Gil Vicente 500

Vida GV de 1460/70 a 1502 a 1536/38
500 anos de GV - de 1960 - 2002 - 2038

78 anos a celebrar o 5ºCGV como reNASCIMENTO de um TEATRO a partir da RAIZ
por José Gil Vicente da Beira e outros deNÓMIOS...

Obras de Gil Vicente:
PANORÂMICA

as 47 uma a uma

NATAL NA ESCOLA - A MAGIA DE TUDO RENOVAR
 - ou a actualização do AUTO DA VISITAÇÃO DE GIL VICENTE
um atrevimento de josé gil vicente da beira

Para se ter uma ideia da dimensão que foi dada À OUSADIA desta ACTUALIZAÇÃO  a partir desta PÁGINA pode ENCONTRAR.

00. Nesta PÁGINA - A FICHA TÉCNICA 

uma APRESENTAÇÃO crítica a levantar vários problemas...

um ÍNDICE da Brochura de 80 pp. A5 realizada em 1996 que é base deste trabalho aqui apresentado

e, como complemento, consultar, nas LINHAS seguir (carregue) na 2ª coluna (à direita) na IMAGEM ou TÍTULO para ver...

Alguns Ilustres Contemporâneos de Gil Vicente

01. 1. NOTAS com a VIDA de GIL VICENTE...

01. 2. As OBRAS no seu contexto histórico

01. 3. Os REINADOS da II Dinastia para completar o Contexto...

01. 4. As Datas dos DESCOBRIMENTOS...

01. 5. A BIBLIOGRAFIA utilizada como apoio...

02 - Uma ACTUALIZAÇÃO do AUTO da VISITAÇÃO com o próprio AUTO inserido e o AUTO PASTORIL CASTELHANO esboçado...

AUTO
adaptação
03 - 13 LISTAS de DADOS com

1 - ProvérbioS
2 - Usos e costumes de Natal
3 - 6 AUTOS de NATAL ou relacionados
4 - 9 AUTOS de Natal citados por Carolina Micaelis
5 - 8 AUTOS POPULARES - uns recolhidos outros mencionados
6 - Lista de CANÇÕES de NATAL em Português
7 - Lista de CANÇÕES de NATAL em Línguas Estrangeiras
8 - Lista de CANÇÕES para as JANEIRAS e REIS
9 - Lista de POEMAS de NATAL
10 - Lista de textos - Contos e Lendas de NATAL
11 - Lista de levantamento de Nomes Típicos na zona de Corroios
12 - Índice da Brochura de 1996
13 - As SIGLAS para se perceberem algumas referências às FONTES utilizadas

04 - Reprodução de RECOLHAS - Canções de NATAL - Cancioneiro Popular Português
ver

CANÇÕES
de NATAL CPP

04 - Reprodução de RECOLHAS - Canções de NATAL - Língua Estrangeira - Latim - Francês - Inglês - Alemão...
ver

CANÇÕES
de NATAL LEstr.

04 - Reprodução de RECOLHAS - Canções de NATAL - Janeiras e REIS
ver

CANÇÕES
de NATAL
JANEIRAS

05 - Reprodução de RECOLHAS - Poemas de NATAL
ver

POEMAS
de NATAL

06 - Reprodução de alguns CONTOS E LENDAS de NATAL
ver

CONTOS & LENDAS
de NATAL

- com PROPOSTAS para várias RECR(I)EAÇÕES a PARTIR da re/CR(E)IAÇÃO do AUTO DA VISITAÇÃO (DO VAQUEIRO) de GIL VICENTE... - 

- um desafio para a criação de uma/s peça/s de teatro sobre o o ESTADO das nossas ESCOLAS e do nosso ENSINO em PORTUGAL a partir de várias tentativas em penedo gordo - beja - dezembro de 1989 - amora - seixal - corroios - dezembro de 1995 - Junho de 1996 e 28/11/1996...  e em 2002.

- AUTO DA VISITAÇÃO - uma adaptação perversamente livre do MONÓLOGO DO VAQUEIRO - O PRIMEIRO AUTO DE GIL VICENTE representado em 7/8 de JUNHO de 1502, na câmara de D. Maria, no nascimento do futuro D. João III...

