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um ANDARILHO em viagem pelas
7 partidas... 7 jornadas... 7 mundos... 7 mares... 7 temas... 7 espaços... 7 tempos...

por JORAGA o acrónimo de JOsé RAbaça GAspar e outros mais de 1001 deNÓMIOS...

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ANDARILHO 7partidas
Poesia Décimas
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Cancioneiro NIASSA

Canto do
ALENTEJO
NOVO(MÉRTOLA)

Canto do CANTE os COROS

Um público pedido de desculpas…
"Eu pecador me confesso... ao Povo que tenho por missão SERVIR "

Apareceu na www.e-libro.net em 13 de Março de 2005

Editorial: E-libro.net ISBN 1-4135-3547-X edição virtual
Editorial: E-libro.net ISBN 1-4135-3548-8 edição em papel

 


Os OllhOs do Fragão do Corvo,
vistos, ao entardecer, da estrada (atalho) do Observatório das Penhas Douradas - Foto de Fernanda Lourenço e Tiago em finais de Agosto de 2005

AZEVINHO

Tramaseira - Sorbus Acuparia

Previsto para finais de Setembro / Outubro de 2005

Previsto para Novembro / Dezemro de 2005

José Rabaça Gaspar
Avenida Amélia Rey Colaço, 5, r/c Esq. - 2855-500 Corroios - 212553223 - 917632524
joraga@netcabo.pt - site - www.jorga.net - obras publicadas em www.e-libro.net

Um público pedido de desculpas…
"Eu pecador me confesso"

"Sei que pareço um ladrão…
mas há muitos que eu conheço
que, sem parecer o que são,
são aquilo que eu pareço."
António Aleixo - 1899 - 1949 - Algarve (VRSAntónio - Loulé)

Assim como recebi o poder de "presidir à celebração da Eucaristia e o de perdoar os pecados a todos os que se mostrarem arrependidos e estiverem dispostos a confessar os seus pecados e a emendar-se…" eu, José Rabaça Gaspar, que fui e sou, por mandato da Igreja e imposição das mãos de um legítimo representante da Igreja, "sacerdote, mediador entre Deus e os Homens, para toda a eternidade…", embora afastado das lides religiosas "romanas!"por opções de coerência e "bom-senso" que posso explicar aos que estiverem interessados, venho, por este meio, confessar o meu "pecado" que, por ingenuidade e carregado de boas intenções, reconheço que posso ter cometido. Mas como diz Fernão Lopes: "Posso ter errado por descuido ou falta de aturada investigação, apesar das longas vigílias, mas mentir, (ou muito menos ofender, digo eu) está totalmente fora das minhas intenções" (Cito adaptando).

Sou o autor do livro NOMINALIA - A FESTA DOS NOMES: Toponímia, alcunhas, falas… - uma viagem à minha STerra, Serra da Estrela - Manteigas, que apareceu publicado pela e-libro.net, assinado com o deNómio de Herminia Herminii.
O deNómio usado não é para me esconder nem disfarçar. Não é pseudónimo, porque não uso nomes falsos, nem muito menos heterónimo, uma designação que só foi utilizada pelo nosso grande Poeta Pessoa. DeNÓMIO é exactamente um neologismo, como um nome diferente ou alcunha inventado por mim, para ficar na literatura, para assinar com um nome diferente as várias obras que decidi publicar e tentar entender e dar a entender as várias "personagens" que assumo ou me assumem, quando as decido escrever. Por vezes, em cada obra apareço mesmo com Mil deNómios diferentes. Explico isso em todos os meus escritos. Dos cerca de dez títulos publicados, em e-libro.net, que começou em Abril de 2003, com A MAR, de José d'A Mar, ou outras obras com predominante intervenção minha, só assino uma com o meu nome, por ter sido um trabalho colectivo dos meus antigos "camaradas de armas", na Guerra do Ultramar - os Lobos de Maniamba - Memórias da Cart 2325 - Moçambique 1968/70, por não haver quem quisesse dar o nome. Todas as outras são relacionadas com o Alentejo onde leccionei até ao ano 2000 e finalmente cheguei onde devia ter começado!

