MÉRTOLA - NOMES FALAS & LENDAS...
viagens do Cigano Castanho e da Cigana Mariana ataravés do maravilhoso
por Josephus - o Esturjão - mais conhecido por - o SOLHO
por JORAGA o acrónimo de JOsé RAbaça GAspar e outros mais de 1001 deNÓMIOS...

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2.
as LENDAS
a MITOLOGIA
& os Contos...

3.
o CANTO do Riso AlentejANEDOTAS
& outras falas...

4
a POESIA:
Quadras- Cantigas DÉCIMAS RIMANCES...

5
o CANTE
Gr. Corais
& Modas

MÉRTOLA

AS VOZES DO SILÊNCIO

POR JOSEPHUS - O ESTURJÃO mais conhecido por SOLHO

As "PEDRAS" os "CACOS" e os "TRAPOS" também FALAM...

 

mas os NOMES as VOZES e as FALAS

 

FALAM MAIS, ou talvez não?

 

do que as PEDRAS, os CACOS e os TRAPOS

«Proteger as tradições artesanais é também impedir que a nossa escola continue a insultar aqueles a quem chama "analfabetos" corrigindo e deturpando o seu falar, o seu gosto e a sua cultura para impor o modelo dominante de Lisboa - Cascais.»

Claúdio Torres in PALAVRAS PRÉVIAS - MANTAS TRADICIONAIS DO BAIXO ALENTEJO - Ângela Luzia, Isabel Magalhães, Claúdio Torres - Caderno N.º 1 - Campo Arqueológico de Mértola - Edição da CM Mértola - 1984


 

Mértola "oppidum veteris" a que os fenícios deram o nome de MYRTILIS - a NOVA TIRO "porque aqui se homiziaram alguns fenícios, quando Alexandre Magno invadiu a cidade de Tiro...
importante porto de inúmeras transações de riquezas e importante encruzilhada de estradas por onde passaram tantos Povos e Culturas - «... por aqui passaram fenícios, cartagineses, suevos, visigodos, romanos e árabes... »

- para além das "pedras", dos "cacos" e dos "trapos" que, tão meritoriamente, o Campo Arqueológico de Mértola e os seus Arqueólogos têm posto a FALAR, queremos deixar AQUI um apanhado possível das FALAS... dos NOMES... das "coisas", dos lugares - toponímia - das PESSOAS - apelidos e alcunhas - das Lendas e dos Contos, das FALAS mesmo, como expressões características e Anedotas, Quadras e Cantigas e Décimas, como o Cante e suas Modas...

Claro que não é um trabalho para ser feito do exterior para o interior. Tem de ser feito por gente de lá, que lá vive e sente. Como não encontrei o que esperava, decidi sugerir e investigar o que estava ao meu alcance.

 

 

O que e MÉRTOLA HOJE?

Quais as suas ORIGENS?

Qual o seu percurso milenar que lhe define uma identidade?

Que explicações para, de encruzilhada de vias de comunicação fluviais e terrestres... e de gentes as mais díspares, chegar a um número de habitantes reduzido e numa luta ingente para fugir ao isolamento a que estava condenada?...

O que há a fazer para além do muito e bom que está a ser feito?

...

 

«Mértola é uma povoação muito antiga.
Foi utilizada como porto fluvial do tráfego mediterrânico, pelo menos, desde o ano 1000 a. C.
A existência do Guadiana deve ter sido a principal razão para que os pescadores se fixassem nas sua margens, no local da actual vila velha, pela riqueza das suas águas e espécies piscícolas, aliada ao facto de o rio constituir uma ligação com o mar e funcionar como abrigo interior.
As redes de trocas que se estabeleceram entre os séculos XIV e VII a.C., assentes na extracção mineira devido à riqueza existente nos solos xistosos: chumbo, ferro, e quantidades apreciáveis de ouro e prata.
Aqui fixaram-se fenícios, cartagineses, suevos, visigodos, romanos (altura em que se surge o topónimo de Myrtilis) e árabes.»

