O CANTO DO CANTE
GRUPOS CORAIS ALENTEJANOS

por um Cigano Castanho vindo da Serra da Estrela
JORAGA o acrónimo de JOsé RAbaça GAspar

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Índice dos GRUPOS CORAIS ALENTEJANOS
1.
OBRAS & AUTORES
o CANTE do AQUÉM TEJO
2.
o CANTO do CANTE
os Grupos Corais
VOZes do Ventre da Terra
GALERIA de GRUPOS
algumas MÚSICAS e...
3.
Actualizações & Ilustrações
GALERIA de Extras
Grupos e Símbolos
4.
Textos:
ABERTO a
Comentários e NOTAS
O CANTE
a VOZ DO VENTRE DA TERRA

Outros CANTORES ALENTEJANOS...

a serem actualizados na medida das possibilidades...

Música Tradicional Alentejana
por Francisco Baião e Manuel Aleixo
São Matias - Beja - 2011

Algumas dezenas de MODAS gravadas no estúdio caseiro do Manuel Alexandre, em São Matias, Beja, nalgumas horas - Fora d'Horas...

Letra de Dona Antónia Carvalho;
Música e voz de Manuel Alexandre, São Matias, Beja.

«A D. Antónia hoje passou pelo meu escritório e deixou-me esta coisa assim muito simples. Eu prometi juntar a musica.
15 de Novembro de 2011 - Manuel Alexandre»

VIVER A VIDA

Oh vida dai-nos a vida
Que valha a pena viver
Há muito quem viva a vida
E outros vivem sem saber

Desde o princípio da vida
Que a vida nos dá o Ser
Tudo na Vida tem vida
Tudo na Vida é viver

Vai vivendo a Tua vida
E não olhes para trás
Que uma vida bem vivida
É a vida de amor e Paz

Dona Antónia Carvalho, em 15 de Novembrode 2011
(Enviada e com música de Manuel Aleixo - 2011 11 19)

«Hoje é sábado, dia 19, aproveitei para gravar a musica com a letra da D.Antónia. Será uma «prenda» ou um agradecimento a ela.
Deixo o mp3 para ti, conforme te prometi.( em primeira mão )
Um grande abraço
Manel»

Pode ver outro poema da D. Antónia:
http://www.joraga.net/iBrito/pags/05outrosPoetasSMatias06.htm

Música Tradicional Alentejana
por Francisco Baião e Manuel Aleixo
São Matias - Beja - 2011

DÁ-ME UMA GOTINHA D'ÁGUA

Fui à fonte beber água
Achei um raminho verde
Quem o perdeu tinha amores
Quem o perdeu tinha amores
Quem o achou tinha sede!

Dá-me uma gotinha d’água
Dessa que eu oiço correr!
Entre pedras e pedrinhas,
Entre pedras e pedrinhas,
Alguma gota há-de haver!

Alguma gota há-de haver,
Quero molhar a garganta,
Quero cantar com’a rola
Quero cantar com’a rola
Como a rola ninguém canta!

Daqui até à malhada
Lindos beijos lhe vou dando
Já cá levo a minha noiva
Já cá levo a minha noiva
Já me posso ir andando

Dá-me uma gotinha d’água
Dessa que eu oiço correr
Etc.

SE FORES ao Alentejo

Se fores ao Alentejo,
pergunta pela Mariana.
É uma moça baixinha
que até no cantar tem fama.

Marianita é baixinha
Usa a saia abana, abana
Quero com isto dizer-te
Levanta a saia, Mariana

Levanta a saia, Mariana
Debaixo dessa sombrinha
Tenho-te dito mil vezes
Marianita hás-de ser minha.

