joraga.dos1001deNÓMIOS

aminhaTEIAinterminávelnaREDEilimitada

um ANDARILHO em viagem pelas
7 partidas... 7 jornadas... 7 mundos... 7 mares... 7 temas... 7 espaços... 7 tempos...

por JORAGA o acrónimo de JOsé RAbaça GAspar e outros mais de 1001 deNÓMIOS...

contacto © joraga.net ® - desde 2002.09 aminhaTEIAnaREDE - início 2000.05 - joraga2000 - apoio: M. Cruz

ANDARILHO 7partidas
Poesia Décimas
- bart2838
- cart2326
Cancioneiro NIASSA

Canto do
ALENTEJO
NOVO(MÉRTOLA)

Canto do CANTE os COROS

 

BABEL E SIÃO
SÔBOLOS RIOS QUE VÃO
e a LEI das DIVINAS PROPORÇÕES
(o número de Oiro e o Teorema de Pitágoras)

Glosa de Camões ao Salmo (137) 136

Diversas traduções do mesmo SALMO

o Salmo In Editora "Ave Maria", S. Paulo, Brasil, 1962

Os Rios da Babilónia

1.Nas margens dos rios da Babilónia,
Assentámo-nos a chorarLembrando-nos de Sião

2.Nos salgueiros daquela terra
Suspendemos então as nossas harpas

3.E, ali, aqueles que nos fizeram cativos
Pediam-nos que lhes cantássemos um cântico.
Nossos opressores exigiam de nós alegria:
"Cantai-nos um dos cânticos de Sião".

4Mas, como poderíamos nós cantar um cântico ao Senhor
Em terra estranha?

5.Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém
Que a minha mão direita se paralise

6.Que a minha língua se apegue ao paladar,
Se eu não me lembrar de ti,
Se não puser Jerusalém
Acima de todas as minhas alegrias.

7.Contra os filhos de Edom, lembrai-vos, Senhor
Da queda de Jerusalém,
Quando eles gritavam: "Arrasai-a,
Arrasai-a até aos seus alicerces!"

8Ó filha de Babilónia, a devastadora
Feliz aquele que te retribuir o mal que nos fizeste!

9Feliz aquele que se apoderar dos teus filhos,
Para os destruir contra uma pedra!

 

o Salmo In: Vulgata 136
Babilónia e Sião

1.Junto aos rios da Babilónia,
Assentámo-nos a chorar
Lembrando-nos de Sião

2.Nos salgueiros daquela terra
Suspendemos então as nossas harpas

3.Ali, os que nos fizeram cativos
Pediam-nos que lhes cantássemos um cântico.
Os nossos opressores pediam-nos alegria:
"Cantai-nos algum dos cânticos de Sião".

4Mas, como poderíamos cantar um cântico ao Senhor
Em terra estranha?

5.Se eu me esquecer de ti, Jerusalém
Fique esquecida a minha mão direita!

6.Pegue-se a minha língua ao paladar,
Se me não lembrar de ti,
Se não puser JerusalémAcima de todas as minhas alegrias.

7.Lembrai-vos, Senhor, contra os filhos de Edom,
Da ruína de Jerusalém,
Quando eles gritavam: "Arrasai-a,
Arrasai-a até aos fundamentos!"

8Filha devastadora da Babilónia,
Feliz aquele que te retribuir o mal que nos fizeste!

9Feliz aquele que se apoderar dos teus filhinhos,
Para os despedaçar contra uma pedra!

 

Salmo (137) 136 In Bíblia de Jerusalém
BALADA DO EXILADO

1.À beira dos rios da Babilónia,
nós estávamos sentados, a chorar
lembrando-nos de Sião;

2. nos salgueiros das margens
pendurámos as nossas harpas.

3. Ali, é que eles nos pediramos nossos carcereiros, cânticos,
os nossos opressores, alegria:
"Cantai-nos, diziam eles
um cântico de Sião".

4 Como poderíamos nós cantarum cântico a Yahvé
numa terra estranha?

5. Se eu me esquecer de ti, Jerusalém
que a minha direita fique seca!

6. Que a minha língua se agarre ao meu palato,
se eu perder as saudades, que tenho,
se eu não puser Jerusalémno topo das minhas alegrias.

7. Lembra-te, Yhavé
contra os filhos de Edom,
do dia de Jerusalém,
quando eles gritavam: "Abaixo!
Arrasai até ao fundo dos alicerces!"

8 Filha de Babel, ó devastadora,
feliz aquele que te retribuiros males que atraíste sobre nós,

9 feliz aquele que agarrar e despedaçaros teus filhos contra a pedra!