- (É)ERA uma ÉPOCA em que se descobr(em)iam NOVOS MUNDOS e NOVOS CAMINHOS e se abr(em)iam as portas para o (RE)NASCIMENTO dum MUNDO NOVO!!!

a que também CHAMÁMOS: NATAL NA ESCOLA - A MAGIA DE TUDO RENOVAR...

ficha técnica:

título NATAL NA ESCOLA - A MAGIA DE TUDO RENOVAR - ou o desafio para actualização do AUTO DA VISITAÇÃO DE GIL VICENTE
autor josé gil vicente da beira
composição e arranjo gráfico C* 486-66c + hp 550 + winword para formato A5 policopiado
tradautor e auteditor JORAGA *
local e data da 1ª escrita Penedo Gordo- Beja - Dezembro de 1989 para a Escola secundária D. Manuel I - Beja
re/escrita c/ impressão  Outubro - Dezembro de 1995 com revisões em 1996 e 2002
 nota 1 @ - todos os direitos reservados ao abrigo da lei, de todas as leis vigentes em todos os países, mesmo daquelas que não existem
nota 2 Este texto, concretamente o que se situa entre as pp. 29 e 44, já foi representado pelo GRUPO AMADOR DE TEATRO - CONTRA MISÉRIAS, da Escola Secundária Nº1 de CORROIOS, no NATAL de 1995, servindo por assim dizer de ensaio geral, para a representação que poderá fazer-se em Dezembro de 1996 ou outra data... Foi encenado e orientado por Fátima Borges, com a intervenção de Lara - Gil Vicente, Paulo Mártires - D. Manuel, Claudine - Rainha Velha, Ana Sofia - Rainha D. Maria, João Pedro - Pajem, Clara - 1º Arauto, Lígia - 2º Arauto; e os jograis: Filipa, Carla, Marta, Tânia, Sílvia, Ana Rita, Raquel e Sara.
nota 3 A 1ª escrita foi feita em Dezembro de 1989, para a Escola Secundária D. Manuel I, em Beja. Em 1995 - 1996, houve uma Edição especial com revisão e aprovação da COMISSÃO DO DECÉNIO da ESCOLA SECUNDÁRIA JOÃO DE BARROS - CORROIOS, para implementar um CONCURSO para o aparecimento de uma ou várias peças sobre o 10º ANIVERSÁRIO da Escola, durante o ano lectivo de 1996/97 e decidir sobre a oportunidade de promover a representação completa desta peça, bem como da edição e divulgação deste trabalho. foram feitos 100 exemplares policopiados. Agora esta, para difusão on-line, em 2002.

NATAL a magia de tudo renovar... ou a perversidade inocente de se mudarem as épocas e as personagens...

 

Notas para uma APRESENTAÇÃO:

... e eis que, subitamente, o Natal acontece em Junho, por arte e magia de um tal Gil Vicente que alguns dizem que era ourives, mas talvez não o tivesse sido, e vai ficar na história como o fundador do Teatro em Portugal! E este, é o outro golpe de teatro de Mestre Gil: ser fundador de uma coisa que sempre existiu..., antes e depois, mas de facto nunca tinha atingido um tal nível, tanto em quantidade, como em variedade e em diversos níveis de qualidade... centrados numa só pessoa. Para bem ou para mal? Terá sido o golpe de misericórdia na criatividade das formas populares - jogralesco e litúrgico-religioso os goliardos e outros de origem cortesã, como os "entremezes" e outros jogos dramáticos muito em uso na época..., de que nos fala Duarte Ivo Cruz - in "Introdução à História do Teatro Português" - Guimarães Editores, 1983...

... secam-se as FONTES e os pequenos Ribeiros e Ribeiras que vão correndo para o MAR... e depois, ficamos admirados que os RIOS caudalosos deixem de correr... passamos a ignorar, menosprezar, deixámos de incentivar as "pequenas" criações de origem e cariz popular... que serviram de Base e Fonte aos grandes trabalhos literários, como nos confessam por exemplo Garrett, Teófilo Braga e se podem ver em Camões, na sua poesia tradicional e nos foi legada por Leite de Vasconcelos... as DÉCIMAS POPULARES (mote + 4 décimas) deixaram de ser sequer consideradas... e depois... lamentamos que não apareçam obras  com identidade Cultural Nacional, que seduzam as grandes plateias...

... foi, diz-se, tão inesperada e espontânea esta representação - apresentação - iniciação - aparição de Gil Vicente e do teatro literário português que se atreveu a irromper pelo palácio e pela câmara da rainha D. Maria a dentro, sem que sentinelas ou armas ou pajens ou aias o conseguissem parar...

