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IX JOGOS FLORAIS da ALMA
ALENTEJANA
2009.10.25
– 15H00
FÓRUM ROMEU CORREIA – AUDITÓRIO LOPES GRAÇA
(Ver
relato da FESTA,
por Rosa Dias)
APRESENTAÇÃO / HOMENAGEM ao PATRONO:
Introdução
breve para apresentar os 3 pontos chave:
(in
– Odes – Ricardo Reis, ed Ática, 14.2.1933 – Presença nº 37, Fev
1933, p. 148 - «Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.» …
p. 23
Para
ser grande, sê inteiro: nada
Teu
exagera ou exclui.
Sê
todo em cada coisa. Põe quanto és
No
mínimo que fazes.
Assim
em cada lago a lua toda
Brilha,
porque alta vive.
Esta uma imagem resumo
de um notável CURRICULUM: Um Homem dotado de uma Personalidade superior,
donde emana a FORÇA serena dum OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO…
Numa época de confusões e caos, que vivemos, é importante
poder contar com Homens, com Pessoas, como o recém reeleito Presidente
da Assembleia Municipal de Almada (Professor… militar na Guerra
Colonial… metalúrgico na Lisnave… Deputado à Assembleia Constituinte…
Deputado à Assembleia da República… 20 anos… e, do que li nos seus
vastos CURRICULA… me leva a evocar mais Kennedy do que Obama: «Em
vez de perguntar o que é que o Governo pode fazer por ele(s) (NÓS!»,
ele faz e faz fazer o que nós podemos
fazer pela sociedade em que estamos inseridos…
José Manuel MAIA
é o nosso NONO PATRONO duma GALERIA de OITO que o precedem…
Duas imagens sugeridas pelo NOME – MAIA
– para Alentejanos:
(Ver
abaixo: Gonçalo Mendes da MAIA, e MAIA a flor da giesta...)
Álvaro
de Campos
Escrito
Num Livro Abandonado em Viagem
|
Venho
dos lados de Beja.
Vou
para o meio de Lisboa.
Não
trago nada e não acharei nada.
Tenho
o cansaço antecipado do que não acharei,
E
a saudade que sinto não é nem no passado nem no futuro.
Deixo escrita neste livro a imagem do meu desígnio morto:
Fui,
como ervas, e não me arrancaram.
|
In
Opiário – Álvaro de Campos – Quadra 27 das 43 quadras
Pertenço a um gênero de portugueses
Que depois de estar a Índia descoberta
Ficaram sem trabalho. A morte é certa.
Tenho pensado nisto muitas vezes.
- Um
nome mítico lendário, como o de Gonçalo Mendes da Maia, o LIDADOR
– o Fronteiro de Beja – o Companheiro de armas do Fundador do
Reino: D. Afonso Henriques!!!
- MAIA
– um nome que evoca CORes e FLORes: o AMARELO das flores das giestas,
as flores amarelas que anunciam o pleno desabrochar da PRIMAVERA,
a vitória definitiva sobre o Inverno… que anunciam a esperança,
no Alentejo, da abundância das colheitas das searas que serão
ceifadas em breve…
Ex.mos
Senhores da mesa:
- Presidente da Alma Alentejana… pela coragem de assumir
o desafio… com os Vice(s)…
Senhores elementos do Júri:
- Dr.ª Teresa Silva – Representação da Câmara de Almada (não
esteve presente)…
- Dr.ª Natália Pinto – Representante da Junta de Freguesia
da Cova da Piedade…
- Brás Marcos Mira Borges (Substituído por José Ferreira,
recém eleito presidente da Assembleia Geral) – Representante da
Junta de Freguesia do Laranjeiro…
- Dr. Manuel Correia Fernandes, Professor no Mundo das Artes…
- Poetisa Rosa Dias – Presidente do Júri destes IX Jogos
Florais, da Alma Alentejana…
- Joaquim Avó – a Alma da Alma Alentejana e organizador indigitado
pela Direcção para dar continuidade a esta já implantada iniciativa
dos Jogos florais da Alma Alentejana, …que “todos” passaram a identificar
com a Alma Alentejana… e que se empenhou, como sempre, num incansável
trabalho para estes JOGOS, como aliás em tudo o que diz respeito
à Associação… e SOLIDARIEDADE…
- Senhor PRESIDENTE – António Oliveira, – que com José Moutela,
José Assunção... e restantes membros da Direcção da AA – pela coragem
e serenidade… com que aceitou… este enCARGO…
- Senhoras e Senhores desta recheada plateia… provavelmente,
qualquer dos presentes
deveria estar aqui no meu
lugar, por conhecer melhor e há mais tempo o PATRONO destes
IX Jogos e por ter mais motivos do que eu que conheço de dois ou
três fugazes contactos, o que não me impede de ter, já, uma profunda
admiração, até pelo que me tem sido dado ler (ver) no respeito e
admiração com que ouvi falar do ilustre José Manuel MAIA!