Meu Alentejo
Como tu não há igual
Há muito que te não vejo
A cantar por Portugal

Vamos todos a cantar
Esta canção de alegria
Dar as mãos e sonhar
Amanhã é outro dia

Dia de felicidade
Aquele que vai nascer
Minha terra que saudade
Minha terra que saudade
Cantemos para esquecer

Meu Alentejo
Tu és planície sem par
Só tu sentes o desejo
Vem toda a gente a cantar

Meu Alentejo
Como tu Não há igual
Há muito que te não vejo
A cantar por Portugal

Vamos todos a cantar (...) ….. Duas vezes e acaba

(Hino de "os Chaparros", de Santiago do Cacém)

Maria da Rocha,
Do alto rochedo,
Quem namora a Rocha,
quem namora a Rocha,
Namora-a sem medo.

Namora-a sem medo,
Medo de ninguém,
Maria da Rocha, Maria da Rocha,
Da rocha, meu bem.

Tu vê lá se queres,
Tu vê lá se querias,
Que no mundo inteiro,
que no mundo inteiro.
Não faltam Marias.

E não faltam Marias,
Não faltam mulheres,
Tu vê lá se querias,
Tu vê lá se querias,
Tu vê lá se queres.

Quando luxa a filha,
Luxa o pai também,
Maria da Rocha, Maria da Rocha,
Da Rocha meu bem.

Ai que praias tão lindas, tão belas,
'ra meia noite, estava a sonhar,
Assentado no barco mais ela ,
Namorndo ao fresco luar.
Ceifeira, Linda Ceifeira

O sol é que alegra o dia,
Pela manhã quando nasce.
Ai de nós o que seria
Se o sol um dia faltasse!

Ceifeira, linda ceifeira!
Eu hei-de casar contigo!
Lá nos campos, secos campos,
À calma ceifando o trigo

À calma ceifando o trigo
Pela força do calor!
Ceifeira, linda ceifeira
Hás-de ser o meu amor!

O tempo atrasado esquece...
E a mim ao pensar me vem..
Todo erro se conhece
Quando remédio não tem!

Linda Noiva tem Portel
És tu ó serra do mendro (Mi + La + Si +)
Vestida de malmequer (La + Si + Mi +)
E raminhos de aloendro

Teu nome custou á vida
Está escrito no papel
E no mundo és conhecida
Pela serra de Portel

És linda na primavera
Os campos mudam de cor
E chegam as andorinhas
Na serra há tanta flor

De loucuras ou ciúmes
De alecrim és perfumada
Ó Serra de pão e lume
De portel moira encantada

Linda Noiva tem Portel
És tu ó serra do mendro
Vestida de malmequer
E raminhos de aloendro

Teu nome custou á vida
Está escrito no papel
E no mundo és conhecida
Pela serra de Portel

Verão

Brasa dourada e celeste
Esvaiu do campo agreste
Doirando mais as espigas
Ceifeiros corpos curvados
Ceifando e atando em molhos
A bênção loira da vida

Meu Alentejo
Enquanto isto se processa
O Sol ferido e sem pressa
Queima mais até as bronzear
O Suor rasga a camisa
Homem queimado mais fica
E a vida é feita de brasa.

O calor castiga os corpos
Os ceifeiros vão ceifando
Sem para o seu labor
O seu cantar é dolente
É certo que é boa gente
Tem mais sol e tem mais cor

Instrumental

Meu Alentejo
Enquanto isto se processa
O Sol ferido e sem pressa
Queima mais até as bronzear
O Suor rasga a camisa
Homem queimado mais fica
E a vida é feita de brasa.

(Duas vezes e termina)

Ó rama, ó que linda rama,
Ó rama da oli veira!
O meu par é o mais lindo
Que anda aqui na roda inteira!

Que anda aqui na roda inteira,
Aqui e em qualquer lugar,
Ó rama, que linda rama,
Ó rama do olival!

Eu gosto muito de ouvir
Cantar a quem aprendeu.
Se houvera quem me ensinara,
Quem aprendia era eu!

Não m'invejo de quem tem
Parelhas, éguas e montes;
Só m'invejo de quem bebe
A água em todas as fontes.

Fui à fonte beber água,
Encontrei um ramo verde;
Quem o perdeu tinha amores,
Quem o achou tinha sede.

