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Carta
para o MANEL...
por um votante alegre por poder votar Manuel ALEGRE...

jrg
Corroios,
2005-12-12
Carta / Poema para Manuel ALEGRE
Meu Caro
Manel:
Não
sei o que me deu! Apeteceu-me escrever uma carta
Mesmo sabendo que não tens tempo para a ler
Se não ganhares, podes ser que venhas a ter tempo
Se ganhares, as ocupações vão ser tantas,
que provavelmente não vais, mesmo, ter tempo
Não sei o que prefira?
Prefiro que GANHES, pois assim, contigo, talvez todos nos
empenhássemos em construir um PAÍS!!!
Não
sei quem te empurrou para esta UTOPIA.
Não fui EU.
Mas já que decidiste
IREI CONTIGO
E, se
de repente o POVO decidisse?
E se, de repente, o POVO desse conta de que é ele -
o POVO que decide!
E, se de repente o POVO gritasse, mesmo sem gritar,
Aos donos do poder
Aos donos dos partidos
Que
"O POVO É QUEM MAIS ORDENA"!
E, se
de repente, no dia vinte e dois de Janeiro de dois mil e seis
O POVO "saísse à rua em armas"
De VOTO na MÃO, numa REVOLUÇÂO ordeira
E ensinasse aos "donos" dos "partidos"
Que os "partidos" só têm sentido
Para se tornarem "INTEIROS"!!!
"COMPLETOS"!!!
dando o seu contributo ao TODO NACIONAL - UNIVERSAL!!!
E se,
de repente, o POVO decidisse explicar ao PESSOAL
Que não "ter nenhum partido" é "ser
inteiro"
é estar "inteiro" e não estar dispensado
de participar como cidadão
na construção da sua "cidade"
e que, fazer parte de um "partido"
não é ser do "partido"
mas é querer ser interventivo, desse modo,
como cidadão da sua cidade da sua aldeia do seu PAÍS
e cidadão do Mundo
E se,
de repente,
Logo à primeira volta
O POVO decidisse ensinar
Aos donos dos Media e das Sondagens
Que o POVO não vai nessa conversa
Fiada
E que "o POVO é quem mais ordena"
E que não somos "carneiros" nem "gado"
etiquetado
E que sabemos ler e pensar
até as sondagens que nos querem impingir
para
"fazer a nossa cabeça"
E que sabemos decidir pela nossa cabeça
E que queremos um PRESIDENTE
Com "um PARTIDO"
Ou sem "nenhum PARTIDO"
Mas INTEIRO
Talvez até com alguns defeitos
Mas igual a TODOS NÓS
A pedir a nossa participação activa
A nossa intervenção
Na resolução dos "graves problemas"
Que só "os deuses" sabem resolver
como
diz a "voz do dono"!!!
E se,
de repente, o POVO decidisse
Que aquilo que está ao nosso alcance
Nos compete a NÓS fazê-lo e não aos "deuses"
Para que "os deuses", depois
Possam fazer e BEM o que lhes compete a "eles"
E se,
de repente, o POVO decidisse
Eleger um PRESIDENTE HUMANO
IGUAL A NÓS
E nos fizesse sentir
Que somos PRESIDENTES com / como ELE!!!
Assim,
neste sentido,
O meu voto, o MEU
UM VOTO igual ao dos "donos"
É para O MANEL
Já que EU, o Zé,
Não tenho vagar nem estofo para estar lá na
PRESIDÊNCIA,
Mas confio que estou lá bem representado
Pelo Poeta, pelo Homem, pelo Português
Que, mesmo na clandestinidade, todos repetem (iam) e ouvem
(iam),
E com os defeitos e qualidades que TODOS também temos!!!
Um votante
ALEGRE
Corroios, 2005-12-12
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