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NATAL NA
ESCOLA - A MAGIA DE TUDO RENOVAR
- ou a actualização do AUTO DA VISITAÇÃO DE GIL VICENTE
um atrevimento de josé gil vicente da beira
| Para se ter uma ideia da dimensão que foi
dada À OUSADIA desta ACTUALIZAÇÃO a partir desta
PÁGINA pode ENCONTRAR.
00. Nesta PÁGINA - A FICHA TÉCNICA
uma APRESENTAÇÃO crítica a levantar vários
problemas...
um ÍNDICE da Brochura de 80 pp. A5 realizada
em 1996 que é base deste trabalho aqui apresentado
e, como complemento, consultar, nas LINHAS seguir
(carregue) na 2ª coluna (à direita) na IMAGEM ou TÍTULO
para ver...
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Alguns Ilustres Contemporâneos de Gil Vicente
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01. 1. NOTAS com a VIDA de GIL VICENTE...
01. 2. As OBRAS no seu contexto histórico
01. 3. Os REINADOS da II Dinastia para completar o
Contexto...
01. 4. As Datas dos DESCOBRIMENTOS...
01. 5. A BIBLIOGRAFIA utilizada como apoio...
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| 02 - Uma ACTUALIZAÇÃO do AUTO da VISITAÇÃO
com o próprio AUTO inserido e o AUTO PASTORIL CASTELHANO
esboçado... |
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03 - 13 LISTAS de DADOS com
1 - ProvérbioS
2 - Usos e costumes de Natal
3 - 6 AUTOS de NATAL ou relacionados
4 - 9 AUTOS de Natal citados por Carolina Micaelis
5 - 8 AUTOS POPULARES - uns recolhidos outros mencionados
6 - Lista de CANÇÕES de NATAL em Português
7 - Lista de CANÇÕES de NATAL em Línguas Estrangeiras
8 - Lista de CANÇÕES para as JANEIRAS e REIS
9 - Lista de POEMAS de NATAL
10 - Lista de textos - Contos e Lendas de NATAL
11 - Lista de levantamento de Nomes Típicos na zona
de Corroios
12 - Índice da Brochura de 1996
13 - As SIGLAS para se perceberem algumas referências
às FONTES utilizadas
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| 04 - Reprodução de RECOLHAS - Canções de NATAL
- Cancioneiro Popular Português |
ver
CANÇÕES
de NATAL CPP
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| 04 - Reprodução de RECOLHAS - Canções de NATAL
- Língua Estrangeira - Latim - Francês - Inglês - Alemão... |
ver
CANÇÕES
de NATAL LEstr.
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| 04 - Reprodução de RECOLHAS - Canções de NATAL
- Janeiras e REIS |
ver
CANÇÕES
de NATAL
JANEIRAS
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| 05 - Reprodução de RECOLHAS - Poemas de NATAL |
ver
POEMAS
de NATAL
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| 06 - Reprodução de alguns CONTOS E LENDAS
de NATAL |
ver
CONTOS & LENDAS
de NATAL
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- com PROPOSTAS para várias RECR(I)EAÇÕES
a PARTIR da re/CR(E)IAÇÃO do AUTO DA VISITAÇÃO (DO VAQUEIRO)
de GIL VICENTE... -
- um desafio para a criação de uma/s peça/s
de teatro sobre o o ESTADO das nossas ESCOLAS e do nosso ENSINO
em PORTUGAL a partir de várias tentativas em penedo gordo
- beja - dezembro de 1989 - amora - seixal - corroios - dezembro
de 1995 - Junho de 1996 e 28/11/1996... e em 2002.
- AUTO DA VISITAÇÃO - uma adaptação perversamente
livre do MONÓLOGO DO VAQUEIRO - O PRIMEIRO AUTO DE GIL VICENTE
representado em 7/8 de JUNHO de 1502, na câmara de D. Maria,
no nascimento do futuro D. João III...
