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- 04 - Vou-me embora pra Lisboa
(Moda da despedida)


Vou-me
embora pra Lisboa
(Moda da despedida)
(E)
ó meu amor pede a Deus,
que eu peço às Almas Santas
que nosso amor não acabe,
já que as invejas são tantas.
Vou-me
embora pra Lisboa,
porque a vida por cá está má,
à procura duma coisa boa,
que eu procuro e não encontro cá.
Quando
eu cheguei ao Barreiro,
vi o barco que passava o Tejo
chora por mim, que eu choro por ti,
vou deixar o Alentejo.
Nota
na página 305 do CPP:
20. VOU-ME EMBORA PRA LISBOA
- M. Giacometti/F. Lopes-Graça (XXV)
Esta moda, no estilo corrente do chamado canto coral alentejano,
teve, na década dos anos de 60, os favores de um
largo público urbano, sobretudo estudantil, para
quem assumiu carácter de canto de contestação
política. A sua letra é anterior ao ano de
1955, já que é registada por Manuel Joaquim
Delgado (29/2, p. 86)
Acerca do coralismo alentejano, citaremos Mário de
Sampaio Ribeiro (106, p. 364):
[...] Traduz, sem dúvida, velhas práticas
musicais, porventura híbridas do antigo descante
(discantus) e do fabordão medieval. [...]
Bib.
Pe. António Marvão (73, pp. 206-207, m)
Disc. VaI. de Carvalho. (XII/I e XII/2)
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(Ver
outra versão mais elaborada...)
Eu
hei-de ir até Lisboa
Eu
hei-de ir até até lá
à procura duma vida boa
que eu procuro e não encontro cá.
Cheguei
a Beja embarquei no comboio
que assoprava pela linha
Às vezes penso comigo e digo:
triste sorte que é a minha.
E
depois de chegar ao Barreiro
embarquei no vapor que passa o Tejo...
Chora por mim, que eu choro pr ti \\
Já deixei o Alentejo. \\ bis

Vapor
chamado - Pinhal Novo