alta Cultura, Lisbos 1960, 2ª ed

GALRITO, Francisco Augusto

A VERDADE DA POESIA, Volume I, (256 9), Edição do Autor, Castro Verde, 1993.

Foi lançado na Feira de Castro de 1993 e embora na maioria Décimas o autor faz também outros tipos de poesia e passa por temas que percorrem por assim dizer toda a vida e todo o quotidiano até figuras populares desconhecidas...

GARRETT, João Batista de Almeida,

VIAGENS NA MINHA TERRRA, (edições de várias editoras, com ou sem estudos introdutórios);

FREI LUÍS DE SOUSA, (várias edições, algumas com notas para orientação de estudos):

O ROMANCEIRO, I - Romances da Renascença, Imitações, Reconstruções e Estudos meus sobre o Antigo ( é a obra XI,1852? 1853?, do autor desde a publicação de ADOZINDA em 1828, 2ª ed. em 1843); II - Romances Cavalherescos Antigos de Aventuras, sem referências à História ou sem a ter conhecido, (1ª parte), XXIV exemplar reservado pelo autor, 1852; e III - é a continuação do IIº para este não fazer demasiado volume, (2ª parte), Lisboa, 1851, xxv volume reservado pelo autor, 1852; O IV volume era reservado para o 3º Livro das Lendas e Profecias que não chegou a ser publicado, mas esta Edição de 1983, inclui alguns manuscritos, no III volume; Com organização, fixação do texto, prefácio e notas de Augusto, Mª Helena e Luís Augusto Costa Dias, Editorial Estampa, Lisboa, Novembro de 1983.

(Cito só estas três obras pelo desafio da 1ª "a tomar o bordão de ROMEIRO e caminhar de novo por esse Portugal fora, à procura de histórias para te contar..." (será agora, a nossa vez?); a 2ª como tentativa mais conseguida de renovar o teatro em Portugal, desde Gil Vicente; e a 3ª por ser mais uma recolha do rico ROMANCEIRO PORTUGUÊS.)

GIACOMETTI, Michel, com a colaboração de

Fernando Lopes Graça,

CANCIONEIRO POPULAR PORTUGUÊS, Edição do Círculo de Leitores, 1981

GRIMM, JAKOB 1785 - 1863), Alemanha, e

GRIMM, WILHELM (1786 - 1858), Alemanha.

CONTOS PARA CRIANÇAS E PARA OS SERÕES, 1812,

foi o primeiro pequeno volume que os dois irmãos publicaram em 1812 e logo se tornou o livro mais lido universalmente depois da Bíblia. Era a recolha de contos que até aí só eram conhecidos oralmente. entrevistando meticulosamente velhos alemães como camponeses, pastores e outras pessoas, fizeram uma colecção que incluia os contos mais populares como BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES, HANSEL E GRETEL, O PRÍNCIPE  RÃ, RAPUNZEL... Ambos estudaram Direito mas cedo se interessaram pelos velhos poemas épicos e lendas alemãs. Primeiro só se interessavam pelo que as histórias revelavam sobre o pensamento e a linguagem do homem primitivo. Um amigo que as leu providenciou pela sua publicação, e foram um ~exito devido à sua simplicidade, a vivacidade da narrativa, o triunfo dos simples (anónima "gentinha"), a presença da magia, de encantamento, de animais falantes... Tornaram-se especialistas em Literatura Antiga e Linguística.

GUERREIRO, António Machado

COLOS - ALENTEJO - ELEMENTOS MONOGRÁFICOS, Edição da Câmara Municipal de Odemira, 1987.

Obra dividida em três grandes capítulos: I - Situação. História. População. Economia. (108 p.); - II - A gente. Tipo e carácter. Tradições e diversões. (109 - 176); III - Literatura escrita. Literatura oral. (179 - 327). Com abundantes Figiras e fotografias com índice. Foi apresentado como dissertação de Filologia Românica à Faculdade de Letras de Lisboa, em 1968.

GUERREIRO, M. Viegas

PARA A HISTÓRIA DA LITERATURA POPULAR PORTUGUESA, ed. do Instituto de Cultura Portuguesa, Ministério da Educação, 1ª ed. 1978, 2ª ed. 1983, Lisboa.

Desde uma introdução que procura discutir Literatura ou não Literatura e a tese de que o povo nada cria antes usa e deturpa o que lhe vem da classe culta!, as rigens, até è importância da literatura popular, o livro desenvolve-se em VII capítulos, desde a época medieval à actualidade. Os textos finais de literatura Popular Contemporânea são transmitidos por conhecidos autores!!!

