GENTE DE MANTEIGAS


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Afinal quem é
PAULO LUÍS MARTINS?

Gente de Manteigas in G+, de José Paiva Tacanho

FIGURAS HISTÓRICAS
de MANTEIGAS in «ANTOLOGIA»,
de José Lucas Baptista Duarte
1985
PRESIDENTES de CÂMARA
de 1910 a 2017 e AQUI
AUTORES e LIVROS e AQUI
de Gente de Manteigas
in TOPONIMIA, e AQUI
de José David Lucas Batista
in CONTOS SERRANOS,
de Dr. João Isabel e AQUI
in POIOS e PROSA
de António Leitão (PDF?)
in AQUELE PROFUNDO VALE, de José Cleto Estrela e AQUI


Figuras Históricas da Vila de Manteigas

in ANTOLOGIA I - Depoimentos histórico-Etnográficos sobre MANTEIGAS e SAMEIRO, de José Lucas Baptista Duarte, 2ª ed., Câmara Municipal de Manteigas, 1985. Pp. 89 (Capítulo quinto)

 


José Lucas Baptista Duarte


ANTOLOGIA I - Depoimentos histórico-Etnográficos sobre MANTEIGAS e SAMEIRO
1985

«Neste capítulo se vão apresentar alguns nomes consagrados que o "Estrela da Beira" focou, relativamente a épocas diferentes da história de Manteigas, secção esta que, num trabalho como este, se considera de relevante interesse e cuja omissão constituiria falta imperdoável.

Aqui se vão consagrar figuras de Manteiguenses ilustres a vários títulos, cuja vida e história vêm do fundo dos séculos, constituindo um importante património cultural que há que preservar, e cuja memória se pretende transmitir às futuras gerações, que sempre se hão-de orgulhar de contar no seu passado remoto figuras que mereceram as honras da História, como se de figuras lendárias se tratasse, mas que, bem longe disso, foram humanos como nós, com as virtudes e os defeitos desta raça serrana que nos orgulhamos de ser.
Que a menção de todos quantos aqui forem chamados à memória seja uma homenagem do presente que os recorda, com a emoção histórica que o seu passado nos imprime, e uma chamada de presença para os que nos hão-de suceder, para que não se perca o fio dos que, por qualquer forma, contribuíram para perpetuar a História deste torrão da Serra que alguém, um dia, cognominou de 'Poço da Ciência", e que aos que aqui são mencionados a História se encarregue de acrescentar outros mais que, de qualquer forma, tenham contribuído ou venham a contribuir para o progresso e engrandecimento de MANTEIGAS.»

Figuras Históricas da Vila de Manteigas

JORNAIS em MANTEIGAS desde 1925

Extraídos do referido "Estrela da Beira" e, na maior parte, da autoria de JOSÉ BlSCAYA RABAÇA, seguem-se algumas Biografias de manteiguenses célebres a vários títulos e níveis que, ao longo de tempos mais ou menos remotos, muito contribuíram para o prestígio e honroso nome da sua e nossa Terra.


(Imagem enviada por Nataniel Rosa a pedido de JRG - OBRIGADO)

ESTRELA DA BEIRA
«A aparição do 1º jornal em Manteigas data de 1 de Março de 1925, sob o título - ESTRELA da BEIRA - jornal bimensal que teve como primeiro Redactor e Administrador Abílio Antunes Lopes e como Editor António da Costa Monsanto.

Primeiro Redactor e Administrador, e primeiro Editor
do primeiro jornal ESTRELA da BEIRA que apareceu em Manteigas em 1 de MARÇO de 1925

1
Abílio Antunes LopesPrimeiro Redactor e Administrador do primeiro jornal - ESTRELA da BEIRA - que apareceu em Manteigas, em 1 de Março de 1925
2
António da Costa MonsantoPrimeiro Editor do primeiro jornal - ESTRELA da BEIRA - que apareceu em Manteigas em 1 de Março de 1925
3
JOSÉ BlSCAYA RABAÇAAutor da maior parte destas «biogarfias» publicadas no Estrela da Beira - 1925...
4
José M. da CUNHA SARAIVAAutor do artigo sobre Dr. Fernando Jose Saraiva, assinado em Lisboa, Dezembro de 1925, publicado no EB nº 23 de 1926 02 07

LISTA DAS FIGURAS mencionadas nesta ANTOLOGIA

1
1

(António Paes) - nome próprio - filho de pais fidalgos: D. Ana da Rosa e Tomé Paes
1651 06 13 - nasceu em Manteigas
1668 07 01 - professou na Ordem dos Carmelos
1724 11 17 - Faleceu com 73 anos de idade

2
1a
Ana RosaMãe de Frei António da Espectação (António Paes)
3
1b
Tomé Paes

Pai de Frei António da Espectação (António Paes)
1622 12 29 - baptizado em São Pedro de Manteigas
(Tio Hexavô (6ª grau) de Joaquim Pereira de Mattos (irmão de João de Matos Paes)

4
2
Dr. Fernando José Saraiva

1644 - data aprocimada de nasciento,
filho de
Domingos Saraiva e de
D. Brites Alves de Paiva.
Casado com D. Ana Maria Soares de Oliveira e Vasconcelos.
Filhos entre outros:
Dr. João Teodoro Saraiva Fragoso de Vasconcelos Cardoso,
Dr. Fernando Saraiva Fragoso de Vasconcelos (lente da Universidade de Coimbra e comandante do Batalhão Académico, nas invasões francesas...)

5
2a
Domingos SaraivaPai do Dr. Fernando Jose Saraiva
6
2b
Brites Alves de PaivaMãe do Dr. Fernando Jose Saraiva
7
2c
Ana Maria Soares de OliveiraEsposa do Dr. Fernando Jose Saraiva
8
2d
Dr. João Teodoro Saraiva Fragoso de VasconcelosFilho do Dr. Fernando José Saraiva
9
2e
Dr. Fernando Saraiva Fragoso de VasconcelosFilho do Dr. Fernando José Saraiva - que foi lente da Universidade de Coimbra e comandante do Batalhão Académico, nas invasões francesas...
10
3
Dr. Manuel Duarte Leitão.

1787 04 11 - nasce em Manteigas
1811 - após formatura em leis é nomeado Juiz de fora de Mogadouro.
1818 - nomeação para Juiz da Relação de Goa.
1835 - Ministro da Justiça.
1839 04 16 - 2ª vez Ministro da Justiça.
1847 04 28 - 3ª vez Ministro da Justiça.
1856 10 12 - faleceu em Lisboa.

Rua dr. Manuel duarte Leitão - é a rua que parte do Rossio ou Largo da Liberdade e vai desembocar no Valazedo ou Largo da Restauração.

11
4
Dr. Francisco LeitãoFilho de pessoas nobres da Vila de Manteigas:
João Pires e Maria Leitoa
neto paterno de:
João Pires e Brites Gomes;
neto materno de:
André Gomes e Maria Leitoa.
Doutor em Direito Civil pela Faculdade de cânones da Universidade de Coimbra...
1676 09 18 - comissário do Santo Ofício...
12
4a
João PiresPai do Dr. Francisco Leitão
13
4b
Maria LeitoaMãe do Dr. Francisco Leitão
1 4
4c
João PiresAvô paterno do Dr. Francisco Leitão
15
4d
Brites GomesAvó paterna do Dr. Francisco Leitão
16
4e
André Gomes Avô materno do Dr. Francisco Leitão
17
4f
Maria Leitoa.Avó materna do Dr. Francisco Leitão
18
5
Capitão-MOR Fernando Saraiva.1640 (?) - nasce em Santa Marinha, filho de:
Domingos Saraiva e Brites Álvares de Paiva
1668 10 17 - Casa em Manteigas com
Helena Massano, filha do capitão-mor
Manuel Massano e Maria Rodrigues.
Foi Capitão Mor de Manteigas por morte do seu sogro.
Foi Senhor da Quinta de Siqueiros.
Teve 3 filhos:
Dr. Fr. Manuel de Santo Tomaz
João Saraiva
Dr. Lourenço Saraiva
19
5a
Helena MassanoEsposa de Manteigas do Capitão-MOR Fernando Saraiva
20
5b
Manuel MassanoSogro do Capitão-MOR Fernando Saraiva
21
5c
Maria RodriguesSogra do Capitão-MOR Fernando Saraiva
22
5d
Dr. Fr. Manuel de Santo Tomaz
Filho 1 do Capitão-MOR Fernando Saraiva
23
5e
João Saraiva
Filho 2 do Capitão-MOR Fernando Saraiva
24
5f
Dr. Lourenço SaraivaFilho 3 do Capitão-MOR Fernando Saraiva
25
6

