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Os
OllhOs do Fragão do Corvo,
vistos, ao entardecer, da estrada (atalho)
do Observatório das Penhas Douradas - Foto de Fernanda
Lourenço e Tiago em finais de Agosto de 2005





AZEVINHO


Tramaseira
- Sorbus Acuparia



Previsto
para finais de Setembro / Outubro de 2005

Previsto
para Novembro / Dezemro de 2005
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José
Rabaça Gaspar
Avenida Amélia Rey Colaço, 5, r/c Esq. - 2855-500
Corroios - 212553223 - 917632524
joraga@netcabo.pt - site - www.jorga.net - obras publicadas
em www.e-libro.net
Um
público pedido de desculpas
"Eu pecador me confesso"
"Sei
que pareço um ladrão
mas há muitos que eu conheço
que, sem parecer o que são,
são aquilo que eu pareço."
António Aleixo - 1899 - 1949 - Algarve (VRSAntónio
- Loulé)
Assim
como recebi o poder de "presidir à celebração
da Eucaristia e o de perdoar os pecados a todos os que se
mostrarem arrependidos e estiverem dispostos a confessar os
seus pecados e a emendar-se
" eu, José Rabaça
Gaspar, que fui e sou, por mandato da Igreja e imposição
das mãos de um legítimo representante da Igreja,
"sacerdote, mediador entre Deus e os Homens, para toda
a eternidade
", embora afastado das lides religiosas
"romanas!"por opções de coerência
e "bom-senso" que posso explicar aos que estiverem
interessados, venho, por este meio, confessar o meu "pecado"
que, por ingenuidade e carregado de boas intenções,
reconheço que posso ter cometido. Mas como diz Fernão
Lopes: "Posso ter errado por descuido ou falta de aturada
investigação, apesar das longas vigílias,
mas mentir, (ou muito menos ofender, digo eu) está
totalmente fora das minhas intenções" (Cito
adaptando).
Sou
o autor do livro NOMINALIA - A FESTA DOS NOMES: Toponímia,
alcunhas, falas
- uma viagem à minha STerra,
Serra da Estrela - Manteigas, que apareceu publicado pela
e-libro.net, assinado com o deNómio de Herminia Herminii.
O deNómio usado não é para me esconder
nem disfarçar. Não é pseudónimo,
porque não uso nomes falsos, nem muito menos heterónimo,
uma designação que só foi utilizada pelo
nosso grande Poeta Pessoa. DeNÓMIO é exactamente
um neologismo, como um nome diferente ou alcunha inventado
por mim, para ficar na literatura, para assinar com um nome
diferente as várias obras que decidi publicar e tentar
entender e dar a entender as várias "personagens"
que assumo ou me assumem, quando as decido escrever. Por vezes,
em cada obra apareço mesmo com Mil deNómios
diferentes. Explico isso em todos os meus escritos. Dos cerca
de dez títulos publicados, em e-libro.net, que começou
em Abril de 2003, com A MAR, de José d'A Mar, ou outras
obras com predominante intervenção minha, só
assino uma com o meu nome, por ter sido um trabalho colectivo
dos meus antigos "camaradas de armas", na Guerra
do Ultramar - os Lobos de Maniamba - Memórias da Cart
2325 - Moçambique 1968/70, por não haver quem
quisesse dar o nome. Todas as outras são relacionadas
com o Alentejo onde leccionei até ao ano 2000 e finalmente
cheguei onde devia ter começado!
Dito
isto, e para além de registar uma outra obra anterior
relacionada com Manteigas e a Serra da Estrela, que se chama
ALFÁTIMA - Uma Lenda de Manteigas - Serra da Estrela
- viagem à minha STerra, e é assinada por José
da Serra do Vale do Zêzere, de Agosto de 2004, resta-me
agora dar uma especial atenção à NOMINALIA,
de Março de 2005, que, por notícias de vários
amigos e família, me consta que levantou ou está
a levantar sérios problemas e a causar "incómodo
e "desconforto" a algumas pessoas que considero
"Amigas". Já tenho, em pré-edição
uma que se chama - O PASTOR - com várias versões
da Lenda do Pastor da Serra da Estrela; e outra que se chama
MANTEIGAS - uma Terra na Serra enoVELADA em Lendas - as suas
origens míticas
Vamos
pois ao assunto.