HERCULANO, Alexandre,

LENDAS E NARRATIVAS, Tomo I e II, Livraria Bertrand, Lisboa, 28ª edição, s.d., (com advertência da 1ªed, s.d., e da 2ª de 1858)

(Falar deste trabalho pioneiro, só se tivesse tempo e saber para contar toda a mestria e engenho deste mestre e iniciador da narrativa contemporânea ou da narrativa portuguesa!)

KIPLYNG, Rudiard,

SIMPLES CONTES DES COLLINNES, Brodard e Taupin - Imprimeur - Relieur, Le Livre de Poche, Paris, 1965;

KIM, Brodard e Taupin - Imprimeur - Relieur, Le Livre de Poche, Paris, 1961

O LIVRO DA SELVA

(O inglês "da Índia" que ganhou o Prémio Nobel em 1907, pela sua obra e o autor do indispensável "IF", e com os Contos das Colinas nos faz relatos sobre os ingleses na Índia, no tempo da Rainha Vitória, manifestando um raro poder de observação temperado com a malícia brincalhona que leva à ironia. O Livro da Selva, tornou-se o livro fundamental para o movimento do Escutismo, em todo o mundo.)

LA FONTAINE, Jean de,(1621 - 1695)

FÁBULAS, 1ª compilação de 1668

(Obra baseada nas FÁBULAS DE ESOPO aproveitadas para através duma desorganizada! reserva de caça ou inconcebível Jardim Zoológico, nos dá um retrato da pedante sociedade francesa do séc. XVII, dedicada ao jovem Delfim, para sua instrução e formação como futuro rei.

LAGERLÖF, Selma,

A MARAVILHOSA VIAGEM DE NILS HOLGERSON ATRAVÉS DA SUÉCIA, Editora Educação Nacional de Adolfo Machado, 5ªed., Porto, s.d.

HISTÓRIAS MARAVILHOSAS, Editorial Minerva, Lisboa, 1952;

O LIVRO DAS LENDAS, Edição dos Livros do Brasil, Lda, s.d.

A CARROÇA FANTASMA, Editorial Minerva, 1941

OS SETE PECADOS MORTAIS E OUTROS CONTOS...

(As obras da primeira mulher que ganhou o Prémio Nobel da Literatura por todas AS MARAVILHOSAS VIAGENS ATRAVÉS DO MARAVILHOSO que, no dizer desta autora, "...tudo isto é mais real do que eu estar aqui e tu aí" como lhe dizia a sua avó que "...quando morreu e partiu..., é como se tivessem fechado, para sempre, as portas do maravilhoso e do deslumbramento..." Não é verdade, como o prova esta autora, e, mesmo no nosso país e na nossa terra, felizmente!, ainda não se fecharam todas as portas do fascínio!, nem morreram, ainda, todos OS CONTADORES DE HISTÓRIAS nem todos OS VIAJANTES DO MARAVILHOSO!...

LANG, ANDREW (1884 - 1912), Inglaterra.

BLUE FAIRY BOOK, 1889 e depois o RED FAIRY BOOK, YELLOW FAIRY BOOK, GREEN FAIRY BOOK, OLIVE FAIRY BOOK, PINK FAIRY BOOK, VIOLET FAIRY BOOK, CRIMSON FAIRY BOOK, TALES FOR GRIMM, IT'S PERFECTLY TRUE AND OTHER STORIES, por HANS CHRISTIAN ANDERSEN...

São títulos das imensas colecções que este autor e editor fez de histórias em inglês. Nasceu na Escócia, formou-se em Oxford, foi alguns anos Deão da Universidade e depois dedicou-se mais de quarenta anos à escrita tendo sido um dos maiores escritores do seu tempo escrevendo artigos, notícias, crítica literária, poesia e novelas. Todas as coisas do passado fascinavam LANG - a História da Escócia, da França, da Literatura da Grécia Antiga especialmente Homero e, os contos tradicionais que encheram as suas inúmeras colectâneas. Compilou a maior colecção de contos de fadas em língua inglesa.

LEÇA, Armando,

MÚSICA POPULAR PORTUGUESA, 1º vol., Colecção Folclore e Pedagogia, Subsidiado pelo Instituto para a Alta Cultura, Editorial Domingos Barreira, s/d

LOBATO, Padre João Rodrigues,

AMARELEJA, RUMO À SUA HISTÓRIA, Évora, 1961;

ALJUSTREL.....?