Dito isto, e para além de registar uma outra obra anterior relacionada com Manteigas e a Serra da Estrela, que se chama ALFÁTIMA - Uma Lenda de Manteigas - Serra da Estrela - viagem à minha STerra, e é assinada por José da Serra do Vale do Zêzere, de Agosto de 2004, resta-me agora dar uma especial atenção à NOMINALIA, de Março de 2005, que, por notícias de vários amigos e família, me consta que levantou ou está a levantar sérios problemas e a causar "incómodo e "desconforto" a algumas pessoas que considero "Amigas". Já tenho, em pré-edição uma que se chama - O PASTOR - com várias versões da Lenda do Pastor da Serra da Estrela; e outra que se chama MANTEIGAS - uma Terra na Serra enoVELADA em Lendas - as suas origens míticas…

Vamos pois ao assunto.
Ponto prévio: "Eu SOU aquilo que SOU. Não sou aquilo que me chamam, nem aquilo que eu próprio me dou ao luxo de me chamar. Repito: SOU AQUILO QUE SOU!
O mesmo se aplica a todas as PESSOAS que muito preso e tenho obrigação de respeitar.

Segundo ponto e tão importante e prévio como o primeiro: "Todos, mesmo TODOS, quer eu queira, quer não, quer as autoridades civis ou religiosas ou outras quaisquer queiram, quer não, têm direito ao seu BOM-NOME. Não é uma concessão minha ou um mero reconhecimento. É pura e simplesmente um direito inalienável e indiscutível, mesmo que eu pretendesse não o reconhecer.

Então qual é o problema? É que alguns amigos, que desinteressadamente fizeram questão de divulgar esta e outras obras que decidi escrever despretensiosamente, por serem publicadas na Internet, - a montra universal - como a minha editora, a Isabel Juvera, em nome da e-libro, faz questão de sublinhar, mas que de tão universal, fica tão distante das pessoas como as "estrelas do céu", que as pessoas vêem todas as noites e sabem que de dia estão lá, mas não as vêem, e que me oferece a possibilidade de, de vez em quando pedir algumas dezenas de obras impressas em papel, fizeram-me chegar alguns protestos de pessoas que se sentiriam "visadas" ou pelo menos "incomodadas" com um dos capítulos da NOMINALIA, que dedico aos NOMES - os BONS NOMES de registo; e aos "MÁ-NOMES" ou ALCUNHAS, algumas mais "ásperas" ou "graníticas" do que outras...
Então qual é ou foi o meu pecado? Como várias pessoas em Manteigas, e não só, muito bem sabem, sabem que me dedico, há mais de 25 anos, à recolha dos NOMES, toponímia e ALCUNHAS e modos de FALAR da minha STerra. Porquê? Porque dediquei grande parte da minha vida ao ensino da Língua e Literatura Portuguesa, tanto em Portugal como no estrangeiro. Sabem também, porque sempre o disse, que perante a dificuldade de os alunos, em diversas regiões do país, mostrarem grandes dificuldades na aprendizagem correcta e utilização do "Português", sempre defendi e defendo que, para aprender BEM a Língua-Mãe, é preciso manter vivas e "bem-regadas" as sua raízes. Ora na minha passagem por mais de uma vintena de Escolas, por diversas regiões do país, sempre desafiei os alunos a aprenderem a partir do que tinham aprendido desde o "berço", com os pais e os "velhos" da sua terra. - Mas aquilo que os "velhos", muito deles analfabetos sabem, não são coisas para "aprender" ou "ensinar" na Escola! - diziam-me eles… Pois, dizia-lhes eu, "Como diz M. Torga (in Portugal, Um Reino Maravilhoso - Trás-os-Montes, p.40): Lamentavelmente "... mesmo nos reinos maravilhosos (do maravilhoso) acontece a desgraça de o povo saber duma maneira e as escolas saberem doutra."!
A partir daí nasceu o desafio: Então, se nós só podemos aprender BEM o "Português" se nos mantivermos fiéis e conhecermos BEM as nossas raízes… as raízes não se podem cortar, senão não há enxerto que resista às intempéries… vejam como o Gil Vicente… Camões… Garrett… Torga…, para só falar de alguns vultos, recorrem incessantemente à Literatura Tradicional e às suas memórias de infância…, então, quer dizer que o professor também conhece muito BEM as suas "raízes". Foi um choque tremendo! Desde que aos dez anos saí de Manteigas para estudar, até os colegas e professores, que falavam à moda da "Covilhaen" com "o Zei Pedro que intrava de cabeiça" ou os de "Biseu"… me gozavam por eu falar à moda de "Mantueigas… tstuá quedo… uolha cávantas cumuigo…"