Debaixo da oliveira
Não se pode namorar;
A folha é miudinha,
Deixa passar o luar.

OLHA A NOIVA SE VAI LINDA

Anda cá para os meus braços
Se bom filho queres ser
Os meus braços dão saúde,
A quem está, a quem está
Para morrer

OLHA A NOIVA SE VAI LINDA
NO DIA DO SEU NOIVADO
TAMBÉM EU QUERIA SER
TAMBÉM EU QUERIA SER
TAMBÉM EU QUERIA, TAMBÉM QUERIA
SER CASADO

SER CASADO E TER JUIZO
ACHO QUE É BONITO ESTADO
TAMBÉM EU QUERIA SER
TAMBÉM EU QUERIA SER
TAMBÉM EU QUERIA, TAMBEM QUERIA
SER CASADO

Menina tire a camisa
Que tem á sua Janela
Que a camisa sem a gola
Lembra-me , lembra-me
A dona sem ela

OLHA A NOIVA SE VAI LINDA
NO DIA DO SEU NOIVADO
TAMBÉM EU QUERIA SER
TAMBÉM EU QUERIA SER
TAMBÉM EU QUERIA, TAMBÉM QUERIA
SER CASADO

SER CASADO E TER JUIZO
ACHO QUE É BONITO ESTADO
TAMBÉM EU QUERIA SER
TAMBÉM EU QUERIA SER
TAMBÉM EU QUERIA, TAMBEM QUERIA
SER CASADO

Adeus vila de Portel
Tão longe me vais ficando
Minha boca, se vai rindo
Meus olhos, meus olhos
Se vão chorando

OLHA A NOIVA SE VAI LINDA
NO DIA DO SEU NOIVADO
TAMBÉM EU QUERIA SER
TAMBÉM EU QUERIA SER
TAMBÉM EU QUERIA, TAMBÉM QUERIA
SER CASADO

SER CASADO E TER JUIZO
ACHO QUE É BONITO ESTADO
TAMBÉM EU QUERIA SER
TAMBÉM EU QUERIA SER
TAMBÉM EU QUERIA, TAMBEM QUERIA
SER CASADO

“Vila de Frades”

INSTRUMENTAL

Um sangue rubro dessa sua cor
O seu perfume no seu paladar
Canta o Alentejo os seus sabores
Esse desejo de saber cantar

Vila de Frades já não tem abades
Mas tem adegas que são catedrais
Os seus palhetes são brilharetes
São de beber e chorar por mais (duas vezes )

São de beber e chorar por mais
Nossas gargantas são o seu caminho
Cantam os melros cantam os pardais
Cantamos nós à festa do vinho


Vila de Frades já não tem abades
Mas tem adegas que são catedrais
Os seus palhetes são brilharetes
São de beber e chorar por mais Duas vezes)


Pacata pura sem grandes alardes
Também outrora tomada à moirana
Branca e singela é Vila de Frades
Nesta planície linda alentejana


Vila de Frades já não tem abades
Mas tem adegas que são catedrais
Os seus palhetes são brilharetes
São de beber e chorar por mais (três vezes e termina)

Vou-me embora, vou partir mas tenho esperança
de correr o mundo inteiro, quero ir
quero ver e conhecer rosa branca
e a vida do marinheiro sem dormir

E a vida do marinheiro branca flor
que anda lutando no mar com talento
adeus adeus minha mãe, meu amor
eu hei-de ir hei-de voltar com o tempo

Vamos todos a cantar, esta canção de alegria
Dar as mãos e sonhar, que amanhã é outro dia
Dia de felicidade, daquele que vai nascer
Minha terra que saudade, minha terra que saudade
Cantemos para esquecer.

(Refrão)

Meu Alentejo, tu és planície sem paz
Só tu sentes e eu desejo, ver toda a gente a cantar
Meu Alentejo, como tu não há igual
Há muito que te não vejo, a cantar por Portugal.
Vamos todos a cantar, esta canção de alegria
Dar as mãos e sonhar, que amanhã é outro dia
Dia de felicidade, daquele que vai nascer
Minha terra que saudade, minha terra que saudade
Cantemos para esquecer.