- (É)ERA uma ÉPOCA em que se descobr(em)iam
NOVOS MUNDOS e NOVOS CAMINHOS e se abr(em)iam as portas para
o (RE)NASCIMENTO dum MUNDO NOVO!!!
a que também CHAMÁMOS: NATAL NA ESCOLA
- A MAGIA DE TUDO RENOVAR...
ficha técnica:
| título |
NATAL NA ESCOLA
- A MAGIA DE TUDO RENOVAR - ou o desafio para actualização
do AUTO DA VISITAÇÃO DE GIL VICENTE |
| autor |
josé gil vicente
da beira |
| composição e arranjo gráfico |
C* 486-66c + hp
550 + winword para formato A5 policopiado |
| tradautor e auteditor |
JORAGA *
|
| local
e data da 1ª escrita |
Penedo Gordo-
Beja - Dezembro de 1989 para a Escola secundária D. Manuel
I - Beja |
| re/escrita c/ impressão |
Outubro - Dezembro
de 1995 com revisões em 1996 e 2002 |
| nota 1 |
@ - todos os direitos
reservados ao abrigo da lei, de todas as leis vigentes
em todos os países, mesmo daquelas que não existem
|
| nota
2 |
Este texto, concretamente
o que se situa entre as pp. 29 e 44, já foi representado
pelo GRUPO AMADOR DE TEATRO - CONTRA MISÉRIAS, da Escola
Secundária Nº1 de CORROIOS, no NATAL de 1995, servindo
por assim dizer de ensaio geral, para a representação
que poderá fazer-se em Dezembro de 1996 ou outra data...
Foi encenado e orientado por Fátima Borges, com a intervenção
de Lara - Gil Vicente, Paulo Mártires - D. Manuel, Claudine
- Rainha Velha, Ana Sofia - Rainha D. Maria, João Pedro
- Pajem, Clara - 1º Arauto, Lígia - 2º Arauto; e os jograis:
Filipa, Carla, Marta, Tânia, Sílvia, Ana Rita, Raquel
e Sara. |
| nota
3 |
A 1ª escrita foi
feita em Dezembro de 1989, para a Escola Secundária D.
Manuel I, em Beja. Em 1995 - 1996, houve uma Edição especial
com revisão e aprovação da COMISSÃO DO DECÉNIO da ESCOLA
SECUNDÁRIA JOÃO DE BARROS - CORROIOS, para implementar
um CONCURSO para o aparecimento de uma ou várias peças
sobre o 10º ANIVERSÁRIO da Escola, durante o ano lectivo
de 1996/97 e decidir sobre a oportunidade de promover
a representação completa desta peça, bem como da edição
e divulgação deste trabalho. foram feitos 100 exemplares
policopiados. Agora esta, para difusão on-line, em 2002.
|
NATAL a magia de tudo
renovar... ou a perversidade inocente de se mudarem as épocas
e as personagens...
Notas para uma
APRESENTAÇÃO:
... e eis que, subitamente, o Natal acontece
em Junho, por arte e magia de um tal Gil Vicente que alguns
dizem que era ourives, mas talvez não o tivesse sido, e vai
ficar na história como o fundador do Teatro em Portugal! E
este, é o outro golpe de teatro de Mestre Gil: ser fundador
de uma coisa que sempre existiu..., antes e depois, mas de
facto nunca tinha atingido um tal nível, tanto em quantidade,
como em variedade e em diversos níveis de qualidade... centrados
numa só pessoa. Para bem ou para mal? Terá sido o golpe de
misericórdia na criatividade das formas populares - jogralesco
e litúrgico-religioso os goliardos e outros de origem cortesã,
como os "entremezes" e outros jogos dramáticos muito
em uso na época..., de que nos fala Duarte Ivo Cruz - in "Introdução
à História do Teatro Português" - Guimarães Editores, 1983...