(que não tive oportunidade de consultar)

(Obras e autor que interessa consultar pela investigação e pelas recolhas que tem feito de numerosa documentação sobre valores tradicionais do Alentejo, como contos, lendas, falares, usos, costumes...

VILA DE ENTRADAS - BREVES NOTAS DE HISTÓRIA E ANTOLOGIA, (158 p.), Edição da Câmara Municipal de Castro Verde, 1987.

Livro com XI capítulos, que vai desde as raízes históricas e do notável Frei Manuel de Entradas, à origem de nome, à importância que teve como vila e sede de município, seguindo pelas visitas ilustres que teve, por ex. a de D. Sebastião em 1573, aos problemas da Misericórdia e Irmandades, dedicando os últimos três capítulos à ANTOLOGIA desde falas, à poesiaàs lendas...

LOPES GRAÇA, Fernando,

A CANÇÃO POPULAR PORTUGUESA, Col. Saber, Publicações Europa América, Lisboa, Maio de 1974 (2ªed)

MACHADO, Francisco Valente

MONOGRAFIA DE VILA VERDE DE FICALHO, ed. da Biblioteca e Museu de Vila Verde de Ficalho, 1980

(Além de todas as preciosidades guardadas nesta obra os caminhos que abre e as pistas que deixa em aberto..., os numerosos trabalhos que publicou e o muito material que tem (tinha?) guardado e correm risco de extravio... é uma obra e um autor a pedir etenção, estudo, divulgação e continuidade.

MARQUES, Gentil,

LENDAS DE PORTUGAL, I, II, II, IV, V, Editorial UNIVERSUS

I, em 1962, LENDAS DOS NOMES DAS TERRAS,

II, em 1963, LENDAS HERÓICAS,

III, em 1964, LENDAS DE MOURAS E MOUROS,

IV, em 1965, LENDAS RELIGIOSAS,

V, em 1966, LENDAS DE AMOR.

(Trabalho que revela um imenso e perseverante trabalho de recolha, estudo e divulgação, desde os já velhos tempos das LENDAS DA NOSSA TERRA, divulgadas em jornais e programas de r dio, e com numerosas notas sobre vocabul rio e outros esclarecimentos, a propósito de cada LENDA, revelando algumas uma cuidadosa investigação.)

MÜLLER, Adolfo Simões,

O PRÍNCIPE IMAGINÁRIO E OUTROS CONTOS TRADICIONAIS PORTUGUESES, Distri Editora, 1985.

NAZARÉ, João Ranita,

MÚSICA TRADICIONAL PORTUGUESA - Cantares do Baixo Alentejo - , Biblioteca Breve, Instituto da Cultura Portuguesa, !979 (1ª ed.)

MOMENTOS VOCAIS DO BAIXO ALENTEJO, Cancioneiro da Tradição Oral que inclui disco de pesquisa científica, Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1986.

NEVES, António da Silva,

BANDARRA, O PROFETA DE TRANCOSO, Publicações Europa América, Lisboa, 1990.

(Situando Bandarra no séc. XVI, em plena época dos Descobrimentos, em que Portugal atingia o máximo explendor e estava aberto à aventura e à divulgação de profundos humanistas, e aberto a temas como religião, filosofia, mudança... e outros caminhos da Ciência e Conhecimento..., o autor apresenta-nos assim BANDARRA "para lá do mito, a grandeza do sofrimento e da renúncia".)

PARAFITA, Alexandre

A COMUNICAÇÃO E A LITERATURA POPULAR, Plátano Editora, 1999.

O MARAVILHOSO POPULAR - Lendas - Contos - Mitos, Plátano Editora, Lisboa, Fevereiro de 2000

CONTOS POPULARES... mais dois ou três volumes que abrangem uma recolha em 75 aldeias envolvendo muitos alunos e professores... «histórias de almas panadas, bruxas, diabos, fadas, lobishomens, morte, mouras encantadas, olhara+os e trasgos...» (Ver http://www.platanoeditora.pt)

 

Antologia de Contos Populares - 2

Alexandre Parafita

Editora: Plátano Editora Ano de Edição: 2002

Sinopse :
Este 2.º volume da Antologia dos Contos Populares debruça-se sobre os “Contos Jocosos e Divertidos”, que constituem um vastíssimo espólio, aqui apresentado em sete subdivisões: contos de padres, contos obscenos, contos de mulheres de mau génio, comilonas, preguiçosas e linguareiras, contos de doidos e de avarentos, contos de galegos e de povos vizinhos e rivais, contos de crítica de usos e costumes, outros contos jocosos e divertidos. Para além de catalogados, os contos estão munidos da respectiva contextualização sociológica, na linha do que vem sendo adoptado nos circuitos científicos ocidentais.