- Uma saudação para
os Artistas que vão embelezar a segunda parte destes IX JOGOS:
o DUO – Célia Dias (flauta) e José Carita (guitarra); Ricardo Fonseca
(Viola campaniça); o TRIO – Célia, Carita e Ricardo… as CANTADEIRAS e CAVAQUINHOS
da Alma Alentejana… a MONTRA / ESPELHO que dá visibilidade pública
e mediática à Alma Alentejana… através deles, uma HOMENAGEM a todos
os que, com menos visibilidade, e com trabalho empenhado e discreto
/ esforçado mantém o essencial do Serviço de SOLIDARIEDADE Social,
o cerne da AA… (Técnicos de Serviço / Acção Social (Dr. Paulo e
Patrícia… Animadora / Educadora Social(Rosalina)…, cozinheiras…
auxiliares… a heróica equipa de Apoio Domiciliário… e até os utentes…
que dão sentido ao nosso trabalho e são, tendencialmente, não um
problema, mas activos agentes na análise e procura de soluções dos
problemas… e são a NOSSA BIBLIOTECA VIVA…
- Uma saudação especial para TODOS os concorrentes deste
IX Jogos Florais… TODOS…
Os que ganharam terão as saudações especiais e os PRÉMIOS,
através da Senhora Presidente do Júri: ROSA DIAS – Mestra na Arte
de Criar e Dizer Poesia…
------------------------------------
OS
TRÊS Pontos-chave: 1. POEMA, 2. QUADRA, 3. CONTO!!!
(“roubados”
aos JOGOS FLORAIS… excluídos por não obedecerem…)
1
(in
– Odes – Ricardo Reis, ed Ática, 14.2.1933 – Presença nº 37, Fev
1933, p. 148 - «Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.» …
p. 23
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Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu
exagera ou exclui.
Sê
todo em cada coisa. Põe quanto és
No
mínimo que fazes.
Assim
em cada lago a lua toda
Brilha,
porque alta vive.
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Esta uma imagem resumo
de um notável CURRICULUM: Um Homem dotado de uma Personalidade superior,
donde emana a FORÇA serena dum OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO…
Numa época de confusões e caos, que vivemos, é importante
poder contar com Homens, com Pessoas, como o recém reeleito Presidente
da Assembleia Municipal de Almada (Professor… militar na Guerra
Colonial… metalúrgico na Lisnave… Deputado à Assembleia Constituinte…
Deputado à Assembleia da República… 20 anos… e, do que li nos seus
vastos CURRICULA… me leva a evocar mais Kennedy do que Obama: «Em
vez de perguntar o que é que o Governo pode fazer por ele(s) (NÓS!»,
ele faz e faz fazer o que nós podemos
fazer pela sociedade em que estamos inseridos…
José Manuel MAIA
é o nosso NONO PATRONO duma GALERIA de OITO que o precedem…
2
ANTÓNIO
ALEIXO
O
PÃO QUE SOBRA À RIQUEZA
|
|
“O
pão que sobra (na mesa) à riqueza
Distribuído
pela razão
Matava
a fome à pobreza
E
ainda sobrava pão.”