Era esta rainha D. Maria a venturosa esposa do rei Venturoso o Senhor D. Manuel I, que há dois dias tinha dado à luz o que viria a ser D. João III, e por isso o poeta e dramaturgo genial decretou NATAL... em Junho...

Diz-se também, que "...por ser cousa nova em Portugal, a rainha velha gostou tanto desta representação, que pediu ao autor que isto mesmo lhe representasse às matinas do NATAL, endereçado ao nascimento do Redemptor; e porque a substância era mais desviada, em lugar disto fez a seguinte obra:" que foi o AUTO PASTORIL CASTELHANO, endereçado às Matinas do Natal. (Ver adiante sugestão de encaixe...)

Destas palavras parece podermos concluir que, devido à intervenção da "rainha velha", íamos ficando sem o brilhante improviso (muito bem combinado e preparado "Quedáronme allí detras / Unos treinta compañeros / Porquerizos y vaqueros, Y aun creo que son mas; / Ytraen para el nacido / Esclarecido / Mil huevos y leche aosadas, / Y un ciento de quesadas; / Y han traido / Quesos, miel, lo que han podido...." original que abriu as portas da literatura ao teatro e a Gil Vicente. Valeu-nos a aposta de Gil Vicente que, para responder ao pedido da rainha velha, decidiu fazer outro Auto mais adaptado às Matinas do Natal!

Ele, o Mestre Gil bem avisou: "Quiero decir ao que vengo, ... Nuestro consejo y aldea Enviame a saber acá, Si es verdá Que parió Vuestra Nobleza?" Ele sabia que tinha um mandato... que o seu papel estava bem alicerçado e era apoiado pelos 30 ou mais companheiros que estavam à entrada... mas... claro que a Nobreza não ia encarregar o Povo Todo para "fazer os AUTOS de El-REY!!!"... é precido encarregar disso, alguém que se demarque... se isole... e finalmente se desligue!?...

Parece podermos inferir também que os reis e rainhas aí estão para impedir que o NATAL possa acontecer em Junho ou no Carnaval!... como pode passar pela pobre cabeça de algum tresloucado poeta, artista ou fingidor!!! Aquilo devia ser sim, representado nas Matinas do Natal, como era hábito na Corte!!!...

Atenção portanto senhores artistas e actores ou autores...: nada de subversões perversas! O NATAL não é no dia sete ou oito ou no dia seis do mês de Junho! Muito menos no CARNAVAL! Com coisas sérias não se brinca. Os reis, as rainhas, os presidentes e os ministros e os deputados democraticamente eleitos e as autoridades é que podem decretar que a subversão, a revolução e as greves têm de ser devidamente autorizadas e organizadas..., e a seriedade do riso a retratar a angústia, a miséria, os anseios e carências de toda uma multidão tem de ser prévia e devidamente aprovada e a festa do choro e da revolta, deve ser sábia e atempadamente transformada em manifestações espontâneas de júbilo e alegria maduramente ensaiadas e organizadas e, como é evidente, devidamente autorizadas.... e nas ocasiões por eles achadas oportunas... é esta a "democracia" que temos...

Mas, voltando ainda àquelas palavras que fomos roubar à introdução do Auto, ficamos sem saber ao certo quem é a "rainha velha" que se vai tornar a padroeira e patrona de Gil Vicente e lhe faz a inesperada encomenda para as Matinas do Natal!? Aqui, uns dizem que poderia ser a mãe de D. Manuel, pois na mesma introdução aparece, como estando presente, a rainha D. Beatriz, que afinal nunca teve o título de rainha mas de Infanta. Afinal, pelo menos é o que vai ficar como voz corrente, é que a "rainha velha" será, sem dúvida a Rainha D. Leonor, viúva de D. João II, a fundadora das Misericórdias e que vai ficar também como co-fundadora do teatro através do génio que foi Gil Vicente. Mas a verdade é que esta ilustre Senhora não consta do elenco das ilustres figuras que estavam presentes na primeira representação, como podemos ler na breve introdução ao Auto da Visitação. Ou, como era a "Rainha Velha" que todos conheciam, há só um erro de pontuação, como se sugere adiante e afinal ali estavam: "o mui poderoso Rei dom Manoel, e a Rainha (que seria D. Leonor - a viúva de D. João I)  D. Beatriz sua mãe (que nunca teve o título de Rainha mas de Infanta)... e assim, com um simples erro como admite Carolina de Michaelis, fica a corte completa como testemunhas e espectadores da primeira representação teatral de autor, que marca o princípio ou o fim (?) do Teatro em Portugal... (Ver António José Saraiva - GIL VICENTE E O FIM DO TEATRO MEDIEVAL (1942) - BERTRAND, 3ª Ed. 1981).