 

Antologia de Contos Populares Vol.1

Alexandre Parafita

Editora: Plátano Editora Ano de Edição: 2001

Sinopse :
A presente Antologia de Contos Populares apresenta um vasto espólio de contos religiosos, contos novelescos, contos de fadas e contos do demónio estúpido. Para além de catalogados, os contos estão munidos da respectiva contextualização sociológica, na linha do que vem sendo adoptado nos circuitos científicos ocidentais.

 

Maravilhoso Popular - Lendas, Contos, Mitos

Alexandre Parafita

Editora: Plátano Editora Ano de Edição: 2001

Sinopse :
O Maravilhoso Popular é um livro que desafia o leitor a uma viagem pelo mundo sobrenatural, à descoberta dos cenários meio reais meio fantásticos que o povo conserva na memória oral. Fruto de uma pesquisa cuidada, no âmbito de rigorosos estudos sobre as crenças e superstições do povo rural, esta obra traz a lume um vasto conjunto de histórias de almas penadas, bruxas, diabos, fadas, lobisomens, morte, mouras encantadas, olharapos e trasgos - entidades narrativas que atormentam, entretêm e educam as gerações e as comunidades por onde vão passando.

 

as Três Touquinhas Brancas

Alexandre Parafita

Editora: Plátano Editora Ano de Edição: 2000

Sinopse :
As histórias do maravilhoso, que outrora desassossegavam a instituição educativa, são hoje um aliado de peso das novas correntes da pedagogia. Ninguém duvida já de que a relação da criança com o maravilhoso dos contos, das lendas ou dos mitos, contribui para que ela cresça saudavelmente, ajudando-a a estabelecer os limites do imaginário e do real. O "Maravilhoso Infantil" é uma colecção concebida para trazer às crianças de hoje as histórias que encantaram muitas gerações e andavam « perdidas» na memória dos mais idosos dos vales e planaltos transmontanos, onde foram colhidas.

 

A Comunicação e a Literatura Popular

Alexandre Parafita

Editora: Plátano Técnica Ano de Edição: 1999

Sinopse :
As histórias do maravilhoso, que outrora desassossegavam a instituição educativa, são hoje um aliado de peso das novas correntes da pedagogia. Ninguém duvida já de que a relação da criança com o maravilhoso dos contos, das lendas ou dos mitos, contribui para que ela cresça saudavelmente, ajudando-a a estabelecer os limites do imaginário e do real. O "Maravilhoso Infantil" é uma colecção concebida para trazer às crianças de hoje as histórias que encantaram muitas gerações e andavam « perdidas» na memória dos mais idosos dos vales e planaltos transmontanos, onde foram colhidas.

 

 

PEDROSO, Consiglieri,

CONTOS POPULARES PORTUGUESES, Ed. Vega, s.d. (1978?) (1º ed.1910)

PEREIRA, Pe. Jaime Pinto,

ALEGRIAS POPULARES, Volumes

I ( Cancioneiro folclórico de Alvoco da serra), Edição do autor? Coimbra 1952; e

II (Cancioneiro Folclórico do Concelho de Seia - Baira Alta), edição do Autor?, s/ referência, local e data, com prefácios de 1967.

PERRAULT, Charles,

LES CONTES DE MA MÈRE L'OYE", 1694

CONTES DES TEMPS PASSÉ (1697)

(Afinal estamos perante uma LITERATURA INFANTIL? ou perante uma profunda e inesgotável LITERATURA POPULAR TRADICIONAL? Outra pergunta: Quem terá o direito ou a pretensão de dar versão escrita - definitiva - à riqueza sem limites ou barreiras da LITERATURA ORAL? O desastre que terá acontecido com estes e outros autores foi em vez de serem percursores de algo a continuar, terem ficado como "donos definitivos" de algo sempre em movimento, renovação e criatividade!

PERRAULT, CHARLES, (1628 - 1703), França.