... secam-se as FONTES e os pequenos Ribeiros
e Ribeiras que vão correndo para o MAR... e depois, ficamos
admirados que os RIOS caudalosos deixem de correr... passamos
a ignorar, menosprezar, deixámos de incentivar as "pequenas"
criações de origem e cariz popular... que serviram de Base
e Fonte aos grandes trabalhos literários, como nos confessam
por exemplo Garrett, Teófilo Braga e se podem ver em Camões,
na sua poesia tradicional e nos foi legada por Leite de Vasconcelos...
as DÉCIMAS POPULARES (mote + 4 décimas) deixaram de ser sequer
consideradas... e depois... lamentamos que não apareçam obras
com identidade Cultural Nacional, que seduzam as grandes plateias...
... foi, diz-se, tão inesperada e espontânea
esta representação - apresentação - iniciação - aparição de
Gil Vicente e do teatro literário português que se atreveu
a irromper pelo palácio e pela câmara da rainha D. Maria a
dentro, sem que sentinelas ou armas ou pajens ou aias o conseguissem
parar...
Era esta rainha D. Maria a venturosa esposa
do rei Venturoso o Senhor D. Manuel I, que há dois dias tinha
dado à luz o que viria a ser D. João III, e por isso o poeta
e dramaturgo genial decretou NATAL... em Junho...
Diz-se também, que "...por ser cousa
nova em Portugal, a rainha velha gostou tanto desta representação,
que pediu ao autor que isto mesmo lhe representasse às matinas
do NATAL, endereçado ao nascimento do Redemptor; e porque
a substância era mais desviada, em lugar disto fez a seguinte
obra:" que foi o AUTO PASTORIL CASTELHANO, endereçado
às Matinas do Natal. (Ver adiante sugestão de encaixe...)
Destas palavras parece podermos concluir
que, devido à intervenção da "rainha velha", íamos ficando
sem o brilhante improviso (muito bem combinado e preparado
"Quedáronme allí detras / Unos treinta compañeros /
Porquerizos y vaqueros, Y aun creo que son mas; / Ytraen para
el nacido / Esclarecido / Mil huevos y leche aosadas, / Y
un ciento de quesadas; / Y han traido / Quesos, miel, lo que
han podido...." original que abriu as portas da literatura
ao teatro e a Gil Vicente. Valeu-nos a aposta de Gil Vicente
que, para responder ao pedido da rainha velha, decidiu fazer
outro Auto mais adaptado às Matinas do Natal!
Ele, o Mestre Gil bem avisou: "Quiero
decir ao que vengo, ... Nuestro consejo y aldea Enviame a
saber acá, Si es verdá Que parió Vuestra Nobleza?" Ele
sabia que tinha um mandato... que o seu papel estava bem alicerçado
e era apoiado pelos 30 ou mais companheiros que estavam à
entrada... mas... claro que a Nobreza não ia encarregar o
Povo Todo para "fazer os AUTOS de El-REY!!!"... é precido
encarregar disso, alguém que se demarque... se isole... e
finalmente se desligue!?...
Parece podermos inferir também que os
reis e rainhas aí estão para impedir que o NATAL possa acontecer
em Junho ou no Carnaval!... como pode passar pela pobre cabeça
de algum tresloucado poeta, artista ou fingidor!!! Aquilo
devia ser sim, representado nas Matinas do Natal, como era
hábito na Corte!!!...
Atenção portanto senhores artistas e actores
ou autores...: nada de subversões perversas! O NATAL não é
no dia sete ou oito ou no dia seis do mês de Junho! Muito
menos no CARNAVAL! Com coisas sérias não se brinca. Os reis,
as rainhas, os presidentes e os ministros e os deputados democraticamente
eleitos e as autoridades é que podem decretar que a subversão,
a revolução e as greves têm de ser devidamente autorizadas
e organizadas..., e a seriedade do riso a retratar a angústia,
a miséria, os anseios e carências de toda uma multidão tem
de ser prévia e devidamente aprovada e a festa do choro e
da revolta, deve ser sábia e atempadamente transformada em
manifestações espontâneas de júbilo e alegria maduramente
ensaiadas e organizadas e, como é evidente, devidamente autorizadas....
e nas ocasiões por eles achadas oportunas... é esta a "democracia"
que temos...