 

In Bíblia sagrada Intercofessional, CD - Rom Windows, Texto Editora

Junto aos rios da Babilónia- Balada do Exílio
Salmo 137

1 Sentados junto aos rios da Babilónia, chorámos, recordando-nos de ti, Sião.
2 Nos salgueiros que lá havia pendurámos nossas harpas.
3 Os que nos levaram cativos pediam-nos uma canção; os que nos tinham oprimido pediam que os alegrássemos e diziam: "Cantem-nos uma cantiga de Sião!"
4 Mas como podíamos nós cantar um cântico do Senhor, estando numa terra estranha?
5 Se me esquecer de ti, Jerusalém, fique inutilizada a minha mão direita.
6 Se de ti me não lembrar, Jerusalém, se não fizer de ti a minha suprema alegria, que a língua se me pegue ao céu-da-boca.
7 Lembra-te, Senhor, do que fizeram os edomitas no dia em que Jerusalém foi capturada: lembra-te como eles gritavam: "Arrazem-na! Arrazem-na até aos alicerces!"
8 E quanto a ti, Babilónia destruidora, feliz o homem que te retribuir pelo que nos fizeste!
9 Feliz o que pegar nas tuas crianças e as esmagar contra as rochas!


BABEL E SIÃO - SÔBOLOS RIOS QUE VÃO
Redondilha de Camões
SOBRE OS RIOS QUE VÃO (SÔBOLOS RIOS QUE VÃO)
(a glosa vai comentando o SALMO aplicando a LEI DAS DIVINAS PROPORÇÕES e aplicando a TEORIA PLATÓNICA até à recuperação da memória inicial:
1ª parte - cateto - 12 décimas ou 24 quintilhas) - analisa a vida real
2ª parte - hipotenusa - 15 estrofes (14 décimas e a 24ª é de 15 versos) 31 quintilas - teoria Pl.
3ª parte - cateto - 9 décimas ou 18 quintilhas - PALINÓDIA ou libertação


1
1. Sôbolos rios que vão
2. por Babilónia m' achei
3. onde sentado chorei
4. as lembranças de Sião
5. e quanto nela passei.
6. Ali o rio corrente
7. de meus olhos foi manado,
8. e tudo bem comparado:
9. Babilónia ao mal presente,
10. Sião ao tempo passado.
2
11. Ali, lembranças contentes
12. n'alma se representaram,
13. e minhas cousas ausentes
14. se fizeram tão presentes
15. como se nunca passaram.
16. Ali, depois de acordado,
17. co rosto banhado em água,
18. deste sonho imaginado,
19. vi que todo o bem passado
20. não é gosto, mas é mágoa.
3
21. E vi que todos os danos
22. se causavam das mudanças,
23. e as mudanças dos anos;
24. onde vi quantos enganos
25. faz o tempo às esperanças.
26. Ali vi o maior bem
27. quão pouco espaço que dura,
28. o mal quão depressa vem,
29. e quão triste estado tem
30. quem se fia da ventura.
4
31. Vi aquilo que mais val
32. que então se entende milhor
33. quando mais perdido for;
34. vi o bem suceder mal,
35. e o mal muito pior.
36. E vi com muito trabalho
37. comprar arrependimento;
38. vi nenhum contentamento;
39. e vejo-me a mim, que espalho
40. tristes palavras ao vento.
5
41. Bem são rios estas águas
42. com que banho este papel;
43. bem parece ser cruel
44. variedade de mágoas
45. e confusão de Babel.
46. Como homem que, por exemplo,
47. dos transes em que se achou,
48. despois que a guerra deixou,
49. pelas paredes do templo
50. suas armas pendurou,
6
51. assi, despois que assentei
52. que tudo o tempo gastava,
53. da tristeza que tomei,
54. nos salgueiros pendurei
55. os órgãos com que cantava.
56. Aquele instrumento ledo
57. deixei da vida passada,
58. dizendo: "Música amada,
59. deixo-vos neste arvoredo
60. à memória consagrada.
7
61. Frauta minha que, tangendo,
62. os montes fazíeis vir
63. para onde estáveis, correndo;
64. e as águas, que iam decendo,
65. tornavam logo a subir.
66. Jamais vos não ouvirão
67. os tigres, que se amansavam;
68. e as ovelhas, que pastavam,
69. das ervas se fartarão
70. que, por vos ouvir, deixavam.
8
71. Já não fareis docemente
72. em rosas tornar abrolhos
73. na ribeira florecente;
74. nem poreis freio à corrente,
75. e mais, se for dos meus olhos.
76. Não movereis a espessura,
77. nem podereis já trazer
78. atrás vós a fonte pura,
79. pois não pudestes mover
80. desconcertos da ventura.
9
81. Ficareis oferecida
82. à Fama, que sempre vela,
83. frauta de mim tão querida;
84. porque, mudando-se a vida,
85. se mudam os gostos dela.
86. Acha a tenra mocidade
87. prazeres acomodados,
88. e logo a maior idade
89. já sente por pouquedade
90. aqueles gostos passados.
10
91. Um gosto que hoje se alcança
92. amanhã já o não vejo;
93. assi nos traz a mudança
94. de esperança em esperança,
95. e de desejo em desejo.
96. Mas em vida tão escassa
97. que esperança será forte?
98. Fraqueza da humana sorte
99. que quanto da vida passa
100. está receitando a morte!
11
101. Mas deixar nesta espessura
102. o canto da mocidade...
103. Não cuide a gente futura
104. que será obra da idade
105. o que é força da ventura.
106. Que idade, tempo, o espanto
107. de ver quão ligeiro passe,
108. nunca em mim puderam tanto
109. que, posto que deixe o canto,
110. a causa dele deixasse.
12
111. Mas, em tristezas e enojos
112. em gosto e contentamento,
113. por sol, por neve, por vento,
114. terné presente á los ojos
115. por quien muero tan contento".
116. Órgãos e frauta deixava,
117. despojo meu tão querido,
118. no salgueiro que ali estava;
119. que para troféu ficava
120. de quem me tinha vencido.