HISTOIRES OU CONTES DU TEMPS PASSÉ AVEC LES MORALITÉS , 1697

Foi o volume publicado com histórias como por exemplo O GATO DAS BOTAS, O BARBA AZUL, CINDERELA... Foi com certeza o escritor francês que mais contribuiu para a lieratura infantil. Nasceu numa importante família, estudou advocacia e foi secretário de Jean Baptiste Colbert, o poderoso ministro das finanças do rei Luís XIV. Após a morte de Colbert, em 1683, dedicou-se à literatura escrevendo ensaios, poemas e as suas memórias.

PINHEIRO, J. M. Monarca

CANTADORES DE ALEGRIAS MÁGOAS E MANGAÇÕES, (268 p. grande formato), Edição da Câmara Municipal do Alandroal, 1993.

Com um índice original na orelha da contra capa, apresenta os poetas distribuídos pelas freguesias de A landroal (10); F erreira de Capelins (10); Juromenha (1), Santiago Maior (10); Terena (7). João Manuael Monarca Pinheiro aparece como autor da introdução, selecção, correcção de textos e notas. Talvez levante muitos problemas quanto à metodologia das recolhas, mas é assim que se estão a fazer. Toda a edição, desenhos, gravuras e fotografias apresentam uma cuidada apresentação!

PINTO-CORREIA, João David,

ROMANCEIRO TRADICIONAL PORTUGUÊS, apresentação crítica, organização, notas e sugestões para análise literária de João David PINTO-CORREIA, Editorial Comunicação, Lisboa, 1984 (1ª ed).

(Obra que começa por tentar dar uma definição do que é o ROMANCE TRADICIONAL, com várias propostas de definição, texto, estrutura, classificação,... Geografia do Romanceiro..., História do Romanceiro..., e Estudos. Tem ainda uma vasta BIBLIOGRAFIA de referências, principal ACTIVA, principal PASSIVA e auxiliar. Além disso apresenta uma longa referência de DISCOGRAFIA por exemplo os 6 discos de Michel Giacometti, com recolhas e estudos de Fernando Lopes Graça; a cassete que acompanha o Cancioneiro Popular Português, ed. Círculo de Leitores, Lisboa, 1981; CANTE DA TERRA, grupo de Cantares do Redondo; POIS CANTÉ, Grupo de Acção Cultural; ROMANCEIRO... ditos por vários, Decca, SLP DS 2022; ROMANCES, realização de Vitorino, Pedro Caldeira Cabral, Janita e Carlos Salomé; e vários de ALMANAQUE, BRIGADA VÍTOR JARA, TERRA A TERRA e TROVANTE...)

PIRES, Maria Laura Bettencourt,

HISTÓRIA DA LITERATURA INFANTIL PORTUGUESA, Editorial Vega Lisboa, s.d. (1987??)

(Considero que, por motivos que desconheço uma vez que a HISTÓRIA abrange toda a Literatura Tradicional, esta autora só cometeu um erro no título, que foi o ter-lhe chamado "infantil". Esta obra contém ainda uma vasta Bibliografia sobre Literatura "Infantil" e outra lista de Literatura Tradicional.)

PROPP, Vladimir,

MORPHOLOGIE DU CONTE, (tradução francesa em 1970)

(O livro que definiu as funções do CONTO, como característica fundamental dos contos tradicionais que se manteve na tradição oral em diversos lugares e através dos tempos imemoriais...

A obra principal deste autor, um folclorista e etnóçogo russo, foi publicada em Moscovo em 1928. No ocidente apareceu só em 1958, na Inglaterra. Só com o apogeu do )estruturalismo metódico aplicado à antropologia, folclore, crítica literária, etc., e da semiótica, é que se passsou a considerar a obra de Propp como ponto de partida para todos os estudos sobre a técnica da narrativa. (Ver p. 76 de : Estilística Poética e Semiótica Literária de Alicia Yllera).

RAMOS, Francisco Martins,

ALCUNHAS ALENTEJANAS, Estudo Etnográfico, Edição da (ADIM) Associação de Defesa dos Interesses de Monsaraz, Dezembro de 1990.

Recolha da Coordenação Distrital de Beja, MNE, DGEA.

LITERATURA POPULAR DO DISTRITO DE BEJA, (340 p.), Coordenação distrital de Beja, Ministério da Educação e Cultura, Direcção-Geral da Educação de Adultos, 1986.

Esta recolha feita pela Coordenação Distrital do Distrito de Beja, aparece esta como AUTOR?!, tem também notas e coordenação do texto de M. Viegas Guerreiro e António Machado Guerreiro, e a nota prévia é de Abílio Perpétua Raposo, coordenador Distrital de Beja.