Quando me atrevi a adaptar / actualizar este Auto do Vaqueiro estamos (estávamos) em 1989. Era Dezembro. Havia Feiras e celebrações de Natal por todas as Escolas e pelos povoados... Como pano de fundo já decorriam as celebrações dos quinhentos anos dos DESCOBRIMENTOS. Bartolomeu Dias já em 1487/88 tinha dobrado o que para ele foi o CABO DAS TORMENTAS e logo se transformou, para El-Rei D. Manuel, no CABO DA BOA ESPERANÇA para as suas aspirações de Rei Venturoso e afortunado e se transformou, depois, em ADAMASTOR tremendo e temeroso ameaçador, para logo se transformar em tímido e atormentado gigante de pedra de coração empedernido pela traição da sua Dóris, a Thetis bem amada.., pela mão do raro génio de Camões! "Enfim, minha grandíssima estatura / Neste remoto Cabo converteram / Os Deuses; e, por mais dobradas mágoas, / Me anda Thetis cercando destas águas."

Na segunda adaptação, estávamos em 1995. Faltavam dois anos, 1997, para celebrarmos a partida de Vasco da Gama no que se chamou a Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia, mas que não foi Descoberta nenhuma. A verdadeira Descoberta tinha sido e exploração da costa Sudoeste do continente africano e a passagem a Sueste feita por Bartolomeu Dias (1487/88) que passou as Tormentas para descobrir o Cabo da Boa Esperança. Vasco da Gama, em 1497, só teve que seguir os caminhos já navegados de um e outro lado do vasto Continente que era a África que não se sabia até onde se estendia, mas nunca tinham sido seguidos de modo contínuo e para fazer uma concorrência arrasadora aos monopólios dos mercadores de Génova e Veneza... Este sim o mérito dessa Grande Vigem do Gama!

Aliás, há quem diga também que, em 1495, há quinhentos anos, parece estar oficialmente reconhecido que já se tinham feito as Descobertas das Américas do Norte, do Centro e do Sul. Insiste-se em que a Descoberta do Brasil é só em 1500, e feita por Pedro Álvares Cabral, mas há quem diga que as três Américas foram alcançadas desde 1448, cinquenta anos antes de Cristóvão Colombo, na sua terceira viagem (1498) permitir que se declarasse Descoberta a América!!! (Ver quadro, p. 26 e Bibliografia, p. 27.)

Quem há aí que seja capaz de nos desvendar estes mistérios intricáveis da história, em que a verdade só é declarada quando e como convém aos que se consideram donos da história, do mundo e da verdade...? Há, possivelmente, estes e muitos outros problemas a desvendar pelas gerações futuras, como a de saber se fomos descobrir e civilizar ou fomos pura e simplesmente, nós e os espanhóis e outros há procura de obcecada de riquezas e e terras que eram pertença de outros povos e civilizações diferentes e como a nossa complementares da humanidade... Fomos heróis ou uns meros e ferozes saqueadores?...

É por isso que nos parece importante e adequado, neste enquadramento histórico, e a celebrar em 7 de Junho de 2002, recriar a primeira peça de Gil Vicente que afinal não deve ser a sua primeira peça, mas uma reconstituição da sua primeira peça.

E queremos referir-nos ao enquadramento histórico de há quinhentos anos em que só é verdade aquilo que decidem os poderosos: - as Américas estão descobertas em 1448? ou de certeza que já se conhecem oficialmente em 1495? ou só são descobertas em 1498 com Cristóvão Colombo? ou é verdade que só em 1500 é que Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil? E descobre o quê? O que era (des)conhecidos dos povos da Europa!!! O que é a verdade? O que aconteceu, ou aquilo que ficou registado ao sabor dos cronistas que estavam ao serviço dos que mandavam?

E agora? O que é a verdade? Aquilo que acontece? Ou aquilo que é decidido pelos governos mais poderosos e pelos tribunais? Quem matou Kennedy, o John? A CIA? Um tresloucado? Um grupo? Quem impediu que saibamos a verdade?