(Refrão)

Meu Alentejo, tu és planície sem paz
Só tu sentes e eu desejo, ver toda a gente a cantar
Meu Alentejo, como tu não há igual
Há muito que te não vejo, a cantar por Portugal.
Vamos todos a cantar, esta canção de alegria
Dar as mãos e sonhar, que amanhã é outro dia
Dia de felicidade, daquele que vai nascer
Minha terra que saudade, minha terra que saudade
Cantemos para esquecer.

Oh Moura Linda

Linda Terra que te beija,
O Ardila e Guadiana!
Às outras causas inveja,
Linda vila alentejana!

Ó Moura linda de graça infinda,
Como tu outra não vi!
Simples singela, és sempre bela,
És sempre bela, como belo é tudo em ti!

Os teus prados verdejantes,
Salpicados de papoilas!
Tornam-se mais cativantes,
Se os mondam lindas moçoilas!

Ó Moura linda de graça infinda,
Como tu outra não vi!
Etc.

Trago Alentejo na Voz

Trago Alentejo na Voz
Do cantar da minha gente
Ai rios de todos nós
Que te perdes na corrente

Ai rios de todos nós
Que te perdes na corrente

Ai planícies sonhadas
Ai centenas de olivais
Ai ventos na madrugada
Que me transcendem demais

Ai ventos na madrugada
Que me transcendem demais

AMIGOS, AMIGOS
PAPOILAS DE TRIGO
SÓ EU LÁ AS TENHO
E DE BRAÇO DADO
CONTIGO A MEU LADO
É DE LÁ QUE EU VENHO

E DE BRAÇO DADO
CANTANDO AO AMOR
GUARDAMOS O GADO
PAPOILAS EM FLOR

QUE O VENTO NUM BRADO
REFESCA O CALOR
E DE BRAÇO DADO
CONTIGO A MEU LADO
CANTAMOS AMOR

Ai rebanhos de saudades
Que deixei naqueles montes
Ai pastores que ansiedades
Bebendo a água nas fontes

Ai pastores que ansiedades
Bebendo a agua nas fontes

Ai sede das tardes quentes
Ai lembrança que me alcança
Ai terra prenha de gente
Nos olhos de uma criança

Ai terra prenha de gente
Nos olhos de uma criança

AMIGOS, AMIGOS
PAPOILAS DE TRIGO
SÓ EU LÁ AS TENHO
E DE BRAÇO DADO
CONTIGO A MEU LADO
É DE LÁ QUE EU VENHO

E DE BRAÇO DADO
CANTANDO AO AMOR
GUARDAMOS O GADO
PAPOILAS EM FLOR

QUE O VENTO NUM BRADO
REFESCA O CALOR
E DE BRAÇO DADO
CONTIGO A MEU LADO
CANTAMOS AMOR

Levanta a saia, Mariana

MARIANITA ÉS BAIXINHA

Marianita és baixinha
Ai roja a saia pela lama
Ai tenho-te o dito mil vezes
Ai levanta a saia, Mariana.

Levanta a saia, Mariana
Ai, debaixo desta sombrinha
Ai, tenho-te o dito mil vezes
Ai, Marianita és baixinha.

Se tu não foras Mariana
Ai não vinhas aos braços meus,
Ai, assim, como és Mariana
Ai, Marianita, adeus, adeus.

Marianita, adeus, adeus,
Ai, adeus p´ra toda a semana,
Ai não vinhas aos braços meus
Ai, se tu não foras Mariana.

NOSSA SENHORA DO CARMO

Senhora
Que és padroeira
Da nossa terra
Hospitaleira

Nossa Senhora do Carmo
Que está lá no seu altar
Todos lá vamos ajoelhar
E a cantar, a cantar, vamos rezar

Pedimos
A uma voz
Nossa Senhora
Rogai por nós

Nossa Senhora do Carmo
Que está no seu altar
Etc.

