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...desisti
de ser poeta
por
não poder suportar
as
leis as modas as tretas
com
que nos querem “capar”...
assim,
decidi ser livre
e
como as aves voar
cantar
a vida que vive
deixar
os outros “falar”!!! (ladrar!!!)
pis
ser Poeta é AMAR...
SER
POETA É:
Viver
na noite dos outros
para
poder ler as letras das estrelas
e,
ao lê-las,
tentar
guardar, em sonho e em poesia,
algumas
das suas mensagens...
Possam,
algumas
alumiar,
ao menos, como velas,
os
caminhos dos cegos, que andam de olhos abertos,
alumiados,
como dizem,
durante
as longas noites, a que chamam dias...
Há
os que escolhem a noite para assaltar, roubar e ferir e matar
aqueles
que dormem...
Há
outros, como os Poetas
que
escolhem a noite para iluminarem os sonhos
do sono dos outros...
e descobrirem a escuridão dos
dias apressados
vividos sem sentido...
e
neles poderem admirar
a
Luz de AMAR...
in
inédito estória do pobre ceifeiro rico,
José Penedo da Serra (denómio de José Rabaça Gaspar)
Verão de 2000
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