Quem matou o Kennedy, o Bob?

Quem matou a ex-mulher de O.J. o julgamento do século que manteve Los Angeles, a América e o Mundo em "suspense", desde Julho de 1994 até à sentença: "not guilt" - "não culpado" em Outubro de 1995!!! ...? pode-se aumentar a lista indefinidamente...

A quem cabe de facto a honra e glória dos Descobrimentos? De quem o mérito da Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia? A Vasco da Gama que comandou a sua realização? A D. Manuel I que o enviou? Ao seu tio D. João II, o Príncipe Perfeito que o adaptou como filho e sucessor depois de ter perdido tragicamente o seu filho e herdeiro e de ter assassinado o Duque de Viseu seu cunhado e irmão de D. Manuel? Já vem tudo preparado desde a célebre Escola de Sagres do Infante D. Henrique que nunca existiu e a quem se fica a dever a glória de ter empreendido a saga dos Descobrimentos!!!? Mais importante do que ele terá sido o seu irmão, o infante D. Pedro, porventura o nosso Marco Pólo, viajante das Sete Partidas e genial diplomata que correu o Mundo em busca de novas do Prestes João? Ou fica-se a dever tudo, então a D. João I, o Rei de Boa Memória exaltado por Fernão Lopes que o considera quase uma sombra do seu Condestável do Reino Nuno Álvares Pereira? Ou mais do que a ele, o Mestre da Avis, tudo se fica a dever a sua esposa D. Filipa de Lencastre que educou para a vida e para o Mundo a ínclita geração?
Afinal não vem tudo já preparado desde as sábias determinações do fraco rei, o Formoso, D. Fernando que permite o fim da 1ª Dinastia e quase deitava o Reino a perder? Ou vamos atribuir todos os louros já ao Rei Lavrador, o D. Dinis e à Rainha Santa Isabel e aos seus celebrados pinhais de Leiria como símbolo de uma visão do Futuro que não era possível prever?

Aí temos a História e os seus mistérios... as suas verdades!!!

É no ano de 1995, que começaram a decorrer as Celebrações do 5º Centenário dos Descobrimentos que afinal vêm já desde 1927 (1427, Diogo de Silves terá chegado aos Açores Ocidentais e Centrais! abrindo aí a época das Descobertas!) e continua a haver 500 anos para celebrar até muito longe no ano 2000 - 2002 - 2021... (Magalhães morre em 1521, sem acabar a sua Viagem de Circum-navegação!).

Vamos fingir que estamos a celebrar, desde há oito anos, os verdadeiros quinhentos anos de algo importante como a Descoberta da passagem a Sudeste da África dobrada por Bartolomeu Dias entre finais de 1487 e princípios de 1488.
Isto permite-nos ficar ansiosos pela celebração dos quinhentos anos da Viagem de Vasco da Gama, lá para Abril / Maio de 1997!!!

Para celebrar tudo isto, parece-nos oportuno apostarmos na re/criação, evocação daquele Auto da Visitação ou do Vaqueiro que mudou aquele Natal do ano de 1502 para o dia sete ou oito de Junho!!!

Quatrocentos e noventa e três anos depois, quinhentos, agora em 2002, e seguindo o pedido da "velha rainha" vamos pedir ao autor que "isso mesmo lhe representasse às Matinas do Natal, endereçado ao Nascimento do Redentor" mas, como é evidente, nós vamos tentar situá-lo a quinhentos anos de distância, a viver os problemas que nos rodeiam em finais de 1995... 2002... e, se não for mesmo no Natal, podemos fazê-lo numa data que se achar oportuna...

A partir de quadros evocativos do Natal que devem estar espalhados por diversos locais, Presépios com figuras tradicionais, desenhos e pinturas, reconstruções estilizadas da Gruta de Belém com a sua manjedoira onde, de tempos a tempos, poderão entrar figuras animadas a fazer de figuras fixas!!!... S. José/s, Virgem/s, Menino/s Jesus/es, um/ns Burro/s, uma/s Vaquinha/s... uns reis Magos que podem ser sucessivos grupos de Gaspar/es, Baltazar/es e Belchior/es... pastores e pastoras, ovelhas, carneiros e cordeiros... vivos a mostrar figuras vivas de hoje quanto baste...

...e assim, temos o ambiente preparado para a grande celebração!!!