Dr . Manuel Leitão Teles

Filho de
Manuel Izento de Matos e de Ana Leitoa;
Neto paterno de
Manuel Izento de Matos e de Ana Fernandes;
Neto materno de
Custódio Vaz Teles e de Maria Leitoa.
Foi prior de Seixo de Ervidel, bispado de Coimbra;
Foi Frei conventual de Aviz;
Foi bacharel formado pela Universidade de Coimbra;
Desempenhou o alto cargo de Reitor do Real Colégio dos Militares, na mesma universidade.
Casou em Sameice, onde fixou residência, com Maria Cabral de Abreu.
«Este familiar do Santo Ofício era sobrinho do
Dr. José Leitão Teles, lente da Universidade de Coimbra

26
6a
Manuel Izento de Matos Pai do Dr . Manuel Leitão Teles
27
6b
Ana LeitoaMãe do Dr . Manuel Leitão Teles
28
6c
Custódio Vaz TelesAvô materno do Dr . Manuel Leitão Teles
29
6d
Maria LeitoaAvó materna do Dr . Manuel Leitão Teles
30
6e
Dr. José Leitão Teles, Tio do Dr . Manuel Leitão Teles, lente da Universidade de Coimbra
31
6f
Manuel Leitão TelesNa mesma época existiu outro filho de Manteigas, com o mesmo nome, que foi familiar do Santo Ofício em Sameiro, por provisão de 3 de Novembro de 1705.
32
7
Dr. Frei Manuel de Santo Tomaz

Nasceu em Manteigas, filho do capitão-mor
Fernando Saraiva e de sua mulher Helena Massano.
graduado em Teologia
religioso eremita calçado de Santo Agostinho
Foi provincial da sua religião;
Desempenhou o alto cargo de lente do Colégio da
Foi BISPO eleitoduma diocese ultramarina
Graça, na Universidade de Coimbra
Foi um dos mais sábios enciclopédicos do seu tempo;
Tem uma tela em sua homenagem na CASA das OBRAS, em Manteigas.

33
7a
Fernando SaraivaPai do Dr. Frei Manuel de Santo Tomaz
34
7b
Helena Massano.Mãe do Dr. Frei Manuel de Santo Tomaz
35
7c

D. Albino Mamede Cleto

1935 03 03 - Nasce em Manteigas;
1959 08 15 - ordenado presbítero
1982 12 06 - Foi nomeado bispo-auxiliar de Lisboa, com o título de Elvira pelo Papa João Paulo II;
1983 01 22 - ordenação espiscopal;
1997 10 29 - foi nomeado Bispo-coadjutor de Coimbra
1998 01 11 - tomou posse
2001 03 14 - assumiu o governo da Diocese de Coimbra e 29.º Conde de Arganil de jure e herdade, por resignação de D. João Alves.
2011 04 28 - renúncia aceite, por limite de idade, por Sua Santidade o Papa Bento XVI ;
2012 06 15 - falecimento em Coimbra
Foi o 2º Bispo natural de Manteigas (ordenação em 1983 01 22). Bispo auxiliar do Cardeal Patriarca de Lisboa e depois Bispo de Coimbra.
36
7c

D. Frei Diamantino Prata de Carvalho

1940 11 20 - nasce em Manteigas.
1971 08 02 - Profissão solene na Ordem Franciscana.
1972 12 10 - Ordenação Presbiteral;
1998 03 25 - Nomeação Episcopal;
Foi o 3º Bispo natural de Manteigas, no Brasil
Dom Frei Diamantino Prata de Carvalho, OFM (6° Bispo Diocesano 1998 a 2015)

37
8
Capitão-Mor João SaraivaFilho de Fernando Saraiva e de Helena Massano.
Sucedeu a seu pai no cargo de Capitão-mor em Manteigas.
1704 - é mandado fazer inquirições de limpeza de sangue, pelo conselho-Geral do Santo Ofício,
1705 11 23 e 26 início das diligências em Manteigas e em Santa Marinha (Seia);
1707 04 01 - aprovado como "familiar" do Santo Ofício
1707 04 29 - data da "carta familiar"...
Casou com Maria Josefa Cardoso de Gouveia e tiveram um filho:
Fernando José Saraiva
38
8a
Fernando SaraivaPai do Capitão-Mor João Saraiva
39
8b
Helena MassanoMãe do Capitão-Mor João Saraiva
40
8c
Fernando José SaraivaFilho do Capitão-Mor João Saraiva
41
9
Frei Manuel dos ANJOS1595 02 11 - nasce em Manteigas;
Professou na Cogregação da Terceira Ordem de S. Francisco, onde foi Procurador e Secretário Geral;
Foi Ministro do convento da Esperança, junto de Belmonte:
Foi PRELADO da sua Religião.
Escreveu 3 grande OBRAS:
TRIUNDO DA SANTISSIMA VIRGEM..."
"HISTÓRIA UNIVERSAL..."
"POLÍTICA PREDICÁVEL..."
1653 11 19 - Faleceu no colégio de Coimbra.
42
10
Padre Manuel de Abrantes

1717 01 10 - faleceu na Colegiada de Santarém;
Foi cónego da Colegiada de Santa Maria de Alcasua, em Santarém;
Professo do hábito de S. Padro:
Foi Mestre do Cardeal Cunha - Iquisidor Geral do Reino;
Foi Capelão-mor e Mestre de El-Rei D. João V;
Escreveu "Epigramata... ... ..."

43
11

Dr. João Teodoro

?

1748 01 05 - nasce em Manteigas;
Filho do Dr. Fernando José Saraiva e de Ana Maria Soares de Oliveira e Vasconcelos;
nome completo: João Teodoro Fragoso de Vasconcelos Cardoso;
Aos 17 anos já está maticulado na Universidade de Coimbra, onde se tornou bacharel;
1792 - Juiz de fora na Certã;
1797 - Provedor da comarca de Coimbra;
1800 05 15 - Desembargador no Porto;
Sucedeu a seu pai como Capitão-mor de Manteigas;
Casou com Gertrudes de Portugal Silveira e deste casamento nasceu: Ana Portugal Silveira;
1809 08 29 - D. Gertrudes, casou em segundas núpcias com o fidalgo da Casa Real: Belchior Curvo Semedo Torres de Sequeira.

44
11a
Fernando José SaraivaPai do Dr. João Teodoro
45
11b
Ana Maria Soares de Oliveira e VasconcelosMãe do Dr. João Teodoro
46
11c
Gertrudes de Portugal SilveiraEsposa do Dr. João Teodoro
47
11d
Ana Portugal SilveiraFilha do Dr. João Teodoro (Ver Figura 17)
48
11e
Brasão da Casa das ObrasVer na respectiva Página do Dr. João Teodoro
49
12

Dr. Fernando Saraiva.

?

Irmão do Dr. João Teodoro é também filho do
Dr. Fernando José Saraiva e de Ana Maria Soares de Oliveira e Vasconcelos;
Foi professor do Colégio de S. Pedro, anexo à Universidade de Coimbra:
Foi depois primeiro LENTE de cânones na Universidade de Coimbra:
foi instituidor da Capela de S. Fernando, na quinta de Siqueiros, com a anuência de seu irmão mais velho senhor do vículo;
Foi nomeado segundo Comandante do "Batalhão do Corpo Militar Académico" organizado para dar combate àss tropas napoleónicas, nas Invasões Francesas;
1809 - Foi promovido a Tenente Coronel e depois Coronel e Comandante do "Corpo Militar", fazendo toda a campanha desse ano;
Escreveu "Memórias do Corpo Militar Académico";
1811 07 14, já havia falecido por nota do Coronel inglês Nicolau Trant, que o classificou como "digno Chefe".

