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Autor:
José Penedo de Serpa
Um deNómio de José Rabaça Gaspar. (www.joraga.net)
Não
é um pseudónimo nem um heterónimo (exclusivo
de Pessoa) mas um neologismo inventado, um NOME (outro), anjo
ou demónio, musa inspiradora, que escreve através
do autor, o livro ou cada um dos poemas do autor, como se
pode ver nesta obra, com vários deNÓMIOS...
(quase um por poema)...
Apresentação
José
Penedo de Serpa, outro deNómio de José Rabaça,
canta AQUI as Lendas da SERPE e as origens de SERPA e Mértola...
Otros/Outros deNómios de José Rabaça
Gaspar: José dA MAR (A MAR, A ILHA), José
Penedo de Castro (A FEIRA), José Penedo (A COBRA).
SINOPSE
Diz
José Penedo de Serpa: A Serpe tem como introdução
o relato de uma, das poucas mas significativas passagens por
SERPA, a cidade Branca de nome misterioso.
Seguem-se as redondilhas de SERPA en/CANTADA em LENDAS; uma
Sinfonia para Coros, constituída por uma ENTRADA com
três Andamentos, e um FINAL, da autoria de José
Penedo de Serpa. Finalmente aparece UMA DÉCIMA dedicada
à possível origem do nome de Serpa, tal como
a anterior Sinfonia. Esta é assinada pelo mesmo nome
que sendo um deNÓMIO, é uma espécie de
DEmónio que visita e inspira, de vez em quando, o autor...
primeiro para se divertir, ou usufruir o prazer de entrar
por Mundos que lhe estão vedados; segundo, para se
poder atrever a entrar no Mundo dos outros, com uma Cultura
e um Modo de Ser diferentes do dele, meu; terceiro, para que,
ao aventurar-me pelo Mundo dos outros, possa sentir, cada
vez mais, a necessidade de conhecer cada vez mais e melhor
as minhas raízes, e a mim próprio. Na medida
em que cada um se conseguir conhecer a si próprio,
tem o caminho aberto para a sua realização pessoal.
Na medida em que conhecer o seu meio e a sua Identidade Cultural,
tem o caminho aberto para a sua realização em
Sociedade. Na medida em que puder conhecer a Identidade Cultural
de outras Regiões e Povos, aí, o caminho para
uma Realização Universal.
Todo este trabalho nasceu de uma LEITURA das
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LENDAS de SERPA, in ARQUIVOS DE SERPA (Câmara Municipal),
(1971), da autoria de João Cabral... & outros como:
- Cancioneiro de Serpa, de Maria Rita Ortigão
Pinto Cortez, 1994, Edição da Câmara Municipal
de Serpa;
- Serpínea e a Fundação de Serpa,
por C. Gonçalves Serpa, Setembro de 1962,
que aqui ficam reproduzidos com a devida vénia.
Disponible también en papel. Su valor: US$ 7,78 (más
gastos de envío).
Disponível também em papel. Preço: US$
7,78 (mais gastos de envio).
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| FRAGMENTO
gratuito |
FRAGMENTO:
Num
dia, que era já noite
O Sol a pôr-se, fugia.
Já brilhava a Estrela dAlva.
O poeta trovador
que parado, viajava,
perdia-se pelas ruas
duma terra estranha e bela:
A Vila Branca de Serpa
rodeada de muralhas...
de oliveiras centenárias
produtivas searas...
Subiu
depois ao Altinho
Senhora de Guadalupe
lá no Alto de S. Gens
e ficou a contemplar...
Puxando então da viola
cantou do alto do monte
pros serpenses acordar
que dormiam e sonhavam
sonhos de o ouvir cantar.
?
Estranho nome! , dizia.
Serpa? Duma Serpe alada?
Mas quem daria este nome
a uma terra cristã
aos infiéis conquistada?
Serpe, serpente, cobra
Dragão mau a cuspir fogo
é mais figura pagã.
É fonte de todo o mal
do pecado original.
Que
terra é esta? Que gentes?
Quem a povoa? Que povo?
Donde vêm? Onde vão?
São gente muito diferente
dos que acham que a serpente
fez pecar Eva e Adão!
Daí veio o mal ao Mundo
Há aqui algum mistério,
Um pensamento profundo!
Algo me diz: de fecundo.
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