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um ANDARILHO em viagem pelas
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ANDARILHO 7partidas
Poesia Décimas
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Cancioneiro NIASSA

Canto do
ALENTEJO
NOVO(MÉRTOLA)

Canto do CANTE os COROS

 

(Publicada em 2004 Maio - aniversário da 1ª publicação A MAR de José d'A MAR)

in - Buenos Aires, Maio de 2004 - aparece, em edição virtual, nas NOVEDADES em 23 de Maio de 2004,
ISBN 1-4135-0164-8 da edição virtual
ISBN 1-4135-0165-6 da edição em papel

Autor: José Penedo de Moura
Um deNómio de José Rabaça Gaspar. (www.joraga.net )

Não é um pseudónimo nem um heterónimo (exclusivo de Pessoa) mas um neologismo inventado, um NOME (outro), anjo ou demónio, musa inspiradora, que escreve através do autor, o livro ou cada um dos poemas do autor, como se pode ver nesta obra, com vários deNÓMIOS... (quase um por poema)...

Apresentação

M O U R A - A MOURA AMOR A MORTE -A MAGIA ou A UTOPIA DA COM-VIVÊNCIA (IM)POSSÍVEL é um trabalho de compilação e transcrição de 10 LENDAS DE MOURA de José Rabaça Gaspar, com versos de introdução, desafios e uma DÉCIMA A SALÚQUIA por José Penedo de Moura um deNÓMIO de JRG para entrar neste Mundo de enCANTO e Fantasia de Mouros e Mouras.
Este é um breve apanhado de uma obra mais vasta realizada em 1994, com Pistas de Leituras para cada uma das Lendas e para a sua globalidade que atinge cerca de 200 páginas.
Num primeiro momento, pode parecer que este trabalho se limita a trans-crever DEZ LENDAS DEZ sobre a MOURA SALÚQUIA, de diversos autores e usando diferentes formas de expressão. Portanto nem são de minha autoria nem de nenhum dos meus deNÓMIOS ou demónios que me seduzem e me permitem um acesso a Mundos de Fantasia, enCanto e Fascínio que não são normalmente os meus. Seria portanto um mero trabalho de tesoura e cola.
Não foi isso que aconteceu. Desde que ouvi a primeira versão contada pelos alunos, lá para os anos idos de 1985, ficámos encantados e trabalhámos a lenda, à procura de significados e símbolos que nos escapavam. Outras versões da mesma lenda foram aparecendo e parece que descobrimos que, apesar de poder não ser verdade, apesar de poder haver erros históricos, ou não, como na lenda de Ourique e outras, apesar de poderem ser só, pura Fantasia, há, pode haver, nas LENDAS, um MUNDO de MUNDOS a descobrir. Não é esse, portanto, o desafio a que me propus responder. Não é esse o desafio que pretendo deixar aos possíveis leitores: um tra-balho de “corta e cola” que qualquer pode fazer... Estas dez formas de CONTAR a mesma LENDA revelaram-me, possivelmente mais uma vez, a MAGIA da prodigiosa ARTE de enCANTAR! As DEZ maneiras diferentes mostram que há MIL maneiras e UMA de CONTAR, CANTAR ou tentar enCONT(R)AR a verdade, mesmo que não seja a verdade histórica!!!...
A minha proposta para a leitura destas LENDAS é: ...lendo A/s LENDA/s nas letras das estrelas ou a humanidade a crescer para a tolerância, para a com-vivência na diversidade, para o direito à diferença, num regresso ao futuro, ou o maravilhoso fantástico do real no imaginário alentejano. Será afinal a realização da UTOPIA (IM)POSSÍVEL.
Qual é a verdadeira LENDA DE MOURA ou da MOURA ou da MOURA SALÚQUIA? Não se iluda. Não é nenhuma destas DEZ, nem muito menos a minha! A verdadeira é a MIL E UMA. É a sua.
Aqui ficam pois:

as
...viagens maravilhosas
através da fantasia
de um tal cigano CASTANHO
e da cigana MARIANA
contando, cantando co(a)ntado
e ca(o)ntando
vão lendo a LENDA as LENDAS
da moura princesa de nome SALÚQUIA
que vence morrendo derrota a vitória
vencedores vencidos por seu heroísmo
dando nome à terra
que fica cristã
com nome de MOURA
com mouros cristãos de valores estranhos
que mistura raças
que mistura credos
respeita diferenças
cria um mundo novo
regresso ao futuro escrito nos astros
que só pode ler
quem lê as estrelas…

Vale de Milhaços, Fevereiro de (1997) 2004.


Disponível também em papel. Preço: US$ 8.30 (mais gastos de envio).


Fragmento gratuito

FRAGMENTO:

... que istória é essa da moura?
terra cristã, nome mouro!
os cristãos vencem vencidos!
a vencida é vencedora!
derrota dos vencedores
que assaltam a cidade
vestidos de mouros ricos
os albornozes de seda
sobre as cotas de batalha...
ricas armas simuladas
lutam com armas de guerra!
um alfange de oiro puro
contra o aço duma espada!
e uma rosa branca pura
fica rubra de papoila!

é história de encantar
aquela que ouvi contar...

Zara era a velha escrava
que sabia de segredos
e mistérios que se lêem
nos astros e nas estrelas...
mas ela morrera então
já Salúquia era alcaideça
mas não viveu a paixão
da filha de Buaçon
pelo valente Brafama
o guerreiro mais valente
que era o terror dos cristãos...
ficou Fátima e Zuleima
as escravas companheiras
mais amigas da princesa
que nas vésperas do noivado
bem olharam os seus olhos
e viram os maus presságios...
Fátima a d' olhos azuis
bem cantou suas cantigas
que Zara lhe ensinara
mas eram coisas sem tino
que não faziam sentido...
coitada daquela velha!
estava perdida do siso!
já não atinava nada!
? diziam sem entender
as jovens escravas livres
que cantavam entretanto
os velhos cantos de Zara
que contavam o que lia
olhando a lua e os astros
e as letras das estrelas...

o que lera a velha Zara
e não pôde transmitir
à sua senhora amada
que era sua filha querida
pois por ela foi criada
desde o berço em que nascera!?

estava escrito no destino
que se lia nas estrelas

 

 

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