Ponto prévio: "Eu SOU aquilo que SOU. Não
sou aquilo que me chamam, nem aquilo que eu próprio
me dou ao luxo de me chamar. Repito: SOU AQUILO QUE SOU!
O mesmo se aplica a todas as PESSOAS que muito preso e tenho
obrigação de respeitar.
Segundo
ponto e tão importante e prévio como o primeiro:
"Todos, mesmo TODOS, quer eu queira, quer não,
quer as autoridades civis ou religiosas ou outras quaisquer
queiram, quer não, têm direito ao seu BOM-NOME.
Não é uma concessão minha ou um mero
reconhecimento. É pura e simplesmente um direito inalienável
e indiscutível, mesmo que eu pretendesse não
o reconhecer.
Então
qual é o problema? É que alguns amigos, que
desinteressadamente fizeram questão de divulgar esta
e outras obras que decidi escrever despretensiosamente, por
serem publicadas na Internet, - a montra universal - como
a minha editora, a Isabel Juvera, em nome da e-libro, faz
questão de sublinhar, mas que de tão universal,
fica tão distante das pessoas como as "estrelas
do céu", que as pessoas vêem todas as noites
e sabem que de dia estão lá, mas não
as vêem, e que me oferece a possibilidade de, de vez
em quando pedir algumas dezenas de obras impressas em papel,
fizeram-me chegar alguns protestos de pessoas que se sentiriam
"visadas" ou pelo menos "incomodadas"
com um dos capítulos da NOMINALIA, que dedico aos NOMES
- os BONS NOMES de registo; e aos "MÁ-NOMES"
ou ALCUNHAS, algumas mais "ásperas" ou "graníticas"
do que outras...
Então qual é ou foi o meu pecado? Como várias
pessoas em Manteigas, e não só, muito bem sabem,
sabem que me dedico, há mais de 25 anos, à recolha
dos NOMES, toponímia e ALCUNHAS e modos de FALAR da
minha STerra. Porquê? Porque dediquei grande parte da
minha vida ao ensino da Língua e Literatura Portuguesa,
tanto em Portugal como no estrangeiro. Sabem também,
porque sempre o disse, que perante a dificuldade de os alunos,
em diversas regiões do país, mostrarem grandes
dificuldades na aprendizagem correcta e utilização
do "Português", sempre defendi e defendo que,
para aprender BEM a Língua-Mãe, é preciso
manter vivas e "bem-regadas" as sua raízes.
Ora na minha passagem por mais de uma vintena de Escolas,
por diversas regiões do país, sempre desafiei
os alunos a aprenderem a partir do que tinham aprendido desde
o "berço", com os pais e os "velhos"
da sua terra. - Mas aquilo que os "velhos", muito
deles analfabetos sabem, não são coisas para
"aprender" ou "ensinar" na Escola! - diziam-me
eles
Pois, dizia-lhes eu, "Como diz M. Torga (in
Portugal, Um Reino Maravilhoso - Trás-os-Montes, p.40):
Lamentavelmente "... mesmo nos reinos maravilhosos (do
maravilhoso) acontece a desgraça de o povo saber duma
maneira e as escolas saberem doutra."!
A partir daí nasceu o desafio: Então, se nós
só podemos aprender BEM o "Português"
se nos mantivermos fiéis e conhecermos BEM as nossas
raízes
as raízes não se podem cortar,
senão não há enxerto que resista às
intempéries
vejam como o Gil Vicente
Camões
Garrett
Torga
, para só falar de alguns
vultos, recorrem incessantemente à Literatura Tradicional
e às suas memórias de infância
,
então, quer dizer que o professor também conhece
muito BEM as suas "raízes". Foi um choque
tremendo! Desde que aos dez anos saí de Manteigas para
estudar, até os colegas e professores, que falavam
à moda da "Covilhaen" com "o Zei Pedro
que intrava de cabeiça" ou os de "Biseu"
me gozavam por eu falar à moda de "Mantueigas
tstuá quedo
uolha cávantas cumuigo
"
Mas
o certo é que vim a verificar que tudo, TUDO, o que
vim a aprender da Língua e da Literatura Portuguesa,
estava e está forte e indelevelmente enraizado naquilo
que aprendi desde o "leite materno", com a minha
mãe que mal tinha a 3ª classe dos anos 10/20 e
sempre escreveu melhor do que eu e até sabia fazer
contas de cabeça, coisa que vim a desaprender; e com
o meu pai e a minha avó e as minhas tias
e até
com os velhos da minha rua como o Catrâmbias, o melhor
professor que tive em linguagem vernácula, com os seus
intermináveis e "sonoros sermões"
pregados pelas "escaleiras" de S. Pedro a baixo,
(as outras, não estas "plastificadas"!!!)