50
13
Capitão-MOR Porfírio Saraiva1829 - eleito para capitão-mor da vila de Manteigas, durante o reinado de D. Miguel , pela sua dedicação ao Absolutismo...
1830 07 21 - carta régia a confirmar o cargo, como consta do arquivo municipal.
(António Ribeiro Barbas Saraiva - e outros amigos políticos sofreram, em Inglaterra, as aguras do exílio.)
Com a vitória do Liberalismo perde influência mas mantem-se fiel às ideias políticas, como seu filho António Augusto Vaz Leitão Saraiva.
51
13a
António Augusto Vaz Leitão SaraivaFilho do Capitão-MOR Porfírio Saraiva, absolutista como o pai...
52
13b
António Ribeiro Barbas SaraivaUm dos exilados durante o domínio absolutista...
53
14
Dr Manuel Coelho de Almeida.Filho do capitão-mor da vila de Manteigas, António Rodrigues Seco e Maria Coelho de Almeida, filha do fidalgo da Casa Real. Manuel de Almeida Coelho Metelo, capitão-mor de Celorico da Beira, e de Maria Ferreira Barbuda.
Nasceu em Manteigas, e depois de cursar preparatórios matriculou-se na Universidade de Coimbra, bacharelando-se em leis
1711 07 09 leu no desembargo do Paço;
Foi ouvidor de Linhares;
1716 08 15 - Juiz de fora da cidade da Guarda;
1730 05 31 - provedor da comarca da cidade de Miranda;;
1739 10 21 - teve provisão de comissão para conhecimento de causa;
1747 10 13 - provedor da comarca de Santarém;
Também desempenhou o cargo de corregedor de Leiria;
e depois de tantos e distintos serviços, ascendeu ao alto posto de desembargador do Porto;
- ... casou com Ana dos Reis Leitão, natural de Manteigas, filha do sargento-mor Domingos Leitão e de sua mulher Maria Craveiro Pessoa de Sampaio.
-
Deste casamento nasceu, em Manteigas,
Clara Teresa Coelho Leitão de Almeida, que mais tarde casou com
Francisco Cardoso de Melo e Távora, e foi mãe de Cristóvão de Melo Cabral Cardoso de Sampaio, cavaleiro da Ordem de Cristo
.
54
14a
António Rodrigues SecoPai do Dr Manuel Coelho de Almeida
55
14b
Maria Coelho de AlmeidaMãe do Dr Manuel Coelho de Almeida
56
14c
Manuel de Almeida Coelho MeteloAvô materno do Dr Manuel Coelho de Almeida, fidalgo da Casa Real e capitão-mor de Celorico da Beira
57
14d
Maria Ferreira BarbudaAvó materna do Dr Manuel Coelho de Almeida
58
14e
Ana dos Reis LeitãoEsposa do Dr Manuel Coelho de Almeida
59
14f
Domingos LeitãoSogro do Dr Manuel Coelho de Almeida, sargento-mor
60
14g
Maria Craveiro Pessoa de SampaioSogra do Dr Manuel Coelho de Almeida, sargento-mor
61
14h
Clara Teresa Coelho Leitão de Almeida, Filha do Dr Manuel Coelho de Almeida
62
14i
Francisco Cardoso de Melo e Távora,Genro do Dr Manuel Coelho de Almeida
63
14j
Cristóvão de Melo Cabral Cardoso de SampaioNeto do Dr Manuel Coelho de Almeida, cavaleiro da Ordem de Cristo".
64
15
Dr. Luis Ribeiro de Souza SaraivaNasceu em Manteigas em finais do século XVII(?):
Fez estudos escolásticos em Coimbra e frequentava o 4º ano de Canones, quando se deram as Invasões Francesas. e integrou o "Corpo Militar Académico como 1º cabo... e depois conclui a formatura.
1811 08 15 - Foi familiar do Santo Ofício (provisão): e leu no Desembargo do Paço.
1811 09 06 - encontra-se habilitado para os lugares de letras...
65
15a
Dr. Manuel Ribeiro de Castelo Branco Pai do Dr. Luis Ribeiro de Souza Saraiva
66
15b
Maria Gertrudes Amália Borges Cabral de Souza SaraivaMãe do Dr. Luis Ribeiro de Souza Saraiva
67
16

Joaquim Pereira de Mattos

(Presidente da Câmara Municipal de Manteigas)?

(ver possíveis falhas! Por exemplo no Museu virtual aparece a data do casament com 10 anos de idade!!!
e nesta nota, este Sr. que faleceu em 1909 aparece em nora como Presidente da Câmara?! Foi a pessoas que tudo fez para que Manteigas voltasse a ser CONCELHO?)

1853 02 27 - Nasceu em Manteigas;
Filho de José Pereira de Mattos, (2 ) nascido em Manteigas a 7 de Outubro de 1820, e D. Josefa Leitão, recebidos a 9 de Agosto de 1845, e foram senhores da casa da Capela, nas Caldas de Manteigas
Foi Presidente da Câmara (erro ??? Ver nota 1), pois:
1909 03 28 - faleceu (antes de 1910!)
1874 - Fundação da Empresa Mattos Cunha?
(Ver confusão de datas e dados em
(MUSEU VIRTUAL. activa-manteigas)
1906 08 10 - inauguração do complexo renovado, contando com a participação do Príncipe Real D. Luís Filipe e do Infante D. Manuel (futuro D. Manuel II).
1878 O7 29 - Joaquim Pereira de Mattos casou, em São Pedro de Manteigas, com D. Maria do Carmo da Cunha Lemos, Senhora da casa da Praça...
- ver na página, dados de genealogia até 1622...
- ver 2ª parte - o Grande Industrial...

O Concelho de Manteigas extinto em 26 de Junho 1896 e foi restaurado em 13 de Janeiro de 1898, devido à influência deste grande Senhor empreendedor...

68
16a
D. Maria do Carmo da Cunha Lemosesposa de Joaquim Pereira de Mattos - Senhora da casa da Praça em Manteigas e na sua Casa-Solar, em S. Gabriel...
1878 O7 29 - casou com Joaquim Pereira de Mattos , em São Pedro de Manteigas...
69
16b
José Pereira de MattosPai de Joaquim Pereira de Mattos;
1820 10 07 nascido em Manteigas;
1845 08 09 - casamento dos pais de Joaquim PM
- senhores da casa da Capela, nas Caldas de Manteigas.
Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Manteigas.
70
16c
D. Josefa Leitão

Mãe de Joaquim Pereira de Mattos;
1845 08 09 - casamento, dos pais de Joaquim PM
- senhores da casa da Capela, nas Caldas de Manteigas.

71
16d
Manuel Miguel de MattosAvô paterno (Pai de José Pereira de Mattos)
1930 - Procurador da Câmara Municipal de Manteigas, 1830 e condecorado com a Medalha da Real Efígie de D. Miguel;
1813 12 04 - casados
72
 Maria PereiraAvó paterna (Mãe de José Pereira de Mattos)
1813 12 04 - casados
73
16e
Miguel de Mattos e PaivaBisavô paterno da parte do pai (pai de Manuel Miguel de Mattos)
74
16f
Antónia Lopes da CostaBisavó paterna da parte do pai (mãe de Manuel Miguel de Mattos)
75
16g
Manuel Lopes Arraeano MonteiroBisavô paterno da parte da avó (pai de Maria Pereira)
76
16h
Brígida PereiraBisavó paterna da parte da avó (mãe de Maria Pereira)
77
16h
José Botelho SerraAvô materno (pai de D. Josefa Leitão)
1827 07 19 - 2º casamento com Clemência Leitão;
78
16i
Clemência LeitãoAvó materna - (mãe de D. Josefa Leitão)segunda mulher de José Botelho Serra e recebidos a
1827 07 19
79
16j
Manuel Botelho SerraBisavô materno da parte do Avô (José Botelho Serra)
80
16k
Maria JorgeBisavó materna da parte do Avô (José Botelho Serra)
81
16l
José António da Silva RoqueBisavô materno da parte da Avó (Clemência Leitão)
cirurgião e Juiz Ordinário em Manteigas
Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Manteigas
82
16m
Theodósia Maria Leitão de CarvalhoBisavó materna da parte da Avó (Clemência Leitão)
83
16n
João Luís de Carvalho Trisavô materno da parte da Bisavó materna (pai de Theodósia Maria Leitão de Carvalho)
Juiz Ordinário e Vereador em Manteigas (Nota 8 é 5)
84
16o
Maria Leitão SaraivaTrisavó materna da parte da Bisavó materna (mãe de Theodósia Maria Leitão de Carvalho)
85
16p
António Saraiva LeitãoTetra Avô, avô da Theodósia..
1693 12 05 -.nascido em Santa Maria de Manteigas;
Juiz Ordinário e Vereador em Manteigas
86
16q
Maria GomesTetra Avó, avó da Theodósia...
87
Francisco Saraiva

Penta avô, (pai de António Saraiva Leitão
natural de Santa Marinha (irmão de Fernando Saraiva, Capitão-mor de Manteigas, casado com Helena Massano (como atrás foi referido);
«Francisco Saraiva foi filho de Domingos Saraiva, Cavaleiro da Ordem de Cristo e Senhor da Pisaria, em Santa Marinha, e de sua mulher Brites Álvares de Paiva, de Santa Marinha; neto, por varonia, de João Saraiva, de Trancoso, e de sua mulher Isabel do Couto Pessoa, e bisneto de Afonso Saraiva Lucena e de sua mulher Helena da Cunha;

88
16r
Maria LeitãoPenta avó, mãe de António Saraiva Leitão;
Nota: Maria Leitão, casada com Francisco Saraiva, era filha de João de Matos Paes e Maria Leitão, casados em Novembro de 1646, sendo ele irmão inteiro de Tomé Paes (ver nº1 de Frei António da Espectação), baptizado em São Pedro de Manteigas em 29 de Dezembro de 1622, pai do Frei António da Espectação, tal como consta da biografia deste, que foi, pois, colateral remoto de Joaquim Pereira de Mattos.
89
17
D. Ana Portugal1808 05 06 - nasceu em Manteigas;
- filha do desembargador Dr. João Teodoro e
sobrinha do lente da Universidade Dr. Fernando, casou muito nova ainda com seu primo
Dr. António Ribeiro Barbas Saraiva, um dos voluntários, quando estudante, do Corpo Militar Académico de Coimbra,
90
17a
Dr. João TeodoroPai de D. Ana Portugal, desmbargador...
91
17b
Dr. FernandoTio de D. Ana Portugal, lente da Universidade...
92
17c
Dr. António Ribeiro Barbas Saraiva, Marido de D. Ana Portugal, um dos voluntários, quando estudante, do Corpo Militar Académico de Coimbra... Ver a FUGA deste LIBERAL arquitectada po esta Grande Senhora D. ANA PORTUGAL...

