GENTE DE MANTEIGAS


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Afinal quem é
PAULO LUÍS MARTINS?

Gente de Manteigas in G+, de José Paiva Tacanho

FIGURAS HISTÓRICAS
de MANTEIGAS in «ANTOLOGIA»,
de José Lucas Baptista Duarte
1985
PRESIDENTES de CÂMARA
de 1910 a 2017 e AQUI
AUTORES e LIVROS e AQUI
de Gente de Manteigas
in TOPONIMIA, e AQUI
de José David Lucas Batista
in CONTOS SERRANOS,
de Dr. João Isabel e AQUI
in POIOS e PROSA
de António Leitão (PDF?)
in AQUELE PROFUNDO VALE, de José Cleto Estrela e AQUI


A minha HOMENAGEM à MÚSICA NOVA que celebra 140 anos em 2017 08 07


Oficial desde 1877 08 07
«O Sr. Manuel Cunha disse: "Já chega; a partir deste momento, uma nova Banda vai nascer em Manteigas".

Tendo descoberto em Unhais da Serra um afinador de teares, que era músico e que ficou conhecido apenas pelo nome de "Pai Pata", foi buscá-lo para mestre de teares em São Gabriel e, com elementos em grande parte que vieram do velho agrupamento, o Sr. Manuel da Cunha, ainda nesse mesmo ano (1877), organiza a "Música Nova" em sete de Agosto, sai para a rua, fazendo um concerto na Praça Luís de Camões, e, até aos nossos dias, a "Filarmónica Popular Manteiguense" teve vida contínua e sempre com o mesmo nome que hoje possui.»

Uma FOTO notável de 1920
que dá para identificar os nomes de cada um pela mão de Nataniel Rosa


«"1º. PLANO - Da Esq. p/ a Direita - Francisco Baptista Borrego - António Craveiro Inácio - João Massano Paiva - Manuel Tiago Neves - Manuel Fernandes Cleto (Mestre) - António Tomaz Leitão - António Fernandes Cleto - Joaquim da Fonseca
2º. PLANO - Alexandre Cardoso dos Santos - Jaime Neves Pereira - Adelino de Carvalho - João Monsanto Lucas - Fernando Cleto - Alberto Lopes da Rosa
3º. PLANO - Germano Duarte Quaresma - Joaquim Quaresma Martins - Alfredo Neves de Matos - Manuel de Deus Leitão - João Quaresma Martins - António Pinto - João Martins Eugénio.»

"ESTA FOTO É DE 1920. Um abraço do Nataniel E. Rosa para todos os Manteiguenses amantes da DIVINA ARTE.»

1º PLANO

Francisco Baptista Borrego
António Craveiro Inácio
João Massano Paiva
Manuel Tiago Neves
Manuel Fernandes Cleto (Mestre)
António Tomaz Leitão
António Fernandes Cleto
Joaquim da Fonseca

2º PLANO

Alexandre Cardoso dos Santos
Jaime Neves Pereira
Adelino de Carvalho
João Monsanto Lucas
Fernando Cleto
Alberto Lopes da Rosa

3º PLANO

Germano Duarte Quaresma

Joaquim Quaresma Martins
Alfredo Neves de Matos
Manuel de Deus Leitão
João Quaresma Martins
António Pinto
João Martins Eugénio

MÚSICA NOVA e RANCHO de SÃO PEDRO (anos 40?)

«A fotografia é mais ou menos dos anos 41,42,43...» - José Morais

Jose Manuel Gaspar pergunta: Amigo José, gostava de saber de que ano é esta fotografia se possível.
Jose Saraiva Morais responde: Amigo José Manuel a fotografia é mais ou menos dos anos 41,42,43 .A pessoa mais velha é a o falecido Sr. Porfírio na altura Mestre da Música Nova que a ser vivo teria agora 120 ou mais anos. Do lado esquerdo vê-se o Sr. Hernâninho que teria agora 100 ou mais anos. Do lado esquerdo aquelas meninas que vemos são Rosário Poleinas e sua mana Estrêla que eu penso que ainda estejam entre nós .Um abraço amigo José Manuel.

ALGUMAS grandes ETAPAS da MÚSICA NOVA

MÚSICA NOVA 140 anos em 2017



com imagens de um vídeo - SerrEstrela de Nataniel Rosa




MÚSICA NOVA 138 anos em 2015



MÚSICA NOVA 135 anos em 2012

2010 01 12
Alessandro

2010 01 15
André Duarte



MÚSICA NOVA 130 anos em 2007


Imagem de 2008?

Imagem de 2009?