Tem 12 capítulos: Os CONTOS e as LENDAS -(10 de v. localidades); As ANEDOTAS -(3/4 p.); AS ADIVINHAS. OS PROVÉRBIOS -(11 títulos); OS ROMANCES -(5?!); QUADRAS (Umas 37 décimas); AS CANTIGAS. OS VERSOS -(25 p.); POEMETOS -(30p.); AS MODAS (ca. 90 páginas e a maioria com a música); O CANTE A DESPIQUE - (como funciona.); LENGALENGAS. TRAVA-LÍNGUAS. JOGOS INFANTIS.-(10 p.); REZAS. BENZEDURAS -(13 p. div. localidades); e um APÊNDICE com COSTUMES, CRENDICES, MEDICINA POPULAR -(em 18 p.). O índice por concelhos indica os 12 concelhos do Distrito de Beja.

RIBAS. Tomaz

DANÇAS POPULARES PORTUGUESAS, (122 P.), Ministério da Educação, Biblioteca Breve, Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, lisboa, 1983.

Uma vez que é assunto que não está estudado neste país, este livro aborda I - o problema da DANÇA POPULAR; depois II - as RAÍZES DA DANÇA POPULAR; III - a CLASSIFICAÇÃO DAS DANÇAS...; IV - as DANÇAS POPULARES hoje; V - mais umas BREVES NOTAS e I e II Anexo. Algumas fotografias e gráficos ajudam a perceber este problema que tem muito para estudar e investigar.

RIDER'S DIGEST

OS MAIS BELOS CONTOS DE FADAS, UMA ANTOLOGIA DO RD,

com ilustrações de Fritz Kredel e tradução de Botelho da Silva, Selecções do Rider's Digest, Lisboa, Rio de Janeiro, Nova Iorque, com prefácio de Maria Cimino, antiga bibliotecária da Central Children's Room da Biblioteca Pública de Nova Iorque, s/d

Uma ANTOLOGIA de 65 CONTOS, provavelmente, como diz Maria Cimino, AS MELHORES HISTÓRIAS PARA TODAS AS GERAÇÕES, Título do prefácio, e inclui como autores e coleccionadores dos contos desta antologia:

HANS CHRISTIAN ANDERSEN, (1805 - 1875), Dinamarca.

JAKOB 1785 - 1863) e WILHELM GRIMM (1786 - 1858), Alemanha.

PETER CHRISTIEN ASBJÖRGEN (1812 - 1885) e JÖRGEN ENGERBRETSEN MOE 1813 -1882), Noruega.

CHARLES PERRAULT (1628 - 1703), França.

ANDREW LANG (1884 - 1912) (Compilou a maior col. de contos de fadas em língua inglesa), Inglaterra.

SAINT-EXUPÉRY, Antoine de,

LE PETIT PRINCE, Librairie Gallimard, Paris, 1943

(Mais um livro que em princípio é para crianças ... e, de facto "As pessoas crescidas nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante, para as crianças, estar sempre, sempre a dar explicações."!!!, como talvez o VOLE DE NUIT, TERRE DES HOMMES, Librairie Gallimard, Paris, 1939, e o hermético CITADELLE!...Mas para felicidade ou comodidade de todos os "eruditos" este homem nasceu em 1900, foi piloto de guerra, e desapareceu num vôo de reconhecimento em 1944! Por pouco, a guerra acabava antes de morrer! e talvez nem se falasse dele!

SANTINHOS, Manuel José (poeta popular),

MEMÓRIA DAS GENTES DO LUGAR, Trabalho de Campo e Tratamento paraeditorial de Vítor Manuel Bastos e Maria Celeste Matias Rodrigues, Edição da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, 1991.

(Além da originalidade deste poeta popular que se exprime através de quadras, quintilhas, sextilhas e as já tradicionais DÉCIMAS ou QUADRAS DE QUARENTA PONTOS, apresenta as pouco conhecidas e difíceis QUADRAS DE SESSENTA PONTOS!...)

SANTOS COSTA, Fernando Jorge dos,

BANDARRA, POETA, PROFETA E SAPATEIRO DE TRANCOSO, Edição Câmara Municipal de Trancoso, 1ª ed., 1990.

(Banda Desenhada com o resumo e obra deste sapateiro profeta.)