OUTRAS Figuras Históricas
da Vila de Manteigas

93
18
Fr. Lourenço BotelhoMonge de S. Bernardo, Geral de Alcobaça, esmoler-mor de El-Rei o Senhor D. João o Quarto, donatário dos coutos desta Vila e Capitão-mor dela, e Padroeiro das Igrejas dos mesmos coutos.
94
18b
Diogo da Cunha Castelo BrancoDoutor graduado nos sagrados cânones pela Universidade de Coimbra.
95
18c
Fr. João da PenitênciaFrade da Terceira Ordem de S. Francisco, de grandes letras e virtudes e Provincial na sua Religião.
96
18d
Dr. Fr. José Leitão Teleslente de Véspera na faculdade dos Sagrados Cânones, na Universidade de Coimbra, conventual de S. Bento de Aviz, Reitor no Seu Colégio dos Militares, Cónego na Sé da Guarda, na qual foi Vigário Geral e Provisor.
97
18e
Fr. João da ExaltaçãoFrade da Terceira Ordem de São Francisco, grande pregador e verdadeiro filho da Ordem da Penitência, que por esta e outras virtudes afirmaram os religiosos da mesma Ordem estar incorrupto no Convento de S. Francisco de Caria, Bispado de Lamego.
98
18f
Fr. Jacinto de São PauloFrade da Terceira Ordem de S. Francisco, grande pregador e Capelão das Armadas d'EI-Rei o Senhor D. Pedro, o segundo.
99
18g
D. Dionizio da Assunção... religioso do Carmo descalço, no deserto do Buçaco, onde passou a maior parte da sua vida, e onde foi por vezes prior e porteiro, tendo sido também confessor do Bispo de Coimbra, o Senhor D. João de Melo, que também o elegeu para seu companheiro na sepultura.
100
18h
Fr. António Manteigasreligioso da Ordem dos Capuchos, visitador que foi da Província de Cabo Verde, confessor do Bispo da Guarda, o ilustríssimo Senhor João de Mendonça, e muito estimado do E×.mo Senhor Bernardo António de Melo Osório, Bispo do mesmo bispado.
101
18j
Fr. Manuel de S. Tiago religioso de Santo Agostinho, grande pregador cheio de virtudes e de humildades, e por tal estimado do Senhor Arcebispo de Braga, D. Rodrigo de Moura Teles e seu confessor. -Também foi lente de Teologia no Colégio de Coimbra e jubilado e examinador pro-sinodal em Braga.

ALGUMAS PERSONAGENS HISTÓRICAS
LIGADAS ÀS TRADIÇÕES DA "CASA DAS OBRAS"
E DO SOLAR DA "QUINTA DE S. FERNANDO
(Pode ver no museu virtual activa - Manteigas)


www.casadasobras.pt

"A Casa das Obras nasceu como um solar que se foi erguendo de 1770 a cerca de 1825. Foi mandado construir por João Teodoro Saraiva Fragoso (Desembargador da Relação do Porto e Capitão-Mor de Manteigas) e sua mulher, Ana Gertrudes Portugal da Silveira Valis de Verona. Permanece na família há mais de dois séculos, onde o tempo viu passar inúmeras gerações, continuando actualmente a ser ocupada pelos seus descendentes que mantêm a sua tradição."

CASA das OBRAS

1770 - ±1825 (± mais de meio século!)
(data da construção do solar daí o nome: CASA das OBRAS...)

"Família descendente, por legítima varonia, de e de sua mulher naturais de Manteigas, onde eram moradores...

102
19
João Teodoro Saraiva FragosoDesembargador da Relação do Porto e Capitão-Mor de Manteigas. (ver 11?)
103
19b
Ana Gertrudes Portugal da Silveira Valis de VeronaEsposa de João Teodoro
104
19c
Manuel Massanoséculo XVII - origem da Família da Casa das Obras - natural e morador em Manteigas.
105
19d
Maria Rodriguesséculo XVII - esposa de Manuel Massano (27c) origem da Família da Casa das Obras - natural e moradora em Manteigas.
106
19e
Manuel da Cruz Massano1697 02 27 Familiar do Santo Ofício (carta de)
Neto de Manuel Massano e Maria Rodrigues (27c 27d)
107
19f
Valéria Ribeiro Castelo BrancoEsposa de Manuel da Cruz Massano (27e)
108
19g
Luís Ribeiro Barbas

Pai de Valéria Ribeiro Castelo Branco (27f)
Capitão-Mor de Manteigas
1700 02 27 - familiar do Santo Oficio (carta de)

109
19h
Maria Vazsegunda mulher de Luís Ribeiro Barbas (27g)
Mãe de Valéria Ribeiro Castelo Branco (27f)
110
19i
Francisco Ribeiro BarbasAvô paterno de Maria Vaz (27h)
111
19j
Germana de TávoraAvó paterna de Maria Vaz (27h) - natural da cidade de S. Cristóvão - Capitania de Cergipe, no Brasil
112
19k
Francisco Ribeiro Barbas bisavô de Maria Vaz (27h) - natural de Manteigas
113
19l
Maria da Cunhabisavó de Maria Vaz (27h) - natural de Manteigas
114
19m
Tristão da CunhaPai de Maria da Cunha (27l)
tido como fidalgo de cota de Armas
115
19n
Maria Fernandes,Mãe de Maria da Cunha (27l), esposa de Tristão da Cunha (27m)
Destes e seus ascendentes vieram a esta casa os vínculos dos Cunhas Castelo Branco, de Manteigas.
116
19o
Dr. Manuel Ribeiro Castelo. BrancoNeto de Manuel Massano (27e) e sua mulher Valéria Ribeiro (27f)
117
19p
D. Maria Gertrudes Amália Borges Cabral de Sousa Saraiva Castelo BrancoEsposa do Dr. Manuel Ribeiro Castelo. Branco (27o) da vila de Santa Marinha (Seia)
118
19q
Dr. António Ribeiro Barbas de Sousa Saraiva Castelo Brancofilho primogénito de Dr. Manuel Ribeiro Castelo. Branco (27o)
119
19r
D. Ana de Portugal Saraiva esposa de (27q) filha herdeira do Desembargador e Capitão-Mor de Manteigas, onde foi senhor da casa das Obras e de vários morgados e capelas...
120
19s
Luís Eduardo Patrício Proença Madeira Ribeiro de Portugal"
Actual (em 1980 - 1985) representante desta família da CASA das OBRAS...
Terceiro neto do Dr. António Ribeiro Barbas e de sua mulher, D. Ana de Portugal

Das Notas Genealógicas da Família Ribeiro de Portugal.

João Teodoro Fragoso de Vasconcelos Cardoso fidalgo de cota de armas, esquarteladas de Saraiva, Cardoso, Fragoso e Soares a 7-10-1773 e de sua mulher D. Gertrudes Perpétua de Portugal da Silveira (filha de D. António Inácio da Silveira, da Casa dos Condes de Sarzedas e da dos Condes de Avintes, e de sua mulher D. Guilhermina Joana Leocádia Walis de Varona), neta paterna do Capitão-mor de Manteigas, Dr. Fernando José Saraiva e de sua mulher D. Ana Maria Soares de Oliveira e Vasconcelos, bisneta, por varonia do Capitão-mor de Manteigas, João Saraiva (irmão de Fr. Manuel de S. Tomaz, religioso calçado de Santo Agostinho, Governador eclesiástico-de Moçambique, Bispo eleito para o Ultramar, etc.) e de sua mulher Maria Josefa Cardoso de Gouvea, da Várzea de Meruge, terceira neta, pela mesma via, de Fernando Saraiva, Capitão-Mor de Manteigas (vila para onde veio com seu irmão Francisco Saraiva, no final do século XVII, ambos naturais de Santa Marinha e filhos de Domingos Saraiva e de sua mulher Brites Alves de Paiva e de sua mulher, Helena Massano, natural de Manteigas.