e ecoavam por todo o "Fundevila" e eu ouvia da varanda
da minha casa aberta sobre o Vale Glaciar, o que muito me
valeu no confronto com os pretensos "especialistas"
que vim a encontrar na vida militar e noutros ambientes...!
Foi
também com a minha família e com a gente da
minha terra que aprendi a norma sagrada e inalienável
que já disse atrás: "Todos, mas TODOS,
quer eu queira quer não, quer as autoridades de qualquer
área queiram, quer não, têm direito ao
seu BOM NOME".
As
pessoas de Manteigas sabem que isto é verdade. Devido
às voltas da vida e aos anos afastado de Manteigas
a não ser em viagens esporádicas, já
não conheço pelo nome muitas das pessoas com
quem me cruzo, mas eu sei que muitos, ou até a maior
parte, sabem quem eu sou ou conheceram os meus pais e conhecem
os meus irmãos e os meus primos, a minha família
Só quando acompanhado com algum dos meus irmãos
ou amigo mais conhecido é que consigo identificar alguns
dos que fui esquecendo
O que aconteceu com as pessoas aconteceu com as "coisas",
como por exemplo o nome das árvores e das "pedras"
que agora me vieram recordar como me esqueci da "Tramaseira"
que confundia com o "Azevinho" e agora a Teresa
Fraga e "Zuefa" me lembraram das lições
do saudoso Zé David e enchem de pintas gritantes-vermelhas
vários percursos da Serra como o da subida da Lagoa
de Vale do Rocim! Mas também é verdade que não
esqueci os pontos chaves, que o meu pai me ensinou, para descobrir
os dois "OlhOs" do Fragão do Corvo que terá
dado o nome àquele fragão! Sou daqueles, e alguns
ainda se lembram, dos que acompanhei os grandes "andarilhos"
da Serra e calcorreei a pé a Serra em todos os percursos
e atravessei a "Pedra dos Abraços"
desci das Penhas Douradas até ao "Valanzedo"
em 20 minutos como aposta
dei-me ao luxo de mergulhar
em todas as "fontes" até no Poço do
Inferno e na Lagoa Escura, na comprida e no Lago Viriato,
claro e nas Salgadeiras
Até cozinhei os feijões
na fonte dos Perus
Ora,
tal como as "pedras" e as "árvores",
se há pessoas que me habituei a admirar e respeitar
foram os meus colegas de escola, uns mais pobres outros mais
ricos, mas sobretudo aqueles mais parecidos connosco, filhos
de famílias numerosas e com os pais a darem tudo para
os deixar preparados para a vida. Uma das referências
na "nossa casa" era "aquela família
que morava lá para a Senhora de Fátima",
como dizia a minha Mãe, uma série de irmãos
que "jogavam" em idade e na escola com os da "nossa
casa"
Por distracção ou falta de
cuidado, pelos numerosos alunos e numerosa gente com quem
me cruzei e lidei, nunca soube bem os nomes
Já
dei conta que acontece o mesmo connosco que somos oito! Agora
já me lembraram que fui vizinho do Humberto, na Alemanha,
uma casa que sempre me recebeu como conterrâneo numa
altura em que era, ele também "emigrante",
mas eu um "emigrante à deriva", onde por
vezes aparecia o irmão Doutor, o Alberto (certo, ou?)
e depois ainda contactei com o Dr. Albino, quando foi Presidente
da Câmara de Manteigas, que sempre me foi apresentado
como a verdadeira chegada de alguém, nascido do "povo"
a um lugar de relevo e de representatividade na minha Terra
e a quem tive oportunidade de apresentar ou ao menos falar
de alguns destes projectos!
Ora
por tudo isto, foi uma surpresa inesperada as violentas críticas
que me chegaram por alguns aspectos, talvez menos conseguidos
do trabalho que decidi publicar em NOMINALIA.