(António
Aleixo)
|
O
pão que sobra à riqueza
Distribuído
pela razão
Matava
a fome à pobreza
E
ainda sobrava pão
António
Aleixo
A
quadra tem pouco espaço
Mas
eu fico satisfeito
Quando
numa quadra faço
Alguma
coisa com jeito
O mundo só pode ser
melhor do que até aqui,
- quando consigas fazer
mais p'los outros que por ti!
3
CONTO
– UM REINO DE OUTRO MUNDO…
*************************
**************
***
PRIMEIRO ACTO – 1º PRÉMIO EM POEMAS
(fora
de Concurso)
para
uma Homenagem ao PATRONO
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|
|
Foto
|
de
Lívio Morais - Mz
|
de
A Costa Pinheiro
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(in
– Odes – Ricardo Reis, ed Ática, 14.2.1933 – Presença nº 37, Fev
1933, p. 148 - «Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.» …
p. 23
Para
ser grande, sê inteiro: nada
Teu
exagera ou exclui.
Sê
todo em cada coisa. Põe quanto és
No
mínimo que fazes.
Assim
em cada lago a lua toda
Brilha,
porque alta vive.
Há
pessoas assim:
Pessoas
que emanam “… uma sensação de presença silenciosa, embora também
poderosa…”
Discretas,
caladas, que passam quase desapercebidas… mas que transmitem uma
sensação de segurança, paz, certeza, confiança… àqueles que os rodeiam…
VER NOTA - in – eckhart tolle –
http://pt.shvoong.com/books/1673033-poder-agora/
«Obviamente,
o passado e o futuro não têm realidade própria. A realidade deles
é "emprestada" do Agora.
A
essência dessas informações não pode ser compreendida pela mente.
No momento em que captamos a essência, ocorre uma mudança na consciência,
que passa a desviar o foco da mente para o Ser, do tempo para a
presença. De repente, tudo parece vivo, irradia energia, emana do
Ser.»
Alguns
RESPIGOS da VASTA e RICA BIOGRAFIA de JManuel MAIA
in
– Almada Gente Nossa, Artur Vaz:
-
José Manuel
Maia nasceu em Lisboa em 1945.
-
«José Manuel Maia é um homem simples, afável e possuidor de
uma profunda simpatia, mesmo no seio de forças politicas contrárias
à sua,
o Partido Comunista Português, onde é militante desde 1974.
Escondendo-se na singularidade das coisas que acontecem,
tem sido, ao longo de todos estes anos de vida política, uma voz activa no desenvolvimento e progresso do distrito de Setúbal,
tanto no Parlamento, onde marcou uma presença de profunda militância,
bem como autarca; norteando a sua acção como interveniente na transformação
da sociedade, nos mais genuínos valores de honestidade e da verticalidade.»
«Mestre de Trabalhos Manuais na Escola Preparatória (actual
2. ° Ciclo) D. António da Costa, durante o período de 1963-1966,
onde viria a criar laços
de grande afectividade entre a juventude.»
«José Manuel Maia prestaria o Serviço Militar, entre os anos de 1967 e 1971, como Sargento Sapador
de Infantaria e Minas e Armadilhas. Dois anos dos quais em Africa,
no Norte de Moçambique…» (ver nota em Serviço militar - 1967-69)
…
«… entrada nos quadros
dos estaleiros da Lisnave, em 1971, como operário especializado
metalúrgico.»