Do Dr. António Ribeiro Barbas e de sua mulher, D. Ana de Portugal, é terceiro neto e actual (1980 - 1985) representante desta família Luís Eduardo Patrício Proença Madeira Ribeiro de Portugal"

---------------- TRAGÉDIA NA SERRA -----------------
(Finais do Séc. XIX - princípios do Séc. XX)

DOIS CLÍNICOS MANTEIGUENSES
EM HOLOCAUSTO A SUA TERRA
Envolvidos nas tragédias epidémicas que, nos fins do século XIX e princípios do século XX, sacudiram fortemente as gentes de Manteigas, ceifando vidas em número tal, que casas houve que ficaram desertas, invocam-se aqui os nomes de dois Clínicos naturais desta Vila, que, em horas trágicas, dedicaram à população o melhor do seu trabalho e da sua abnegação, a ponto de lhe sacrificarem as próprias vidas, irremediavelmente contagiados pelas fatídicas malinas com que se viram a braços:

121
20
Dr. JOSÉ CORREIA TANGANHO1852 09 30. - Faleceu em 1882
(década de 80 dos anos 1800) (1 ) - Morreu vitimado pela epidemia do tifo exantemático, que atingiu Manteigas no ano de 1882.
Tem uma rua com o seu nome, em Manteigas que vai desembocar na Praça Luís de Camões.
122
20b

DR. ANTÓNIO AUGUSTO PEREIRA DE MATOS

(primeira década dos anos 1900) - Relativamente novo, também, sem contudo se poder concretizar a idade, sucumbiu igualmente vitimado por outra epidemia - a pneumónica.
Tem uma rua em Manteigas que vai desembocar no largo da Igreja de S. Pedro.
123
20c

Dr. FRANCISCO DE VASCONCELOS DA CRUZ SOBRAL

«Não sendo, embora, manteiguense por origem, justamente mereceu ser considerado nosso concidadão honorário, eleito que o foi pela grandeza de alma e devotada abnegação à causa da Humanidade.»
1882 - Ver a epidemia do tifo exantemático em Manteigas.
NOTA: - Para perpetuar a sua Memória, a Câmara Municipal deliberou, mais tarde, dar a uma das principais artérias da Vila o nome de "Rua Dr. Sobral".

Ver também
TRAGÉDIA NA SERRA
(A 80 anos de distância - relato de 1882 - depoimento colhido no nº 220 de 1963 01 27, no «ECOS DE MANTEIGAS»)

124
20d
Maria Emília, Mãe do rapaz que adoeceu em Gouveis e deu origem à terrivel epidemia do tifo em Manteigas
1882
125
20e
Bento AntónioPai do rapaz que adoeceu em Gouveis e deu origem à terrivel epidemia do tifo em Manteigas
1882
- operário em Manteigas.
126
20f
Dr. Esteves d'Oliveira1882 - Médico municipal em Manteigas com o Dr. JOSÉ CORREIA TANGANHO, os primeiros a tentar atacar a epidemia que acabaram por ser contagiados...

ALGUMAS NOTAS SOBRE "ASSOCIAÇOES CULTURAIS,
RECREATIVAS E DESPORTIVAS" DE MANTEIGAS

CÍRCULO CATHOLICO
IMACULADA CONCEIÇÃO e S. JOSÉ dos OPERÁRIOS
de MANTEIGAS

Datam de 3 de Abril de 1905
os Estatutos desta Associação

Foram seus subscritores e sócios fundadores:

127
21
Thomaz Cabral Soares d' Albergaria
128
21b
Padre José Rabaça de Carvalho
129
21c
José Ramos dos Santos Roque
130
21d
Alfredo Baptista Leitão
131
21e
António de Jesus
132
21f
João Thiago Neves
133
21g
João Ignácio da Costa
134
21h
João Lopes de Carvalho
135
21i
Lúcio Thiago Neves
136
21j
Diamantino Direito
137
21k
João Abrantes da Cunha
138
21l
Theóphilo d' Almeida Aguiar
139
21m
Joaquim Rabaça de Carvalho
140
21n
José d' Albuquerque
141
21o
Joaquim da Cruz Filipe Botelho
142
21p
José da Cruz Moura
143
21q
Germano Baptista Leitão
144
21r
José Maria Lucas Saraiva
145
21s
António Ramos dos Santos
146
21t
João Pereira de Mattos Preto
147
21u
Luiz Leitão Cravino
148
21v
António Pedro Craveiro Leitão
149
21y
Gaspar Lopes Monteiro
150
21w
João da Silva Veiga

1905 11 16 - Alvará e aprovação dos Estatutos é de 16 de Novembro de 1905, por JOÃO ABEL DA SILVA FONSECA, Governador Civil do Distrito da Guarda.

1905 12 04 - Pedido do Padre José Rabaça de Carvalho;

1905 12 20 - Louvor e Aprovação eclesiástica assinada por MANOEL, Arcebispo-Bispo da Guarda


MANOEL, Arcebispo-Bispo da Guarda
(D. Manuel Vieira de Matos - Bispo da Guarda de 1903 a 1914)

Clube Autonomia de Manteigas

Dentre as Associações Recreativas existentes nesta Vila, destaca-se o CLUBE AUTONOMIA por ser a mais antiga, datando de 24 de Dezembro de 1898 os respectivos ESTATUTOS subscritos pelos seguintes Sócios Fundadores:

151
22
Joaquim Pereira de Mattos
152
22b
António Augusto Pereira de Mattos
153
22c
Leandro Abrantes da Cunha
154
22d
António Ramos dos Santos Roque
155
22e
Heitor Barbas Saraiva de Mattos
156
22f
António Augusto Leitão Serra
157
22g
Germano Baptista Leitão
158
22h
Joaquim Lucas Saraiva
159
22i
Valentim Adelino Mendes Cabral
160
22j
António Augusto Prata Massano
161
22k
Alfredo Baptista Leitão
162
22l
Joaquim Pereira Monteiro
163
22m
Joaquim Roque de Carvalho
164
22n
Thomaz Ramos dos Santos
165
22o
Luiz Leitão Cravino
166
22p
José Duarte Craveiro
167
22q
Manoel Pereira de Matos
168
22r
Joaquim Rabaça
169
22s
António d'Oliveira
170
22t
Carlos Baptista Leitão
171
22u
José Pereira de Mattos
172
22v
Luiz Ribeiro de Portugal
173
22w
Thomaz Cabral Soares de Albergaria

ALVARÁ
28 de Março de 1899
"José Osório da Gama e Castro, Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, Juiz da Primeira Instância e Governador Civil do Distrito da Guarda.

"Atendendo ao que me representaram os sócios do CLUB AUTONOMIA, de Manteigas, com sede na mesma vila, pedindo a aprovação dos estatutos por que pretende reger-se o referido Clube;
Usando da faculdade que me confere o artigo 252, n.° 8, do Código Administrativo, e conformando-me com o parecer da Comissão Distrital, aprovo os mencionados estatutos pela forma por que se acham organisados.
Contéem os ditos estatutos 39 artigos escritos em nove meias folhas de papel selado, numeradas e rubricadas pelo Official deste Governo Civil, servindo de Secretário Geral, no impedimento do próprio, Doutor José Pereira Monteiro.
Pagou 61$987 réis de direitos de mercê, adicionaes e sello, mais 17$696 réis de emolumentos e adicionaes, devidos à Secretaria d'Estado dos Negócios do Reino e mais 1$000 réis de receita creada por lei de 4 de Julho de 1889.
Dado e selado no Governo Civil da Guarda, aos 28 de Março de 1899".
José Osório da Gama e Castro"

(Governador Civil do Distrito da Guarda de 18 de Fevereiro de 1897 a Janeiro de 1900)

----------------------------------------

"SPORTING CLUB ESTRELA

"SPORTING CLUB ESTRELA - Um núcleo de rapazes desta Vila, na mais louvável das intenções, animado da melhor das vontades, pelo que não lhes regatearemos louvores, conceberam e levaram a efeito a fundação dum Club desportivo com o título que encima esta notícia.
A sua fundação teve lugar no dia 24 do mês passado, e à mesma assistiu uma larga representação das forças vivas desta vila, não poupando encómios e prometendo o seu apoio moral à obra que se ia realizar, falando os senhores Eng.º Tito de Souza Lopes, que presidiu ao acto, Tenente José Biscaia Rabaça e António Esteves Gaspar de Carvalho, que disseram das vantagens sem conto do desporto e aconselharam a forma racional e logicamente coerente da sua prática.
No final, foi içada na frontaria da sua sede a bandeira do Clube, subindo ao ar uma girândola de foguetes".
Do EB. N.º 9 (5-7-1925)

- -
173
23
Eng.º Tito de Souza Lopes
174
23b


Tenente José Biscaia Rabaça (1896 - 1955) (Foi depois Tenente-Coronel,)

175
23c
António Esteves Gaspar de Carvalho

O Desporto em Manteigas
Um pouco de história

"Não foram certamente os homens da orla marítima, habituados a lutar com o mar, a empunhar os remos que o dominam, nem os campinos, hábeis cavaleiros da Lezíria, nem tampouco os dolentes habitantes do Alentejo, que inventaram o cajado para defesa da sua pessoa, e dos seus bens.