Mas, voltando ainda àquelas palavras que
fomos roubar à introdução do Auto, ficamos sem saber ao certo
quem é a "rainha velha" que se vai tornar a padroeira e patrona
de Gil Vicente e lhe faz a inesperada encomenda para as Matinas
do Natal!? Aqui, uns dizem que poderia ser a mãe de D. Manuel,
pois na mesma introdução aparece, como estando presente, a
rainha D. Beatriz, que afinal nunca teve o título de rainha
mas de Infanta. Afinal, pelo menos é o que vai ficar como
voz corrente, é que a "rainha velha" será, sem dúvida a Rainha
D. Leonor, viúva de D. João II, a fundadora das Misericórdias
e que vai ficar também como co-fundadora do teatro através
do génio que foi Gil Vicente. Mas a verdade é que esta ilustre
Senhora não consta do elenco das ilustres figuras que estavam
presentes na primeira representação, como podemos ler na breve
introdução ao Auto da Visitação. Ou, como era a "Rainha Velha"
que todos conheciam, há só um erro de pontuação, como se sugere
adiante e afinal ali estavam: "o mui poderoso Rei dom Manoel,
e a Rainha (que seria D. Leonor - a viúva de D. João I)
D. Beatriz sua mãe (que nunca teve o título de Rainha mas
de Infanta)... e assim, com um simples erro como admite Carolina
de Michaelis, fica a corte completa como testemunhas e espectadores
da primeira representação teatral de autor, que marca
o princípio ou o fim (?) do Teatro em Portugal... (Ver António
José Saraiva - GIL VICENTE E O FIM DO TEATRO MEDIEVAL
(1942) - BERTRAND, 3ª Ed. 1981).
Quando me atrevi a adaptar / actualizar
este Auto do Vaqueiro estamos (estávamos) em 1989. Era Dezembro.
Havia Feiras e celebrações de Natal por todas as Escolas e
pelos povoados... Como pano de fundo já decorriam as celebrações
dos quinhentos anos dos DESCOBRIMENTOS. Bartolomeu Dias já
em 1487/88 tinha dobrado o que para ele foi o CABO DAS TORMENTAS
e logo se transformou, para El-Rei D. Manuel, no CABO DA BOA
ESPERANÇA para as suas aspirações de Rei Venturoso e afortunado
e se transformou, depois, em ADAMASTOR tremendo e temeroso
ameaçador, para logo se transformar em tímido e atormentado
gigante de pedra de coração empedernido pela traição da sua
Dóris, a Thetis bem amada.., pela mão do raro génio de Camões!
"Enfim, minha grandíssima estatura / Neste remoto Cabo
converteram / Os Deuses; e, por mais dobradas mágoas, / Me
anda Thetis cercando destas águas."
Na segunda adaptação, estávamos em 1995.
Faltavam dois anos, 1997, para celebrarmos a partida de Vasco
da Gama no que se chamou a Descoberta do Caminho Marítimo
para a Índia, mas que não foi Descoberta nenhuma. A verdadeira
Descoberta tinha sido e exploração da costa Sudoeste do continente
africano e a passagem a Sueste feita por Bartolomeu Dias (1487/88)
que passou as Tormentas para descobrir o Cabo da Boa Esperança.
Vasco da Gama, em 1497, só teve que seguir os caminhos já
navegados de um e outro lado do vasto Continente que era a
África que não se sabia até onde se estendia, mas nunca tinham
sido seguidos de modo contínuo e para fazer uma concorrência
arrasadora aos monopólios dos mercadores de Génova e Veneza...
Este sim o mérito dessa Grande Vigem do Gama!