«Membro da Comissão
Concelhia de Almada do PCP, desde 1975, entra para o seu Comité
Central, em 1978. (Deputado à Assembleia Constituinte tem o mérito e responsabilidade
de estar nos alicerces da
NOSSA DEMOCRACIA) … Deputado
à Assembleia da Republica, pelo distrito de Setúbal, durante
os anos de 1975 a 1995, José Manuel Maia
desempenhou no parlamento, entre outras funções, para além de deputado,
a de secretário da Mesa (
1976 a 1987) e a de Vice-Presidente da Assembleia
(1987-1995) e a de membro da direcção do Grupo Parlamentar do seu
partido. Em Dezembro de 1985 é eleito Presidente da Assembleia Municipal
de Almada, cargo que ainda desempenha (1999!!!) e ao qual tem dedicado
muito de si próprio.»
«Medalha de Ouro de
Mérito do Município de Almada…» (Ideia a guardar e interiorizar):
«A política não é um
espectáculo, é um trabalho sério, minucioso, continuado.»
1960 - Esse grupo era
constituído por jovens mais velhos que eu, aliás, eu nessa altura
tinha quinze anos, (n. 1945) era portanto o mais novo.
1961- 63
a
minha entrada num gabinete de estudos económicos (1962-1963), fazendo inquéritos de porta a porta. Os inquéritos permitiam
questionar as pessoas de quanto ganhavam, quantos filhos tinham,
como viviam, qual o tipo de habitação, enfim, toda uma série de
contactos com as mais diversificadas classes sociais…
Foram, sem dúvida, todas estas vivências, que me deram a
conhecer as grandes clivagens que havia na sociedade, onde uns tinham tudo, enquanto que os outros não tinham nada.
1963-66 «Mestre
de Trabalhos Manuais,
no hoje chamado 2.º Ciclo, sendo na época as chamadas Escolas Preparatórias,
onde mantive um excelente contacto
com o professor David Lopes…
1967-69 - «… na guerra Colonial em Moçambique,
«…foi um tempo de grande solidariedade entre todos, incentivando
coragem e ânimo nos momentos mais duros, procurando, acima de tudo,
estabelecer uma união e ajuda mútua.» …
1971 – Lisnave «acabei
por entrar para a Lisnave.
Devo dizer, sem qualquer exagero, que representou
uma grande escola para mim. Sabe, foi como que o encontro com
a essência do verdadeiro conceito de classe operária. Ali estava
o espírito de classe, de luta pelos ideais de justiça e de liberdade».
1975 – 1995 «eu estive
mais de vinte anos na Assembleia
da República e tem sido sempre minha conduta tirar o máximo
de saber e experiências dos órgãos políticos onde intervenho…
… Por vezes, na Assembleia
discute-se”o sexo dos anjos” em
vez de se dar atenção aos reais problemas e carências do próprio
povo, dos trabalhadores.
«…
Assim deve ser a
intervenção de um deputado, num regime democrático. Porque toda
a classe política, desde o simples Presidente de Junta de Freguesia,
passando pelo Primeiro-ministro até ao Presidente da República,
são acima de tudo servidores
públicos, essa é, para mim, o cerne da questão.
«…o desenvolvimento
tem várias vertentes, como político, o económico, o cultural, o
ambiental e o social.»
«Já é tempo de se acabar
com a falsa ideia de Almada ser um centro periférico de Lisboa,
um dormitório, e que alguns poucos chegam a dizer não ter vida própria.
Aliás, existe um dado concreto, que prova a sua identidade, as suas
origens culturais, a sua história. Almada
sempre foi, mesmo antes do 25 de Abril,
um pólo importantíssimo do ponto de vista cultural e democrático.»
«Agora existe,
de facto, uma complementaridade
entre ambas as cidades, como em relação ao Seixal… (??? A ligação
às AUTARQUIAS vizinhas com forte implantação de Alentejanos… e as
49 Autarquias do Alentejo…)
«… Em
suma o concelho de Almada afirma-se, no contexto das Cidades Portuguesas,
empreendedor, pujante, protagonista e solidário.»
«No quadro da Assembleia
Municipal, penso que tenho desempenhado o mandato de uma forma razoável,
dentro das minhas possibilidades e limitações, com deficiências
e também com erros, mas sempre procurando intervir e contribuir
para o desenvolvimento do Concelho e na qualidade de vida da população.
