GENTE DE MANTEIGAS


contacto © joraga ®.

Afinal quem é
PAULO LUÍS MARTINS?

Gente de Manteigas in G+, de José Paiva Tacanho

FIGURAS HISTÓRICAS
de MANTEIGAS in «ANTOLOGIA»,
de José Lucas Baptista Duarte
1985
PRESIDENTES de CÂMARA
de 1910 a 2017 e AQUI
AUTORES e LIVROS e AQUI
de Gente de Manteigas
in TOPONIMIA, e AQUI
de José David Lucas Batista
in CONTOS SERRANOS,
de Dr. João Isabel e AQUI
in POIOS e PROSA
de António Leitão (PDF?)
in AQUELE PROFUNDO VALE, de José Cleto Estrela e AQUI


ALGUMAS PERSONAGENS HISTÓRICAS LIGADAS ÀS
TRADIÇÕES DA "CASA DAS OBRAS "
E DO SOLAR DA "QUINTA DE S. FERNANDO
http://www.casadasobras.pt/pt/acasa/

"A Casa das Obras nasceu como um solar que se foi erguendo de 1770 a cerca de 1825. Foi mandado construir por João Teodoro Saraiva Fragoso (Desembargador da Relação do Porto e Capitão-Mor de Manteigas) e sua mulher, Ana Gertrudes Portugal da Silveira Valis de Verona. Permanece na família há mais de dois séculos, onde o tempo viu passar inúmeras gerações, continuando actualmente a ser ocupada pelos seus descendentes que mantêm a sua tradição."

n ANTOLOGIA I - Depoimentos histórico-Etnográficos sobre MANTEIGAS e SAMEIRO, de José Lucas Baptista Duarte, 2ª ed., Câmara Municipal de Manteigas, 1985. Pp. 117 - 118

RIBEIRO PORTUGAL SARAIVA, de Manteigas

«"Família descendente, por legítima varonia, de Manuel Massano e de sua mulher Maria Rodrigues, naturais de Manteigas, onde eram moradores no século XVII.

Deles foi neto Manuel da Cruz Massano, Familiar do Santo Ofício (carta de 27-2-1697) e pelo seu casamento com Valéria Ribeiro Castelo Branco, filha do Capitão-Mor de Manteigas, Luís Ribeiro Barbas, familiar do Santo Oficio (carta de 27-2-1700) e de sua segunda mulher, Maria Vaz, (neta paterna de Francisco Ribeiro Barbas e de Germana de Távora, natural da cidade de S. Cristóvão - Capitania de Cergipe, no Brasil, bisneta de Francisco Ribeiro Barbas e de Maria da Cunha, naturais de Manteigas, ela filha de Tristão da Cunha, tido como fidalgo de cota de Armas, e de sua mulher Maria Fernandes, vieram a esta casa os vínculos dos Cunhas Castelo Branco, de Manteigas.

De Manuel Massano e sua mulher Valéria Ribeiro foi neto o

Dr. Manuel Ribeiro Castelo Branco, casado com D. Maria Gertrudes Amália Borges Cabral de Sousa Saraiva Castelo Branco, da vila de Santa Marinha (Seia), a quem sucedeu o filho primogénito Dr. António Ribeiro Barbas de Sousa Saraiva Castelo Branco, casado com D. Ana de Portugal Saraiva, filha herdeira do Desembargador e Capitão-Mor de Manteigas, onde foi senhor da casa das Obras e de vários morgados e capelas;

João Teodoro Fragoso de Vasconcelos Cardoso fidalgo de cota de armas, esquarteladas de Saraiva, Cardoso, Fragoso e Soares a 7-10-1773 e de sua mulher D. Gertrudes Perpétua de Portugal da Silveira (filha de D. António Inácio da Silveira, da Casa dos Condes de Sarzedas e da dos Condes de Avintes, e de sua mulher D. Guilhermina Joana Leocádia Walis de Varona), neta paterna do Capitão-mor de Manteigas, Dr. Fernando José Saraiva e de sua mulher D. Ana Maria Soares de Oliveira e Vasconcelos, bisneta, por varonia do Capitão-mor de Manteigas, João Saraiva (irmão de Fr. Manuel de S. Tomaz, religioso calçado de Santo Agostinho, Governador eclesiástico-de Moçambique, Bispo eleito para o Ultramar, etc.) e de sua mulher Maria Josefa Cardoso de Gouvea, da Várzea de Meruge, terceira neta, pela mesma via, de Fernando Saraiva, Capitão-Mor de Manteigas (vila para onde veio com seu irmão Francisco Saraiva, no final do século XVII, ambos naturais de Santa Marinha e filhos de Domingos Saraiva e de sua mulher Brites Alves de Paiva e de sua mulher, Helena Massano, natural de Manteigas.