MÚSICA NOVA 125 anos em 2002

MÚSICA NOVA 120 anos em 1997

MÚSICA NOVA 110 anos em 1987


MÚSICA NOVA 100 anos em 1977



ALGUNS DADOS HISTÓRICOS recolhidos da ANTOLOGIA
de José Lucas Baptista Duarte


MÚSICA NOVA
FILARMÓNICA POPULAR MANTEIGUENSE
(Que tb pode ver em
http://www.joraga.net/gentedemanteigas/pags/001_figuras_in_JLBDuarte.htm

FUNDADORES DA
"FILARMÓNICA POPULAR MANTEIGUENSE"


desde 1877 08 07 - 1977 08 07

Com gratidão, amor e carinho,
oferecemos à nossa "MÚSICA NOVA"
este singelo trabalho, para que ~
os vindouros saibam o que foi
e o que é a Música em Manteigas,
Padre António Gomes Neves
Manuel Lúcio Ferrão Neves

Manteigas, 7/8/1977

FUNDADORES DA
"FILARMÓNICA POPULAR MANTEIGUENSE"

Manuel da Cunha

João Abrantes Martins da Cunha

Fortunato Abrantes Martins da Cunha

António Abrantes Martins da Cunha

Caetano Espinho.

PRIMEIROS REGENTES DA MUSICA DE MANTEIGAS

JOSÉ MARIA RIBEIRO CABRA O primeiro regente da Música em Manteigas, da "Sociedade Filarmónica Velha de Manteigas", que era natural de Mesquitela e se ligoue à nossa terra por ter casado com uma filha de António Martins Ramos, que era industrial na nossa ViIa, e regeu apenas durante 3 meses.
MANUEL DA COSTA MONSANTO O segundo regente, regeu a Filarmónica durante quatro anos
PADRE JOSÉ GOMES NEVES (Padre Pacha) 1869 - 1873
O terceiro regente, era o Pároco da freguesia de São Pedro, , que regeu de 1869 a 1873, em que foi paroquiar para o Cabril.
JOÃO MATA GOTA Quarto regente que era de fora e regeu apenas meses.
FRANCISCO DE PAIVA BOLÉO.

1873
Quinto regente - Ainda em 1873 veio da Covilhã o jovem mestre.

 

1877
Foi com este mestre na regência Filarmónica Velha de Manteigas" que surgiu a "Filarmónica Popular Manteiguense" no ano de 1877, e foi graças a esse Regente que a "Filarmónica Velha" não acabou, visto que, com a saída da maioria dos músicos que se transferiram para a "Filarmónica Popular Manteiguense" o velho agrupamento passou por maus bocados, chegando mesmo quase a extinção.
Em 1877, em vez de uma Banda, Manteigas passou a ter duas, quando a 29 de Janeiro deste mesmo ano Anselmo Braancamp, líder político do Partido Progressista do nosso País, consegue dissolver o Parlamento e arrasta para o seu Partido "Progressista" grande parte dos militantes dos Partidos evolucionista e regenerador.

O chefe deste partido no nosso concelho era o Sr. Manuel Cunha, homem de fabrico da Casa Matos Cunha que, para festejar o acontecimento, convidou a Música da nossa terra.

Como a Banda existente era chefiada pelo Sr. António Ribeiro, da família nobre da Quinta de São Fernando, e como este era o chefe do Partido Regenerador no nosso concelho, pediu a Manuel Cunha uma libra em ouro por cada hora de exibição. O contrato foi firmado nesta base, mas ao fim de duas horas de actuação, o Sr. Manuel Cunha disse: "Já chega; a partir deste momento, uma nova Banda vai nascer em Manteigas".

Sr. Manuel Cunha
«...homem de fabrico da Casa Matos Cunha, chefe deste partido (Partido Progressista) no nosso concelho
Tendo descoberto em Unhais da Serra um afinador de teares, que era músico e que ficou conhecido apenas pelo nome de "Pai Pata", foi buscá-lo para mestre de teares em São Gabriel e, , e, até aos nossos dias, a "Filarmónica Popular Manteiguense" teve vida contínua e sempre com o mesmo nome que hoje possui.»