Mas por concepção da cidadania considero que o trabalho individual
é importante, mas acima de tudo conta a acção colectiva — a grandiosa
volta, o grande salto de progresso operado no Concelho de Almada
nestes vinte e cinco anos de Sol de Abril representa um esforço
generoso e um empenhamento profundo na causa e no bem público dos
eleitos, de todos os eleitos nas Assembleias e Juntas de Freguesias,
na Câmara e Assembleia Municipal, mas também de muitos milhares
cidadãos.
*************************
**************
***
SEGUNDO ACTO – 1º PRÉMIO EM QUADRAS
(fora
de Concurso)
Para
uma panorâmica da dimensão da Alma Alentejana… no panorama Associativo
e Serviço Social… em Almada… Alentejo…
O
PÃO QUE SOBRA À RIQUEZA
|
|
“O
pão que sobra à riqueza
Distribuído
pela razão
Matava
a fome à pobreza
E
ainda sobrava pão.”
António
Aleixo
|
Uma
VISÃO GERAL (breve) sobre a IMPORTÂNCIA e DIMENSÃO da ALMA ALENTEJANA,
como ASSOCIAÇÃO de SOLIDARIEDADE SOCIAL:
Cerca
de 1400 sócios!!!
Os
4 pólos:
-
Trafaria – centro de convívio…
–
Pragal – centro de dia… com convívio e refeições…
–
Cova da Piedade – centro de convívio… com deficiências…
-
Laranjeiro – centro de dia central… com refeições e…
(Centros
de dia com cerca de 80 utentes… com os de convívio cerca de 180…
O
SERVIÇO DOMICILIÁRIO com 3 dezenas… com refeições e serviços domésticos…
que ou porque não há famílias… ou porque a própria família não se
presta a serviços de uma dedicação extrema…
As
Viaturas…
Os
Serviços Técnicos… 2 dos Serviços Sociais; (Paulo e Patrícia); 1
Psicóloga… Acompanhantes de utentes em cada pólo…? Hélio… (Administrativo… eficiente e perito nas novas tecnologias…
Vídeos, Diaporamas, Cartazes, Paginação e estruturação da Revistas
e Boletins…
A
vertente cultural de que temos AQUI um exemplo… mais visível:
Cantadeiras…
Cavaquinhos… Sevilhanas…
De
salientar o trabalho por vezes exaustivo e dedicado de cozinheiras…
e excepcional trabalho da “Equipa de Anjos” que socorrem os acamados…
e incapacitados de sair de casa…!!!
*************************
**************
***
TERCEIRO ACTO – 1º PRÉMIO EM CONTOS
(fora
de Concurso)
(Um
SONHO, como apelo à intervenção decidida dos Fundadores e Sócios…
UM
REINO DE OUTRO MUNDO… –
«Foi um SONHO que EU tive» …
in Fernando Pessoa – POEMAS de Alberto Caeiro, poema VIII:
«Num meio-dia de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia…»
Traduzo: Numa tarde já muito tardia, porque tenho o vício
de, como Poeta, viver na noite dos outros, tive um sonho como se
fosse um filme já realizado…
Creio que o percebi “colhi” nas conversas com os que deram
e têm dado ALMA, à ALMA ALENTEJANA… UM REINO DE OUTRO MUNDO realizado
neste REINO…
Era uma vez…
Há muito, muito tempo…
Há tanto tempo que as pessoas deixaram de ter tempo para
contar o tempo…
Um Povo um tanto estranho e diferente dos outros… que vivia
longe, muito longe…
Tão LONGE que até lhe davam o nome de ALÉM…
Um ALÉM distante…
A ponto de eles próprios dizerem: estamos AQUI – ALEM!!!