...

Nossos bisavôs jogavam o pau, saltavam em altura e em comprimento, sustentavam lutas de tracção e corpo a corpo, desafiavam-se em pedradas a determinado alvo, corriam a pé, mas tinham, porém, um desporto que os apaixonava -- O jogo da barra. Era este, a bem dizer, o desporto-rei desses tempos de antanho.

Neste desporto, sempre se evidenciaram os "Manteigueiros" como adversários de respeito.

...

Cabe aqui contar o feito de um tal José dos Calções, atleta manteiguense de extraordinária força, convidado pelo Prior da Sé da Guarda, de quem era afilhado, a ir fazer perante os Egitanienses demonstrações do seu valor. Ali chegado, e na presença de todos, pediu aos jogadores daquela cidade para fazerem o "ponto". ...


176
24
José dos Calções, afilhado Prior da Sé da Guarda

-------------------------------------------

A MÚSICA EM MANTEIGAS

A primeira Banda da nossa terra não estava vinculada a qualquer das duas freguesias; era da Vila e fazia serviço em Santa Maria ou em São Pedro. Mesmo já mais tarde, com as duas Bandas, estas estavam mais ligadas:

- Música Velha, à política dos Regeneradores, e a Nova, à política dos Progressistas.

Assim, quando as direitas ganhavam as eleições, a Música Velha tocava no Largo da Casa das Obras e na Quinta de São Fernando;

quando as eleições eram ganhas pelas esquerdas, a Música Nova festejava o acontecimento no Rossio, hoje Largo da Liberdade, e na Praça Luiz de Camões.

Já muito mais tarde, talvez porque o entusiasmo político começou a diminuir, é que cada uma das Bandas começou a ficar adstrita à sua freguesia.

....................................

Os documentos são bem claros quando se referem à criação oficial e pública da Música em Manteigas.

Reza assim a escritura:

"Saibam quantos este instrumento público virem que sendo no ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, de mil oitocentos e sessenta e cinco, aos oito dias do mês de Julho, pelas nove horas da noite e casas e moradas de Ana Martins Pereira, aonde, eu, Tabelião, vim a rogo de partes para fazer a presente escritura, ali sendo presentes José Maria Ribeiro Cabral e a sobredita Ana Martins Pereira, viúva, Manuel da Costa Monsanto, António Correia Tanganho, João Lucas Coelho, João Abrantes da Cunha, João António Lopes Espinho, Manuel Duarte Serra, José Abrantes da Cunha, Joaquim Lopes Rebelo, todos desta vila, conhecidos das testemunhas adiante nomeadas e assinadas e estas de mim Tabelião que dou fé, perante as quais por eles outorgantes foi dito que tinham contratado de reger Sociedade Filarmónica com as condições seguintes…".

 

177
25
1865 07 08 - data da 1ª escritura
José Maria Ribeiro Cabral
nas "casas e moradas de Ana Martins Pereira", em S. Pedro...
1º subcritor
178
25a
Ana Martins Pereiraviúva (dona das casas)...
179
25b
Manuel da Costa Monsanto1º subcritor
180
25c
António Correia Tanganho2º subcritor
181
25d
João Lucas Coelho,3º subcritor
182
25e
João Abrantes da Cunha4º subcritor
183
25f
João António Lopes Espinho5º subcritor
184
25g
Manuel Duarte Serra6º subcritor
185
25h
José Abrantes da Cunha7º subcritor
186
25i
Joaquim Lopes Rebelo8º subcritor

BANDA BOA UNIÃO.

(Música Velha)
(Fundação da Filarmónica "Boa União"
em 8 de Julho de 1865

A BANDA BOA UNIÃO
Dedicamos este despretensioso trabalho no dia do seu primeiro CENTENARIO Manteigas, 8/7/1965

ANTÓNIO DE CARVALHO LUCAS
JOAQUIM LUCAS BAPTISTA
FUNDAÇÃO DA "PHILARMÓNICA VELHA DE MANTEIGAS"

,,,
...Dentre os elementos que, em 1879, se devem ter passado para o novo agrupamento musical, cita-se, pelo especial relevo que imprimiu à vida política de Manteigas João Abrantes Martins da Cunha , filho de Ana Martins Pereira. Dentre os que permaneceram fiéis à "Música Velha", devem citar-se: D. António Ribeiro de Portugal, D. Manuel Ribeiro de Portugal, Manuel Lucas Baptista, João Lucas Coelho, Gregório Cerveira, Eduardo Quaresma e Manuel Francisco Serra.
Depois do cisma, o acto jurídico mais relevante da "Filarmónica Velha de Manteigas" deu-se em 1833 (?), data do alvará que aprovou os estatutos. No verso da 2ª folha desse documento refere-se que os primeiros estatutos da Banda foram feitos em 1874. A inscrição que reza assim:
1.°s Estatutos foram feitos em 29 de Novembro de 1874", não traz qualquer assinatura e não é explícita ao ponto de indicar se a data se refere à aprovação ou composição dos referidos Estatutos.

187
26
João Abrantes Martins da Cunha - filho de Ana Martins Pereira
188
26b
D. António Ribeiro de Portugal
189
26c
D. Manuel Ribeiro de Portugal
190
26d
Manuel Lucas Baptista
191
26e
João Lucas Coelho
192
26f
Gregório Cerveira
193
26g
Eduardo Quaresma
194
26h
Manuel Francisco Serra

Figuras, beneméritos... a recodar

«... há figuras, há beneméritos que, só por si, explicam a grandeza de uma obra e se tornam credores de uma eterna gratidão: D. António e D. Manuel Ribeiro de Portugal, os Homens que, para além do interesse político, para além das glórias passageiras, viram na "Filarmónica Boa União" uma associação artística e de recreio à qual se devotaram e da qual foram generosos mecenas.
Joaquim da Cruz Filipe, Albino da Cruz Filipe, Manuel Francisco Serra Rabaça, António Augusto Prata Massano, José Vicente Baptista Gonçalves, Alberto Eduardo de Sá, José Craveiro Rabaça, José Augusto Rabaça Leitão, Manuel de Oliveira, Silvino Augusto Ribeiro Abranches, Zeferino d' Almeida Fraga, Joaquim Craveiro Rabaça, Francisco Gaspar, António Gaspar, Manuel Gaspar, António Abrantes Pereira e Manuel Clemente Branco são outras tantas figuras prestigiosas que, no último quartel do século XIX, deixaram o seu nome e o seu entusiasmo ligados à "Filarmónica Boa União". Em tão boa hora o fizeram, que os seus nomes não mais se varreram da memória agradecida de uma instituição que eles próprios ajudaram a criar para a História.

195
26i
Joaquim da Cruz Filipe,
196
26j
Albino da Cruz Filipe
197
26k
Manuel Francisco Serra Rabaça
198
26l
António Augusto Prata Massano
199
26m
José Vicente Baptista Gonçalves
200
26n
Alberto Eduardo de Sá
201
26o
José Craveiro Rabaça
202
26p
José Augusto Rabaça Leitão
203
26q
Manuel de Oliveira
204
26r
Silvino Augusto Ribeiro Abranches
205
26s
Zeferino d' Almeida Fraga
206
26t
Joaquim Craveiro Rabaça, , , e
207
26u
Francisco Gaspar
208
26v
António Gaspar
209
26w
Manuel Gaspar,
210
26x
António Abrantes Pereira
211
26y
Manuel Clemente Branco

OS MESTRES DA "BANDA BOA UNIAO"

