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Já
bastante idoso terá sido chamado pelos rendeiros do
Monte Vale de Água, da família Guio-mar, de
Ferreira do Alentejo, para guardar as vinhas e educar os filhos
que estavam longe da Escola. (Ver a Décima MINHA TERRA,
MINHA TERRA) e, possivelmente a que deu origem ao MOTE:
Já
fui senhor professor
A um pai eduquei filhas
Agora sou não sei quem
Na Ribeira de Campilhas
Montes
por onde terá andado?. Como trabalhador rural, andaria
por onde era preciso para o amanho das terras da família
e por onde lhe arranjavam trabalho à jorna ou às
épocas ou até anos a fio...
Monte da Casa Branca a seguir ao cruzamento para Selmes, na
direcção da Vidigueira;
Monte da Morena, na extrema Norte de S. Matias, até
ao cruzamento para Selmes;
Monte Vale de Água, em Ferreira do Alentejo (Ver "Minha
Terra, minha Terra...");
Ribeira de Campilhas (ver "Já fui senhor professor...");
Monte Corvesso? - referido na nota de NESTE LUGAR SOLITÁRIO.
Outros dados da época, relacionados com temas desenvolvidos
nas décimas.
Afonso
Costa: Político português, nasceu em Seia, Serra
da Estrela, em 1871, morreu em Pa-ris em 1937. Foi professor
de Direito nas Universidades de Coimbra e Lisboa. Foi deputado
republicano combatendo com violência as instituições
monárquicas. Foi Ministro da justiça no 1º
governo da República e ficou célebre pelo seu
sectarismo anti-religioso. Ver a Quadra "A instrução
é precisa..."
Brito
Camacho. Manuel de Brito Camacho, (1862-1934) nasceu em Aljustrel,
foi médico, muito absorvido pela política, confirmou
os seus créditos de prosador regionalista com - Nas
Horas Calmas, 1920; Quadros Alentejanos, 1925, Gente Rústica,
1927, Gente Vária, 1928, Cenas da Vida, 1929. Foi amigo
e correlegionário de homens como Afonso Costa, António
José de Almeida que se destacaram na propaganda e implantação
da República e de M. Teixei-ra Gomes que veio a ser
eleito para a Presidência da República. Fundou,
foi director e redactor principal do jornal A Luta, desde
1906 até 1934 quando saiu o último número
e ano da sua morte.
Regicídio,
de 1 de Fevereiro de 1908, e o
Rei
D. Carlos: Nasceu a 28 de Setembro de 1863, morreu a 1 de
Fevereiro de 1908. Foi rei de Portugal desde 1889 a 1908 a
quando do regicídio. Foi um estadista de uma envergadura
in-vulgar e muito fez para dignificar Portugal tanto na dimensão
ultramarina como internamente. Foi cientista e desportista
de mérito e pintor laureado internacionalmente.
Rainha
D. Amélia - Foi a última rainha de Portugal.
Nasceu em Twickenham, Inglaterra, em 1865 e morreu em Versalhes
em 1951. Era filha dos Condes de Paris e casou com o Rei D.
Carlos de Portugal em 22.5.1886. Criou a Assistência
Nacional aos Tuberculosos, em 1899, o Sanatório do
Outão, em 1900 e vários dispensários
e outros sanatórios. Fundou o Museu dos Coches em 1905.
Está sepultada no Panteão de S. Vicente, em
Lisboa.
O
Príncipe D. Luís Filipe - Príncipe herdeiro
do trono, morreu no atentado contra a família real,
nasceu a 21.3.1887 e morreu em 1.2.1908...
D.
Manuel II: Foi rei de Portugal após o duplo regicídio
do seu pai, o rei D. Carlos e de seu irmão mais velho,
D. Luís Filipe, em 1908. Nasceu em Lisboa em 15.11.1888
e morreu em Twickenham, Inglaterra em 1932, onde viveu no
exílio desde a implantação da República
em 1910.
