GENTE DE MANTEIGAS


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Afinal quem é
PAULO LUÍS MARTINS?

Gente de Manteigas in G+, de José Paiva Tacanho

FIGURAS HISTÓRICAS
de MANTEIGAS in «ANTOLOGIA»,
de José Lucas Baptista Duarte
1985
PRESIDENTES de CÂMARA
de 1910 a 2017 e AQUI
AUTORES e LIVROS e AQUI
de Gente de Manteigas
in TOPONIMIA, e AQUI
de José David Lucas Batista
in CONTOS SERRANOS,
de Dr. João Isabel e AQUI
in POIOS e PROSA
de António Leitão (PDF?)
in AQUELE PROFUNDO VALE, de José Cleto Estrela e AQUI


Dr. FRANCISCO LEITÃO

Resumo:
1595 02 11 -
nasceu na vila de Manteigas;
1704 06 24 - faleceu no Convento da Esperança.

 

In Dicionário Bibliográfico



in ANTOLOGIA I - Depoimentos histórico-Etnográficos sobre MANTEIGAS e SAMEIRO, de José Lucas Baptista Duarte, 2ª ed., Câmara Municipal de Manteigas, 1985. Pp. 97 - 98.

Do Estrela da Beira n.º 47 (14 -2-1932)

"Era filho de João Pires e de sua mulher Maria Leitôa; neto paterno de João Pires e de Brites Gomes, e materno de André Gomes e Maria Leitôa.

Como os seus ascendentes, foi uma pessoa nobre da vila de Manteigas, sua terra natal. Formou-se na Faculdade de Cânones da Universidade de Coimbra e era doutor de Direito Civil.

Desempenhou vários e importantes cargos, entre eles o de promotor apostólico por conta de sua Santidade; abade perpétuo da igreja Colegiada de São Tiago de Piães de Riba Doma, bispado de Lamego; cónego doutoral da Colegiada de Santarém; prior de São João de Alfange e chanceler, com vezes de vigário geral, em todo o seu arcediago. Foi também comissário do Santo Ofício por provisão de 18 de Setembro de 1676.

Como escritor, o seu nome foi considerado, encontrando-se dispersas as sua produções literárias. Entre elas podemos citar as "Alegações que fez para informação de sua justiça na causa em que o acusou o Dr. Francisco Vaz de Gouveia".

Encerramos as nossas considerações transcrevendo uma poesia que dedicou ao seu patrício Frei Manuel dos Anjos, quando este Manteiguense ilustre publicou o seu livro de "História Universal".

"Do licenciado Francisco Leitão ao autor, em metáphora da Serra da Estrela, pátria de ambos":
SONETO RETRÓGRADO

"Ó Tu, que mutuado das Estrelas
Gosas folar ilustre, excelso Monte,
De novo acumula o teu Orizonte
Luzes, que hum novo sol te veste dellas;
Se tanto por teus valles te desvellas,
Produzindo os que o mundo he bem que conte
Flores e sua fama se transmonte,
Sem que inveja jamais possa escondellas,
Entre as nevadas, que coroas, penhas,
De puro canto desta História grave,
Que a empenhos de Luz rayos despente,
Quando (ó leytor) com ela te entretenhas,
Nota a Rhetorica e estilo suave,
Com que o mundo todo escrever pretende,
Donde claro se entende,
Que reduzir o todo a breve agrado,
Milagre he de hum discurso sublimado".

Do E. B. n.º 47 (14 -2-1932)

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