SILVA, Manuel João,

RIQUEZA DOS FALARES REGIONAIS, Recolha feita nos Concelhos de Santiago do Cacém e Sines, Edição da Câmara Municipal de Santigo do Cacém, 1985, (1ªed)

SWIFT, Jonathan,

AS VIAGENS DE SAMUEL GULLIVER, publicado em 1726

(Uma obra que desde a existência iluminada do que se convencionou chamar LITERATURA INFANTIL, tem sido divulgado como TAL; e que na época devido à sua ingenuidade e candura e inocente crítica à modelar sociedade inglesa (do tempo!!!) foi proibido em Inglaterra!

TAVARES DA SILVA, D.A.,

Esboço dum VOCABULÁRIO AGRÍCOLA REGIONAL, Separata dos ANAIS DO INSTITUTO SUPERIOR DE AGRONOMIA, 482 pág.s Vol. XII, Lisboa, 1942

(Um Esboço! do que poderia ser um volumoso Dicionário dos regionalismos e significados diferentes que as palavras têm nas diversas regiões, mesmo na agricultura, e no resto?, com numerosos e desenvolvidos estudos em muitos e variados temas!)

TORGA, Miguel,

BICHOS

CONTOS DA MONTANHA

NOVOS CONTOS DA MONTANHA

(Da vasta obra, aqui, cito só estes sem comentários!)

TRANCOSO, Gonçalo Fernandes,(1515/20 A 1596?)

CONTOS E HISTÓRIAS DE PROVEITO E EXEMPLO, de 1575 EM DUAS PARTES E MAIS UMA 3ª EM 1596

(Autor que nem sequer se sabe se seria de Trancoso e se teria sido comtemporâneo ou conhecido do célebre BANDARRA, soube aproveitar "o abundante filão da tradição oral, influenciado ou? pelos maiores contistas do séc XV, XVI)

VASCONCELOS, José Leite de,

ETNOGRAFIA PORTUGUESA, VII volumes c/ dt. div.

CONTOS POPULARES E LENDAS, I (1964) e II (1969), por Ordem da Universidade, Coimbra, coord. Alda da Silva Soromenho e Paulo Caratão Soromenho;

CANCIONEIRO POPULAR PORTUGUÊS, I, (1975), II, (1979), III, (1983), Por Ordem da Universidade, Coimbra, coordenação de Maria Arminda Zaluar Nunes;

ROMANCEIRO PORTUGUÊS, I, (1958), II, (1960), por Ordem da Universidade, Coimbra, com notíciapreliminar de Menedez Pidal;

TEATRO POPULAR PORTUGUÊS I (Religioso), (1976), II (Profano), (1979), III (Açores), (1974), coordenação e notas de A.Machado Guerreiro, Por Ordem da Universidade, Coimbra.

TRADIÇÕES POPULARES DE PORTUGAL, 1ªed.1882, reed. INCM, 2ªED.1986,

(Obra enorme e de inestimável valor, publicada devido aos esforços e dedicação dos autores já mencionados e ainda com o apoio do Prof. Manuel Viegas Guerreiro, sob a orientação do Professor Dr. Orlando Ribeiro. Estariam aqui as bases de um exaustivo trabalho de recolha e descoberta dos VALORES DUMA CULTURA NACIONAL, ainda possivelmente viva ou a perder-se irremediavelmente, que seria urgente continuar em cada Região, em cada LUGAR, em cada ESCOLA.

 

alguma BIBLIOGRAFIA sobre a Zona da Margem Sul do Tejo

Aí ficam uns tópicos que fomos buscar à publicação do Manuel Lima:
A QUINTA DA ÁGUA EM CORROIOS - DO ESPAÇO RURAL À ESCOLA JARDIM;
as QUINTAS d’ESTA BANDA;
outras histórias que se contam e ele sabe como as de um tal infante D. Francisco, filho de D. João VI?...;
a Fernão Lopes;
aos livros que a Câmara do Seixal tem vindo a publicar, como:

15 ANOS DE PODER LOCAL DEMOCRÁTICO ‑ 1974/1989

Câmara Municipal do Seixal, 1989

A TERRA E O HOMEM, Aspectos Geológicos do Concelho do Seixal

Catálogo da Exposição, com Programação de Manuel Lima / Graça Filipe Projecto de Jorge Raposo, Textos de Manuel Lima..., Ecomuseu / Câmara Municipal do Seixal, 1993.