Mexicano (Fá +)
Eu sou Mexicano
Um doido mundanom que sonha afinal (Dó +)
Quis ser vagabundo ,
Pra dar volta ao mundo
P'ra ver Portugal (Fá + Fá +)

Vi lindas colinas
Paisagens divinas
Jardins de encantar (Dó +)
e no ribatejo
senti o desejo
e fui cavalgar (Fá +)

(La # + Fa+ =» Dó +)
Ai, eu não vi ainda
Terra mais linda (Fá +
O Povo toureiro
Atrás do matreiro, em nuvens de pó
Só é um valente
Em pegar de frente
Sem medo e sem dó
Há vinho, há fado
Fandango dançado
O amor em explendor
E loiras amei, morenas beijei
Perdidas de amor
Ai, eu não vi ainda
Terra mais linda...

Nota de M. Aleixo:«O "mexicano"... é sobretudo uma recordação da minha infânica, porque me lembro do Francisco Charrua a cantar nos altifalantes que anunciavam os cinemas intenerantes e que também passavam por S.Matias.
Perguntei-lhe se ele lembrava da letra e depressa reconstruimos a canção. Tem gente em São Matias que se lembra dos bons momentos do Francisco a cantar nos teatros. O Mexicano ficou na minha memória e na de muitos são matienses e, cantada por ele, é magnifica.»

Que inveja tens tu da rosa

Trabalhei enquanto pude,
levantei a minha enxada.
perdi no campo a saúde,
não posso perder mais nada.

Que inveja tens tu da rosa,
se és linda como elas são?
A rainha das «felores»
tratadas por tuas mãos.

Tratadas por tuas mãos,
pelas tuas mãos mimosas.
Se és linda como elas são,
que inveja tens tu da rosa?

Ai de mim tanta laranja
AI TE MIM TANTA LARANJA

Se passares a Portel,
Repara logo á entrada
Está lá uma Laranjeira
Q´inda não foi abalada

Ai de mim tanta laranja
Tanta silva tanta amora
Tanta menina bonita (Coro)
E eu sem ter nenhuma agora

Eu seu sem ter nenhuma agora
Minha mãe filhas não tem
Ai de mim tanta laranja (Coro)
Que esta laranjeira tem

A Laranja quando nasce
Nasce logo redondinha
Também tu quando nasceste
Nasceste para ser minha

Ai de mim tanta laranja
Tanta silva tanta amora
Tanta menina bonita (Coro)
E eu sem ter nenhuma agora

Eu seu sem ter nenhuma agora
Minha mãe filhas não tem
Ai de mim tanta laranja (Coro)
Que esta laranjeira tem

Eu já disse á laranjeira
Que não desse mais flor
Pode passar sem laranjas
Como eu passo sem amor

Ai de mim tanta laranja
Tanta silva tanta amora
...

ALDEIA DA LUZ

ALDEIA DA LUZ

Adeus o casas branquinhas,
ruas estreitinhas quintais e hortas
Adeus telhados baixinhos,
adeus óninhos são coisas mortas

Adeusóo vid'a pulsar, adeus lugar
qu'eu nunca esqueço
Eras pequena demais, dizem os tais
qu'é o progresso

Fica na minha memoria
passou a história, ja não seduz
Porém enquanto eu viver
não te vou esquecer, Aldeia da Luz

Aldeia da Luz agora
chegou a hora da despedida
Eu nunca mais te hei-de ver
nem vai nascer em ti mais vida

Em nome do que há-de vir
tu vais partir, alguém te leva
Vá lá diz adeus ao mundo
vai para o fundo do lago d'Alqueva

Ficas na minha memória
passou a história, ja não seduz
Porém enquanto eu viver
não te vou esquecer, Aldeia da Luz...

Alqueva

Alqueva “in popular”

Já minha avó me dizia
O meu pai me confirmava
Ao lume da chaminé
Vão regar o Alentejo
Onde estás que eu não te vejo
Mas desta vez é que é.