Mas o certo é que vim a verificar que tudo, TUDO, o que vim a aprender da Língua e da Literatura Portuguesa, estava e está forte e indelevelmente enraizado naquilo que aprendi desde o "leite materno", com a minha mãe que mal tinha a 3ª classe dos anos 10/20 e sempre escreveu melhor do que eu e até sabia fazer contas de cabeça, coisa que vim a desaprender; e com o meu pai e a minha avó e as minhas tias… e até com os velhos da minha rua como o Catrâmbias, o melhor professor que tive em linguagem vernácula, com os seus intermináveis e "sonoros sermões" pregados pelas "escaleiras" de S. Pedro a baixo, (as outras, não estas "plastificadas"!!!) e ecoavam por todo o "Fundevila" e eu ouvia da varanda da minha casa aberta sobre o Vale Glaciar, o que muito me valeu no confronto com os pretensos "especialistas" que vim a encontrar na vida militar e noutros ambientes...!

Foi também com a minha família e com a gente da minha terra que aprendi a norma sagrada e inalienável que já disse atrás: "Todos, mas TODOS, quer eu queira quer não, quer as autoridades de qualquer área queiram, quer não, têm direito ao seu BOM NOME".

As pessoas de Manteigas sabem que isto é verdade. Devido às voltas da vida e aos anos afastado de Manteigas a não ser em viagens esporádicas, já não conheço pelo nome muitas das pessoas com quem me cruzo, mas eu sei que muitos, ou até a maior parte, sabem quem eu sou ou conheceram os meus pais e conhecem os meus irmãos e os meus primos, a minha família… Só quando acompanhado com algum dos meus irmãos ou amigo mais conhecido é que consigo identificar alguns dos que fui esquecendo…
O que aconteceu com as pessoas aconteceu com as "coisas", como por exemplo o nome das árvores e das "pedras" que agora me vieram recordar como me esqueci da "Tramaseira" que confundia com o "Azevinho" e agora a Teresa Fraga e "Zuefa" me lembraram das lições do saudoso Zé David e enchem de pintas gritantes-vermelhas vários percursos da Serra como o da subida da Lagoa de Vale do Rocim! Mas também é verdade que não esqueci os pontos chaves, que o meu pai me ensinou, para descobrir os dois "OlhOs" do Fragão do Corvo que terá dado o nome àquele fragão! Sou daqueles, e alguns ainda se lembram, dos que acompanhei os grandes "andarilhos" da Serra e calcorreei a pé a Serra em todos os percursos e atravessei a "Pedra dos Abraços"… desci das Penhas Douradas até ao "Valanzedo" em 20 minutos como aposta… dei-me ao luxo de mergulhar em todas as "fontes" até no Poço do Inferno e na Lagoa Escura, na comprida e no Lago Viriato, claro e nas Salgadeiras… Até cozinhei os feijões na fonte dos Perus…

Ora, tal como as "pedras" e as "árvores", se há pessoas que me habituei a admirar e respeitar foram os meus colegas de escola, uns mais pobres outros mais ricos, mas sobretudo aqueles mais parecidos connosco, filhos de famílias numerosas e com os pais a darem tudo para os deixar preparados para a vida. Uma das referências na "nossa casa" era "aquela família que morava lá para a Senhora de Fátima", como dizia a minha Mãe, uma série de irmãos que "jogavam" em idade e na escola com os da "nossa casa"… Por distracção ou falta de cuidado, pelos numerosos alunos e numerosa gente com quem me cruzei e lidei, nunca soube bem os nomes… Já dei conta que acontece o mesmo connosco que somos oito! Agora já me lembraram que fui vizinho do Humberto, na Alemanha, uma casa que sempre me recebeu como conterrâneo numa altura em que era, ele também "emigrante", mas eu um "emigrante à deriva", onde por vezes aparecia o irmão Doutor, o Alberto (certo, ou?) e depois ainda contactei com o Dr. Albino, quando foi Presidente da Câmara de Manteigas, que sempre me foi apresentado como a verdadeira chegada de alguém, nascido do "povo" a um lugar de relevo e de representatividade na minha Terra… e a quem tive oportunidade de apresentar ou ao menos falar de alguns destes projectos!