Do Dr. António Ribeiro Barbas e de sua mulher, D. Ana de Portugal, é terceiro neto e actual (1980 - 1985?) representante desta família Luís Eduardo Patrício Proença Madeira Ribeiro de Portugal"»
Das Notas Genealógicas da Família Ribeiro de Portugal.

Casa das Obras
(In Boletim Municipal - Manteigas - Dezembro de 1996)



Fernando Saraiva Fragoso de Vasconcellos

 

 

 

 

 



Joao Theodoro Saraiva Fragoso de Vasconcellos

É uma das casas mais bonitas de Manteigas.

Trata-se de uma construção do Século XVIII, altura em que o barroco atinge o apogeu em Portugal.
No entanto, a influência deste estilo arquitectónico chega um tanto "esmorecida" ao centro do pais, por isso não vemos aqui aquela exuberância de formas e ornamentos que caracterizam o barroco notando-se, pelo contrário, uma grande simplicidade e quase ausência de ornatos.

Foi mandada construir por Fernando José Saraiva, capitão-mor de Manteigas, comandante das guardas da Serra da Estrela na guerra de 1762, senhor dos morgados de Sequeiros e outros.

O nome da casa talvez advenha do facto de ter demorado muitos anos a construir. Outra hipótese talvez, sejam as muitas obras de caridade que aqui se praticavam.

A fachada principal apresenta o típico sistema de janelas rasgadas, rematadas por frontões de formas alternadas e janelas avarandadas. O portal, encimado pelo brasão da família, conduz a um átrio e escadaria nobre de lanços divididos.

Ao cimo das escadas há uma sala de espera que dá acesso ao salão principal. A partir daqui e, para o lado direito, situam-se os quartos e casas de banho. Para o lado esquerdo existem diversas salas: do salão principal passa-se para uma sala de jantar; a seguir há uma outra sala de jantar, mais simples e mais pequena que a primeira; daqui chega-se a outra sala de apoio à cozinha. Nesta destaca-se a enorme lareira e a chaminé.

No rés do chão, tanto para o lado direito como para o esquerdo, situavam-se as tulhas.

Como chega a Casa aos actuais proprietários?

O filho de Fernando José Saraiva, João Theodoro Saraiva Fragoso de Vasconcellos foi morgado desembargador do Porto e capitão-mor da villa de Manteigas e é tetravô dos actuais proprietários.

Casou com D. Gertrudes de Portugal da Silveira e desse casamento nasceu, em Lisboa, uma filha, a 6de Maio de 1808 - D. Anna de Portugal. A menina foi baptizada na Igreja de Santa Isabel a 16 do mesmo mês. João Theodoro morre e D. Gertrudes casa em segundas núpcias com Belchior Manuel Corvo Semmedo Torres de Sequeira, fidalgo Cavalleiro da Casa Real, cavaleiro da ordem de Nossa Senhora da Conceição e professor na ordem de Christo. Foi um dos poetas da Arcádia Lusitana, a quem chamaram Belmiro Trastagano.

Após a morte do pai, D. Anna vem para Manteigas onde casa com um primo - Dr. António Ribeiro Barbas Castello Branco Saraiva, que vivia com os pais na Quinta de S. Fernando.

Tiveram vários filhos de entre os quais destacamos - António Ribeiro Barbas de Portugal (bisavô dos actuais proprietários). Este também casa duas vezes: a primeira com D. Maria José de Pinna Lemos de quem teve muitos filhos, entre eles o avô dos actuais proprietários - Luís Ribeiro. Uma das irmãs deste, D. Guilhermina de Portugal, passa a ser, por herança (herda da avó por ser a neta mais velha) a proprietária da Casa das Obras. Casa com Tomás Cabral Soares de Albergaria (um dos fundadores do Clube Autonomia), mas não teve filhos.

Por morte de D. Guilhermina herda a casa uma meia irmã - D. Maria de Portugal - filha do segundo casamento de António Ribeiro Barbas de Portugal com sua cunhada, D. Maria Amélia Pinna Lemos. Com D. Maria de Portugal foram viver mais duas irmãs, D. Maria José e D. Prazeres. Quando D. Maria morre, herda a casa Luís Eduardo Ribeiro de Portugal e o irmão, o arquitecto António Madeira Proença Ribeiro de Portugal actuais proprietários, uma vez que o pai destes, António Ribeiro de Portugal, era filho único de Luís Ribeiro e já tinha falecido.

joraga@netcabo.pt e joraga200@gmail.com ou zeraga@gmail.com

Compatível com IE/Netscape na resolução 800x600
aminhaTEIAnaREDE www.joraga.nethttp://museuvirtual.activa-manteigas.com/index.php/places/patrimonio-arqueologico/casa-das-obras/