Já lá vem um bate sermão
E vem outro diz que não
Lá fica a obra parada
Ás vezes penso pr’ra mim
Mas porque é que eu sou assim
Já não acredito em nada

ALQUEVA
TANTA GENTE TANTA MÁGOA
TANTA TERRA A PEDIR ÁGUA
TANTA CEIFA POR FAZER

ALQUEVA
NASCI, CRESCI E VIVI
COM A ESPERANÇA POSTA EM TI
MAS VOU PARTIR SEM TE VER

Promete vida de sonho
E um futuro tão risonho
Com um ar tão decidido
Pois a água prometida
Para lavar a nossa vida
É só a que tem chovido

O projecto do Alqueva
Quem te tráz e quem te leva
Fazem tantas diabruras
E agora para terminar
Ainda tinham que inventar
Essa história das gravuras

ALQUEVA
TANTA GENTE TANTA MÁGOA
TANTA TERRA A PEDIR ÁGUA
TANTA CEIFA POR FAZER

ALQUEVA
NASCI, CRESCI E VIVI
COM A ESPERANÇA POSTA EM TI
MAS VOU PARTIR SEM TE VER

Ao Romper da Bela Aurora
Ao Romper da Bela Aurora

Ao romper da bel’aurora,
sai o pastor da choupana....
vem gritando em altas vozes
Muito padece quem ama

Meu lírio roxo
Muito padece quem ama

Muito padece quem ama
Mais padece quem namora
Sai o pastor da choupana
Ao romper da bela aurora

Meu lírio roxo
Ao Romper da Bela Aurora

Gosto de quem canta bem
É uma prenda bonita
Não empobrece ninguém
Assim como não enrica

Assim como não enrica
Não empobrece ninguém
È uma prenda bonita
Gosto de quem canta bem

Meu lírio roxo
Assim como não enrica

Bago de milho redondo
Bago de milho redondo

Semeei no meu quintal
A semente de um repolho
Nasceu um velho careca
Com um abatata no olho

Bago de milho redondo
Rega o pé aí rega o pé
Já não tenho quem me queira
Queres-me tu oh meu José

Queres-me tu oh meu José
Queres-me tu oh meu Francisco
Bago de milho redondo
Rega o pé ao malvaísco

Oh minha mãe minha mãe
Oh minha mãe minha amada
Quem tem uma mãe tem tudo
Quem não tem mãe não tem nada

Bago de milho redondo
Rega o pé aí rega o pé
Já não tenho quem me queira
Queres-me tu oh meu José

Queres-me tu oh meu José
Queres-me tu oh meu Francisco
Bago de milho redondo
Rega o pé ao malvaísco

Cantarinhas de Beringel


Vicente Rodrigues nasceu a 2 de Novembro de 1910 e faleceu em 12 de Janeiro de 1982. Natural de Alcáçovas, residiu desde tenra idade até ao fim dos seus dias, na Vila do Torrão.

Cantarinhas de Beringel
Autor: Vicente Rodrigues Concelho: Alcácer do Sal
http://clientes.netvisao.pt/josant16/vicente.htm

Cantarinha de Beringel
de fresco barro encarnado
da água doce fazes mel
da fresca doce gelado
ai e essa tua esbelteza
que uma tal graça encerra
foi roubá-la a Natureza
prás moças da minha terra.

Cantarinha de Beringel
minha linda cantarinha
pequenina graciosa
delicada donairosa
ai toda tão maneirinha
as moças da minha terra
modeladas a cinzel
pequeninas delicadas
são como tu engraçadas
cantarinhas de Beringel.