João
Franco - Nasceu em Alcaide, concelho do Fundão em 14
de Fevereiro de 1855 e morreu em Lisboa a 4 de Abril de 1929.
Formou-se em Coimbra aos 20 anos seguindo a carreira ad-ministrativa
entre 1877 e 1885. Em 1886 torna-se deputado pelo círculo
de Guimarães. Foi nomeado Ministro da Fazenda, pelo
Partido Progressista, em 14 de Janeiro de 1890. Foi tam-bém
ministro das Obras Públicas e foi ministro do Reino
depois da I Revolta Republicana de 31 de Janeiro de 1891.
Em 16 de Maio de 1903 funda o Partido Regenerador Liberal
e coliga-do com os Progressistas assume o poder em 19 de Maio
de 1906. Com a sua política contradi-tória e
violenta contribuiu de forma decisiva para o regicídio
de 1 de Fevereiro de 1908. Talvez por ironia do destino, uma
trineta de Inocêncio de Brito veio a casar com um sobrinho
neto de JOÃO FRANCO FRAZÃO, cuja família
oriunda e residente na Beira Baixa, muito se orgulha deste
seu antepassado. Detentora de abundante documentação
deste seu familiar, sabem que se chegou a bater em duelo contra
adversários da Monarquia e em defesa da Rainha e não
terá sido o "João Franco malvado"
que Mestre Inocêncio invectiva na Décima "NOBRE
TERREIRO DO PAÇO". Em vez de a omitirmos, registamos
a Décima como homenagem ao político e família
e ao poeta que assim procurava interpretar a ideia sobre aquele
político que se difundiu pelo povo naquele período
agitado e de grandes convulsões políticas.
I
Grande Guerra Mundial - 1914 - 1918 (Armistício assinado
em 11/11/1918) (80 anos em 1998)
Guerra Civil Espanhola - 1936 - 1939
II
Grande Guerra Mundial - 1939 - 1945
Hitler
- o Kaiser déspota orgulhoso? Não se refere
a ele. - Adolfo Hitler, 1889 - 1945, torna-se chefe de um
pequeno Partido Alemão dos Trabalhadores, em 1921,
que transforma em Partido Nacional Socialista. Torna-se chanceler
em 1932 e em 1934 já é o chefe ditatorial da
Alemanha. O seu sonho de domínio e expansão
leva-o a desencadear a II Guerra Mundial.
Guilherme
Segundo - O Kaiser déspota orgulhoso, neste caso é
o Guilherme Segundo, Imperador alemão (1859-1941) subiu
ao trono em 1888 e, com o seu espírito militarista
e ex-pansionista veio a provocar a I Grande Guerra, 1914/18
e se exilou, nos Países Baixos, desde 1918. (Ver Décima
p.46)
Mestre Inocêncio, andarilho de Feiras e Poeta repentista.
Segundo
informações do Senhor Manuel de Sousa Aleixo
e afinal confirmada pelo Mestre Paulino, nas festas de Ervidel,
onde faziam um arraial pelo S. João, havia normalmente
uma grande POPIA que era ganha por aquele que lhe fizesse
os melhores versos... Claro que, quan-do estava o Mestre Inocêncio
de Brito, era certo e sabido quem é que ganhava. Como
sabiam que ele era muito desprendido, nunca publicou nenhum
dos seus versos nem fez daquelas fo-lhas que os poetas populares
costumavam fazer para vender nas feiras..., um dia um dos
miú-dos foi pedir uns versos ao Ti Inocêncio...
Primeiro ainda disse que não, mas já que ele
não queria concorrer, perante a insistência do
rapaz, ele perguntou-lhe: Então de que é feita
a POPIA meu menino, diz lá... E o moço lá
disse que, com a farinha, a POPIA levava manteiga e mel e...
