Gil Vicente 500

Vida GV de 1460/70 a 1502 a 1536/38
500 anos de GV - de 1960 - 2002 - 2038

78 anos a celebrar o 5ºCGV como reNASCIMENTO de um TEATRO a partir da RAIZ
por José Gil Vicente da Beira e outros deNÓMIOS...

Obras de Gil Vicente:
PANORÂMICA

as 47 uma a uma

 

CANÇÕES TRADICIONAIS DE NATAL

 JANEIRAS

 

 

 (A Pg. remete para a brochura "NATAL NA ESCOLA" - Recolhas de Canções Poemas e Textos - realizada para a Escola Secundária João de Barros, Corroios, para comemorar o 10º Aniversário, Novembro de 1996)A 

Janeiras e Reis

41

Título

Língua

Origem/ Autor/

Fonte

Pg.

‘Inda agora aqui cheguei
Mal pus o pé nesta escada...

 

 

CANTAR - Caderno policp. Guarda, 4ª ed. 1960, 162

42

‘Inda agora aqui cheguei
Já começo a cantar...

 

 

CANTAR - Caderno policp. Guarda, 4ª ed. 1960, 154

42

Em Belém à meia noite...

 

 

CANTAR - Caderno policp. Guarda, 4ª ed. 1960, 152

42

REIS: Viva lá minha senhora

 

 

CANTAR - Caderno policp. Guarda, 4ª ed. 1960

42

Janeiras lindas janeiras

 

 

CANTAR - Caderno policp. Guarda, 4ª ed. 1960, 169

43

Boas noites, Boas noites
(Naquela relvinha...)

 

Vale de Lobo, BB

EtB, I vol., JLD, 2ª ed. ENP, Lx. 1944, 159

44

Viva lá...
(Naquela relvinha...)

 

Valezim, Sazes, BA

Alegrias Populares, JPPereira, ed. autor 1967 (Cancioneiro da BA), 21

45

Esta noite é de Janeiras

 

Mértola, Beja Alt.

CPP, MGiacometti, CL, Lx.,1981, 46

46

Esta Noite é de Janeiras

 

Serpa

Cancioneiro de Serpa, M. Rita O. Pinto Cortez, Ed. CMSerpa, Nov. 1994, 366

46

Quem são n’os Três Cavalheiros Serpa Cancioneiro de Serpa, M. Rita O. Pinto Cortez, Ed. CMSerpa, Nov. 1994, 368
47
Quais foram os três Cavalheiros CPP, MGiacometti, CL, Lx.,1981, 55
47
Partiram’nos três Reis Magos Cabanas, Alenquer CPP, MGiacometti, CL, Lx.,1981, 54
48

 

 ‘INDA AGORA AQUI CHEGUEI
(Janeiras) (Cantar, cad. policopiado, Guarda, 4ª ed., 1960, 162)

 

Inda agora aqui cheguei

Mal pus o pé na escada

Logo o meu coração disse:

Aqui mora gente honrada.

 

Ó irmãos na caridade

Notícias vos trago eu

Às doze horas da noite,

O Deus Menino nasceu.

 

Nasceu numas tristes palhas

Como nasce o cordeirinho;

Por causa dos meus pecados

Foi preso ao madeirinho.

 

Viva lá senhor .....

Casaquinha de veludo,

Meta a mão no seu bolsinho

Deite p’ra cá um escudo.

 

De quem é a bengalinha

Que está além no bengaleiro?

É do senhor .....

Que é um lindo cavalheiro.

 

Vamos dar a despedida

Que a cereja deu ao ramo;

Fiquem-se com Deus, senhores,

Adeus, até outro ano.

‘INDA AGORA AQUI CHEGUEI...
(Janeiras) (Cantar, cad. policopiado, Guarda, 4ª ed., 1960, 154)

 

‘Inda agora aqui cheguei

Já começo a cantar

‘Inda não pedi licença

Não sei se ma querem dar.

 

Coro

Pastores, Pastores,

Vinde todos a Belém

Adorar o Deus Menino,

Que Nossa Senhora tem.

 

Não venho aqui por boleta

Que este ano muita houve,

Venho cá pelo chouriço

P’ra ‘nha mãe fazer com couve.

 

Levante-se lá, senhora,

Desse seu lindo banquinho,

Venha o prato das filhoses

E um bom garrafão de vinho.

 

Levante-se lá, senhora

Dessa cadeira de prata,

Venha-nos dar as Janeiras,

Que está um frio que mata

 

EM BELÉM
(Janeiras) (Cantar, cad. policopiado, Guarda, 4ª ed., 1960, 152)

Em Belém, à meia noite,

Noite de tanta alegria;

Já nasceu o Deus Menino,

Filho da Virgem Maria.

