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GRUPO
CORAL da CASA DO POVO
de ALBERNÔA
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Músicas
de Cante Alentejano
Grupo Coral da Freguesia de Albernoa
Recolha
Feita por: Pedro Jonas
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Ó
Águia Que Vais Tão Alta
Os
Desgostos do presente,
São Maiores que os do passado.
Embora estejas ausente,
Teu nome será lembrado!
Ò
Águia que vais tão alta,
Voando de pólo a pólo,
Leva-me ao céu onde eu tenho
A mãe que me trouxe ao colo,
Ficou-me fazendo falta,
Voando de pólo a pólo,
Ó Águia que vais tão alta!
Eu
vi minha mãe rezando
Aos pés da Virgem Maria
Era uma Santa escutando
O que outra Santa dizia.
Ó
Águia que vais tão alta,
Voando de pólo a pólo,
etc.
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Trigueirinha
de Raça
No
nosso Alentejo
É tão lindo ouvir
Cantar as ceifeiras
Ver as mondadeiras
No campo a sorrir
Trigueira
de raça
Quem te fez assim
Ceifando os trigais
Ouvindo os teus ais
Com pena de mim
Eu por ti chorando
Alegre cantando
Sinto o teu desejo
Linda trigueirinha
Linda alentejana
Dá-me cá um beijo
À
sombra da silva
É que eu adormeço
Sonhando contigo
Linda alentejana
Eu não te mereço.
Trigueira
de raça
Quem te fez assim
etc.
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Camponês
Trabalhador
O
pobre trabalhador
Todo o mal consigo tem
Trabalha e não tem valor
No mundo não é ninguém
Camponês
alentejano
Camponês agricultor
Tu trabalhas todo o ano
Dás produto ao lavrador
Dás produto ao lavrador
Tua vida é um engano
Nem por isso tens valor
Camponês alentejano
Quem
canta seu mal espanta
Quem chora seu mal aumenta
Eu canto para disfarçar
Uma paixão que me apoquenta
Camponês
alentejano
Camponês agricultor
etc.
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ALENTEJO,
ALENTEJO (Terra sagrada do pão)
Eu sou
devedor à Terra
A Terra me 'stá devendo
Eu sou devedor à Terra
A Terra me 'stá devendo
A Terra paga-m'em vida
Eu pago à Terra em morrendo
Alentejo,
Alentejo
Terra sagrada do pão
Eu hei-de ir ao Alentejo
Mesmo que seja no Verão
Ver o doirado do trigo
Na imensa solidão
Alentejo Alentejo
Terra sagrada do pão
Daqui
para a minha terra
Tudo é caminho e chão
Daqui para a minha terra
Tudo é caminho e chão
Tudo são cravos e rosas
Dispostas por minhas mãos
Alentejo,
Alentejo
Terra sagrada do pão
etc.
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A
ROUPA DE UM MARINHEIRO
A
minha mãe coitadinha
Já está farta de chorar
Só por pensar que o seu filho
Vai p'ra vida militar
A
roupa do marinheiro
Não é lavada no rio
É lavada no mar alto
À sombra do seu navio
À
sombra do seu navio
À sombra do seu vapor
Não é lavada no rio
A roupa do meu amor
Adeus
que me vou embora
Adeus que me quero ir
Dá-me os teus braços, amor
Que eu me quero despedir
A
roupa do marinheiro
Não é lavada no rio
etc.
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Pelo
Toque da Viola
Ó
luar da meia-noite
Não digas à minha amada
Que eu passei à rua dela
Às quatro da madrugada
Pelo
toque da viola,
Já sei as horas que são.
Ainda não é meia-noite,
Já passei um bom serão!
Já passei um bom serão,
Vai dormir vai descansar,
Vai dormir vai descansar,
Amor do meu coração!
Suspirava
por te ver,
Já matei a saudade,
Uma ausência custa muito,
A quem ama com verdade!
