Gil Vicente 500

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78 anos a celebrar o 5ºCGV como reNASCIMENTO de um TEATRO a partir da RAIZ
por José Gil Vicente da Beira e outros deNÓMIOS...

FARÇA DE INES PEREIRA (1523)

 

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FARÇA DE INES PEREIRA

«A seguinte farça de folgar foi representada ao muito alto e mui poderoso Rei D. João o terceiro do nome em Portugal, no seu Convento de Tomar, era do Senhor 1523. O seu argumento he que, porquanto duvidavão certos homens de bom saber, se o Autor fazia de si mesmo estas obras, ou se as furtava de outros autores, lhe derão este tema sôbre que fizesse: s. hum exemplo comum que dizem: Mais quero asno que me leve, que cavalo que me derrube. E sôbre este motivo se fez esta farça.»


D. João III, reinou de 1521 a 1557 a quem se ficou a dever a construção do Convento de Cristo em Tomar.

«A origem do conjunto monacal dos templários reporta-se ao séc. XII, prosseguindo, a partir de 1320, na posse da Ordem de Cristo. Foi engrandecido pelas acções do Infante D. Henrique, D. Manuel I e D. João III. Desde a construção da primitiva e singular charola octogonal do séc. XII, com influências do próximo Oriente, e que foi, no séc. XVI, adaptada a capela-mor da nova construção manuelina, até D. João III, intervieram no Mosteiro, mestres como Diogo de Arruda, João de Castilho, Diogo Torralva e Filipe Terzi. Encontra-se classificado como Património Mundial.»


Janela da Sala do Capítulo do Convento de Cristo em Tomar

Constituído por sete claustros e outros edifícios, contém no seu interior notáveis obras de arquitectura. Provavelmente o Claustro de D João III, o Claustro principal do Convento de Cristo, é a mais monumental e bela obra do Renascimento, levada a cabo pelo arquitecto Diogo de Torralva, a quem se deve também a construção de um outro monumento em Tomar, a Igreja de N. Senhora da Conceição.
Os restantes são o Claustro das Lavagens e o Claustro de D. Henrique, que remontam à primeira metade do século XV. O Claustro de Stª Bárbara é quase esmagado pela monumentalidade da Janela do Capítulo que se debruça sobre o mesmo. Restam os Claustros da Micha (1528), o Claustro das Hospedarias constituído por dois pisos (1541) e finalmente o Claustro dos Corvos.

in OBRAS de Gil Vicente, Tomo I, 1907, Tomo II, 1912 e Tomo III, 1914, com revisão, prefácio e notas de Mendes dos Remédios, Coimbra França Amado Editor.  (os 3 encadernados num volume)

Vol II - Figuras p. 317 e 1ª Página 318...

a D. João III, no seu Convento de Tomar, era de 1523.

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