vide in Alentejo Digital - Concelho de Mértola

 

Aspectos a desenvolver:

1. Nome & Nomes - a NOMINALIA - Uma LENDA com ligação à mitologia Greco latina

- O nome "Alentejo" e a marca de colonização (Ver José Matoso - aspecto histórico e José Rabaça - aspecto linguístico)

1.1 - nomes que Mértola teve e palavras ligadas a Mértola

1.2 Nomes de Freguesias & Lugares...

1.3 Apelidos e Nomes mais significativos...

 

2. As LENDAS & os CONTOS...

3. ANEDOTAS & outras FALAS....

4. POESIA: QUADRAS - CANTIGAS & DÉCIMAS

5. RIMANCES - ORAÇÕES...

6. o CANTE - MODAS & os GRUPOS CORAIS...

7. a BIBLIOGRAFIA

...

Sugestão - a criação de um pólo ou Centro de Documentação, Investigação e Divulgação activa e interventiva(CDIDAI)- MÉRTOLA

 

MÉRTOLA - AS VOZES DO SILÊNCIO...

A Tradição Oral como MARCA indelével na Identidade de um Povo

 

Este trabalho pretende apresentar algumas reflexões a partir de uma diversificada recolha de várias manifestações da TRADIÇÃO ORAL e da LITERATURA POPULAR com a finalidade de propor a implementação de um CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO - INVESTIGAÇÃO e CONVÍVIO, que torne visível e mais interventivo aquilo que de si já é evidente...a marca da Tradição e da Oralidade como SINAL - SIGNO - SÍMBOLO E MOSTRA da AMÁLGAMA resultante da fusão de tantas Gentes e Culturas que se cruzaram e fixaram neste espaço privilegiado nascido no deserto árido do Alentejo, mas entre-ambas-as-águas e com ligação ao grande mar... senhora de riquezas invulgares em paisagem fauna e flora diversificada, agrícola e piscatória ao mesmo tempo, detentora de vasta riqueza mineral, confluência de rotas estratégicas por terra e água...

e agora parece fora e esquecida dos grandes centros de decisão e do comércio...

afinal, o que resultou desta ALQUIMIA milenar, lenta, aglutinadora e talvez devastadora de tantos que deixaram tantas marcas e que desde 1979, meritória e em profundidade nos tem sido mostrada pelos trabalhos desenvolvidos e apresentados pelos diversos núcleos museológicos e Monumentos que o Campo Arqueológico de Mértola desde Serrão Martins e Cláudio Torres que souberam juntar uma vasta equipa de técnicos e cientistas avalisados?

 

 

A LÍNGUA... A FALA...

«Expressão da consciência de uma colectividade, a LÍNGUA é o meio por que ela concebe o mundo que a cerca e sobre ele aje. Utilização social da faculdade da linguagem, criação da sociedade, não pode ser imutável; ao contrário, tem de viver em perpétua evolução, paralela à do organismo social que a criou.» in Gramática do Português Contemporâneo, de Celso Cunha & Lindley Cintra, Ed. João Sá da Costa, Lx., 1985...

«O que perturba e alarma o homem não são as coisas, mas as suas opiniões e fantasias acerca das coisas.» Epicteto

Epicteto - Filósofo estóico grego (c. 50 a 138). Escravo em Roma, depois de libertado ensinou Filosofia. Na sua doutrina predominam as preocupações éticas. Considerando o homem como um rebento ou parte da divindade, diz ser o seu maior dever tomar todos os acontecimentos da vida como serviço e testemunho de obediência prestada a Deus.
In Enciclopédia Fundamental Verbo.
Ver citação in ANTROPOLOGIA DO SIMBÓLICO, Mesquitela Lima, Editorial Presença, L.da ,Porto, 1983....

