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- 31 - Não quero que vás à monda

Não
quero que vás à monda,
Nem ao reibeiro lavar,
Não
quero que vás à monda,
Que
vás à monda
Que
vás mondar.
Não
quero que vás à ceifa,
Nem
ao reibeiro lavar,
Não quero que vás à ceifa,
Que
vás à ceifa
Que
vás ceifar.
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Minha
mãe é póbresinha
Não tem nada que me dar,
Dá-me beijos, coitadinha,
E depois põe-se a chorar.
Não
quero que vás á monda
Nem
á ribeira lavar ;
Não
quero que vás á monda,
Que
vás á monda,
Que
vás mondar.
Vai-te
embora, dia de hoje
Que tam saudosa me deixas
Deixa vir o de amanhã
Que lhe hei-de fazer as queixas.
Não
quero que vás á monda, etc.
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Danças de roda e cantigas das ruas
Quando
eu nasci, chorava
Com pena de ter nascido,
Mais me valera por certo
Em seguida ter morrido.
Não
quero que vás á monda, etc.
Vós
dizeis que o preto é feio
Mas não ha mais linda cor,
E com o preto que escrevo
Cartinhas ao meu amor.
Não
quero que vás á monda, etc.
Chamástes-me
corrióla
Embaraçada no trigo,
Eu nunca me embaracei
Senão agora comtigo.
Não
quero que vás á monda, etc.
Dos
meus olhos nasce um rio
Que ao teu coração vai dar :
As aguas do mar salgado
Todo o rio vai parar.
Não
quero que vás á monda, etc.
Está
o ceu enevoado
Já começou a chover,
São lagrimas dos olhos meus
Que choram por te não ver.
Não
quero que vás á monda, etc.
Antes
eu nunca te visse
Nem te tomasse amizade,
Para agora me deixares
No rigor d'uma saudade.
Cantares
do Povo
43
Não
quero que vás á monda, etc.
O
soffrimento me mata
Não posso viver assim,
Quiz a sorte que eu amasse
A quem não gosta de mim.
Não
quero que vás á monda,
Nem
á ribeira lavar;
Não
quero que vás á monda,
Que
vás á monda,
Que
vás mondar.
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