- Então presta bem atenção e leva lá
esta que de certeza vais ganhar a POPIA... Claro que o júri
do qual fazia parte o professor lá da terra logo viu
que a quadra não era dele, mas perante a confissão
de que era uma oferta do Mestre Inocêncio lá
lhe deram o prémio que ele foi repartir com o Mestre,
os amigos e a família...
A Manteiga nutritiva
Junta ao mel saboroso
À face de Deus unida
Faz um manjar delicioso.
Doutra
vez teria ganho com a quadra seguinte:
Que
lindo Arco Celeste
Que Deus mostrou a Noé
Que linda, agradável vista
Que aquela POPIA é.
Nessa
altura, havia também em Beja um poeta popular muito
considerado, um tal Francisco Campos, que, ao que parece,
se considerava o melhor...
Consta que lhe terá dedicado os seguintes versos:
Francisco
Campos não penses
Que és sábio sem ter segundo
Mais tolo é quem se persuade
(Tolo é considerar-se)?
Ser o único no mundo.
Mas
também terão sido em sua defesa que fez estes:
Está
muita gente enganada
Com respeito a Francisco Campos
Em motes ninguém lhe ganha
Só se forem alguns Santos.
Para
o Manuel de Castro, poeta da Vila de Cuba, que seria um tanto
mais novo do que ele, e a quem, segundo dizem, ele tratava
por Mestre, fez esta quadra que parece ter o seu desenvol-vimento
em Décimas:
Vila
de Cuba tu és
A terra com que eu engraço
Ao contemplar-te imagino
Ser passarinho e tu laço.
Consta
que, sobretudo, nas Feiras de Castro Verde, o Mestre Inocêncio
de Brito se juntaria com o Manuel de Castro que ia de Cuba
e o António Aleixo que vinha do Algarve... e como não
podia deixar de ser tinha de haver um despique. Ainda nos
anos 90 se têm juntado, na ta-berna do João das
Cabeças, os poetas populares que cantam o baldão,
que cantam ao despique acompanhados pela viola campaniça...
Consta que haveria despiques de décimas ou décimas
silvadas, que à semelhança do baldão,
obrigavam o que respondia a pegar no último verso com
que o primeiro poeta terminava a sua décima... (a ver...)
Como podemos ver pela recolha à frente, o Mestre Inocêncio
de Brito glosou o mote que normalmente é atribuído
a António Aleixo, mais conhecido por ter livros publicados.
Seria dele o MOTE ou de Inocêncio de Brito que, segundo
consta, pelo menos por ser mais velho, consi-derava seu Mestre,
como o Manuel de Castro?
Descobre-te,
milionário
Vai um enterro a passar
É a filha de um operário
Que morreu a trabalhar.
Falando
ainda de poetas populares que se teriam cruzado com Inocêncio
de Brito, existe uma grande disputa a respeito do MOTE que
transcrevemos a seguir e muitos atribuem a Ti Bel-chior da
Estação. O certo é que os dois terão
glosado o mesmo mote e como assinalamos na transcrição,
teriam nascido de histórias diferentes.
A
Décima do ti Inocêncio terá nascido dum
episódio em que o Afonso Costa vem a Beja, como advogado,
defender um cigano bastante abastado, famoso, naquela altura,
por aquelas redondezas. A caminho de uma feira, esse cigano
que levava a sua caravana, ter-se-ia cruzado no caminho com
um moiral que levava o seu gado e os animais enlearam-se uns
com os outros o que provocou uma grande confusão. No
meio da discussão o cigano puxou duma pistola e matou
o outro lavrador. Quando a família meteu o processo
em tribunal, o outro, que tinha dinheiro, apresenta como seu
advogado, nada mais nada menos que o próprio Ministro
da Jus-tiça, o Afonso Costa. A jovem República
que tinha acabado com os males da Monarquia, para bem da Pátria,
mostrava-se logo como defensora dos pobres!!!