Nesse POVO, nesses tempos, houve muita fome, miséria e solidão…
Tanta, que muitos morriam… ou se deixavam morrer…
Desconheciam a alegria de viver…
Até contavam: Eu sou devedor à Terra / A Terra me está devendo
/ A Terra paga-me em Vida / Eu pago à TERRA… MORRENDO…»
Mas de entre eles, houve então muitos que decidiram “abalar(i)”!!!
E também cantavam: “Eu hei-de ir até… Eu hei-de ir até lá…
À procura duma VIDA BOA / Que eu procuro e não encontro cá!!!
Levantaram os olhos!!! Levantaram-se… e partiram para o Norte…
Sempre para o Norte…
Foram à procura de um REINO, onde se dizia, ouviam dizer:
que havia muitos barcos para construir…
que havia casa para edificar…
que havia ruas e estradas para abrir…
Oh! meu Deus! ter uma casa com as casas que podiam fazer
para os outros!!!
Oh! meu Deus! abrir ruas e estradas e com elas e com os BARCOS
construídos terem abertos todos os caminhos do MUNDO!!!
Passados anos, muitos anos…
Naquele Reino diferente, muito longe…
Aquele povo de imigrantes começou a ter saudades das suas
raízes… Não era da miséria!!! Da fome!!!
Era a fome da TERRA: “Enche os olhos de TERRA / No Alentejo
há muita e é de graça” (Torga) …
Alguns regressavam…
Mas outros não podiam… Pagavam já o tributo da idade e das
novas raízes que criavam…
Então, um dia, juntaram-se um grupo de SONHADORES e foram
ter com os REIS deste novo REINO que os acolhia e contaram-lhes
o sonho que tinham de construir um Reino deles, mesmo em miniatura,
dentro deste novo Reino, que lhes lembrasse o ALENTO da TERRA donde
tinham vindo e onde se cantavam, em GRUPO, CANTES que eram como
VOZES gritadas do VENTRE da TERRA!!!
Que cantavam mesmo as mágoas de lá não terem sido felizes!!!
Então, primeiro, e durante mais de uma década, encheram este
NOVO REINO de pequenos e vários pontos de encontro e de convívio…
onde podiam comer o pão e as comidas… e beber o vinho da sua terra…
e cantar os seus CANTES e contar as suas ISTÓRIAS… e acolhiam gentes
do seu REINO (ALÉM) e doutros reinos… norteados pelo nobre sentimento
chamado SOLIDARIEDADE… onde SOLIDARIEDADE passou a ser ACÇÃO…
Mas o SONHO, o grande SONHO era criar um REINO DE MARAVILHA…
UM REINO DE OUTRO MUNDO criado neste MUNDO… neste REINO:
- Um espaço amplo com árvores e com montes… com animais,
hortas e jardins…
- uma casa ampla e cómoda para receber os anciãos, os sábios
com vidas carregadas de estórias e História…
- uma casa ao lado, perto, um tanto longe… donde os seus
netos podiam vir aprender as suas estórias e artes… a poesia, o
cante, os contos e as lendas…
- uma outra para os mais pequenos poderem crescer devagarinho
ouvindo os sons da terra…
- todos servidos por fadas e por magos experimentados nas
artes de bem tratar os outros…
E então, devido à fama que correu Mundo, falando deste NOVO
REINO que tinha sabido criar este REINO DE ENCANTAR, foi preciso
abrir espaços, uns cobertos, outros ao AR LIVRE, para receber os
embaixadores que vinham em grupos grandes e pequenos, do antigo
REINO d’ALÉM e doutros REINOS, com as suas artes e saberes e sabores…
Até
se construir uma Escola especial onde se recolhem os velhos saberes
e as artes dessas gentes… e cada um as dá a conhecer aos outros
parceiros de jornada…
E assim NASCE este REINO
DE OUTRO MUNDO…
Que dará (dá) nome e prestígio e este REINO d’AQUI a ponto
de congregar admiração e espanto de todos os REINOS d’ALÉM… doutros
ALÉNS… mais um FAROL de LUZ brilhante… além doutros em que este
REINO já é PIONEIRO e INOVADOR… (ver Desporto, Teatro, Dança, Lazer…)
a mostrar que….