 

Pastores, Pastores,

Vinde todos a Belém

Adorar o Deus Menino,

Que Nossa Senhora tem.

 

Viva lá, senhora ....

Raminho de amendoeira,

‘Inda neste mundo anda

Já no céu tem a cadeira.

 

Viva lá, o menino...

Que lá está juntinho à brasa;

Venha-nos dar as Janeiras

Que é o morgado da casa.

 

Viva lá, senhor....

Raminho de salsa crua,

Quando vai para a igreja

alumia toda a rua.

 

A todos que aí estão

Ao redor dessa fogueira,

Santa paz lhes desejamos

‘Té à hora derradeira.

REIS
in ALEGRIAS POPULARES, vol. II, Jaime Pinto Pereira, Ed. autor, 1967, p. 22 ‑ Vila Verde ‑ Tourais.

Viva lá, minha senhora,

Casaquinho de veludo;

Quando mete a mão ao bolso,

Tem dinheiro para tudo.

 

Boas Festas, Boas Festas,

Vos dizemos neste dia;

Venham-nos dar as Janeiras,

Com prazer e alegria.

 

Viva lá, minha senhora,

No seu livrinho a ler;

Quando vai para a janela,

Parece o sol a nascer.

 

Viva lá, minha senhora,

Linda estrela do norte;

Que Deus a deixe criar,

Para uma boa sorte.

 

Levante-se lá, minha senhora,

Desse banco de cortiça;

Venha-nos dar as Janeiras,

Ou de carne, ou de chouriça.

JANEIRAS, LINDAS JANEIRAS
(Janeiras) (Cantar, cad. policopiado, Guarda, 4ª ed., 1960, 169)
Letra J. Geraldes, Música: M. Fernandes

Vinde pastores depressa,

Que já nasceu o Menino,

Já se cumpriu a promessa,

Vamos a tocar o sino.

Janeiras,, lindas Janeiras,

Janeiras da minha aldeia

Sois quais estrelas fagueiras,

Nas noites de lua cheia

Janeiras, lindas Janeiras

Senhores, vimos cantar,

Boas Festas e alegrias

Vos queremos desejar.

Sopram os ventos da serra,

Caem estrelas do céus,

Alegre-se toda a terra,

Nasceu o Menino Deus.

Senhores, não demoreis,

Que é muito frio o luar;

Vinde-nos dar as Janeiras,

Que temos de caminhar.

Levantai-vos da lareira

E vinde depressa ver

a grandiosa fogueira

Que o Menino há-de aquecer.

Ó Janeiras de (Nome da terra...)

Como vós não há igual

Dais consoada aos pobres

Nestas noites de Natal.

A mensagem de Natal

A todos dê luz e amor

Oxalá por toda a vida

Vos guie com seu fulgor.

Boas noites, meus senhores,

Até para o ano que vem;

Alegria e paz em Deus

E na Virgem sua Mãe.

 

BOAS NOITES, BOAS NOITES...
(Naquela relvinha...) Recolha de várias com base na de Vale de Lobo, BB.
- EtB, I vol., JLD, 2ª ed. ENP, Lx. 1944, 159

Boas noites, boas noites,

Boas noites de alegria,

Que lhas manda o Rei da Glória,

Filho da Virgem Maria.

 

Naquela relvinha,

C’o vento gelou,

A mãe de Jesus

Tão pura ficou.

 

Dominus excelsis Deo,

Que já é nascido

O que nove meses

Andou escondido.

 

De quem será (é) o chapeuzinho

Qu’além ‘stá despindurado?

É do senhor (menino) (...)

Que Deus o faça um cravo.

 

De quem será (é) o vestidinho

Cosido com seda branca?

É da senhora (menina) (...)

Que Deus a faça uma santa.

 

De quem será (é) o pentem d’oiro

Que se achou no alvoredo?

É da senhora (menina) (...)

Que lhe caiu do cabelo.

 

De quem seriam (eram) as liguinhas

Que se acharam entre as ervas?

Eram da senhora (menina) (...)

Que lhe caíram das pernas.

 

De quem seriam (eram) as botinhas

Que se acharam (estavam) no sapateiro?

Eram do senhor (menino) (...)

Que as pagou c’o seu dinheiro.

 

Levante-se lá, senhora

Do seu banco de cortiça,

Venha-nos dar as Janeiras:

Ou morcela ou chouriça.

 

Levante-se lá, senhora

Desse seu rico banquinho,

Venha-nos dar as Janeiras

Em louvor do Deus Menino.

 

Levante-se lá, senhora,

Desse seu rico assento,

Venha-nos dar as Janeiras

Em louvor do Nascimento.