Em vez das figuras do Presépio tradicional delicadamente colocadas naquele cenário que será uma gruta, um curral de recolha de animais, uma estrumeira...

...pode-se, de vez em quando, por artes mágicas, mudar as figuras em Reis e Rainhas mães e Rainhas velhas e Infantas, transformando aquele curral em câmara real onde D. Maria, acompanhada do seu real esposo D. Manuel I, por sua vez acompanhado de sua mãe a Infanta D. Beatriz, que por sua vez está ao lado da rainha velha, D. Leonor, a das Misericórdias, a viúva do imortal Príncipe Perfeito D. João II que, apesar de já desaparecido ali podemos pôr como evocação, para que tudo fique completo...

... e a partir daqui, depois da transformação das figuras tradicionais em figuras históricas, nada nos impede de viajar pelas diversas épocas e figuras... e, porque não, colocar ali as figuras públicas, ilustres e não só, da nossa actualidade real, realista e risível ou possivelmente ridícula!!!

Com esta contribuição, pretendemos que a Escola que se descobre como Cultural, objecto e agente de Cultura, neste Natal de 1995, a cinco passos da viragem do milénio e já dentro do novo milénio, que nos abre insuspeitadas portas de um possível reNascimento de um Mundo Novo e nos Natais que se seguirem em qualquer data ou ocasião propícia...

Nesta época, em que a Escola toma ou tem de tomar consciência de entidade integrante e interveniente na Sociedade em transformação, sem ignorar as raízes Culturais e as novas variáveis, que lhe dão identidade...

...vamos, senhoras e senhores, re/criar, para recrear, o Auto da Visitação ou o Auto do Vaqueiro de Mestre Gil Vicente.

Para que seja devidamente conseguido, antes, talvez seja oportuno ficar com uma panorâmica, do Homem - Gil Vicente, da OBRA, da sua Época e da Bibliografia...

carregue na figura, no início da Página, para ver...

 ÍNDICE DA BROCHURA policopiada em 1996

12 - Índice da brochura que foi realizada com este TRABALHO SOBRE GIL VICENTE

Org.

Título ou assunto

Pág.

  

Notas para uma APRESENTAÇÃO

5

1

GIL VICENTE

 

1.1

Algumas NOTAS sobre a VIDA

13

1.2

OBRA e Dados históricos

18

1.3

ÉPOCA - os “Reinados” de GV

21

1.4

Algumas datas sobre os DESCOBRIMENTOS

26

1.5

BIBLIOGRAFIA consultada para esta parte

27

 

 

 

2

O AUTO DA VISITAÇÃO ou do VAQUEIRO

 

2.1

Apresentação do AUTO

29

2.2

O AUTO DO VAQUEIRO de 1502

39

2.3

o desfile dos companheiros do Vaqueiro

43

 

 

 

3

... “por ser cousa NOVA em Portugal”... o desafio da “Rainha Velha” a Gil Vicente, à Escola, ou à Juventude?...

 

3.1

O AUTO PASTORIL CASTELHANO (SÓ MIMADO) e o fim do 1º desfile.

45

3.2

Fala da Rainha Velha ‑ elogio a Gil Vicente e desafio...

47

3.3

Fala de Gil Vicente ‑ desafio à Juventude...

 

3.4

os ARAUTOS anunciam a resposta ao desafio...

52

 

 

 

4

uma tentativa de GLOSA, tradução, subversão do AUTO

 

4.1

APRESENTAÇÃO

55

4.2

AUTO DA VISITAÇÃO ou do VAQUEIRO, 1996

57

4.3

Desfile dos companheiros

66

 

 

 

5

ANEXOS - LISTA de material diverso sobre o Natal

67

5.1

Provérbios

68

 

Usos, costumes e tradições

69

5.2

Algumas representações /Autos publicados em Portugal

70

 

9 autos mencionados por Carolina Miachaëlis

70

 

Lista de alguns AUTOS POPULARES recolhidos, citados ou inéditos...

71

5.3

lista e fontes de Canções em Português, Latim, Francês, Inglês, Alemão

72

 

lista de Poemas sobre o Natal

73

 

Lista de Contos ou pequenos textos de autores diversos

75

 

 

 

 

ÍNDICE

77

FIM da APRESENTAÇÃO do AUTO do VAQUEIRO (actualizado por Zé Gil Vicente da Beira)

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