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- 31 Não quero que vás à Monda


Não
quero que vás à Monda,
nem à ribeira lavar,
só quero que me acompanhes, \ bis
no dia em que me eu casar.
No
dia em que me eu casar,
hás-de ser minha madrinha;
não
quero que vás à Monda,
\ bis
nem à ribeira sozinha.
2
Não
quero que vás à Monda,
nem à ribeira lavar,
só quero que me acompanhes, \ bis
no dia em que me eu casar.
Andas
morta por saber
onde passo os meus serões:
nas vendas das vendedeiras, \bis
encostadinho aos balcões.
Ver
nota na página 329 no CPP:
209. NÃO QUERO QUE V As À MONDA
- F. Lopes-Graça (71, p. 126) ,
O A. informa que esta moda revestia originalmente a forma
polifónica própria aos cantares do Baixo Alentejo
e de parte do Alto Alentejo (numa área mais vasta,
aliás, do que alguns autores têm pretendido).
Era moda com que se podia bailar (moda de cadeia) em ocasiões
festivas. Note-se o carácter irónico do texto,
se bem que não seja perfeitamente clara a intenção
(simbólica?) em que assenta.
Bib.
Rodney Gallop (46, p. 63, m) Francisco de Lacerda (52/3,
pp. 41-42, m)
Pe. António Marvão (73, p. 64, m)
outras
versões:
http://cantoalentejano.com/cancioneiro/?ver=1&id=121
in
Delgado
http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm
in
Ranita da Nazaré
http://www.joraga.net/mertola/pags/601cante.htm

http://beja.blogs.sapo.pt/2004/11/