Ora por tudo isto, foi uma surpresa inesperada as violentas críticas que me chegaram por alguns aspectos, talvez menos conseguidos do trabalho que decidi publicar em NOMINALIA.

A TODOS os que se sentiram ou sentem "incomodados" ou "lesados" pela minha inabilidade, pela aposta que fiz em "melhor me conhecer, conhecendo melhor a minha Terra, a minha Serra, e os nomes que as pessoas da minha Terra dão aos lugares, às coisas e aos seus conterrâneos…" as minhas mais sinceras e humildes desculpas. Em todas as introduções e notas desse longo trabalho estão as explicações e as intenções que me levaram a realizar este trabalho. Já me chamaram a atenção de que os informadores que tive não seriam de fiar… ou foi talvez a minha falta de cuidado e de rigor, pois apontava as coisas em todos os papéis que tinha à mão, desde cadernos e fichas, como fazem os "estudiosos" mas até nos espaços em branco dos recibos do multibanco ou recibos da auto-estrada ou no interior dos maços de tabaco… são caixas de notas dispersas por mais de vinte e cinco anos de investigação e estudo e podem não estar muito correctas… Vários rascunhos destas notas que por fim decidi publicar devido às facilidades proporcionadas pela e-libro e a sua Directora Isabel Juvera, com os inconvenientes e vantagens de ser um espaço fora da UE e de só se poder comprar via cartão de Multibanco, estiveram nas mãos de vários amigos e pessoas "gradas" e altamente consideradas em Manteigas. Um grande amigo, quando lhe falei do projecto, aconselhou-me, talvez para me mostrar que devia desistir, de ir passar um ano a Manteigas, e calcorrear rua a rua, casa a casa, para fazer um trabalho completo… outro grande amigo, com quem troquei as notas que tinha numa disquete com as que ele tinha, fez-me ver que agora faltavam as povoações de Sameiro e logo depois Vale de Amoreira!!! Uma ilustre professora chamou-me a atenção de que os espaços e "personagens" não coincidiam… A toponímia era muito vasta, abrangia a Serra toda… e as Alcunhas eram só de Manteigas!!! A tudo isto respondo nas introduções e notas que peço o favor de lerem ou de verificarem…

A ingenuidade e talvez o exemplo de vários conterrâneos que dei conta que usavam sem preconceitos e com brio a sua ALCUNHA ou Alcunha de Família, levou-me a passar para aquilo que publiquei algumas referências e notas que "outros" talvez mais cuidadosos e "prudentes" não publicariam. Tenho bastante bibliografia, desde a Leonor Buescu, em Monsanto, onde aparecem os nomes desligados das personagens, que assim aparecem "insípidos", "insonsos", "sem-vida" e quantas histórias dariam para contar, as istórias, que deram origem a esses nomes… As notas que me atrevi a "registar" têm só essa intenção: permitir que se saibam e investiguem as origens… a verdade… o que terão de insulto infundado… o que terão de "anedótico" e saborosamente inesperado!!! As monografias que vão aparecendo por todo o lado e ainda bem, quando referem pessoas, referem em especial SÓ as que consideram "as mais Ilustres"! E as outras? Ora para mim, creio que, afinal, todos SOMOS mais ou menus ILUSTRES porque afinal "todos somos iguais, sendo diferentes e únicos"!!!
Se errei, peço as mais sinceras desculpas. Pensar que há qualquer intenção de ajuizar ou me pronunciar sobre o valor ou idoneidade das PESSOAS, nada de mais afastado das minhas intenções.
"As PESSOAS são aquilo que SÃO e valem aquilo que VALEM". "Não são os NOMES que lhe dão ou atribuem!" Se lerem com atenção aquilo que eu pretendi estudar e aprender, vão verificar que, é exactamente o contrário: "a maldade, se a há, está precisamente naquele ou naqueles que dão ou chamam um "MÁ-NOME"! Não na pessoa a quem é dado. E como este fenómeno das ALCUNHAS, como se diz das Anedotas ou das Cantigas da Rua… "são de todos e não são de ninguém…", a conclusão final é que, de facto, somos todos responsáveis e portanto culpados! Afinal, a "alcunha" boa ou má, "pega" quando começa a ser aceite e posta a circular com a conivência de uma grande maioria. Creio que funciona mais ou menos com a irracionalidade de um "Tribunal Popular" ou, melhor dizendo, com os "riscos" de uma "Democracia" não tutelada, em que de facto o "Poder é mesmo do Povo".
Eu, agora, talvez mais que todos porque decidi divulgar, mas deixo um apelo a todos os meus amigos, conterrâneos e patrícios que fomos gerados ao som da mesma água a correr no rio ou nos ribeiros e ribeiras, ou das mesmas barrocas, das mesmas medonhas trovoadas e ao abrigo dos mesmos tremendos nevões… metam a mão na consciência e reconheçamos que não sou EU o autor dos NOMES ou ALCUNHAS ou MÁ-NOMES. Sou sim tão culpado como todos nós que, mais ou menos veladamente ou nas conversas de tasca ou de café… ou nas "conversas de má-língua" os usamos e utilizamos por vezes com uma crueza e uma falta de respeito desmedida. Não acuso os outros. Acuso-me a mim como parte integrante dessa "comunidade" que nasceu e cresce nesse "Penico do Céu" rodeado de altas montanhas…