Quando o sol no horizonte
vai morrendo p’la tardinha
lá vai a moça prá fonte
à cabeça a cantarinha
ai a moça é tão formosa
qual bonequita de louça
mas não sei qual mais airosa
se a cantarinha se a moça.

http://lena-life.blogspot.com/2008/09/cantarinhas-de-beringel.html

EU OUVI MIL VEZES OUVI
EU OUVI MIL VEZES OUVI

Já que me pedes que eu cante
Vou-te fazer a vontade
Eu não sei, que gosto é o teu
Ouvir cantar a quem não sabe

EU OUVI MIL VEZES OUVI
LÁ NOS CAMPOS ROFAR OS TAMBORES
DAS JANELAS LHES BRADAM AS DAMAS (CORO)
JÁ LÁ VEM, JÁ LÁ VEM MEUS AMORES

Minhas cantigas não são
Dirigidas a ninguém
Cada qual cante o que sabe
E o que á memória lhe vem

EU OUVI MIL VEZES OUVI
LÁ NOS CAMPOS ROFAR OS TAMBORES
DAS JANELAS BRADAM AS DAMAS (CORO)
JÁ LÁ VEM, JÁ LÁ VEM MEUS AMORES

Cantando se leva a vida
Eu levo a vida a cantar
Quantas vezes eu não canto
Com vontade de chorar

EU OUVI MIL VEZES OUVI
LÁ NOS CAMPOS ROFAR OS TAMBORES (CORO)
DAS JANELAS BRADAM AS DAMAS
JÁ LÁ VEM, JÁ LÁ VEM MEUS AMORES

(DUAS VEZES E ACABA)

Foste, Foste que eu bem sei que foste

Foste, Foste que eu bem sei que foste

O cantar parece bem
Éuma coisa bonita
Não empobrece ninguém
Assim como não enrica

Foste, foste que eu bem sei que foste
No domingo é tourada
E ao subir do camarote
Eu vi-te a saia bordada

Eu vi-te a saia bordada
Mas que bordado tão lindo
Foste, foste que eu bem sei que foste
À tourada no domingo

Não me inveja de quem tem
Carros parelhas e montes
Só me inveja de quem bebe
A água em todas as fontes

Foste, foste que eu bem sei que foste
No domingo é tourada
E ao subir do camarote
Eu vi-te a saia bordada

Eu vi-te a saia bordada
Mas que bordado tão lindo
Foste, foste que eu bem sei que foste
À tourada no domingo

Já com esta são três vezes
Que aqui passo á tua rua
Sempre com a porta fechada
Não sei que vida é a tua

Foste, foste que eu bem sei que foste
No domingo é tourada
E ao subir do camarote
Eu vi-te a saia bordada

Eu vi-te a saia bordada
Mas que bordado tão lindo
Foste, foste que eu bem sei que foste
À tourada no domingo

Lá vai uma embarcação
Lá vai uma embarcação

É tão triste ver partir
Um barco do continente
Para Angola ou Moçambique
Lá lai outro contingente

Tanta lágrima perdida
Quando o Barco larga o cais
Adeus minha mãe querida
Não sei se voltarei mais

Lá vai uma embarcação
Por esses mares fora
Por aqueles que lá vão
Há muita gente que chora

Há muita gente que chora
Com mágoas no coração
Por esse mares a fora
Lá vai uma embarcação

É tão triste ver partir
Um barco do continente
Para Angola ou Moçambique
Lá lai outro contingente

Tanta lágrima perdida
Quando o Barco larga o cais
Adeus minha mãe querida
Não sei se voltarei mais

Lá vai uma embarcação
Por esses mares fora
Por aqueles que lá vão
Há muita gente que chora

Há muita gente que chora
Com mágoas no coração
Por esse mares a fora
Lá vai uma embarcação

Mértola Linda Vila Alentejana
Mértola Linda Vila Alentejana

Nove freguesias tem
A Vila, uma ficaria,
Corte do Pinto e Santana
Espírito Santo e Alcaria

TENS O GUADINA AOS PÉS
LINDA VILA ALENTEJANA
OUTRORA JÁ FOSTE CIDADE
CUNHASTE MOEDA E FAMA

TENS MESQUITA TENS MUSEU
CASTELO E TORRE ROMANA
HOJE ÉS SEDE DE CONCELHO
MÉRTOLA VILA ALENTEJANA

São Sebastião dos carros
São João dos Caldeireiros
São Pedro de Sólis a Oitava
E São Miguel do Pinheiro

