
"PédeXumbo
investiga danças tradicionais do Alentejo"
In
- http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=455987
sábado, 19 de Junho de 2010 | 11:15
"Valsas
mandadas da serra de Grândola, saias de Campo Maior
e Castelo de Vide e bailes cantados de Castro Verde são
danças do Alentejo, quase perdidas, alvo de um projeto
de investigação para criar um arquivo on-line."
"Iniciado
este ano, o projecto "Arquivo das Danças do
Alentejo" é promovido pela PédeXumbo
- Associação para a Promoção
da Música e da Dança, de Évora, com
coordenação da investigadora brasileira Lia
Marchi e de Domingos Morais, do Instituto de Estudos de
Literatura Tradicional (IELT) da Universidade Nova de Lisboa."
"Estamos
num momento de viragem. Ainda estão vivos muitos
idosos que se lembram dos bailes de antigamente e temos
as danças tradicionais dos ranchos folclóricos",
realçou Lia Marchi, diretora e pesquisadora da "Olaria
- Projetos de Arte e Educação", no Brasil."
Diário Digital / Lusa
Pré-listagem
de danças populares do Alentejo:
ver
em: http://arquivodancasalentejo.wordpress.com./
- Bailaricos populares (de Santo Antonio, S. João,
S. Pedro, Sta. Margarida e Sta. Maria)
- Baile de roda
- Balhos
- Modas de balhar
- Balhos Campaniços
- Balhos de Cadeia (ou encadeados)
- Danças de Cadeia: Gira-te / Pavão / A moda
pulada / Tim-Tim
- Balhos de Roda
- Cerimónias
- Chegadinho
- Corridinho
- Dança do Mastro
- Fado
- Fandango
- Marcadinho
- Maquinéu
- Mazurca
- Puladinho
- Picadinho
- Redondinha
- Saias
- Salto em Bico
- Sarapateado e Dança do Tope
- Seguidilhas
- Tope
- Valsa Mandada
- Vira
VER
MAIS:
in
- http://www.cafeportugal.net/pages/iniciativa_artigo.aspx?id=1176
Alentejo
- Associação PédeXumbo arquiva online
danças tradicionais
A PédeXumbro - Associação para a Promoção
da Música e da Dança está a reunir
online as danças alentejanas. O projecto "Arquivo
das Danças do Alentejo" visa documentar e guardar
um património cultural.
Ver
também em attambur:
http://www.attambur.com/Danca/entrudancas2007.htm
Mais:
http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=PedeXumbo-investiga-dancas-tradicionais-do-Alentejo-para-criar-arquivo-on-line.rtp&article=353656&visual=3&layout=10&tm=4
"Évora,
19 jun (Lusa) - Valsas mandadas da serra de Grândola,
saias de Campo Maior e Castelo de Vide e bailes cantados
de Castro Verde são danças do Alentejo, quase
perdidas, alvo de um projeto de investigação
para criar um arquivo on-line."
Onde
se dança o quê?
ANEXO
I
DISTRIBUIÇÃO
REGIONAL DAS DANÇAS POPULARES PORTUGUESAS AINDA EM
USO
BAILARICO Estremadura (Região Saloia). Também
do Alcoa ao Sado, no Alentejo, no Ribatejo e no Algarve.
No Ribatejo também é conhecido por "bailharico".
BAILHOS
CAMPANIÇOS Alto Alentejo (Évora).
BALHOS
DE CADEIA Baixo Alentejo (embora haja "danças
de cadeia" em todo o país).
BALHOS
DE RODA Baixo Alentejo.
BALSO
MARCADO OU BALSO RASTEIRO Algarve.
BALSO
PULADO Algarve.
CANA
VERDE Minho (Guimarães) e Entre-Douro-e-Minho (Santo
Tirso, Arouca). Variantes: "Cana Verde Ricoqueira",
(S. Martinho do Campo, Santo Tirso, Guimarães), "Cana
Verde Picada" (idem), "Cana Verde de Oito"
(idem).
CARREIRINHA
Estremadura.
CHEGADINHO
Baixo Alentejo.
CHICOTE
Estremadura.
CHOTIÇA
Algarve. Ver: "xotiça".
CHOTIÇA
COM MARCADOR Ribatejo.
CHULA
Douro e Alto Douro. Também do Minho à Beira
Alta. Variantes: "Chula Vareira" (Douro), "Chula
de S. Martinho da Gandra" (Ponte de Lima), "Vareira
Chula" (Paredes), "Chula Virada" (Cinfães),
"Chula de Pias" (Cinfães), "Chula
de Ramalde".
CIRANDA
Beira Litoral. Também na região norte da Estremadura.
CORRIDINHO
Algarve. Também no Ribatejo e Alentejo.
ENLEIO
Estremadura.
ESTALADO
Beira Litoral.
FANDANGO
Ribatejo. Também no Minho, Trás-os-Montes
(Terras de Miranda), Douro Litoral, Beira Alta (Castelo
Rodrigo), Beira Baixa (Silvares, Idanha-a-Nova), Estremadura
(Pombal, Ansião, Figueiró dos Vinhos), Ribatejo
(Ferreira do Zêzere, Serra de Tomar, Mação),
Alentejo e Algarve.
FARRAPEIRA
Beira Alta, Beira Litoral e Ribatejo.
FARRAPEIRINHA
Beira Litoral (Ourém e Caixarias onde é dançada
com pífaros).