Um grande abraço a todos. Parece que terei falhado muitas alcunhas, para além das mais recentes e novas de que nem faço ideia, a alcunha com que os meus conterrâneos me reconhecem de entre a numerosa família a que me orgulho de pertencer! Tenho todo o gosto em a conhecer. Por mais aberrante ou agressiva que seja, digo e repito: "Eu SOU aquilo que SOU" independentemente das ideias ou preconceitos ou "louvores" que me atribuam. E cada um dos outros, que EU sem intenção terei ofendido, têm o mesmo DIREITO ao seu BOM-NOME e à sua HONRA. Não sou eu ou outro qualquer que lha dá ou tira. "Os nomes, que damos às coisas, ou às pessoas, reflectem e denunciam a nossa maneira de ser e mostram a nossa IDENTIDADE". É esta a base e intenção deste esboço de um estudo que se queria mais vasto e aprofundado. Aos meus críticos deixo exactamente esse desafio que está expresso na obra: É a vez, dos que conhecem melhor a minha terra e a Serra e as pessoas de fazerem mais e melhor. "Amigo não empata amigo" e a Terra, a Serra e o Futuro dos "nossos" Filhos e o desenvolvimento que a nossa Terra merecem, creio que nos vão agradecer. O Progresso e o desenvolvimento só têm sentido se forem bem enraizados e alicerçados nos valores que herdámos dos nossos antepassados.

Após o aparecimento da segunda TRILOGIA sobre a Serra, a NOMINALIA é UMA; e ALFÁTIMA, já publicada antes, e agora com O PASTOR e MANTEIGAS enoVELADA em Lendas será a segunda a aparecer, penso eu até Dezembro ou Janeiro de 2006, creio que poderia fazer uma APRESENTAÇÃO PÚBLICA destas obras, o que para mim seria uma honra desmedida, na minha Terra na Serra. Com a ajuda de alguns amigos como aqueles com quem já falei neste projecto e conhecem a Serra, a Terra e as Pessoas muito melhor do que eu, podíamos fazer um "espectáculo" áudio visual aberto a muitos, caso haja pessoas interessadas. Não faço questão. Escrevi e escrevo para me sentir realizado e melhor me conhecer. Se puder colaborar com outros neste "tremendo" percurso eu caminharei com todo o gosto e na medida das minhas já fracas e desgastadas possibilidades. Será o meu contributo para enriquecimento e desenvolvimento da "minha comunidade" que, mesmo que quisesse, não posso descartar. São as minhas raízes.

Corroios, 29 de Setembro de 2005 - Festa das colheitas e dia de S. Miguel - o dia das "contas" das "culturas" feitas de cada ano "agrícola" e talvez das outras! (a cultural, juntamente com a económica e social) que as pessoas da minha terra, em crise aguda, tanto anseiam! …
José Rabaça Gaspar

Nota: Em finais de Setembro05, estão a chegar mais alguns livros NOMINALIA, em formato papel, já com emendas que me chegaram até Agosto. Esta maneira de editar permite-me fazer algumas emendas que se mostrarem pertinentes e se houver colaboração de muitos, tanto melhor. Uma obra diferente com mudanças de fundo deixo, como já disse para os mais entendidos e capazes.

 

 

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