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FARÇA
DE INES PEREIRA (1523)
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FARÇA
DE INES PEREIRA
«A
seguinte farça de folgar foi representada ao muito
alto e mui poderoso Rei D. João o terceiro do nome
em Portugal, no seu Convento de Tomar, era do Senhor 1523.
O seu argumento he que, porquanto duvidavão certos
homens de bom saber, se o Autor fazia de si mesmo estas
obras, ou se as furtava de outros autores, lhe derão
este tema sôbre que fizesse: s. hum exemplo comum
que dizem: Mais quero asno que me leve, que cavalo que
me derrube. E sôbre este motivo se fez esta farça.»

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D.
João III, reinou de 1521 a 1557 a quem se ficou
a dever a construção do Convento de Cristo
em Tomar.
«A
origem do conjunto monacal dos templários reporta-se
ao séc. XII, prosseguindo, a partir de 1320, na
posse da Ordem de Cristo. Foi engrandecido pelas acções
do Infante D. Henrique, D. Manuel I e D. João III.
Desde a construção da primitiva e singular
charola octogonal do séc. XII, com influências
do próximo Oriente, e que foi, no séc. XVI,
adaptada a capela-mor da nova construção
manuelina, até D. João III, intervieram
no Mosteiro, mestres como Diogo de Arruda, João
de Castilho, Diogo Torralva e Filipe Terzi. Encontra-se
classificado como Património Mundial.»
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Janela
da Sala do Capítulo do Convento de Cristo em Tomar
Constituído por sete claustros e outros edifícios,
contém no seu interior notáveis obras de arquitectura.
Provavelmente o Claustro de D João III, o Claustro principal
do Convento de Cristo, é a mais monumental e bela obra
do Renascimento, levada a cabo pelo arquitecto Diogo de Torralva,
a quem se deve também a construção de um
outro monumento em Tomar, a Igreja de N. Senhora da Conceição.
Os restantes são o Claustro das Lavagens e o Claustro de
D. Henrique, que remontam à primeira metade do século
XV. O Claustro de Stª Bárbara é quase esmagado
pela monumentalidade da Janela do Capítulo que se debruça
sobre o mesmo. Restam os Claustros da Micha (1528), o Claustro
das Hospedarias constituído por dois pisos (1541) e finalmente
o Claustro dos Corvos.
in OBRAS de Gil Vicente, Tomo I, 1907, Tomo II, 1912 e
Tomo III, 1914, com revisão, prefácio e notas de Mendes
dos Remédios, Coimbra França Amado Editor. (os 3
encadernados num volume)
Vol
II - Figuras p. 317 e 1ª Página 318...
a
D. João III, no seu Convento de Tomar, era de 1523.


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