Pelo
toque da viola,
Já sei as horas que são.
etc.
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LINDO
RAMO VERDE ESCURO
Cantavam dois passarinhos
Cantigas ao desafio
Um no tronco empoleirado
O outro nas margens do rio
Lindo
ramo verde-escuro
Ó casa dos passarinhos
Onde cantam docemente
Poisados nesse raminho
Poisados nesse raminho
Cantam sempre ao ar puro
Ó casa dos passarinhos
Lindo ramo verde-escuro
Alentejo
dos trigais
Suas vermelhas papoilas
Arrancadas com amor
Por lindas e belas moçoilas
Lindo
ramo verde-escuro
Ó casa dos passarinhos
etc.
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Ó
ERVA CIDREIRA
Se
eu tivesse amores
Que me têm dado
Tinha a casa cheia
Até ao telhado
Ó
erva cidreira,
Que'stás no alpendre,
Quanto mais se rega,
Mais a folha pende.
Mais a folha pende,
Mais a rosa cheira,
Que'stás no alpendre,
Ó erva cidreira!
Algum
dia eu era
Agora já não
Da tua roseira
O melhor botão
Ó
erva cidreira,
Que'stás no alpendre,
etc.
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Alentejo
és Nossa Terra
Quando
o melro assobia
Escondido no silvado
Quer de noite, quer de dia
É tão lindo o seu trinado.
Alentejo,
que és nossa terra
Ai quem nos dera lá estarmos agora!
Para a mocidade,
Com saudade,
De ouvir cantar, como ouvia outrora!
Terra
bela, tão desejada,
Casas singelas de branco caiadas,
Eu nunca esqueço,
Que fostes meu berço,
Lindo cantinho desta Pátria amada!
Quando
eu não tinha
Desejava ter
Uma hora no dia
Meu bem p'ra te ver
Alentejo
que és nossa terra
Ai quem nos dera lá estarmos agora
etc.
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Cabelo
Entrançado
Eu
pensava amor
Que já te não via
Parecia-me um ano
Sendo só um dia
Cabelo
entrançado
À luz do vapor
Eu não posso estar
Sem ti meu amor
Sem ti meu amor
Sem ti meu benzinho
Cabelo entrançado
Chapéu redondinho
Quando
eu não tinha
Desejava ter
Uma hora no dia
Meu bem, para te ver
Cabelo
entrançado
À luz do vapor
etc.
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Verão
Verão
A brasa dourada e celeste
Queima este solo agreste
Doirando mais as espigas
Ceifeiros corpos curvados
Ceifando e atando em molhos
A benção loira da vida.
Meu
Alentejo
Enquanto isto se processa
O sol ferindo, sem pressa
Queima mais a tez bronzeada
O suor rasga a camisa
O homem queimado mais fica
E a vida é feita de brasa.
O
calor castiga os corpos
Os ceifeiros vão ceifando
Sem parar o seu labor
O seu cantar é dolente
É certo que é boa gente
Tem verdade, e tem mais cor!
Meu
Alentejo, etc.
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É
Tão Grande o Alentejo
No
Alentejo eu trabalho
Cultivando a dura terra
Vou fumando o meu cigarro
Vou cumprindo o meu horário
Lá na encosta da serra.
É
tão grande o Alentejo
Tanta terra abandonada
A terra é que dá o pão
Para bem desta nação
Devia ser cultivada.
Tem
sido sempre esquecido
À margem ao sul do Tejo
Há gente desempregada
Tanta terra abandonada
É tão grande o Alentejo.
Trabalha
homem trabalha
Se queres ter o teu valor
Os calos são os anéis
Os calos são os anéis
Do homem trabalhador.
É
tão grande o Alentejo
Tanta terra abandonada
A terra é que dá o pão
Para bem desta nação
Devia ser cultivada.
Tem
sido sempre esquecido
À margem ao sul do Tejo
Há gente desempregada
Tanta terra abandonada
É tão grande o Alentejo.
