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- 28 Nasce o Sol e seus Horizontes
(do Auto da Criação do Mundo,
dos Bonecos de Santo Aleixo, Rio de Moinhos, Borba, Évora)

Nasce
o Sol e seus Horizontes
vem pelos deus graus subindo,
por pinhais, vais e montes
luzes vai distribuindo.

http://maisevora.blogspot.com/2006/05/bonecos-de-santo-aleixo-embaixadores.html
VER
NOTA na página 327 do CPP:
NASCE
O SOL E SEUS HORIZONTES
«198.
NASCE O SOL E SEUS HORIZONTES
- M. Giacometti/F. Lopes- Graça (1/4)
Canção
entoada no Auto da Criação do Mundo, dos Bonecos
de Santo Aleixo.
O auto começa com o Baile dos anjinhos, ouvindo-se
a seguir a voz do Padre Eterno: - "É de luz!"
O
Sol (espécie de pandeireta bimembranófona
que tem, pintada numa face a representação
tosca da Lua e noutra a do Sol) atravessa lentamente o palco
ao tempo em que o coro (no caso presente, uma só
voz feminina) entoa a primeira estrofe.
Repete-se a mesma cena depois do Padre Eterno ter declamado,
em tom solene: - "Faça-se a luminária
segunda!"
É
a vez da Lua atravessar o palco, enquanto prossegue o canto:
E
a luminária sigunda.
qui fez o omnipotênti,
com a luz menos fâicunda
si mostra ao Mundo patênti.
F.
Lopes-Graça sublinha que este canto "consiste
numa espécie de melopeia largamente escandida sobre
uma sorte de ostinato em acordes rasgueados da guitarra".
A parte musical do auto compreende cantos, coros falados
e cantados, danças e até como que recitativos
e melodramas, e tem sempre por acompanhamento instrumental
uma simples guitarra. Este acompanhamento, segundo F. Lopes-Graça:
Evoca-nos
irresistivelmente e muito saborosamente a música
violística e cravística da escola clássica
da Península (Scarlatti e o Padre Soler, por exemplo,
não andam muito longe dela, ou elas não muito
longe de certos giros estilísticos daqueles dois
mestres) - embora possamos sorrir de certos ocasionais e
ingénuos desencontros tonais com as partes cantadas...
Bib.
Azinhal Abelho (1/6, pp. 181-235) Armando Leça (55,
p. 45)
Disc.
M. Giacometti/F. Lopes-Graça (1/4), (111), (IV),
(XVII), (XX), (XXIII I e 2) e (XXIII).»