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um ANDARILHO em viagem pelas
7 partidas... 7 jornadas... 7 mundos... 7 mares... 7 temas... 7 espaços... 7 tempos...

por JORAGA o acrónimo de JOsé RAbaça GAspar e outros mais de 1001 deNÓMIOS...

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ANDARILHO 7partidas
Poesia Décimas
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Cancioneiro NIASSA

Canto do
ALENTEJO
NOVO(MÉRTOLA)

Canto do CANTE os COROS

 

in - Buenos Aires, Outubro de 2003 - aparece, em edição virtual, nas NOVEDADES dia 16 de Outubro de 2003, início da Feira de Castro Verde, e recebo os primeiros, impressos em papel, no dia 27 de Novembro, mas com uma página, que saltou em banco e bastantes erros a emendar.
ISBN
1-4135-0126-5, da edição virtual
ISBN 1-4135-0127-3, da edição em papel

Autor: José Penedo de Castro
Um deNómio de José Rabaça Gaspar. (www.joraga.net )

Não é um pseudónimo nem um heterónimo (exclusivo de Pessoa) mas um neologismo inventado, um NOME (outro), anjo ou demónio, musa inspiradora, que escreve através do autor, o livro ou cada um dos poemas do autor, como se pode ver nesta obra, com vários deNÓMIOS... (quase um por poema)...

Apresentação

José Penedo de Castro é um cigano andarilho de FEIRAS que tenta mostrar com palavras e imagens o movimento e o colorido destes centros de Encontros e desEncontros...
Publicou também, na mesma editora, como José d'A MAR - A MAR e A ILHA.

edição virtual e em papel a pedido.

Sinopse

A FEIRA DE CASTRO / DE TODAS AS FEIRAS / DE TODAS AS PALAVRAS / DE TODOS OS SIGNOS / DE TODOS OS SÍMBOLOS / DE TODOS OS ÍCONES / DE TODOS OS ÍNDICES / TODOS OS INDÍCIOS...
A FEIRA de CASTRO, que é a FEIRA de Castro Verde, uma vila luminosa perdida na imensidão do Alentejo, no pequeno país, Portugal, mas ainda assim, cabeça da Europa, na linguagem dos Poetas como Camões e Pessoa, é, possivelmente a imagem de todas as FEIRAS, transformadas, no mundo actual do século XXI, em grandes Centros Comerciais e Fóruns, onde as pessoas procuram TUDO e não encontram NADA...
Deste autor / poeta / escritor há tudo a esperar para nos surpreender. Autor porque está convencido que cria alguma coisa, quando desafia os outros a criar. Poeta, porque tenta pôr um uniVERSO de palavras a rimar sem rima e até sem métrica, para que os outros criem a sua Poesia. Escritor porque escreve, não porque tenha livros vendidos, mas para que os outros criem os seus livros e não precisem dos dele para nada...
Assim, com o deNÓMIO José d'A MAR já nos apresentou, nesta mesma editora, A MAR, só para nos dizer que vivemos no PLANETA MAR e que O MAR é AMAR... e que todas as vidas, como todos os rios, correm todos para A MAR...; depois apresentou-nos A ILHA, A ILHA DO PESSEGUEIRO, uma pequena ILHA insignificante, que agora pouco mais serve do que de casa de banho de gaivotas, mas cheia de LENDAS e sortilégios, como imagem de todos os continentes e Terras, que não passam de pequenas ILHAS na imensidão do Planeta MAR...
Agora, apresenta-nos, como Cigano Andarilho de Feiras, uma FEIRA, a FEIRA de CASTRO VERDE, como imagem de outras FEIRAS, outros lugares de Compra / Venda, de Encontros / desEncontros... de Enganos / Ilusões... onde as palavras surgem em catadupa alucinante a criar imagens, que cada leitor vai reCriar à sua maneira ou rejeitar como verborreia inútil e disparatada, perante os novos Centros de Convívio, de Comércio, de Compra / Venda, de Encontros / desEncontros... de Enganos / Ilusões......
É assim a FEIRA... São assim as FEIRAS... É assim o MUNDO de Guerras e Sensacionalismos, que nos aparece todos os dias nos media... É assim a VIDA...
Acaba esta FEIRA que vem depois de outras FEIRAS e a seguir a esta vêm outras FEIRAS...
E com a FEIRA, a preocupação de nos dar alguns dados históricos e trabalhos ancestrais com elas relacionados, como o Calendário do VILÃO..., a TECELAGEM..., os trabalhos relacionados com o LINHO e a LÃ..., coisas do passado!!!, que no presente, possivelmente, só têm outras formas...
Enfim, não é para levar a sério!!! São coisas de poetas malditos.