Aliás, há quem diga também que, em 1495,
há quinhentos anos, parece estar oficialmente reconhecido
que já se tinham feito as Descobertas das Américas do Norte,
do Centro e do Sul. Insiste-se em que a Descoberta do Brasil
é só em 1500, e feita por Pedro Álvares Cabral, mas há quem
diga que as três Américas foram alcançadas desde 1448, cinquenta
anos antes de Cristóvão Colombo, na sua terceira viagem (1498)
permitir que se declarasse Descoberta a América!!! (Ver quadro,
p. 26 e Bibliografia, p. 27.)
Quem há aí que seja capaz de nos desvendar
estes mistérios intricáveis da história, em que a verdade
só é declarada quando e como convém aos que se consideram
donos da história, do mundo e da verdade...? Há, possivelmente,
estes e muitos outros problemas a desvendar pelas gerações
futuras, como a de saber se fomos descobrir e civilizar ou
fomos pura e simplesmente, nós e os espanhóis e outros há
procura de obcecada de riquezas e e terras que eram pertença
de outros povos e civilizações diferentes e como a nossa complementares
da humanidade... Fomos heróis ou uns meros e ferozes saqueadores?...
É por isso que nos parece importante e
adequado, neste enquadramento histórico, e a celebrar em 7
de Junho de 2002, recriar a primeira peça de Gil Vicente que
afinal não deve ser a sua primeira peça, mas uma reconstituição
da sua primeira peça.
E queremos referir-nos ao enquadramento
histórico de há quinhentos anos em que só é verdade aquilo
que decidem os poderosos: - as Américas estão descobertas
em 1448? ou de certeza que já se conhecem oficialmente em
1495? ou só são descobertas em 1498 com Cristóvão Colombo?
ou é verdade que só em 1500 é que Pedro Álvares Cabral descobre
o Brasil? E descobre o quê? O que era (des)conhecidos dos
povos da Europa!!! O que é a verdade? O que aconteceu, ou
aquilo que ficou registado ao sabor dos cronistas que estavam
ao serviço dos que mandavam?
E agora? O que é a verdade? Aquilo que
acontece? Ou aquilo que é decidido pelos governos mais poderosos
e pelos tribunais? Quem matou Kennedy, o John? A CIA? Um tresloucado?
Um grupo? Quem impediu que saibamos a verdade?
Quem matou o Kennedy, o Bob?
Quem matou a ex-mulher de O.J. o julgamento
do século que manteve Los Angeles, a América e o Mundo em
"suspense", desde Julho de 1994 até à sentença: "not guilt"
- "não culpado" em Outubro de 1995!!! ...? pode-se aumentar
a lista indefinidamente...
A quem cabe de facto a honra e glória
dos Descobrimentos? De quem o mérito da Descoberta do Caminho
Marítimo para a Índia? A Vasco da Gama que comandou a sua
realização? A D. Manuel I que o enviou? Ao seu tio D. João
II, o Príncipe Perfeito que o adaptou como filho e sucessor
depois de ter perdido tragicamente o seu filho e herdeiro
e de ter assassinado o Duque de Viseu seu cunhado e irmão
de D. Manuel? Já vem tudo preparado desde a célebre Escola
de Sagres do Infante D. Henrique que nunca existiu e a quem
se fica a dever a glória de ter empreendido a saga dos Descobrimentos!!!?
Mais importante do que ele terá sido o seu irmão, o infante
D. Pedro, porventura o nosso Marco Pólo, viajante das Sete
Partidas e genial diplomata que correu o Mundo em busca de
novas do Prestes João? Ou fica-se a dever tudo, então a D.
João I, o Rei de Boa Memória exaltado por Fernão Lopes que
o considera quase uma sombra do seu Condestável do Reino Nuno
Álvares Pereira? Ou mais do que a ele, o Mestre da Avis, tudo
se fica a dever a sua esposa D. Filipa de Lencastre que educou
para a vida e para o Mundo a ínclita geração?
