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in
- Buenos Aires, Agosto de 2003 - aparece, em edição
virtual, nas NOVEDADES dia 14 de Agosto de 2003 e recebo os primeiros,
impressos em papel, no dia 24 de Setembro.
ISBN
1-4135-0116-8, da edição virtual
ISBN
1-4135-0117-6, da edição em papel
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Autor:
José d'A MAR
Um deNómio de José Rabaça Gaspar. (www.joraga.net
)
Não
é um pseudónimo nem um heterónimo (exclusivo
de Pessoa) mas um neologismo inventado, um NOME (outro), anjo
ou demónio, musa inspiradora, que escreve através
do autor, o livro ou cada um dos poemas do autor, como se
pode ver nesta obra, com vários deNÓMIOS...
(quase um por poema)...
Apresentação
A
ILHA, na sequência de A MAR, é um poema carregado
de LENDAS e pretende ser um desafio para que os leitores descubram
a MAGIA de criarem a sua própria ILHA em A MAR...).
edição virtual e em papel a pedido.
Sinopse
...a
ILHA é a ILHA - todas as ILHAS que emergiram do MAR
ou de A MAR ... aqui materializada na ILHA DO PESSEGUEIRO...
ou talvez a ILHA DO PESQUEIRO, onde havia tanques para a salga
do peixe!!!, uma pequena ilha despovoada que existe em Portugal,
na Costa Vicentina, em frente a uma pequena povoação,
que se chama Porto Covo e se pode avistar de quase todas as
dunas e praias, que se estendem até Sines e até
Vila Nova de Mil Fontes...
É, possivelmente, a ILHA inventada pelo Épico
no Canto IX do seu imortal Poema os Lusíadas -a ILHA
DOS AMORES... onde os Nautas da descoberta do Caminho Marítimo
para as Índias se transformam em Deuses-Argonautas...
É, possivelmente, a TERRA com todos os Continentes,
que não passam de pequenas Ilhas que surgiram da imensidão
do MAR ou de A MAR -o PLANETA a que todos chamam TERRA, mas
que o Poeta decide chamar PLANETA MAR- A MAR no feminino,
a remeter para o verbo AMAR, como tentou provar no seu outro
livro de poemas que se chama A MAR.
As LENDAS, aqui efabuladas, são, possivelmente uma
invenção do autor, que assina José D'A
MAR, um deNómio de José Rabaça Gaspar,
como acontece na sua outra obra intitulada simplesmente A
MAR e assim se assume, mais uma vez, como um Homem seduzido
pelo MAR, ou antes por A MAR; como Nauta, que nunca andou
nas Caravelas, mas nelas "navega" sem cessar por
todo o Universo; como Marinheiro, que nunca manobrou os Navios
em que viajou, a não ser em sonhos; como Homem de A
MAR, que gosta de mergulhar e nadar e de se perder nas ondas
de A MAR, mas que tem um medo tremendo e um profundo respeito
por A MAR e continua, há mais de seis décadas,
à procura da sua ILHA... em A MAR...
Disponível
também em papel. Preço: US$ 6,44 (mais gastos
de envio).
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| FRAGMENTOs: |
Conta
a lenda
que a ilha do pessegueiro
não era ilha, era terra
e à terra estava ligada
e num dia de procela
todo envolto em nevoeiro,
não era dia, era noite
e a pouca luz que havia
desfigurava aumentava
ou então diminuía
as formas que as coisas tinham,
aconteceu o milagre
uma coisa nunca vista...
nessa
noite que era dia
quando num ai, de repente
a neblina levantou,
todos viram com espanto
que aquele bocado de terra
que pertencia à baía
e fechava o porto inteiro
que então não era porto
mas era costa escarpada
onde por fado habitavam
os pescadores daqueles sítios
que serviam os senhores
daquele castelo assombrado
daquele castelo prisão
onde viviam guardados
por altos muros de pedra
com todos os seus segredos...
nesse
dia que era noite
ZÁS!
num momento, num instante
o porto que era completo
ou antes, costa escarpada
e a baía fechava...
ZÁS!
num momento, num instante
apareceu com uma falha
uma baía, enseada
e todos pensaram que o mar
engolira o que faltava...
Olhando
depois ao longe
ao passo que o sol abria,
dia e noite distinguia
e a luz deixava ver
melhor para além do mar...
puderam pois todos ver
o que houvera acontecido...
Poema
extra:
Quando
eu era pequenino
Acabado de nascer
eu mal sabia falar
e gostava de ouvir contar
contos para adormecer!
Eram mouros, eram fadas
vindas pelas madrugadas
ou em noites de luar...
Eram as lindas donzelas
encerradas em castelos
tranças louras, olhos belos,
tristes, tristes, a chorar!
Eu ficava impressionado
com tudo aquilo que ouvia...
depois, quando adormecia,
punha-me a sonhar com elas...
Agora que já sei ler
nas folhas que os livros têm
nelas aprendo também
contos lindos, coisas belas...
e tudo o que os livros ensinam
com carinho e com amor...
É milagre redentor
de suas letras singelas!
(Poema
do Tio Zé Moleiro, Ribeira dos Aivados, Porto Covo,
o Poeta de cabelos brancos e olhos azuis que me contou tantas
lendas, contos, patranhas e poesia... tantas histórias
com tanta fantasia... e conhece com os pés e com as
mãos, cada pedra e cada recanto das falésias
do mar entre Porto Covo e Vila Nova de Mil Fontes, a ponto
de me ensinar o esconderijo secreto onde tem a sua cana de
pescar... Com ele, a minha homenagem à poesia popular
e aos contadores de histórias, que seriam a continuação
normal desta/s publicação/ões.
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