 

FRAGMENTO: ...
a feira de castro
como as outras feiras
é o grande circo
das gentes que correm
da gente dos montes
gente das cidades
em busca de tudo
em busca de nada
- venho só p'ra ver!
- atão e não compra
nada desta vez?...
em busca de tudo
em busca de nada
atrás de ilusões
de fios de lã
fios de algodão
do que já não há
e havia dantes...
algodão açúcar
mantas cobertores
casacos capotes
cultura, culturas
botas e sapatos
chinelos tamancas
tudo artesanal
ou então moderno
de tela de plástico...
qualquer ferramenta
de há tanto urgente
agora encontrada
agora inventada
parece um milagre
de tão procurada
p'ra tanto conserto
- parece um concerto! -
p'ra tanta demão
remédio p'ra tudo
uma solução
já tão procurada
e ali à mão
- aqui tem, meu povo
ideal solução...
nada é mais barato
nada de mais inútil!!!
perdão enganei-me!
nada é mais preciso
e pronto a servir
para o que precisa...
não custa dois mil
nem mil e quinhentos
a nota de mil
dá para levar
dois. e paga (só) um.
é assim, meu povo
não há que enganar
nem aqui estamos
p'ra enganar ninguém.
é aproveitar
sempre mais barato
aqui do que lá...
são duas ali
p'r'aquelas senhoras
outra para além
para aquele senhor...
aquele cavalheiro
desculpe o senhor!...
e aqui também
p'r'aquela menina...
é sempre a aviar...
chega-me essa manta
chega-me essa caixa
e essa toalha
esse guarda-chuva
moderno automático
e esse também
dos tempos antigos
de bengala grossa
tamanho de gente
que alberga todos
tapa chuva e sol
como uma cabana
de todas as cores...
chega-me também
esse cobertor
os atoalhados
essas mantas quentes
p'rá noite e p'ró dia
e esses conjuntos
de lençóis flanela
de pano e de linho
que dá p'r'aquecer
encontros de sonho
a dois no quentinho
aconchegadinhos!
próprio para pares
que vão dormir juntos
noites sem dormir...
...tudo vem da fábrica
para as mãos do povo
Ah! mulher dum raio
homem duma cana
no me deixes mal...
nu dás c'o imbrulho
e o freguês espera
Ai! que já nu prestas
nu te quero mais
troco-te na feira
por quem me der mais
por dois rapazolas
por duas moçoilas
há'í mais de cem
sem quem os console
e lhes diga: amém.
- escuta, meu povo:
nu me dá co'a caixa
aberta ó fechada...
ah! home dum raio,
nu te quero mais...
oh mulher danada
troco-te na feira!...
nu se vão embora
ora oiçam cá...
é tudo p'ró povo
só p'ró vosso bem.
nem o presidente
e nem o governo
tratam bem de vós
como nós tratamos!
Vinde a nós meu povo!
...

 

E-Mail: joraga@netcabo.pt
pelo telefone 212 553 223 ou pelo Telmv. 917 632 524
e pelo CORREIO: Rua Almada Negreiros, 48 - 2855-405 CORROIOS.
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