 

Levante-se lá, senhora,

Desse seu banco de prata,

Venha-nos dar as Janeiras

Que está um frio que rapa (mata).

 

(se demoram a dar as Janeiras...)

Levante-se lá, senhora

Dessa cadeirinha torta,

Venha-nos dar as Janeiras

Se não (fazemos-lhe) à porta.

 

(Se dão as Janeiras, cantam a despedida)

Despedida, despedida,

Despedida quero dar,

Os senhores desta casa

Bem nos podem desculpar.

 

(Se não dão as Janeiras)

Esta casa não é alta,

Tem apenas um andar,

Estes barbas de farelo

Nada têm p’ra nos dar.

 

Esta casa é bem alta,

Forradinha de papel,

O senhor que nela mora

É um grande furriel.

 

Esta casa é bem alta,

Forradinha a papelão,

O senhor que nela mora

É um (grande forretão) grandessíssimo ladrão.

 

(Trelinca a martelo

Torna a trelincar

Estes barbas de chibo

Não têm que nos dar.)

 

(Quando vão comer as Janeiras)

Naquela relvinha,

Naquela lameira,

Detrás da fontinha

Se come a Janeira.

Gloria in excelsis Deo,

Que já é nascido

O que nove meses

Andou escondido.

JANEIRAS
in ALEGRIAS POPULARES, vol. II, Jaime Pinto Pereira, Ed. autor, 1967, p.21

Viva lá, minha senhora,

Raminho de salsa crua;

Quando vai para a Igreja,

Alumia toda a rua

 

Viva lá, minha senhora,

A sua cara é o sol;

Prendada de diamantes

Com serafins ao redol.

 

Estas casas são bem altas,

Têm varandas de vidro;

Vivam nela muitos anos,

A senhora e seu marido.

 

Não venho cá por bolota,

Que este ano muita houve;

Venho cá por o chouriço

P’ra minha mãe cozer com couve

 

 CORO

Naquela relvinha,

Que o vento gelou;

A Mãe de Jesus,

Tão pura ficou.

Agarra, agarra

Peixinhos no mar;

Adora, adora

Jesus no altar.

De quem é aquela caneta

Forradinha de veludo?

- É do menino ...................,

Ai, que anda no estudo.

 

De quem é aquela camisa,

Que além está no lavadoiro?

- É d...   ...........................,

Que ela tem raminhos d’oiro.

 

Venho dar a despedida,

Por cima de toda a luz;

Gente nobre desta casa,

Viva sempre com Jesus.

 

Viva lá, senhor prior,

Raminho de serpão;

Quando vai para a igreja,

Os anjos lhe dão a mão.

 

JANEIRAS
in CANCIONEIRO POPULAR PORTUGUÊS, Michel Giacometti, e FLGraça, Círculo de Leitores, 1981, p.46


(Canto de peditório ‑ Mértola, Beja, 1970) 

Esta noite é de Janeiras

E dum grande merecimento,

Por ser a noite primeira

Em que Deus passou tormento.

 

Os tormentos que passou,

Eu lhes digo a verdade:

O seu sangue derramou

P’ra salvar a sociedade.

 

UM RAMINHO, DOIS RAMINHOS

UM RAMINHO DE SALSA CRUA,

AO PÉ DA TUA CAMA

NASCE O SOL E PÕE-SE A LUA

DAQUI D’ONDE EU ‘STOU BEM VEJO

UM CANIVETE A BAILAR,

PARA CORTAR A CHOURIÇA

QUE A SENHORA ME HÁ-DE DAR.

 

JANEIRAS
in Cancioneiro de Serpa, M. Rita Ortigão P. Cortez, Ed. CMSerpa, 1994, 366/7.

Esta noite é de Janeiras,

é de grande mer’cimento.

Por ser a noite primeira

em que Deus passou tormento.

 

Os tormentos que passou

de Sua livre vontade,

o Seu Sangue derramou

pra salvar a Cristandade.

 

O Seu Sangue derramou,

Seu Sangue derramaria

pra salvar a Cristandade,

São Pedro, Santa Maria!

 

Ao fim de séculos passados,

foram ver a sepultura.

Acharam ossos mirrados,

o sinal da criatura!

 

Esta noite de Ano Novo

é de tão alto valor.

Deus lhe dê muita saúde

e pão ao Sr. Doutor!

 

Viva o Sr. Dr. Carlos

que vela p’los pobrezinhos

Deus lhe dê muita saúde

pra criar os seus filhinhos!

 

Esta casa está juncada

com junquilhos da ribeira.

Viva o dono desta casa,

mais a sua companheira!

 

Esta casa está juncada

com ramos de erva cidreira.

Deus lhe dê muita saúde,

e à sua família inteira!