 

Se as PEDRAS, os CACOS, os TRAPOS, os RESTOS e os MONUMENTOS

FALAM...

onde é que isso se reflecte e mostra? nas

FALAS das GENTAS

nos NOMES dos Lugares, das Coisas e das Pessoas

nas HISTÒRIAS CONTOS e LENDAS

nas ANEDOTAS, CANTILENAS LENGALENGAS PROVÉRBIOS E ADÁGIOS...

na POESIA, QUADRAS E DÉCIMAS...

no seu CANTE e nas suas MODAS...

no que comem e bebem e no nome que dão às coisas

 

"Não são as coisas que metem medo aos homens; são os Nomes que os Homens dão às coisas." adaptado de Epicteto...

Quer dizer: não são as coisas que têm, em si, um significado e simbolismo directo para as Pessoas; as Pessoas é que decidiram e decidem o que é que as "coisas" significam ou simbilizam para elas, na medida em quelhes dão um NOME, para de certa maneira se assenhorearem delas ou para conviveram com elas, .

 

Donde viemos?

Quem somos? Onde estamos?

Para onde vamos?

 

Donde e como nasceu MÉRTOLA?

Que Terra é esta de MÉRTOLA e que Gentes a povoam?

Que Futuro?

 

Talvez por isso, decidimos arriscar um primeiro texto que nos permita assistir ao nascimento de Mértola

 

Talvez não seja difícil imaginar, pelos diversos testemunhos diversificados que nos chegam, um grupo de fenícios, que aqui chega à procura de comércio e abrigo (entre eles um belo príncipe - POLÍPIO, que se veio a apaixonar por SERPÍNEA, filha de CÓFILAS, o rei dos túrdulos, que fugídos do Leste se tinham fixado mais acima no Rio ANA, na zona que depois foi SERPE) para fugirem de TIRO conquistada por Alexandre Magno, aportarem aqui neste porto com ligação ao mar, olhar este monte alcantilado entre-ambas-as-águas e evocarem as fábulas e lendas que povoavam a sua imaginação e verem ali a PEDRA HÚMIDA donde correm dois rios de lágrimas por toda a eternidade em que NIOBE, a filha de TÂNTALO e irmã de PÉLOPE, o assassino de MIRTILIS, se transformou, como castigo do seu insulto a LETO a MÃE de APOLO e ARTEMISA (DIANA) venerada e adorada no seu templo de TEBAS!??? e decidem chamar-lhe a NOVA TIRO?, com o nome de MYRTILIS em honra de sua Mãe MIRTO ou Vénus? que tem o MIRTO como árvore símbolo?!

Ver: Serpínea, Princesa Feliz - in Arquivos de Serpa de João Cabral, 197. pp. 165 - 167

Quem sabe se, os fenícios ali chegados, perante a visão deste morro que se ergue subitamente na curva do rio, onde chegam as marés do grande mar, e onde vai desaguar a ribeira que rodeia o monte, não teriam pensado inicialmente em chamar-lhe Niobe ou Níobe? Como se chamaria hoje Mértola? Como se chamariam os Mertolenses? Teriam as mesmas características, ou teriam arcado com a maldição da orgulhosa filha de Tântalo, que, como seu pai, se atreveu a desafiar os deuses.

 

daqui, o convite para uma breve recolha de Lendas da Mitologia greco Latina que podem estar nas origens de MÉRTOLA a cidade MUSEU que afinal também foi, posteriormente, TERRA de MOURAS ENCANTADAS e agora...aposta na senda do progresso ou talvez, como diz Borges Coelho:

«O rio ainda serve de fronteira. Sem desrespeitar a memória e a diferença dos dois povos, ele deve voltar a unir as duas margens com respeito pelas diferenças e os interesses específicos. Há que libertar o rio, há que libertar a agricultura, valorizar os recursos naturais, há que planear o desenvolvimento da região, há que investir profundamente na educação e na cultura, para que se torne possível o sonho de fazer desta terra velha de milénios uma terra de jovens.»

in "SOBRE MÉTOLA E O GUADIANA" António Borges Coeho, in "Arqueologia Medieval, 1" Ed. Afrontamento, 1992, Campo Arqueológico de Mértola....

MÉRTOLA - a possível origem de um NOME...

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