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Albernoa
és Nossa Terra
Lá
onde o sol é brasa
No Alentejo profundo
É que eu tenho a minha casa
No melhor sitio do mundo.
Albernoa
és nossa terra
Entre Beja e Castro Verde
Rodeada por trigais, onde o nosso olhar se perde
Onde o nosso olhar se perde
Da planície até a serra
Entre Beja e Castro Verde
Albernoa és nossa terra.
Tens
vinha, tens olival
Por entre as loiras espigas
Tens alegria no ar
Ao cantar das raparigas.
Albernoa
és nossa terra
Entre Beja e Castro Verde
Rodeada por trigais, onde o nosso olhar se perde
Onde o nosso olhar se perde
Da planície até a serra
Entre Beja e Castro Verde
Albernoa és nossa terra.
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Que
inveja tens tu das Rosas
Se
os beijos espigassem
Como espiga o Alecrim
Havia muitas cachopas
Cujo rosto era um jardim.
Que
inveja tens tu da Rosas
Se és linda como elas são
A rainha das flores
Tratadas por tuas mãos.
Tratada
por tuas mãos
P'las tuas mãos mimosas
Se és linda como elas são
Que inveja tens tu das Rosas.
Tens
'ma Rosa na boca
Em cada face um botão
As folhas ornam-te o peito
E a raiz o coração.
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Foste
Foste Que Bem Sei Quem Foste
O
meu amor é aquele
Que me não tira o chapéu
Tem a porta para a rua
O telhado para o céu.
Foste,
foste, eu bem sei que foste
No Domingo à tourada,
Ao subir do camarote,
Eu vi-te a saia bordada.
Eu vi-te a saia borbada
Mas que bordado tão lindo!
Foste, foste, eu bem sei que foste
À tourada no Domingo!
Se
eu soubesse cantar bem
Nunca estaria calado
Mesmo assim cantando mal
Não vivo desmaginado.
Foste,
foste, eu bem sei que foste
No Domingo à tourada.
etc.
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Ceifeira
Linda Ceifeira
O
sol é que alegra o dia
Pela manhã quando nasce
Ai de nós o que seria
Se o sol um dia faltasse.
Ceifeira!
Ceifeira, linda ceifeira!
Eu hei-de,
Eu hei-de casar contigo!
Lá nos campos, secos campos,
Lá nos campos, secos campos.
À
calma
À cama a ceifar o trigo,
Pela força do calor!
Ceifeira!
Ceifeira, linda ceifeira
Ceifeira, linda ceifeira
Hás-de ser o meu amor!
Não
é a ceifa que mata,
Nem os calores do "V´rão"!
É a é...
É a erva unha-gata,
É a erva unha-gata,
Mais o cardo beija-mão!
Ceifeira!
Ceifeira, ó linda ceifeira
Eu hei-de casar contigo
etc.
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Trigueirinha
Alentejana
É
bonito ver no campo
Tão linda ceifando
Trigueirinha alentejana
Numa mão levas a foice
Tão linda ceifando
Noutra os canudos de cana
Com
seu traje à camponesa
Tão linda ceifando
Sempre de chapéu ao lado
Cantando lindas cantigas
Tão linda ceifando
As espigas do pão sagrado
No
Alentejo é que é
Tão linda ceifando
No celeiro da Nação
Nós somos alentejanos
Tão linda ceifando
E somos da terra do pão
É
bonito ver no campo
Tão linda ceifando
Trigueirinha alentejana
Numa mão levas a foice
Tão linda ceifando
Noutra os canudos de cana
Com
seu traje à camponesa
Tão linda ceifando
Sempre de chapéu ao lado
Cantando lindas cantigas
Tão linda ceifando
As espigas do pão sagrado.
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Rosa
que estás em botão
Alegria de uma casa
É uma moça solteira
Vem o cravo leva a rosa
Fica a triste da roseira.
