GENTE DE MANTEIGAS


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Afinal quem é
PAULO LUÍS MARTINS?

Gente de Manteigas in G+, de José Paiva Tacanho

FIGURAS HISTÓRICAS
de MANTEIGAS in «ANTOLOGIA»,
de José Lucas Baptista Duarte
1985
PRESIDENTES de CÂMARA
de 1910 a 2017 e AQUI
AUTORES e LIVROS e AQUI
de Gente de Manteigas
in TOPONIMIA, e AQUI
de José David Lucas Batista
in CONTOS SERRANOS,
de Dr. João Isabel e AQUI
in POIOS e PROSA
de António Leitão (PDF?)
in AQUELE PROFUNDO VALE, de José Cleto Estrela e AQUI
José David Lucas Batista

1921 09 16 - 2003 08 03


 

VER em Jose-David-Lucas-Batista-Biblio-Ilustrada-2013-07-01
Uma OBRA dedicada a este AUTOR que mais documentos produziu sobre a HISTÓRIA LOCAL no século XX e deixou a BASE e muitas PISTAS de TRABALHOS a desenvolver, como por exemplo o da TOPONÍMIA(ver mais abaixo...)


Notas sobre a história de Manteigas - 198x



Notas sobre a origem de Manteigas - 1980

A flora e a vegetação da Serra da Estrela / algumas considerações acerca desse trabalho - 1982

Património cultural e património natural do concelho de Manteigas - 1984

TOMBO DOS BENS MÓVEIS E DE RAIZ DO CONCELHO DE MANTEIGAS EM 1560 Cópia de 1766 - publicado com uma introdução, comentários e notas - 1984

O povoamento da Serra da Estrela de 1055 a 1223 e outros estudos - 1988

Do Ermínio à Serra da Estrela: notas sobre uma alteração toponímia e outros estudos - 1993

Toponímia do Concelho de Manteigas - 1994

Toponímia do Concelho de Manteigas: segunda parte -1998

Diversália: escritos próprios e alguns alheios - 2002

A Santa Casa da Misericórdia na Vila de Manteigas de 1646 a 1929: volume I - 1646 - 1700 - 2002

DISPERSÁLIA (Estudo vários locais e regionais) - 2005

Capas de algumas obras



PATRIMÓNIO CULTURAL E PATRIMÓNIO NATURAL DO CONCELHODE MANTEIGAS
1984


TOMBO DOS BENS MÓVEIS E DE RAIZ DO CONCELHO DE MANTEIGAS EM 1560 Cópia de 1766
publicado com uma introdução, comentários e notas
1984

TOPONÍMIA DO CONCELHO DE MANTEIGAS
1984

Notas sobre História de Manteigas
1985

Manteigas, Uma vila da Serra da Estrela de 1130 a 1527
1990

Do Ermínio à Serra da Estrela
Notas sobre uma alteração toponómica e outros estudos
1993

POEMAS DE VIDA E DE MORTE
Originais e Traduções
1999

A Santa Casa da Misericórdia na Vila de Manteigas de 1646 a 1929: volume I - 1646 - 1700 - 2002

DIVERSÁLIA:
escritos próprios e alguns alheios - 2002

DISPERSÁLIA
(Estudo vários locais e regionais)
2005


MANTEIGAS - BIBLIOGRAFIA ILUSTRADA - uma proposta de José Rabaça Gaspar aos interessados em colaborar e ir completando... - 2012 09


MANTEIGAS - JOSÉ DAVID LUCAS BATISTA - BIBLIOGRAFIA ILUSTRADA - uma proposta de José Rabaça Gaspar aos interessados em colaborar e ir completando...
2013 06


MANTEIGAS - TOPÓNIMOS
in «TOPONÍMIA DO CONCELHO DE MANTEIGAS» de José David Lucas Batista
1938 - 1994 - 1998
Uma proposta de estudo por José Rabaça Gaspar, Corroios, 2013 07


Doutor Justino Mendes de Almeida - (1924 - 2012)
(Reitor da Universidade. Autónoma de Lisboa, que fez um estudo sobre a obra de José David Lucas Batista - pode ver em
Jose-David-Lucas-Batista-Biblio-Ilustrada no final...)

Aqui o testemunho do Doutor Justino Mendes de Almeida:

José David Lucas Batista
Perfil humano e cultural de um natural estudioso da Beira - Serra

Prof. Doutor Justino Mendes de Almeida
(Professor e Amigo do Dr. José David Lucas Batista na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.)

«O tempo, na sua caminhada imparável, se lança no ouvido milhares de pessoas e de acontecimentos, também reforça a lembrança de outros cuja memória se torna cada vez mais viva, e mais nos faz sofrer.

José David Lucas Batista é um dos que não esquecemos.

Quando há mais de cinquenta anos o conhecemos, como estudante do primeiro ano da licenciatura em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, longe estávamos de prospectivar que se iniciava ali um convívio com quem viria a ser, pela vida fora, um Amigo dilecto.

Na Faculdade, tinha a meu cargo, entre outras, a regência da cadeira de Grego Elementar, nesse tempo de frequência obrigatória para os alunos de Germânicas. Era um martírio, para eles e para mim, mas entendíamo-nos bem, porque havia respeito mútuo.

