O CANTO DO CANTE
GRUPOS CORAIS ALENTEJANOS

por um Cigano Castanho vindo da Serra da Estrela
JORAGA o acrónimo de JOsé RAbaça GAspar

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0.
Índice dos GRUPOS CORAIS ALENTEJANOS
1.
OBRAS & AUTORES
o CANTE do AQUÉM TEJO
2.
o CANTO do CANTE
os Grupos Corais
VOZes do Ventre da Terra
GALERIA de GRUPOS
algumas MÚSICAS e...
3.
Actualizações & Ilustrações
GALERIA de Extras
Grupos e Símbolos
4.
Textos:
ABERTO a
Comentários e NOTAS
O CANTE
a VOZ DO VENTRE DA TERRA
MODAS com PAUTAS MUSICAIS

 

LISTA 03
51 (em 25) PAUTAS MUSICAIS
in subsídio para o
CANCIONEIRO POPULAR do BAIXO ALENTEJO
Volume II, Comentário, recolha e notas de Manuel Joaquim Delgado, 2ª ed. INIC, Lisboa, 1980 (1ª 1955).

continuação de Lista 01 (ver antes)
63 PAUTAS MUSICAIS
in TRADIÇÃO de SERPA, publicada entre Janeiro de 1899 e Junho de 1904

e LISTA 02 (ver antes)
89 PAUTAS de MODAS E DANÇAS recolhidas no ALENTEJO
CANCIONEIRO DE MUSICAS POPULARES
Cancioneiro de musicas populares: collecção recolhida e escrupulosamente trasladada para canto e piano por Cesar A. das Neves / coord. a parte poetica por Gualdino de Campos; pref. pelo Exmo Sr. Dr. Teophilo Braga. - V. 1, fasc. 1 (1893)-V. 3, fasc. n. 75 (1899).

161 - 09 - Ao Passar a ribeirinha

melodia in http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad09.mid

Letra in
http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

9. AO PASSAR A RIBEIRINHA

Ao passar a ribeirinha,
pus o pé, molhi a meia;
nã casí na minha terra,
ó ai!
Fui casar em terra alheia.

Fui casar em terra alheia
mui distante dos meus pais;
ao passar a ribeirinha,
ó ai!
Minha vida são só ais!

ver também:

Paroles Grupo Cantares De Portel Ao Passar Da Ribeirinha

Ao passar a ribeirinha
Pus o pé, molhei a meia,
Pus o pé, molhei a meia,
Pus o pé, molhei a meia!

Namorei na minha terra,
Fui casar em terra alheia,
Fui casar em terra alheia,
Porque não fiquei na minha!

Fui casar em terra alheia,
Minha mãe não me ralhou;
Minha mãe já não se lembra
Do tempo que já passou!

Do tempo que já passou,
Do tempo que já lá vai,
Minha mãe já não se lembra
Quando namorou meu pai!

Minha mãe casai-me cedo,
Que me dói a passarinha!
Ó filha coçà c´o dedo,
Que eu também cocei a minha!

O padre da minha aldeia,
No sermão do mês passado,
Jurou p´la saúde dos filhos
Que nunca tinha pecado!

São Gonçalo de Amarante,
Que estais virado pr´á vila,
Virai-vos pró outro lado,
Que vos dá o sol na pila!

Fui um dia ao cemitério
E pisei as campas todas;
Levantou-se um morto e disse
«Talvez um dia tu morras!»

Santo António de Lisboa,
Que pr´a mim foste um cabrão,
Das três pernas que me deste
Só duas chegam ao chão!

O cão da minha vizinha
Pôs-se na minha cadela;
Vou fazer o mesmo à dona,
Pr´a ficar ela por ela...

Santo Cristo dos Milagres
Casai-me que bem podeis!
Que eu já tenh'as unhas gastas
De coçar onde sabeis!

Já tenho teias de aranha
no sítio que bem sabeis

 

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