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- 11 - À Porta d'uma Alma Santa
(Canto de peditório pelos Reis)



À
Porta d'uma Alma Santa
(Canto de peditório pelos Reis)
À
Porta (bis) d'uma Alma Santa
bate um Deus (bis) de hora em hora;
respondeu (bis) uma e disse:
- Meu Deus (bis) que buscais agora?
- Busco-te (bis) a ti, alma santa,
cá para (bis) o reino da Glória.
Nota
na página 306 do CPP:
32. À PORTA O'UMA ALMA SANTA
- M. Gjaçometti/F. Lopes-Graça (1/4)
Este romance religioso é frequentemente utilizado
como canto de Janeiras ou de Reis, ou simultaneamente de
ambos. É cantado no tradicional modo coral alentejano
que reveste, no caso, a forma antifonal. «O coro,
precedido de uma curta entrada do alto, que sobre ele continua
a sua mais ou menos floreada parte, respondendo ao ponto
com o mesmo texto entoado por este. (F.L-G.).
Bib.
Teófilo Braga (16/2, p. 440)
Manuel Joaquim Delgado (29/2, p. 122) transcreve a letra
do Canto das almas santas, com o seguinte comentário:
Pelo
Ano Novo era costume tradicional cantar-se o canto das almas.
Homens em grupos de três ou quatro iam de 'monte'
em 'monte', de casa em casa, levando à frente um
burro que transportava as esmolas recebidas. Este peditório
fazia-se de dia. Chegados à porta do 'monte', logo
se descobriam, tirando os gorros ou chapéus que usavam
e cantavam a oração que segue:
Esmola
que dais às almas,
dai-a com boa tenção;
neste mundo Deus dá pago,
lá no outro a salvação,
José
Leite de Vasconcelos (126/2, p. 365) Disc. M. Giacometti/F.
Lopes-Graça (1/2), (1/5.), (XVII), (XVIII) e (XX)

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