A história do mesmo mote glosado pelo Ti Belchior da
Estação, parece meter também outro conhecido
da Primeira República, o Brito Camacho, que teria contado
a um grupo de estudan-tes de Coimbra, esta habilidade de poetas
"analfabetos" do Alentejo fazerem décimas
a partir de um mote e então, consta que o mote seria
do próprio Brito Camacho...
A
instrução é precisa
A instrução não convém
A instrução embrutece
A quem muita instrução tem
Do
Ti Belchiorinho da Estação seria esta quadra
relacionada com o tabaco, já que o Mestre Inocêncio
tinha umas sobre o vinho e parece que gostava bem dele...
Contou-nos o Senhor Manuel de Sousa Aleixo:
Este
vício do tabaco
Dos pobres e figurões
Não é vício é um costume
Onde se gastam milhões.
Como
consta que gostava de afogar as mágoas na bebida, e
não era só ele, num meloal onde havia vários
encarregados de olhar pelos "amigos do alheio",
às tantas, uma CHOÇA que ser-via de abrigo ao
pessoal, era já um depósito de garrafas, onde
já não se podia entrar... Então a quadra
que saiu era assim:
Ai
que belo meloal
Ai que choça que lá está
Não é choça é botica
Isso choça, espere lá!
Conta-se
ainda que um dia o Mestre Inocêncio foi servir de testemunha
num caso que foi jul-gado em Ferreira do Alentejo. No final
o Juiz, ou por já ter ouvido falar, ou impressionado
com as falas do homem, no final da audiência, depois
de mandar todos em paz, disse: Aquele senhor além fica
aqui para falar comigo... O Juiz, teria falta de um escrivão
e teria convidado o Ti Inocêncio para o ofício,
mas ele escusou-se, talvez a pensar no "Passarinho e
no laço" que dedicou ao Manuel de Castro...
Um
dia um colega do trabalho, perdeu a "pataca" onde
guardava o tabaco e andou à procura por todo o lado
e a perguntar a toda a gente... Então o Ti Inocêncio,
como não podia deixar de ser, respondeu com uma quadra:
Eu
não vi a sua pataca
Nem fechada nem aberta
Se achasse a sua pataca
O meu amigo tinha-a certa.
Já,
possivelmente, nos últimos anos, quando trabalhava
na "apanha da palha" para fazer os grandes montes
onde era guardada, desabafou com a seguinte quadra:
No
Monte da Casa Branca,
Fizeram-me carregar palha!
Cá no chão, 'inda lá vai,
A escada é que atrapalha!
Para
mostrar o cuidado que este poeta tinha a escrever, uma vez
que teve oportunidade de aprender a ler e escrever com o Padre
Carreira, registamos estes versos que o seu neto Antó-nio
Paulino de Brito recorda com os seus 91 anos e que afinal
são o final uma adaptação da terceira
décima da Décima: MINHA TERRA, MINHA TERRA
Manitas
que tão bem escrevem
Escrevam a Deus que é Pai Nosso
Visto que eu lá ir não posso
Os anjos do Céu me levem
Para
finalizar estes dados iniciais, recordando ainda versos que
Mestre Paulino e a imã, D. Cla-ra (Maria Clara de Brito)
recordam, acrescentamos ainda uns versos que teria feito o
Mestre Inocêncio, ao sentir o fim dos seus dias:
O
Tempo vai-se passando
E eu estou no fim com certeza
Tenho contas a ir dar
Ao autor da Natureza
A
maneira como Inocêncio de Brito arquitectava as suas
QUADRAS / DÉCIMAS é lembrada pelos netos António
Paulino e Maria Clara de Brito: "Muitas vezes, dávamos
com ele a falar sozinho e quando lhe perguntávamos
o que estava a dizer, muitas vezes não respondia e
pedia que o deixassem em paz, pois estava com certeza a engendrar
os seus poemas... Algumas ve-zes, quando já tinha na
cabeça os versos completos, voltava-se para nós
e dizia: - Querem ou-vir? e ali desfiava as sua Décimas.