Afinal não vem tudo já preparado desde as sábias determinações
do fraco rei, o Formoso, D. Fernando que permite o fim da
1ª Dinastia e quase deitava o Reino a perder? Ou vamos atribuir
todos os louros já ao Rei Lavrador, o D. Dinis e à Rainha
Santa Isabel e aos seus celebrados pinhais de Leiria como
símbolo de uma visão do Futuro que não era possível prever?
Aí temos a História e os seus mistérios...
as suas verdades!!!
É no ano de 1995, que começaram a decorrer
as Celebrações do 5º Centenário dos Descobrimentos que afinal
vêm já desde 1927 (1427, Diogo de Silves terá chegado aos
Açores Ocidentais e Centrais! abrindo aí a época das Descobertas!)
e continua a haver 500 anos para celebrar até muito longe
no ano 2000 - 2002 - 2021... (Magalhães morre em 1521, sem
acabar a sua Viagem de Circum-navegação!).
Vamos fingir que estamos a celebrar, desde
há oito anos, os verdadeiros quinhentos anos de algo importante
como a Descoberta da passagem a Sudeste da África dobrada
por Bartolomeu Dias entre finais de 1487 e princípios de 1488.
Isto permite-nos ficar ansiosos pela celebração dos quinhentos
anos da Viagem de Vasco da Gama, lá para Abril / Maio de 1997!!!
Para celebrar tudo isto, parece-nos oportuno
apostarmos na re/criação, evocação daquele Auto da Visitação
ou do Vaqueiro que mudou aquele Natal do ano de 1502 para
o dia sete ou oito de Junho!!!
Quatrocentos e noventa e três anos depois,
quinhentos, agora em 2002, e seguindo o pedido da "velha rainha"
vamos pedir ao autor que "isso mesmo lhe representasse
às Matinas do Natal, endereçado ao Nascimento do Redentor"
mas, como é evidente, nós vamos tentar situá-lo a quinhentos
anos de distância, a viver os problemas que nos rodeiam em
finais de 1995... 2002... e, se não for mesmo no Natal, podemos
fazê-lo numa data que se achar oportuna...
A partir de quadros evocativos do Natal
que devem estar espalhados por diversos locais, Presépios
com figuras tradicionais, desenhos e pinturas, reconstruções
estilizadas da Gruta de Belém com a sua manjedoira onde, de
tempos a tempos, poderão entrar figuras animadas a fazer de
figuras fixas!!!... S. José/s, Virgem/s, Menino/s Jesus/es,
um/ns Burro/s, uma/s Vaquinha/s... uns reis Magos que podem
ser sucessivos grupos de Gaspar/es, Baltazar/es e Belchior/es...
pastores e pastoras, ovelhas, carneiros e cordeiros... vivos
a mostrar figuras vivas de hoje quanto baste...
...e assim, temos o ambiente preparado
para a grande celebração!!!
Em vez das figuras do Presépio tradicional
delicadamente colocadas naquele cenário que será uma gruta,
um curral de recolha de animais, uma estrumeira...
...pode-se, de vez em quando, por artes
mágicas, mudar as figuras em Reis e Rainhas mães e Rainhas
velhas e Infantas, transformando aquele curral em câmara real
onde D. Maria, acompanhada do seu real esposo D. Manuel I,
por sua vez acompanhado de sua mãe a Infanta D. Beatriz, que
por sua vez está ao lado da rainha velha, D. Leonor, a das
Misericórdias, a viúva do imortal Príncipe Perfeito D. João
II que, apesar de já desaparecido ali podemos pôr como evocação,
para que tudo fique completo...
... e a partir daqui, depois da transformação
das figuras tradicionais em figuras históricas, nada nos impede
de viajar pelas diversas épocas e figuras... e, porque não,
colocar ali as figuras públicas, ilustres e não só, da nossa
actualidade real, realista e risível ou possivelmente ridícula!!!