José David começava os estudos universitários um tanto fora da idade normal, porque entretanto tinha percorrido outras sendas académicas e profissionais.

Na Escola de Regentes Agrícolas de Coimbra tinha concluído o respectivo curso. Era, portanto, Regente Agrícola (hoje seria Engenheiro Técnico Agrícola), quando se dispôs a fazer uma licenciatura na Faculdade de Letras já que o curso que tirara e lhe proporcionara uma excelente preparação agrária, de que veio mais tarde a servir-se, era insuficiente para quem manifestava uma ânsia de outros conhecimentos e um desejo ardente de enriquecimento cultural, em áreas bem diferentes das que até então cultivara. Em todo o caso, a acumulação de saber, adquirido com o exercício de práticas agrícolas e com a erudição que lhe foi transmitida na Universidade, fez dele um aluno excepcional, muito diferente da maioria dos colegas de curso.

Mas, com José David deve ter-se passado o que se verificou com a maioria de nós. Entra-se na Universidade cheios de ilusões e saímos desiludidos.

Alguma coisa fica, porém, se a semente não é lançada em terreno de todo sáfaro, e a acumulação de conhecimentos de ordem diversa fizeram de José David um aluno invulgar. Por tudo isto, foi sem dificuldade que concluiu a sua licenciatura, tendo apresentado como dissertação um estudo intitulado: "Poesia de desengano em John Clare. Subsídios para o estudo da influência da Revolução Agrária na literatura inglesa".

Conhecendo-se os seus antecedentes escolares não se estranhará que tivesse reunido no mesmo trabalho áreas de investigação à primeira vista diferentes, como também não é estranho que viesse a interessar-se por estudos na Alemanha, país onde veio a desempenhar as funções de leitor de português na Universidade de Mainz. Antes, já se tinha ocupado de "O mercado importador de arroz da Alemanha Ocidental".

Em Mainz exercia funções de professor catedrático o Doutor Heinz Kröll, antigo leitor de alemão na Universidade de Coimbra, nosso grande amigo e estudioso, durante a vida inteira, da cultura portuguesa e, em especial, de certos aspectos particulares do português quotidiano como seja, por exemplo, o que escolhera para tese de doutoramento: "Designações portuguesas para embriaguez".

Voltando ainda a fase de José David como estudante da Faculdade, devo recordar aqui os colegas com quem mais convivia e em quem encontrou maior apoio: primeiro que todos, Fernando de Mello Moser que, como aluno distintíssimo, veio a atingir a categoria de professor catedrático da mesma Faculdade e que, tal como José David, começara tarde os seus estudos universitários, mas já possuía um curriculum profissional brilhante, em particular nas áreas da tradução, da interpretação e do turismo; outro, também com actividades profissionais importantes, era o José Sampaio que desempenhava as funções de director de serviços no Banco Português do Atlântico; ainda um outro, mais novo é certo, na idade escolar normal, mas que convivia muito bem com os seus colegas, de quem muito aprendeu, era o António Aguiar Ferreira. Tratava-se, na verdade, de um grupo que se impôs à admiração dos colegas, entre os quais havia outros alunos de boa qualidade, como vieram a demonstrar na vida prática.

Dissemos atrás que José David se entusiasmou pelo alemão, de tal maneira que concorreu á vaga de leitor de português em Mainz, através do Instituto de Alta Cultura. Lugares como este eram de grande importância para a difusão de Portugal, através da língua e da cultura em geral no estrangeiro, mas não ligavam, só por si, o professor aos quadros da função pública. Por essa razão, o Dr. Lucas Batista teve de regressar a Portugal para concorrer a um lugar dos quadros públicos, que lhe concedesse direito a reforma, e assim aconteceu no ensino secundário de Manteigas, sua terra natal. Nunca deixou, porem, de estudar, investigar e publicar, aliando sempre os seus conhecimentos da ciência agrária ao culto das literaturas germânicas e também da literatura, da toponímia e da etnografia portuguesas.

Viveu com um extraordinário entusiasmo de estudioso tudo o que lhe interessava sobre Manteigas, regiões circunvizinhas e, de forma muito particular, tudo o que respeitava à Serra da Estrela.

Nos últimos anos de vida foi destruído por um desgosto fatal com a morte do filho único em quem depositava todas as esperanças. Ainda assim continuou a trabalhar. Revelou-se até num aspecto que para nós, seus amigos, era inédito: o poeta multilingue, pela facilidade que demonstrou possuir na composição em verso português, inglês e alemão.

Manteigas, sua terra natal, deve-lhe grande parte dos seus estudos e seria um acto de justiça recordar, da forma que se entenda mais adequada, o seu nome como um dos seus mais interessados naturais.

Porque, para além do estudioso, cuja lista de trabalhos anexamos a estas notas, dará uma ideia mais ampla do que foi José David Lucas Batista. Como Homem, nós que o conhecemos bem, temo-lo como exemplo para não esquecer.

Prof. Doutor Justino Mendes de Almeida
(Professor e Amigo do Dr. José David Lucas Batista na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.)

TRABALHOS de JOSÉ DAVID LUCAS BATISTA
(Lista de Prof. Doutor Justino Mendes de Almeida





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