E ainda nos disse mais: "Não misturem os meus
versos com os dos outros..."
Para
mostrar a sua grande memória e o gosto que tinha em
ler, conta-se ainda um episódio que se passou numa
daquelas representações do PRESÉPIO,
um teatro popular ciosamente guar-dado por algumas famílias
de S. Matias e poderá e deverá ser objecto de
estudo e futura publi-cação, embora haja algumas
pessoas que considerem que pode haver inconvenientes em se
fa-zer isso. A representação mais recente foi
levada ao palco no Natal de 1995 ou 1996 e a ante-rior tinha
sido há cerca de 48 anos, em 1946 ou 1947. Conta-se
que numa das representações anteriores, em que
Inocêncio de Brito estava presente mas nu com uns amigos
numa sala anexa àquela em que se representava o AUTO,
a dada altura, o actor estava a declamar a genealogia do Menino
Jesus, enumerando todos os descendentes desde David a Jesus,
(Vide S. Mateus, I, 1 a 12), às tantas teve um perda
de memória, atrapalhou-se, e ficou mudo. Do seu lugar,
Mes-tre Inocêncio que parecia alheio à representação
que se passava na sala ao lado, mas com a qual tinha ligação
a sala em que se encontrava, calmamente, segue a citação
da Genealogia de Jesus, sem falhar um nome. Todos se viraram
para trás, aplaudiram, e o AUTO seguiu a sua representação.
Notas
finais importantes: Como é evidente, a ortografia dos
versos que nos fo-ram ditos oralmente foi feita segundo as
leis actuais da escrita.
Como também será fácil de perceber, de
todos os restantes textos a que pudemos ter acesso aos manuscritos
escritos pelo próprio autor ou ditados por ele, procu-rámos
manter a ortografia usada, apesar de poder haver alguns desvios
mesmo às normas da época. Inocêncio de
Brito não terá frequentado a escola oficial,
mas, como já foi dito noutras notas, aprendeu a ler
e escrever com o senhor padre José Maria Carreira e
nota-se, pelas fotocópias dos manuscritos a que tivemos
acesso, que procurava esmerar-se na caligrafia e ortografia.
Além disso, como revelam certos testemunhos como o
do mestre Paulino seu neto, D. Cremilde, bisneta e até
o senhor Manuel de Sousa Aleixo, o poeta só confiava
nas cópias escritas pela professora regente D. Mariana
Ramalho - "Essa sim, é a única que escreve
como eu digo" - pois muitos não ouviam o que ele
dizia ou procuravam e procu-ram emendar o que achavam que
o "pobre poeta pouco letrado" não podia saber!
É
de considerar entretanto, apesar de estarem escritos, que
o próprio autor, como é normal acontecer quando
se trata de textos onde domina a oralidade, usasse por vezes
termos diferentes de acordo com a inspiração
ou memória do momento, como acontece frequentemente,
embora o rigor da estrutura e das rimas não per-mita
grandes alterações e divagações.
Voltamos
a frisar que, na medida em que nos foi possível decifrar
os manuscritos, procuramos manter a ortografia escrita ou
ditada pelo autor.
Ver
os casos do fizestes e quisestes para a segunda pessoa do
singular tão comum no Alentejo e já ouvi esta
deformação a muita gente ilustrada por esse
país fora, e depois no plural, quando emprega o Vós,
mesmo majestático é, por exemplo, fi-zesteis,
quisesteis, deis... Há certamente ainda muito que estudar
sobre expres-sões e características do "falare
alentejano" que o estudo destes e outros poetas populares
ajudariam a descobrir.
Como
nunca nos passou pela cabeça conseguir obter todas
as informações com-pletas, ficam aí as
interrogações e reticências para cada
leitor completar os dados que faltam e alguém mais
habilitado as consiga compilar e escrever numa próxi-ma
edição mais completa, mais elaborada e com maior
divulgação.
José
Rabaça Gaspar
S. Matias, Beja, Novembro de 1998
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