GOTA
Alto Minho (Penso, Serra de Arga, Covas). Também
em Trás-os-Montes (Terras de Miranda) e Beira Baixa
(Escalhão).
LAMBÃO
Beira Litoral.
MALHÃO
Minho. Também no Minho Litoral (Santo Tirso), Baixo
Minho (Vila Verde, Barcelos e Terras da Feira). Variantes:
"Malhão de Roubar" (Vila Verde), "Malhão
Traçado" (S. Maninho do Campo, Santo Tirso)
"Vareira de Barcelos", "Malhão de
S. Pedro de Nabais" (Escariz, Arouca, Terras da Feira)
e "Piruló" (S. Martinho do Campo, Santo
Tirso).
MARCADINHO
Baixo Alentejo.
MODA
DO INDO EU Beira Alta. Também noutras localidades
do país.
PULADINHO
Alentejo.
RAMALDEIRA
Beira litoral e Estremadura.
REAL
DAS CANAS Beira Litoral.
REDONDINHA
Baixo Alentejo.
REGADINHO
Beira Litoral.
REINADIOS
Estremadura.
RIBALDEIRA
Beira Litoral e Estremadura.
SAIAS
Alto Alentejo (Portalegre). Também na Estremadura
(Pombal, Ansião, Figueiró dos Vinhos, Avelar),
Ribatejo (Tomar), Beira Baixa (Escalos de Baixo), Beira
Litoral e Douro Litoral.
SALTO
EM BICO Alto Alentejo.
SEGUIDILHAS
Algarve (Vila Real de Santo António) e Alentejo (Barrancos).
TAREIO
Beira Alta.
TIRANA
Minho (Carreço) e Beira Litoral (Coimbra). Também
Douro Litoral (Terras da Feira, onde é um vira).
TOPE
Baixo Alentejo.
VAREIRA
Minho.
VERDE
GAIO Estremadura. Também algumas localidades nortenhas
e Ribatejo, região de entre o Lis e o Sado.
VIRA
Minho (Entre o Douro e Minho, Alto Minho e Baixo Minho).
De certo modo baila-se em todo o país. Variantes:
"Vira
de Santa Marta de Portuzelo",
"Gota de Carreço",
"Rosinha de Afife",
"Rosinha de Serra de Arga",
"Serrinha ou Espanhol" (Arcos de Valdevez),
"Salto do Soajo" (Alto Minho),
"Vira Velho de Vila Verde" (Baixo Minho),
"Mugiga de Santa Maria da Reguenga (sul do concelho
de Santo Tirso, Terras da Maia),
"Vira de Cruz" (Arouca, Terras da Feira e Moldes),
"Vira Valseado" (Moldes, Arouca e Terras da Maia),
"Tirana" (Lugar do Corvo, Arcozelo-Vila Nova de
Gaia, Terras da Feira),
"Tirana de Cidacos" (Oliveira de Azeméis,
Terras da Feira),
"Vira da Areia" (Nazaré),
"Vira Poveiro" (Póvoa de Varzim).
Outros
:
"Vira Galego",
"Vira ao Desafio",
"Vira Roubado",
"Vira Flor",
"Vira de Roda",
"Vira Estrepassado", etc. os, Chão de Couce,
VIOLA
CAMPANIÇA
In
- http://semibreves.pt/Instrumentos%20Tradicionais%20Portugueses.htm
"Já foi a menina dos olhos bonitos do povo alentejano,
agora o seu destino parece condenado à extinção,
pois são apenas dois os 'mestres' que dedilham esta
viola. Apesar disso, a sua origem ainda continua a dar que
falar.
Não
existe consenso por parte dos estudiosos das suas origens:
uns acham que foram os árabes os seus pioneiros;
outros encontram no trovadorismo as suas raízes.
O
que se sabe é que esta viola em forma de oito se
radicou na região de Castro Verde, sendo também
tacada nas regiões de Odemira, Ourique, Almodôvar
e parte da serra algarvia.
A
sua forma é bastante semelhante á viola beiroa,
contudo a sua cintura é ainda mais estreita. A viola
campaniça que adquiriu o nome em função
da região em que se radicou, que não é
de serra nem de monte, mas campaniça, era nos
seus tempos áureos tocada em várias circunstâncias
desde os bailes e festas da aldeia às desgarradas
nas tabernas.
A
primeira vertente está hoje em dia completamente
posta de lado. A segunda tem sido gradualmente reavivada
com os cantos de despique e de baldão, acompanhados
pela popular viola campaniça.
Estes
cantos são reanimados uma vez por mês por iniciativa
da Cooperativa de Informação e Cultura-Cortiçol
de Castro Verde, à semelhança das velhas tertúlias
que foram muito frequentes em tempos e que começaram
a ser proibidas há uns séculos a trás.
Sem
deixar perder a veia poética alentejana, esses serões
dão luz verde aos poetas repentistas, que fazem as
suas poesias no momento, sempre acompanhados pela viola
Toeira.
Hoje,
a Cortiçol mais não faz mais, que dar um novo
impulso àqueles que se acreditam ser os primitivos
cantares alentejanos, acompanhados por instrumentos.
Ver EXEMPLOS no YOUTUBE:

http://www.youtube.com/watch?v=2xSGR6-Vq7s

http://www.youtube.com/watch?v=TSYN6wma7DE&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=FliLMQhqy-Y&feature=related