212
26.26
JOSÉ MARIA RIBEIRO CABRAL

1865
: regeu a "Música Velha" durante três meses

213
26.27
MANUEL DA COSTA MONSANTO1865-1869
manteiguense de origem e homem de bom gosto.
214
26.28
PADRE JOSÉ GOMES NEVES (Padre Pacha):deve ter regido até 1873, data em que, presumivelmente, foi nomeado pároco de Cabril. Foi pároco de S. Pedro.
215
26.29
JOÃO MATAGOTAacerca do qual nada mais se sabe.
216
26.30
FRANCISCO PAIVA BOLÉO1873-1895
sobrinho do grande compositor Valério de Paiva Boléo, veio para Manteigas com a idade de 14 anos, exercendo desde essa idade as funções de mestre da "Música Velha".
217
26.31
JOÃO LUCAS COELHO1895-1900
mais tarde, haveria de transferir-se para a "Música Nova".
218
26.32
HONORATO NUNES FERNANDES1900-1906.
219
26.33
PORFÍRIO DUARTE SERRA1906-1935
o maior músico que Manteigas deu algum dia a luz e um mestre insigne.
220
26.34
ANTÓNIO GOMES SERRA (Granja) foi também um músico de talento, alternando o tempo da sua regência com Porfírio Duarte Serra.
221
26.35

PADRE JOAQUIM DIAS PARENTE

transformou a "Música Velha" numa verdadeira academia musical. ...
Ele foi verdadeiramente o grande "maestro" da "Música Velha" a cujos destinos presidiu durante a regência de Porfírio Duarte Serra, António Gomes Serra, Afonso Lopes Cerveira e António Marcos Leitão.
222
26.36
ANTÓNIO MARCOS LEITÃOmembro de uma família de artistas e pai de mais dois mestres.
223
26.37
EDUARDO SIMÃO D`ALMEIDA 
224
26.38
MANUEL MARCOS LEITAO 
225
26.39
JOÃO RIBEIRO MARCOS LEITÃOeste o último Mestre em exercício (1985?)


MÚSICA NOVA
FILARMÓNICA POPULAR MANTEIGUENSE


1877 08 07

Com gratidão, amor e carinho,
oferecemos à nossa "MÚSICA NOVA"
este singelo trabalho, para que ~
os vindouros saibam o que foi
e o que é a Música em Manteigas,
Padre António Gomes Neves
Manuel Lúcio Ferrão Neves

Manteigas, 7/8/1977

FUNDADORES DA
"FILARMÓNICA POPULAR MANTEIGUENSE"

226
27a
Manuel da Cunha 
227
27b
João Abrantes Martins da Cunha 
228
27c
Fortunato Abrantes Martins da Cunha 
229
27d
António Abrantes Martins da Cunha
 
230
27e
Caetano Espinho. 

PRIMEIROS REGENTES DA MUSICA DE MANTEIGAS

231
27f
JOSÉ MARIA RIBEIRO CABRAO primeiro regente da Música em Manteigas, da "Sociedade Filarmónica Velha de Manteigas", que era natural de Mesquitela e se ligoue à nossa terra por ter casado com uma filha de António Martins Ramos, que era industrial na nossa ViIa, e regeu apenas durante 3 meses.
232
27g
MANUEL DA COSTA MONSANTOO segundo regente, regeu a Filarmónica durante quatro anos
233
27h
PADRE JOSÉ GOMES NEVES (Padre Pacha)1869 - 1873
O terceiro regente, era o Pároco da freguesia de São Pedro, , que regeu de 1869 a 1873, em que foi paroquiar para o Cabril.
234
27i
JOÃO MATA GOTAQuarto regente que era de fora e regeu apenas meses.
235
27j
FRANCISCO DE PAIVA BOLÉO.1873
Quinto regente - Ainda em 1873 veio da Covilhã o jovem mestre.
1877
Foi com este mestre na regência Filarmónica Velha de Manteigas" que surgiu a "Filarmónica Popular Manteiguense" no ano de 1877, e foi graças a esse Regente que a "Filarmónica Velha" não acabou, visto que, com a saída da maioria dos músicos que se transferiram para a "Filarmónica Popular Manteiguense" o velho agrupamento passou por maus bocados, chegando mesmo quase a extinção.

Em 1877, em vez de uma Banda, Manteigas passou a ter duas, quando a 29 de Janeiro deste mesmo ano Anselmo Braancamp, líder político do Partido Progressista do nosso País, consegue dissolver o Parlamento e arrasta para o seu Partido "Progressista" grande parte dos militantes dos Partidos evolucionista e regenerador.

O chefe deste partido no nosso concelho era o Sr. Manuel Cunha, homem de fabrico da Casa Matos Cunha que, para festejar o acontecimento, convidou a Música da nossa terra.

Como a Banda existente era chefiada pelo Sr. António Ribeiro, da família nobre da Quinta de São Fernando, e como este era o chefe do Partido Regenerador no nosso concelho, pediu a Manuel Cunha uma libra em ouro por cada hora de exibição. O contrato foi firmado nesta base, mas ao fim de duas horas de actuação, o Sr. Manuel Cunha disse: "Já chega; a partir deste momento, uma nova Banda vai nascer em Manteigas".

236
27kSr. Manuel Cunhahomem de fabrico da Casa Matos Cunha, chefe deste partido (Partido Progressista) no nosso concelho

Tendo descoberto em Unhais da Serra um afinador de teares, que era músico e que ficou conhecido apenas pelo nome de "Pai Pata", foi buscá-lo para mestre de teares em São Gabriel e, , e, até aos nossos dias, a "Filarmónica Popular Manteiguense" teve vida contínua e sempre com o mesmo nome que hoje possui.

OS MESTRES DA
"FILARMÓNICA POPULAR MANTEIGUENSE"

27
237
27l
Pai Pata1877 08 07
1º Mestre - afinador de teares, que era músico, em Unhais da Serra, e com este e com com elementos em grande parte que vieram do velho agrupamento, o Sr. Manuel da Cunha, ainda nesse mesmo ano (1877), organiza a "Música Nova" em sete de Agosto, sai para a rua, fazendo um concerto na Praça Luís de Camões
238
27m
Cavaca2º Mestre
239
27n
Romão3.°
240
27o
João Lucas Coelho4.°
241
27p
Carlos Baptista Leitão5.°
242
27q
António Leitão Serra (Granja)6.°
243
27r
Manuel Albuquerque7.°
244
27s
Francisco Nascimento8.°
245
27t
Gabiru9.°
246
27u

Manuel Cleto

10.°
1920?
247
27v
António Lucas Saraiva11.°
248
27w
Adalberto Lucas Saraiva12.°
249
27x
Porfírio Duarte Serra13.°
250
27y
Eduardo de Carvalho Martins14.°
251
27z
José Clemente15.°
252
27.27
Joaquim Quaresma dos Santos16.°
253
27.28
Jaime Baptista de Carvalho17.°
254
27.29
Manuel da Cruz Ramos18.°
255
27.30
Joaquim Serra Saraiva (Ideia)19 °
256
27.31
José Pereira Dias20º (actual) (em 1985? ou 1977 no centenário?)


fOTO de 1920 - (foto enviada por Nataniel Rosa em 2016?, com a identificação de todos os elementos... a ver mais tarde em MÚSICA NOVA...)

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ASSOCIAÇÃO CULTURAL
"AMIGOS DA SERRA DA ESTRELA"
A. S. E.

(pode consultar o BLOG)
«Por Escritura de 22 de Fevereiro de 1982 e com Estatutos próprios, fundou-se, com sede em Manteigas mas com ramificação de Norte a Sul do Pais, uma ASSOCIAÇÃO cuja definição e objectivos se encontram expressos nos primeiros dois artigos dos respectivos ESTATUTOS»

(Dados de 2015? - publicam a REVISTA «ZIMBRO» desde 1980?)

257
28
Rómulo Valdemar Ribeiro MachadoPresidente -Mesa da Assembleia Geral
258
28
José Augusto Azevedo VelosoVice-Presidente - AG
259
28
Maria Eduarda Fonseca da Costa ValeSecretária - AG
260
28
Luís Ferrão SaraivaPresidente - Conselho Fiscal
261
28
António Manuel Albino CarvalhinhoVogal - CF
262
28
Filipe José Lopes SaraivaVogal - CF
264
28

José Maria Serra Saraiva

Presidente - Direcção
265
28
Tiago Vasconcelos Duarte Moreira Pais
Vice-Presidente - Direcção
266
28
Sigurd Kalmar MatosSecretário - Direcção
267
28
João Pedro SousaTesoureiro - Direcção
268
28
Paulo Barbosa da SilvaVogal - Direcção
269
28
Rui Alexandre dos Santos RibeiroVogal - Direcção
270
28
Susana Maria Pinto de NoronhaVogal - Direcção

GRUPO DE TEATRO AMADOR DE MANTEIGAS
GTAM

«Com esta actividade iniciada em Outubro de 1972 e por escritura de 21 de Outubro de 1980, constituiu-se em Manteigas uma sociedade cooperativa de responsabilidade limitada com a denominação:
GTAM - GRUPO DE TEATRO AMADOR DE MANTEIGAS, S. C. A. R. L.
Tendo por objecto a animação, produção e difusão culturais, o incremento da participação cultural dos cidadãos e ainda o incremento de estudos etnográficos e de salvaguarda, valorização e defesa do património cultural e ecológico da região e, em geral, da promoção de actividades de carácter cultural e educativo que possibilitem a aprendizagem colectiva das relações entre os indivíduos, os grupos sociais e o meio em que vivem.»