Rosa que estás em botão
Nesse teu lindo jardim
Causas-me admiração
Estás guardada para mim.
Estás guardada para mim
Dentro do meu coração
Nesse teu lindo jardim
Rosa que estás em botão.
Ó minha mãe, minha mãe
Ó minha mãe, minha amada
Quem tem uma mãe tem tudo
Quem não tem nada.
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Meu
Alentejo Querido
Fui
uma cova na areia
Para enterrar minha mágoa
Entrou por ela o mar todo
Não encheu a cova de água.
Meu
Alentejo querido
Cheio de sol e calor
És meu torrão preferido
Meu Baixo Alentejo
És para nós encantador
Embora vivas esquecido
Cheio de sol e calor
Meu Baixo Alentejo
Meu Alentejo querido.
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As
Nuvens Que Andam No Ar
Ontem
à noite à meia noite
Ouvi cantar e chorei
Lembrei-me da mocidade
Que tão criança a deixei
As
nuvens que andam no ar
Arrastadas pelo vento
Foram buscar água ao mar
P'ra regar em todo o tempo
P'ra regar em todo o tempo
Em todo o tempo regar
Arrastadas pelo vento
As nuvens que andam no ar
O
cantar à meia-noite
É um cantar excelente
Acorda quem está dormindo
Melhora quem está doente
As
nuvens que andam no ar
Arrastadas pelo vento
etc.
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Castelo
De Beja
O
meu coração
Anda adivinhando
Que há-de morrer cedo
Que há-de morrer cedo
Mas não sabe quando
Castelo
de Beja
Subindo lá vai
Tu metes inveja
Castelo de Beja
Às águias-reais
Às águias-reais
Tu metes inveja
Subindo lá vai
Subindo lá vai
Castelo de Beja
Se
eu tivesse amores
Que me têm dado
Enchia uma casa
Enchia uma casa
Até ao telhado
Castelo
de Beja
Subindo lá vai
etc.
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Malmequer
Criado No Campo
Eu
levo a vida cantando
Eu levo a vida a cantar
Quem leva a vida cantando
Não lhe custa trabalhar
Malmequer
criado no campo
Delírio da mocidade
Pelas tuas brancas folhas
Malmequer diz-me a verdade
Malmequer diz-me a verdade
E guarda-me o teu segredo
Pelas tuas brancas folhas
Malmequer não tenhas medo
Desfolhando
o malmequer
Lembrei-me de ti um dia
Malmequer, bem me quer
Era o que a flor dizia
Malmequer
criado no campo
Delírio da mocidade
etc.
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Olha
A Noiva Se Vai Linda
Compadre
já te casaste
Já o laço te apanhou
Deus queira que sempre digas,
Se bem estava,
Se bem estava, melhor estou
Olha
a noiva se vai linda,
No dia do seu noivado!
Também eu queria ser,
Também eu queria ser,
Também eu queria,
Também queria ser casado!
Ser casado, e ter juízo,
Acho que é bonito estado!
Também eu queria ser,
Também eu queria ser,
Também eu queria,
Também queria ser casado!
À
luz daquela candeia
Foi feito meu casamento
Ó candeia não t'apagues
Hás-de ser,
Hás-de ser, um juramento
Olha
a noiva se vai linda,
No dia do seu noivado!
etc.
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CONTACTOS:
Grupo Coral da Freguesia de Albernoa
Rua do Porto, nº 27
7800 - 601
Albernoa
GrupoCoral_Albernoa@hotmail.com
965268028 (Pedro Jonas)

RESPONSÁVEIS:
José
Romão e Joaquim Romão
Ficha Técnica:
Este
grupo é composto por 20 (18) elementos, todos eles
residentes na Freguesia de Albernoa.
Ensaia todos ás Quartas-Feiras, no antigo Posto da
GNR, a partir das 20h30.
Traje:
Calça
Preta, Colete Preto, Camisa Azul, Chapéu Preto, Lenço
Bordô.
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