OS MESTRES DA "FILARMÓNICA POPULAR MANTEIGUENSE"

Pai Pata
1877 08 07
1º Mestre - afinador de teares, que era músico, em Unhais da Serra, e com este e com com elementos em grande parte que vieram do velho agrupamento, o Sr. Manuel da Cunha, ainda nesse mesmo ano (1877), organiza a "Música Nova" em sete de Agosto, sai para a rua, fazendo um concerto na Praça Luís de Camões
Cavaca 2º Mestre
Romão 3.°
João Lucas Coelho 4.°
Carlos Baptista Leitão 5.°
António Leitão Serra (Granja) 6.°
Manuel Albuquerque 7.°
Francisco Nascimento 8.°
Gabiru 9.°
Manuel Cleto 10.° 1920?
António Lucas Saraiva 11.°
Adalberto Lucas Saraiva 12.°
Porfírio Duarte Serra 13.°
Eduardo de Carvalho Martins 14.°
José Clemente 15.°
Joaquim Quaresma dos Santos 16.°
Jaime Baptista de Carvalho 17.°
Manuel da Cruz Ramos 18.°
Joaquim Serra Saraiva (Ideia) 19 °
José Pereira Dias 20º (actual) (em 1985? ou 1977 no centenário?)
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Luís Carlos Neves Serra

2004
Música Nova conta com 60 elementos, na sua maioria jovens saídos da Escola de Música que funciona na sua sede, sob a orientação do Maestro Luís Carlos Neves Serra, e que integra a formação teórica e prática instrumental.
No ano de 2004, foi fundada a Orquestra de Sopros «Música Nova», com os elementos mais jovens que compõem a Filarmónica.

(É importante completar esta lista desde 1985 - data da Antologia até 2017)


Trio de Flautas da Música Nova - Dezembro de 2015, na Casa das Penhas Douradas
Catarina Almeida, Luís Serra, Beatriz Almeida

ALGUNS EPISÓDIOS DA VIDA DA VIDA DA "FILARMÓNICA POPULAR MANTEIGUENSE"
in ANTOLOGIA de José Baptista Lucas Duarte - pp, 149 - 151

«A primeira Banda da nossa terra não estava vinculada a qualquer das duas freguesias; era da Vila e fazia serviço em Santa Maria ou em São Pedro. Mesmo já mais tarde, com as duas Bandas, estas estavam mais ligadas: - Música Velha, à política dos Regeneradores, e a Nova, à política dos Progressistas. Assim, quando as direitas ganhavam as eleições, a Música Velha tocava no Largo da Casa das Obras e na Quinta de São Fernando; quando as eleições eram ganhas pelas esquerdas, a Música Nova festejava o acontecimento no Rossio, hoje Largo da Liberdade, e na Praça Luiz de Camões.

Já muito mais tarde, talvez porque o entusiasmo político começou a diminuir, é que cada uma das Bandas começou a ficar adestrita à sua freguesia.

Com a entrada da República, cinco de Outubro de 1910, o Hino da Monarquia, mais conhecido por Hino da Carta, foi proibido.

No primeiro Domingo de Maio de 1911, a Música Nova tinha ido cantar uma missa à freguesia de Sameiro, e tinha de cantar a Novena na Igreja de São Pedro; mas tendo chegado ainda cedo para cantar a Novena, alguns mais rebeldes disseram para os outros: "vamos dar uma volta tocando o Hino da Carta?" Todos foram unânimes, e ai vão eles tocando o Hino da Carta. Quando passavam pela Ponte da Avenida, o Ti Venês, que fazia as compras para o Sr. Afonso Costa, que vinha passar férias nas Penhas Douradas, e que já se dizia todo republicano, ficou indignado ao ouvir o Hino da Monarquia e teve a coragem de dizer: "Viva a República!"...; em tão má hora o disse, que o Ti Caixeiro, indo mesmo a passar ao lado dele, lhe enfiou o contrabaixo pela cabeça, gerando-se grande confusão e pancadaria. O que valeu ao Ti José Venês foi a Ti Carolina do Frade, mulher de sete saias, tê-lo metido debaixo da saia até que, dado como desaparecido, a Música voltou a romper com o Hino da Carta.

Isso também ia dando graves problemas com as autoridades, mas lá se arranjaram uns bons "Padrinhos" e foi o que valeu, pois já se falava que as autoridades iriam encerrar as portas do ensaio, mas desta vez a coisa correu bem e, à custa de alguns pedidos, nada aconteceu.

Com a morte do Sr. Adalberto, em 31 de Janeiro de 1937, a Música Nova passa uma grande crise, que viria a ser debelada com a vinda do Sr. Porfírio para a regência da Filarmónica Popular Manteiguense.

Com a vinda do Sr. Porfírio para a Música Nova, levantou-se, porém, uma grande polémica entre as duas Bandas da nossa terra.