 

AOS REIS
in Cancioneiro de Serpa, M. Rita Ortigão P. Cortez, Ed. CMSerpa, 1994, 368/9.

QUEM SÃ ‘NOS TRÊS CAVALHEIROS 

- Quem sã’nos três cavalheiros

que fazem,

que fazem sombra no mar?

- Sã’nos três do Oriente,

que a Jesus,

que a Jesus vêm buscar!

 

Não perguntam por pousada,

nem onde,

nem onde ir pernoitar.

Só precuram’no Deus Menino,

aonde,

aonde O irão achar?

 

Foram-no achar em Roma,

revesti-,

revestido no altar,

com seis mil almas de roda,

todas pa-,

todas para comungar!

 

Missa Nova quer dizer,

Missa No-,

Missa nova quer cantar.

São João ajuda à Missa,

São Pedro,

São Pedro muda o missal!

 

QUAIS FORAM OS TRÊS CAVALHEIROS
in CANCIONEIRO POPULAR PORTUGUÊS, Michel Giacometti, e FLGraça, Círculo de Leitores, 1981, p.55. Barbacena / Elvas, Portalegre, 1970.

Solo:

- Quais foram os três cavalheiros

Ai, que fizeram,

que fizeram sombra no mare?

(bis / coro)

- Foram’nos três d’Oriente,

Ai, que Jesus

que Jesus foram achamare.

(bis / coro)

 

Desgarrada:

Ai, casa nobre e gente honrada,

(e) viva da casa o patrão!

Aí, Aí!

Ai a sua alma era guiada

(e) pró reino di a salvação. Aí, Aí.

 

Solo

Não procuram por pousada,

Ai, nem aonde,

Nem aonde o irão achare.

(bis / coro)

Procuram por Jesus Cristo,

Ai, aonde,

aonde o irão achare.

(bis / coro)

 

Desgarrada:

Ai, onde estão primos, irmãos,

(e) onde esta toda a parenteira?

Aí, Aí!

Ai, eu canto com devoção,

(e) cantaria a noite inteira.

Aí, Aí!

PARTIRAM’NOS TRÊS REIS MAGNOS
in CANCIONEIRO POPULAR PORTUGUÊS, Michel Giacometti, e FLGraça, Círculo de Leitores, 1981, p. 54. Cabanas de Torres / Alenquer, Lisboa, 1971

 

(E) partiram’nos três Reis Magnos

(e) da parte do Oriente

(e) visitaram Deus nascido,

Filho de a Virgem omnipotente.

(E) guiados pel’uma estrela,

os três Reis partiram pr’a costa,

(e) visitaram Deus-Menino

(e) quem no Céu, a terra adora.

(E) embarcaram numa nau,

(e) sem purder tempo nem hora.

(E) isto com quem Deus nãovega,

(e) do mar o vento lhe assopra.

(E) gaveiro que atrepa à gaiva,

(e) lá le respondeu de a proa,

(e) que já se avista Bolém,

(e) já se vê Lisboa toda.

O nosso rei se vestiu de gala

(e) mais a sua gente toda.

Quando chegaram ao palácio

aonde estava o nosso rei,

(e) logo le perguntaram

se estavam longe de Belém.

O nosso rei por ser tão bom

(e) foi o próprio que les disse

(e) que fossem sempre andado,

(e) que o seu caminho seguisse.

(E) logo ali le ofereceram

(e) oiro, incenso e mirra,

(e) nem ouro como o mortal,

nem incenso como o divino.

Demos louvores à Senhora,

(e) demos graças ao Menino.

(E) Boas-Festas vimos dari

(e) à vinda dos Santos Reis,

(e) também vós tereis cuidado

(e) de arranjar o que nos deis.

 

Siglas para identificar as fontes que possam apresentar mais problemas de identificação.

ASRCT

Apostolicae et Sacrorum Rituum Congregationis Typographi

aCPP 

 A CANÇÃO POPULAR PORTUGUESA

CL 

CIRCULO DE LEITORES

CPP

CANCIONEIRO POPULAR PORTUGUÊS

CsPP

 CANTARES DO POVO PORTUGUÊS

ENP 

 EMPRESA NACIONAL DE PUBLICIDADE e depois TORRES & Cta LIVRARIA FERIN

EtB

 ETNOGRAFIA DA BEIRA

IAC

 INSTITUTO DE ALTA CULTURA (Agora Instituto Camões)

JLD

 Dr. Jaime Lopes Dias

MMrt

Mem Martins

PEA

 PUBLICAÇÕES EUROPA AMÉRICA

Ped.

PORTO EDITORA

S.Sedis ASRCT 

 S. Sedis Apostolicae et Sacrorum Rituum Congregationis Typographi

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