A
TODOS os que se sentiram ou sentem "incomodados"
ou "lesados" pela minha inabilidade, pela aposta
que fiz em "melhor me conhecer, conhecendo melhor a minha
Terra, a minha Serra, e os nomes que as pessoas da minha Terra
dão aos lugares, às coisas e aos seus conterrâneos
"
as minhas mais sinceras e humildes desculpas. Em todas as
introduções e notas desse longo trabalho estão
as explicações e as intenções
que me levaram a realizar este trabalho. Já me chamaram
a atenção de que os informadores que tive não
seriam de fiar
ou foi talvez a minha falta de cuidado
e de rigor, pois apontava as coisas em todos os papéis
que tinha à mão, desde cadernos e fichas, como
fazem os "estudiosos" mas até nos espaços
em branco dos recibos do multibanco ou recibos da auto-estrada
ou no interior dos maços de tabaco
são
caixas de notas dispersas por mais de vinte e cinco anos de
investigação e estudo e podem não estar
muito correctas
Vários rascunhos destas notas
que por fim decidi publicar devido às facilidades proporcionadas
pela e-libro e a sua Directora Isabel Juvera, com os inconvenientes
e vantagens de ser um espaço fora da UE e de só
se poder comprar via cartão de Multibanco, estiveram
nas mãos de vários amigos e pessoas "gradas"
e altamente consideradas em Manteigas. Um grande amigo, quando
lhe falei do projecto, aconselhou-me, talvez para me mostrar
que devia desistir, de ir passar um ano a Manteigas, e calcorrear
rua a rua, casa a casa, para fazer um trabalho completo
outro grande amigo, com quem troquei as notas que tinha numa
disquete com as que ele tinha, fez-me ver que agora faltavam
as povoações de Sameiro e logo depois Vale de
Amoreira!!! Uma ilustre professora chamou-me a atenção
de que os espaços e "personagens" não
coincidiam
A toponímia era muito vasta, abrangia
a Serra toda
e as Alcunhas eram só de Manteigas!!!
A tudo isto respondo nas introduções e notas
que peço o favor de lerem ou de verificarem
A
ingenuidade e talvez o exemplo de vários conterrâneos
que dei conta que usavam sem preconceitos e com brio a sua
ALCUNHA ou Alcunha de Família, levou-me a passar para
aquilo que publiquei algumas referências e notas que
"outros" talvez mais cuidadosos e "prudentes"
não publicariam. Tenho bastante bibliografia, desde
a Leonor Buescu, em Monsanto, onde aparecem os nomes desligados
das personagens, que assim aparecem "insípidos",
"insonsos", "sem-vida" e quantas histórias
dariam para contar, as istórias, que deram origem a
esses nomes
As notas que me atrevi a "registar"
têm só essa intenção: permitir
que se saibam e investiguem as origens
a verdade
o que terão de insulto infundado
o que terão
de "anedótico" e saborosamente inesperado!!!
As monografias que vão aparecendo por todo o lado e
ainda bem, quando referem pessoas, referem em especial SÓ
as que consideram "as mais Ilustres"! E as outras?
Ora para mim, creio que, afinal, todos SOMOS mais ou menus
ILUSTRES porque afinal "todos somos iguais, sendo diferentes
e únicos"!!!
Se errei, peço as mais sinceras desculpas. Pensar que
há qualquer intenção de ajuizar ou me
pronunciar sobre o valor ou idoneidade das PESSOAS, nada de
mais afastado das minhas intenções.
"As PESSOAS são aquilo que SÃO e valem
aquilo que VALEM". "Não são os NOMES
que lhe dão ou atribuem!" Se lerem com atenção
aquilo que eu pretendi estudar e aprender, vão verificar
que, é exactamente o contrário: "a maldade,
se a há, está precisamente naquele ou naqueles
que dão ou chamam um "MÁ-NOME"! Não
na pessoa a quem é dado. E como este fenómeno
das ALCUNHAS, como se diz das Anedotas ou das Cantigas da
Rua
"são de todos e não são
de ninguém
", a conclusão final é
que, de facto, somos todos responsáveis e portanto
culpados! Afinal, a "alcunha" boa ou má,
"pega" quando começa a ser aceite e posta
a circular com a conivência de uma grande maioria. Creio
que funciona mais ou menos com a irracionalidade de um "Tribunal
Popular" ou, melhor dizendo, com os "riscos"
de uma "Democracia" não tutelada, em que
de facto o "Poder é mesmo do Povo".