Nota de JRG - Estes são os dados que constam do citado livro de 1985 e não refere nomes ou responsáveis...
Sabemos que tem havido TEATRO em Manteigas e deixamos A IMAGEM DE uma iniciativa de 2016 02 12, pelo Grupo de Teatro da BBU - MÚSICA VELHA.

ASSOCIAÇAO DESPORTIVA DE MANTEIGAS
A D M

facebook.com/associacaodesportivamanteigas

«Por escritura de 20 de Setembro de 1977, exarada a fl. 135 do livro 42-B do 1.° Cartório da Secretaria Notarial da Covilhã, foi constituída a ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA (A. D. M.)' cujos fins se encontram consignados no Art.º 1.° da referida escritura bem como dos respectivos Estatutos.
Artigo Primeiro
"A ASSOCIACAO DESPORTIVADE MANTEIGAS tem por fins a promoção cultural, desportiva e recreativa dos associados e a sua sede é em Manteigas, adopta a denominação referida e durará por tempo indeterminado a partir de hoje".

Equipa de 2013

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CENTRO RECREATIVO E CULTURAL DE
SANTA MARIA - MANTEIGAS



http://crcsantamaria.pt/
«Por escritura de 20 de Junho de mil novecentos e oitenta, lavrada de folhas sessenta e oito a folhas setenta e cinco verso, do livro de Notas para Escrituras Diversas, número cento e vinte e dois, do Cartório Notarial de Manteigas, a cargo da Notária Licenciada Maria Luísa Ferreira de Nascimento Ferrão, pelos senhores Luís Massano Leitão, Homero Lopes Ambrósio, José Augusto Correia, José Rabaça David, António Garcia Cruto, João Ribeiro Marcos Leitão, todos casados naturais e com residência habitual na freguesia de Santa Maria, deste concelho, João Matos Leitão, casado, natural da já citada freguesia de Santa Maria e com residência habitual na freguesia de São Pedro, deste concelho, Martiniano Martins Baptista, solteiro, maior, natural e com residência habitual na já referida freguesia de Santa Maria, Alberto Quaresma dos Santos, Joaquim Tavares Batista, Ricardo Massano Pinheiro, Manuel Prata Massano Serra, todos casados, naturais da já referida freguesia de São Pedro e com residência habitual na freguesia, já citada, de Santa Maria, e Joaquim Quaresma dos Santos, também casado, natural e com residência habitual na freguesia de São Pedro, deste concelho, foi constituída uma Associação que se regerá por Estatutos próprios...»

271
31
Maria Luísa Ferreira de Nascimento FerrãoNotária Licenciada do Cartório Notarial de Manteigas
272
31b
Luís Massano Leitão 
273
31c
Homero Lopes Ambrósio 
274
31d
José Augusto Correia 
275
31e
José Rabaça David, 
276
31f
António Garcia Cruto 
277
31g
João Ribeiro Marcos Leitão 
278
31h
João Matos Leitão 
279
31i
Martiniano Martins Baptista 
280
31j
Alberto Quaresma dos Santos 
281
31k
Joaquim Tavares Batista 
282
31l
Ricardo Massano Pinheiro 
283
31m
Manuel Prata Massano Serra 
284
31n
Joaquim Quaresma dos Santos 

ACADEMIA DE MÚSICA
PADRE JOAQUIM DIAS PARENTE

«Nota: A Escola de Música principiou por funcionar, e funciona ainda à data em que é escrita esta Monografia (1985), numa dependência da Sede da Associação dos Bombeiros Voluntários de Manteigas.»

«Em futuro mais ou menos próximo, conta-se que venha a funcionar em dependência apropriada, no edifício a construir para o CENTRO RECREATIVO E CULTURAL
DE SANTA MARIA-MANTEIGAS
sendo seu principal animador, bem como responsável pela Academia de Música
HOMERO LOPES AMBRÓSIO

(Que veio a ser presidente da Câmara Municipal de Manteigas de 1977 01 a 1979 12)

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Como EXTRA desta citado obra de José Lucas Baptista Duarte mas, cabe aqui referir esta

Associação criada em 2011 02 18

A ACTIVA
«ASSOCIAÇÃO DE ARTES E PATRIMÓNIO DE MANTEIGAS surgiu da vontade de algumas pessoas que em conjunto com o Agrupamento de Escolas de Manteigas pretendem dinamizar uma vertente cultural e artística em Manteigas. Depois de algumas reuniões, a associação foi criada e, em 18 de Fevereiro de 2011, foi legalmente constituída. A ACTIVA está aberta a todos os que queiram associar-se aos seus objectivos, nomeadamente: a identificação, criação e divulgação de actividades culturais e artísticas e o debate de ideias no âmbito do património artístico, histórico, cultural e antropológico.

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«Cabe aqui realçar a existência de duas actividades que muito contribuem, uma para o Humanitarismo e outra para a elevação do nível cultural de Manteigas:


ASSOCIAÇAO DE BOMBEIROS VOLUNTARIOS

Por iniciativa e dinamização do que foi seu primeiro Presidente - Dr. JOSÉ ESTEVES GASPAR DE CARVALHO, coadjuvado pelo primeiro Comandante - LUIS GUILHERME FIADEIRO, foi fundada em 14-11-1954, sendo os respectivos Estatutos aprovados por Alvará do Governo Civil da Guarda em 14-2-1955.

Funcionou em instalações provisórias até 17-8-1980, data em que foi inaugurado o seu novo e magnífico QUARTEL.

285
32
Dr. JOSÉ ESTEVES GASPAR DE CARVALHO 
286
32a
LUIS GUILHERME FIADEIRO 

 

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COLÉGIO EXTERNATO DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA


«Data de 1953
a sua fundação, principiando a funcionar em Outubro desse ano com um Corpo Docente de 5 Professores:

287
32c
D. Olívia Parro Botelho PereiraProfessora
288
32d
D. Maria dos Santos Capelo RoqueProfessora
289
32e
D. Maria Adelaide Espinho AscensãoProfessora
290
32f
Prof. Manuel José de AlmeidaProfessor
291
32g
Padre António TarrinhaDirector
292
32h
Teresa Oliveiraaluna
293
32i
Teresa Parro Matosaluna
294
32j
João Batista Cunha Matos Isabelaluno

«Passados que são mais de 30 anos, (1985) a frequência média anual é agora de cerca de 200 alunos, contando-se por muitas gerações as que já passaram por este Estabelecimento de Ensino.

Foi seu Fundador e até agora Director o Rev.º Padre ANTÓNIO TARRINHA que, cumulativamente e desde 1-1-1953, vem exercendo a paroquialidade da freguesia de São Pedro.» (Nota JRG - onde permaneceu até falecer em 2004 06 02 - mais de 50 anos)



Padre António Tarrinha - Alunos do 9º ano do ENSF - 1988/89

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OUTRAS ASSOCIAÇÕES

«Numa compreensiva e preocupante intenção de completar a informação sobre o assunto de que vem tratando este capítulo, aqui se evoca que a história dos tempos, baseada na tradição, recorda que, pouco mais ou menos em simultâneo com outras já referidas, existiram em Manteigas mais três Associações cuja recordação subsiste na memória de algumas gerações ainda vivas:» (ver obra 1985)

I - ASSOCIAÇÃO OPERÁRIA - dinamizada por grande massa de trabalhadores da indústria de lanifícios;

Il - ASSOCIAÇÃO 1.° DE DEZEMBRO - que abrangia uma massa heterogénea de associados de diversas camadas sociais;

Ill - ASSOCIAÇÃO NUN' ÁIVARES - cuja massa associativa era especialmente caracterizada por gente jovem.

De qualquer das Associações, não foi possível recolherem-se dados exactos quanto à data da sua fundação, bem como do tempo exacto da sua duração. Crê-se, no entanto, que não se andará longe da verdade afirmando que todas elas vigoraram na época abrangida entre os meados da primeira década deste século (XX) e cerca dos princípios dos anos 40.


ver tb -
ProducaoSocialSolidariedadeOperaria.pdf

joraga@netcabo.pt e joraga200@gmail.com ou zeraga@gmail.com

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aminhaTEIAnaREDE www.joraga.nethttp://museuvirtual.activa-manteigas.com/index.php/places/patrimonio-arqueologico/casa-das-obras/