Até os grandes SONHOS… mesmo as UTOPIAS… SÃO POSSÍVEIS!!!
A mostrar que SOLIDARIEDADE não é palavra de dicionário ou
para DIZER, mas para APLICAR… SOLIDARIEDADE…
a rimar com LIBERDADE… FELICIDADE… DIGNIDADE… mesmo na TERCEIRA
IDADE…
FINAL – CONCLUSÃO
in
(http://www.confenar.com.br/comunicacao/revista/28/Rapidas.aspx
)
Caro José Manuel MAIA:
Queremos ter dado a perceber, que não somos nós ALMA ALENTEJANA
que damos prestígio à sua PESSOA convidando-o para PATRONO destes
IX Jogos FLORAIS…
Como disse Joaquim Avó, nós é que nos sentimos honrados por
ter aceite este convite e com isso nos emprestar um pouco do seu
prestígio e assim podermos chamar de novo os sócios FUNDADORES
que sonharam este SONHO se afastaram e conseguir novos SÓCIOS
e JOVENS, GENTE empreendedora e empenhada, porque a dimensão que
a ALMA ALENTEJANA já tem, e vai ter, não se compadece com amadorismo,
boa vontade, colaborações esporádicas e fugazes (por mera carolice)
como a minha, por exemplo, que eu posso dar… Quem dá o que pode!
… mas há desafios que exigem dedicação e entregue que alguns de
nós já não podem dar…
Eu, por mim, egoísta, só me tinha inscrito como sócio, para
poder ter onde pudesse comer uma sopa, quando já não puder tratar
de mim e se vier a não ter família que me possa tratar!!!
Com o impulso renovado dos FUNDADORES… e o novo impulso dos
que vão chegar, esta DIRECÇÃO, aceitou esta MISSÃO passageira
de preparar as condições para que apareça uma RESPOSTA RESPONSÁVEL
e competente às exigências que a ALMA ALENTEJANA já atingiu e
vai atingir… (ver PROJECTO: Cantadeiras nas Escolas… à semelhança
de Pedro Mestre em Almodôvar…)
NOSSA HOMENAGEM a JOSÉ MANUEL MAIA NUNES DE ALMEIDA…
Mais do que a nossa Homenagem os NOSSOS AGRADECIMENTOS pela
honra que nos dá por ter aceitado ser o PATRONO a apadrinhar este
IX JOGOS FLORAIS, onde, a seguir, os MESTRES nestas ARTES da POESIA,
da QUADRA, do CONTO… vão ser distinguidos… e os outros estimulados…
pelo prestígio do seu ALTO PATROCÍNIO… Os Sócios Fundadores… e
os actuais e futuros sócios empreendedores, disponíveis e com
capacidade, têm uma PALAVRA a dizer para manter o trabalho desenvolvido
e dar à ALMA ALENTEJANA a dimensão que lhe pertence… em Almada…
e Seixal…na Margem Sul… em todo o ALENTEJO…
O SÍMBOLO da nossa ADMIRAÇÃO vai ser entregue pelo Presidente
da Alma alentejana e pelos membros do juri destes IX Jogos florais…
(Peça em porcelana com a imagem da LISNAVE da artista Teresa
Rodrigues)...
(com
os princípios da Pedagogia, da ANDROgogia…) (ver in Wikipédia:
«Andragogia é a arte ou ciência de orientar adultos
a aprender, segunda a definição creditada a Malcolm Knowles,
na década de 1970. O termo remete a um conceito de educação
voltada para o adulto, em contraposição à pedagogia, que se
refere à educação de crianças (do grego paidós, criança»).
Para educadores como Pierre Fourter (1973), a androgogia é
um conceito amplo de educação do ser humano, em qualquer idade.
A UNESCO, por sua vez, já utilizou o termo para referir-se
à educação continuada.
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