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nota importante sobre este AUTO
...
«Gil Vicente publicou em vida alguns dos seus autos,
em folhetos de cordel, folhas soltas ou "volantes".
Destas edições, algumas das quais proibidas
pela Inquisição, apenas se conhecem o Auto
da Barca do Inferno, A Farsa de Inês Pereira, o
D. Duardos e O Pranto da Maria Parda, além de três
peças que não figuram na Copilaçam
de todalas obras de Gil Vicente, organizada e publicada
em 1562 pelo filho Luís Vicente, manifestamente
incompleta e defeituosa; essas três peças
são o Auto da Festa, publicada pelo conde de Sabugosa,
e o Auto de Deus Padre, Justiça e Misericórdia
e Obra da Geração Humana, publicadas mais
recentemente por I.S. Révah. A autenticidade
destas três obras tem sido posta em dúvida,
mas é indubitável que a Copilaçam,
fonte quase exclusiva, como vemos, do teatro vicentino,
está incompleta: faltam-lhe pelo menos três
autos de que temos notícia e que foram proibidos
( Auto da Aderência do paço, Auto da Vida
do Paço e Jubileu de Amores). Por outro
lado, a cronologia indicada por Luís Vicente tem
vários erros evidentes, deficiência grave
para o bom conhecimento de sua linha evolutiva(...)"
...
de
Esther PS Rosado - VER in - navedapalavra.com.br