GENTE DE MANTEIGAS


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Afinal quem é
PAULO LUÍS MARTINS?

Gente de Manteigas in G+, de José Paiva Tacanho

FIGURAS HISTÓRICAS
de MANTEIGAS in «ANTOLOGIA»,
de José Lucas Baptista Duarte
1985
PRESIDENTES de CÂMARA
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AUTORES e LIVROS e AQUI
de Gente de Manteigas
in TOPONIMIA, e AQUI
de José David Lucas Batista
in CONTOS SERRANOS,
de Dr. João Isabel e AQUI
in POIOS e PROSA
de António Leitão (PDF?)
in AQUELE PROFUNDO VALE, de José Cleto Estrela e AQUI

Dr. MANUEL DUARTE LEITÃO

Resumo:
1787 04 11 - nasceu em Manteigas, filho de pais modestos…
1856 10 12 faleceu em Lisboa.
- Filho de Manuel Duarte Leitão Saraiva e de sua mulher D. Brízida Craveiro Rodrigues Correia.
Formou-se em Leis pela Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra no ano de 1808.

In ANTOLOGIA I - Depoimentos histórico-Etnográficos sobre MANTEIGAS e SAMEIRO, de José Lucas Baptista Duarte, 2ª ed., Câmara Municipal de Manteigas, 1985. Pp. 96, 97.

«"O Dr. Manuel Duarte Leitão nasceu em Manteigas no dia 11 de Abril de 1787. Filho de pais modestos, conseguiu atingir, pelo seu esforço, os mais altos cargos de representação nacional.

Depois de uma adolescência tormentosa, em que as suas energias se consumiam no árduo labor da vida agrícola, resolve mudar de situação acompanhando a Coimbra um filho da família Saraiva, que na Lusa-Atenas ia acolher-se à benéfica protecção do templo de Minerva desta cidade universitária. Mais devido aos dotes do seu primoroso espírito do que à benevolência e protecção dispensadas a conterrâneos pelo então 1.° lente de Cânones, Dr. Fernando Saraiva Fragoso de Vasconcelos, obtém o grau de bacharel em leis, ficando assim melhor apetrechado para proclamar os seus sentimentos de amor à nossa Pátria, insuflando coragem às águias lusitanas que haviam de afugentar para longe os pendões napoleónicos que andavam pairando nesta terra portuguesa tão regada por sangue ardente de liberdade desde os tempos distantes de D. Afonso Henriques.

Com a proclamação da Vitória, surgiu um novo período de reconstrução nacional, e é agora que o novo doutor abraça, devotadamente, a carreira de magistratura.

Em 1811, pouco tempo depois da sua formatura em leis, é nomeado Juiz de fora de Mogadouro, e depois de dispensar a sua actividade intelectual em outros cargos oficiais de relativa importância, vê o seu esforço premiado com a sua nomeação para o lugar de Juiz da Relação de Goa, em 1818.

As ideias liberais espalhadas na Europa pelo movimento de 1789, tiveram neste manteiguense ilustre um apóstolo devotado.

Quando eclodiu em Portugal o movimento revolucionário de 1820, o seu espírito liberal levou-o a aderir prontamente e, lá na longínqua Índia, governada ao tempo pelo vice-rei Conde do Rio Cardo, acérrimo partidário do absolutismo, aceita o encargo de fazer parte do Conselho Governamental, até à chegada, em 1821, do novo vice-rei D. Manuel da Câmara.

Três anos depois é nomeado desembargador da casa da Suplicação, continuando, no entanto, a prestar os seus serviços na Relação de Goa.

De regresso à Metrópole, o seu nome consegue triunfar de tal maneira, que em Abril de 1835 é nomeado ministro da justiça.

Em 22 de Março de 1838 regressa ao exercício daquela pasta ministerial, sendo substituído por Cunha Araújo em 16 de Abril de 1839, cargo a que mais tarde ascende, pela terceira vez, em 28 de Abril de 1847.

A legislação liberal deve muito a este português ilustre, e o Concelho de Manteigas ficou-lhe devendo a existência quando a reforma liberal extinguiu, por medida económica, muitos dos concelhos existentes naquela data. (Ver NOTA 2, pois parece haver confusões… sobre a extinção de concelhos...)

O Dr. Manuel Duarte Leitão faleceu em Lisboa em 12 de Outubro de 1856".

Do E.B. N.º 28 (19-4-1931)

NOTA : - À rua que, partindo do Rossio ou Largo da Liberdade, vai desembocar no Valazedo ou Largo da Restauração, foi dado o nome do Dr. Manuel Duarte Leitão.

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NOTA 2 JRG: http://cm-manteigas.pt/categorias/viver/historia/

"Fruto da reforma administrativa ocorrida em 1896, o concelho foi extinto em 26 de Junho desse ano e anexado ao da Guarda durante cerca de ano e meio, vindo a ser restaurado em 13 de Janeiro de 1898. Para tal restauração, em tão curto espaço de tempo, muito terá contribuído o papel preponderante de Joaquim Pereira de Mattos, ilustre industrial manteiguense, que propôs adquirir e transferir para Manteigas uma importante unidade industrial de lanifícios radicada em Portalegre. Mas fortes influências ter-se-ão movido no sentido dessa transferência não se concretizar e Joaquim de Mattos impôs como condição para desistir da ideia, que o concelho de Manteigas voltasse a ser restaurado, o que veio a verificar-se a 13 de Janeiro de 1898."

 

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