Eu, agora, talvez mais que todos porque decidi divulgar, mas
deixo um apelo a todos os meus amigos, conterrâneos
e patrícios que fomos gerados ao som da mesma água
a correr no rio ou nos ribeiros e ribeiras, ou das mesmas
barrocas, das mesmas medonhas trovoadas e ao abrigo dos mesmos
tremendos nevões
metam a mão na consciência
e reconheçamos que não sou EU o autor dos NOMES
ou ALCUNHAS ou MÁ-NOMES. Sou sim tão culpado
como todos nós que, mais ou menos veladamente ou nas
conversas de tasca ou de café
ou nas "conversas
de má-língua" os usamos e utilizamos por
vezes com uma crueza e uma falta de respeito desmedida. Não
acuso os outros. Acuso-me a mim como parte integrante dessa
"comunidade" que nasceu e cresce nesse "Penico
do Céu" rodeado de altas montanhas
Um
grande abraço a todos. Parece que terei falhado muitas
alcunhas, para além das mais recentes e novas de que
nem faço ideia, a alcunha com que os meus conterrâneos
me reconhecem de entre a numerosa família a que me
orgulho de pertencer! Tenho todo o gosto em a conhecer. Por
mais aberrante ou agressiva que seja, digo e repito: "Eu
SOU aquilo que SOU" independentemente das ideias ou preconceitos
ou "louvores" que me atribuam. E cada um dos outros,
que EU sem intenção terei ofendido, têm
o mesmo DIREITO ao seu BOM-NOME e à sua HONRA. Não
sou eu ou outro qualquer que lha dá ou tira. "Os
nomes, que damos às coisas, ou às pessoas, reflectem
e denunciam a nossa maneira de ser e mostram a nossa IDENTIDADE".
É esta a base e intenção deste esboço
de um estudo que se queria mais vasto e aprofundado. Aos meus
críticos deixo exactamente esse desafio que está
expresso na obra: É a vez, dos que conhecem melhor
a minha terra e a Serra e as pessoas de fazerem mais e melhor.
"Amigo não empata amigo" e a Terra, a Serra
e o Futuro dos "nossos" Filhos e o desenvolvimento
que a nossa Terra merecem, creio que nos vão agradecer.
O Progresso e o desenvolvimento só têm sentido
se forem bem enraizados e alicerçados nos valores que
herdámos dos nossos antepassados.
Após
o aparecimento da segunda TRILOGIA sobre a Serra, a NOMINALIA
é UMA; e ALFÁTIMA, já publicada antes,
e agora com O PASTOR e MANTEIGAS enoVELADA em Lendas será
a segunda a aparecer, penso eu até Dezembro ou Janeiro
de 2006, creio que poderia fazer uma APRESENTAÇÃO
PÚBLICA destas obras, o que para mim seria uma honra
desmedida, na minha Terra na Serra. Com a ajuda de alguns
amigos como aqueles com quem já falei neste projecto
e conhecem a Serra, a Terra e as Pessoas muito melhor do que
eu, podíamos fazer um "espectáculo"
áudio visual aberto a muitos, caso haja pessoas interessadas.
Não faço questão. Escrevi e escrevo para
me sentir realizado e melhor me conhecer. Se puder colaborar
com outros neste "tremendo" percurso eu caminharei
com todo o gosto e na medida das minhas já fracas e
desgastadas possibilidades. Será o meu contributo para
enriquecimento e desenvolvimento da "minha comunidade"
que, mesmo que quisesse, não posso descartar. São
as minhas raízes.
Corroios,
29 de Setembro de 2005 - Festa das colheitas e dia de S. Miguel
- o dia das "contas" das "culturas" feitas
de cada ano "agrícola" e talvez das outras!
(a cultural, juntamente com a económica e social) que
as pessoas da minha terra, em crise aguda, tanto anseiam!
José Rabaça Gaspar
Nota:
Em finais de Setembro05, estão a chegar mais alguns
livros NOMINALIA, em formato papel, já com emendas
que me chegaram até Agosto. Esta maneira de editar
permite-me fazer algumas emendas que se mostrarem pertinentes
e se houver colaboração de muitos, tanto melhor.
Uma obra diferente com mudanças de fundo deixo, como
já disse para os mais entendidos e capazes.
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