A Música Nova recebe um convite da Folgosa da Madalena para as Festas de São João, naquela localidade, o que prontamente aceitou.
Quando decorria a festa, chegou uma carta por mão de alguns músicos da Música Velha e mandados pelo Sr. Padre Joaquim Dias Parente, vigário de Santa Maria (valor indiscutível da música a nível nacional), dirigida ao Sr. Padre Matos, então Pároco da Folgosa. A carta destinava-se a esclarecer se o convite tinha sido feito por engano à Música Nova. O referido Pároco entregou a carta aos mordomos da festa, e estes, por sua vez, leram-na em segredo numa palheira a alguns músicos, entre eles o Sr. Jaime Pereira. Como o Sr. Porfírio tinha vindo da Música Velha, os elementos desta desconfiaram que tivesse havido qualquer manobra secreta, tentando roubar à Música Velha o convite, e até com uma certa lógica, visto que quem costumava ir fazer esta festa era mesmo a Música Velha. A resposta foi esclarecedora, dizendo que sabiam bem que o Sr. Porfírio já estava na regência da Música Nova e, por isso mesmo, é que o convite foi feito a esta Banda.

O Sr. Padre Parente, inconformado com tudo isto, e como o Sr. Porfírio havia já muito que não se confessava, apresentou queixa ao Bispo da Diocese. Este atendeu as pretensões do Sr. Padre Parente, e a Música Nova recebe ordens de suspensão.

Até que um dia o Sr. P. José Baylão Pinheiro, Pároco de S. Pedro, apareceu no ensaio da Música Nova -- casa de Luiz Rasteiro, ao chafariz - estabelecendo-se então este diálogo:

Sr. Vigário - Porfírio, se tu quiseres, a suspensão será levantada; está nas tuas mãos.

Sr. Porfírio - Eu quero, Senhor Vigário; se está nas minhas mãos, diga o que tenho a fazer.

Sr. Vigário - O Prelado da Diocese exige que te confesses e comungues para anular a suspensão.

Sr. Porfírio - Senhor Vigário, se é essa a condição imposta, sujeito-me já a ela e confesso-me já mesmo aqui.

Sr. Vigário - Não é assim com essa pressa, homem. Eu achava melhor que os músicos fossem todos à Igreja. Amanhã é sábado; confessavam-se e, no Domingo, recebiam Nosso Senhor e então fazíamos uma grande festa.

Assim aconteceu, e a suspensão foi levantada.»

Dados de 2004 (in CMManteigas)

Direção:
António Miguel Neves Serra (Presidente)
José Eduardo Pereira Massano (Vice-Presidente)
Carla C. Leitão Abrantes de Carvalho (1.º Secretário)
Maria Eduarda Leitão Figueiredo Rosa (2.º Secretário)
José Luís Saraiva Leitão (Tesoureiro)
José Abrantes de Carvalho (Vogal/Suplente)
José Manuel Leitão Ferrão (Vogal/Suplente)
Tiago José Carvalho Batista (Vogal/Suplente)

Concelho Fiscal:
António Rui Abrantes Craveiro (Presidente)
Joaquim Quaresma Domingos (1.º Secretário)
Manuel Pereira dos Santos (2.º Secretário)

Assembleia Geral:
Luís Ferrão Saraiva (Presidente)
Rui Massano de Carvalho (1.º Secretário)
João Gabriel Craveiro Leitão (2.º Secretário)

Número de Elementos: 60
Número de Sócios: 500

CASAS DOS ENSAIOS DA
FILARMÓNICA POPULAR MANTEIGUENSE"


Sede actual (2017), no Outeiro, inaugurada em 2002 06 30, num desenho de José da Cruz Paixão
Primeira D. Elisa Mota, ainda em conjunto com a Sociedade Filarmónica de Manteigas, na antiga Rua da Encruzilhada, hoje Rua de São João de Deus.
Segunda José d' Avó, nas Entre-Hortas. Neste ensaio funcionava um bar próprio da Banda.
Terceira Luiz Lila, na Rua Dr. Pereira de Matos
Quarta Joaquim Saraiva, na Rua Dr. Pereira de Matos.
Quinta Junto à Igreja da Misericórdia e antigo Registo Civil, na Praça Luiz de Camões.
Sexta Asilo Rosalina Pereira de Matos, onde se encontra o Centro Paroquial, na Enxertada.
Sétima João Neves, na antiga Rua da Fonte de São Pedro, hoje Rua Infante D. Henrique.
Oitava Luiz Rasteiro, no Chafariz
Nona Jaime Pereira, na Rua de São João de Deus, junto à casa do primeiro ensaio que teve a Sociedade Filarmónica Velha de Manteigas.
Décima Alberto Lopes da Rosa, no Chafariz.
Décima Primeira Casa própria da Filarmónica Popular Manteiguense, na Rua de Santo António, na esquina com a Travessa de Santo António.
Nota NOTA DO SELECCIONADOR DESTA ANTOLOGIA (de 1985):
Consta, por via da tradição, que além destas, a Filarmónica teve ensaio na casa que fica na Rua Dr. José Correia Tanganho e é conhecida por "Casa dos Granjas".


Inauguração da Nova Sede, no Outeiro, em 2002 06 30


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