TENS O GUADINA AOS PÉS
LINDA VILA ALENTEJANA
OUTRORA JÁ FOSTE CIDADE
CUNHASTE MOEDA E FAMA

TENS MESQUITA TENS MUSEU
CASTELO E TORRE ROMANA
HOJE ÉS SEDE DE CONCELHO
MÉRTOLA VILA ALENTEJANA

(duas vezes e termina)

Nasce o Sol no Alentejo
Nasce o Sol no Alentejo

O Sol é que alegra o dia,
Pela manhã quando nasce.
Ai de nós o que seria,
Se o Sol um dia faltasse!

Nasce o Sol no Alentejo,
Nasce água clara na fonte,
Nasce em mim a saudade,
Na ladeira do teu monte.
Na ladeira do teu monte,
Meu amor quando te vejo,
Nasce água clara na fonte,
Nasce o Sol no Alentejo!

Ó luar da meia noite,
Tu tens lá segredos meus.
Ó luar não me descubras,
Que os meus segredos são teus!

Nasce o Sol no Alentejo,
Nasce água clara na fonte,
Etc.

NÃO TE FAÇAS CORADINHA
NÃO TE FAÇAS CORADINHA

O coração quando fala
Fala alto pra se ouvir
Se muitas vezes se cala
É pra ficar a sentir

Se muitas vezes se cala
É pra ficar a a sentir

NÃO TE FAÇAS CORADINHA
QUANDO ESTÁS AO PÉ DE MIM
QUE AS MINHAS MOSTRAM AS TUAS
SÃO ASSIM ASSIM ASSIM

SÃO ASSIM ASSIM ASSIM
SÃO ASSIM ASSIM ASSADO
NÃO TE FAÇAS CORADINHA
AO PÉ DO TEU NAMORADO

NÃO TE FAÇAS CORADINHA
AO PÉ DO TEU NAMORADO

A roseira cardeal
Dá rosas a três a três
O amor que é leal
Vai e torna outra vez

O amor que é leal
Vai e torna outra vez

NÃO TE FAÇAS CORADINHA
QUANDO ESTÁS AO PÉ DE MIM
QUE AS MINHAS MOSTRAM AS TUAS
SÃO ASSIM ASSIM ASSIM

SÃO ASSIM ASSIM ASSIM
SÃO ASSIM ASSIM ASSADO
NÃO TE FAÇAS CORADINHA
AO PÉ DO TEU NAMORADO

NÃO TE FAÇAS CORADINHA
AO PÉ DO TEU NAMORADO

Quando os passarinhos choram
Já não há entendimento
Farei que já não vejo
Meu amor há tanto tempo

Farei que já não vejo
Meu amor há tanto tempo

NÃO TE FAÇAS CORADINHA
QUANDO ESTÁS AO PÉ DE MIM
QUE AS MINHAS MOSTRAM AS TUAS
SÃO ASSIM ASSIM ASSIM

SÃO ASSIM ASSIM ASSIM
SÃO ASSIM ASSIM ASSADO
NÃO TE FAÇAS CORADINHA
AO PÉ DO TEU NAMORADO

NÃO TE FAÇAS CORADINHA
AO PÉ DO TEU NAMORADO

Oh erva Cidreira
Oh erva Cidreira

Se eu tivesse amores
Que me têm dado
Tinha a casa cheia
Até ao telhado

Ó erva cidreira,
Que‘stás no alpendre,
Quanto mais se rega,
Mais a folha pende.
Mais a folha pende,
Mais a rosa cheira,
Que’stás no alpendre,
Ó erva cidreira!

Algum dia eu era
Agora já não
Da tua roseira
O melhor botão

Ó erva cidreira,
Que‘stás no alpendre,
Etc

 

 

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