Com esta contribuição, pretendemos que
a Escola que se descobre como Cultural, objecto e agente de
Cultura, neste Natal de 1995, a cinco passos da viragem do
milénio e já dentro do novo milénio, que nos abre insuspeitadas
portas de um possível reNascimento de um Mundo Novo e nos
Natais que se seguirem em qualquer data ou ocasião propícia...
Nesta época, em que a Escola toma ou tem
de tomar consciência de entidade integrante e interveniente
na Sociedade em transformação, sem ignorar as raízes Culturais
e as novas variáveis, que lhe dão identidade...
...vamos, senhoras e senhores, re/criar,
para recrear, o Auto da Visitação ou o Auto do Vaqueiro de
Mestre Gil Vicente.
Para que seja devidamente conseguido,
antes, talvez seja oportuno ficar com uma panorâmica, do Homem
- Gil Vicente, da OBRA, da sua Época e da Bibliografia...
carregue na figura, no início
da Página, para ver...
 
ÍNDICE
DA BROCHURA policopiada em 1996
12 - Índice da brochura que
foi realizada com este TRABALHO SOBRE GIL VICENTE
|
Org.
|
Título ou assunto
|
Pág.
|
|
|
Notas para uma APRESENTAÇÃO
|
5
|
|
1
|
GIL VICENTE
|
|
|
1.1
|
Algumas NOTAS sobre a VIDA
|
13
|
|
1.2
|
OBRA e Dados históricos
|
18
|
|
1.3
|
ÉPOCA - os “Reinados” de GV
|
21
|
|
1.4
|
Algumas datas sobre os DESCOBRIMENTOS
|
26
|
|
1.5
|
BIBLIOGRAFIA consultada para esta parte
|
27
|
|
|
|
|
|
2
|
O AUTO DA VISITAÇÃO ou do VAQUEIRO
|
|
|
2.1
|
Apresentação do AUTO
|
29
|
|
2.2
|
O AUTO DO VAQUEIRO de 1502
|
39
|
|
2.3
|
o desfile dos companheiros do Vaqueiro
|
43
|
|
|
|
|
|
3
|
... “por ser cousa NOVA em
Portugal”... o desafio da “Rainha Velha” a Gil Vicente,
à Escola, ou à Juventude?...
|
|
|
3.1
|
O AUTO PASTORIL CASTELHANO (SÓ MIMADO)
e o fim do 1º desfile.
|
45
|
|
3.2
|
Fala da Rainha Velha ‑
elogio a Gil Vicente e desafio...
|
47
|
|
3.3
|
Fala de Gil Vicente ‑
desafio à Juventude...
|
|
|
3.4
|
os ARAUTOS anunciam a resposta
ao desafio...
|
52
|
|
|
|
|
|
4
|
uma tentativa de GLOSA, tradução,
subversão do AUTO
|
|
|
4.1
|
APRESENTAÇÃO
|
55
|
|
4.2
|
AUTO DA VISITAÇÃO ou do VAQUEIRO,
1996
|
57
|
|
4.3
|
Desfile dos companheiros
|
66
|
|
|
|
|
|
5
|
ANEXOS - LISTA de
material diverso sobre o Natal
|
67
|
|
5.1
|
Provérbios
|
68
|
|
|
Usos, costumes e tradições
|
69
|
|
5.2
|
Algumas representações /Autos publicados
em Portugal
|
70
|
|
|
9 autos mencionados por Carolina Miachaëlis
|
70
|
|
|
Lista de alguns AUTOS POPULARES recolhidos,
citados ou inéditos...
|
71
|
|
5.3
|
lista e fontes de
Canções em Português,
Latim, Francês, Inglês, Alemão
|
72
|
|
|
lista de Poemas sobre
o Natal
|
73
|
|
|
Lista de Contos ou
pequenos textos de autores
diversos
|
75
|
|
|
|
|
|
|
ÍNDICE
|
77
|

FIM da APRESENTAÇÃO
do AUTO do VAQUEIRO (actualizado por Zé Gil Vicente
da Beira)
voltar
ao início GilVic
|