AGRICULTURA E ESPAÇOS RURAIS NO CONCELHO DO SEIXAL

 Ecomuseu Municipal, Câmara Municipal do Seixal, 1992 (Exposição com intervenção de Graça Filipe, Manuel Lima, Jorge Raposo, Teresa Fernades e muitos outros...).

ARQUEOLOGIA NA QUINTA DO ROUXINOL - Projecto de investigação “Ocupação Romana na Margem Esquerda do Estuário do Tejo”

Ecomuseu, Câmara Municipal do Seixal, 1987

ÁRVORES DO SEIXAL - CARACTERIZAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO NO CONCELHO

Câmara Municipal do Seixal, 1989.

AS AUTARQUIAS E A COMUNIDADE ESCOLAR NO MUNICÍPIO DO SEIXAL ‑ GUIA DE APOIO

 Câmara Municipal do Seixal, 1988

AS CEGADAS DO CONCELHO DO SEIXAL

Recolha de Joaquim Pinto Malta, Edição e propriedade da Câmara Municipal do Seixal, 1988.

AVES AQUÁTICAS E RIBEIRINHAS DO CONCELHO DO SEIXAL

Com texto e Fotografias de Manuel Lima / Ecomuseu,  Câmara Municipal do Seixal, Ecomuseu, 1995.

BIVALVES e GASTERÓPODES das parais do Seixal

com texto e fotografias de Ecomuseu - Manuel Lima, Câmara Municipal do Seixal, Ecomuseu, 1992.

GUIA DO MUNÍCIPE ‑ SEIXAL

Câmara Municipal do Seixal, 1993

HISTÓRIA DO CONCELHO DO SEIXAL, I CRONOLOGIA

António J. NABAIS, Edição da Câmara Municipal do Seixal, 2ª ed. ‑ 1982

HISTÓRIA DO CONCELHO DO SEIXAL, património industrial, MOINHOS DE MARÉ

António J. C. NABAIS, Edição da Câmara Municipal do Seixal, 1986

O TEJO E A MARGEM SUL NA POESAI PORTUGUESA

Antologia, Recolha, Introdução e Notas de João Carlos L. PEREIRA, Edição da Câmara Municipal do Seixal, 1993.

OS FORAIS DE ALMADA E SEU TERMO

, de Alexandre M. FLORES e António j. NABAIS, Edição das Câmaras de Almada e Seixal, 1983.

OS REDONDOS

José Luís GONÇALVES, com os apoios da Câmara Municipal do Seixal, Junta de Freguesia da Arrentela, Fernão Ferro e Associação de Moradores dos Redondos, 1991.

PLANTAS DOS SAPAIS E ZONAS RIBEIRINHAS DO SEIXAL

Câmara Municipal do Seixal, 1989

RETALHOS DA MINHA TERRA - Monografia do Concelho do Seixal

Manuel de Oliveira REBELO, Edição da Câmara Municipal do Seixal, (1ª, 1959), 2ª, 1992.

RUAS DO SEIXAL ‑ roteiro do concelho

, Edição da Câmara Municipal do Seixal, 1982?.

SEIXAL (Guia Turístico)

Costa Azul, Portugal, 1991

  Em todos eles, e outros que faltará citar, encontramos fonte de inspiração para contar, recontar, e recriar para recrear, histórias, contos, anedotas, lendas, desafios à nossa criatividade e imaginação... para que as raízes não se percam..., para que a construção do FUTURO seja sustentado e sólido, eficaz e humano, com condições de felicidade e bem-estar para os vindouros... se é que ainda vamos a tempo de salvar alguma coisa..., mas é nossa obrigação tentar o que pudermos...

PROPOSTAS / desafios para realizar a curto, médio e longo prazo -

pelas as Turmas...
a Escola...
Biblioteca...
Comunidade Escolar...

- Levantamento da Toponímia (Terras - Lugares - Ruas... - Porquê - a história...

- Ladainha das Quintas - as que ainda continuam e as que passaram a recordação...

- (re)Buscar na Bibliografia e Memórias das Pessoas mais velhas... (Histórias e Estórias) Personagens, Episódios, Contos, Lendas... para recri(e)ar e enCa(o)ntar...

- Levantamento dos trajes típicos (conseguir colecção?) e Mostra em Dança Movimento Pregões e Texto... e dos Signos e Símbolos representativos, nas diversas formas de expressão

- Implementar contactos com Ecomuseu do Seixal para realizar estas tarefas...

- Incluir na FEIRA do LIVRO e / ou Exposições a bibliografia e as "Coisas" do Seixal.

 

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