13
121. Mas lembranças da afeição,
122. que ali cativo me tinha,
123. me perguntaram então
124. que era da música minha
125. qu'eu cantava em Sião.
126. Que foi daquele cantar
127. das gentes tão celebrado?
128. Porque o deixava de usar,
129. pois sempre ajuda a passar
130. qualquer trabalho passado?
14
131. Canta o caminhante ledo
132. no caminho trabalhoso,
133. por antre o espesso arvoredo;
134. e de noite o temeroso,
135. cantando, refreia o medo.
136. Canta o preso docemente
137. os duros grilhões tocando;
138. canta o segador contente;
139. e o trabalhador, cantando,
140. o trabalho menos sente.
15
141. Eu, que estas cousas senti
142. n' alma, de mágoas tão cheia,
143. "Como dirá, respondi,
144. quem tão alheio está de si
145. doce canto em terra alheia?"
146. Como poderá cantar
147. quem em choro banha o peito?
148. Porque, se quem trabalhar
149. canta por menos cansar,
150. eu só descansos enjeito.
16
151. Que não parece razão
152. nem seria cousa idónea,
153. por abrandar a paixão,
154. que cantasse em Babilónia
155. as cantigas de Sião.
156. Que, quando a muita graveza
157. de saudade quebrante
158. esta vital fortaleza,
159. antes moura de tristeza
160. que, por abrandá-la, cante.
17
161. Que, se o fino pensamento
162. só na tristeza consiste,
163. não tenho medo ao tormento:
164. que morrer de puro triste,
165. que maior contentamento?
166. Nem na frauta cantarei
167. o que passo e passei já,
168. nem menos o escreverei;
169. porque a pena cansará,
170. e eu não descansarei.
18
171. Que, se vida tão pequena
172. se acrecenta em terra estranha
173. e se amor assi o ordena,
174. razão é que canse a pena
175. de escrever pena tamanha.
176. Porém se, para assentar
177. o que sente o coração,
178. a pena já me cansar,
179. não canse para voar
180. a memória em Sião.
19
181. Terra bem-aventurada,
182. se, por algum movimento,
183. d' alma me fores mudada,
184. minha pena seja dada
185. a perpétuo esquecimento.
186. A pena deste desterro,
187. que eu mais desejo esculpida
188. em pedra ou em duro ferro,
189. essa nunca seja ouvida,
190. em castigo de meu erro.
20
191. E se eu cantar quiser
192. em Babilónia sujeito,
193. Hierusalém, sem te ver,
194. a voz, quando a mover,
195. se me congele no peito.
196. A minha língua se apegue
197. às fauces, pois te perdi,
198. se, enquanto viver assi,
199. houver tempo em que te negue
200. ou que me esqueça de ti.
21
201. Mas ó tu, terra de Glória,
202. se eu nunca vi tua essência,
203. como me lembras na ausência?
204. Não me lembras na memória,
205. senão na reminiscência.
206. Que a alma é tábua rasa
207. que, com a escrita doutrina
208. celeste, tanto imagina
209. que voa da própria casa,
210. e sobe à pátria divina.
22
211. Não é logo a saudade
212. das terras onde naceu
213. a carne, mas é do Céu,
214. daquela santa cidade,
215. donde esta alma descendeu.
216. E aquela humana figura,
217. que cá me pôde alterar,
218. não é quem se há-de buscar:
219. é raio da fermosura
220. que só se deve de amar.
23
221. Que os olhos e a luz que ateia
222. o fogo que cá sujeita,
223. não do sol, mas da candeia,
224. é sombra daquela Ideia
225. que em Deus está mais perfeita.
226. E os que cá me cativaram
227. são poderosos efeitos
228. que os corações têm sujeitos:
229. sofistas, que me ensinaram
230. maus caminhos por direitos.
24
231. Destes o mando tirano
232. me obriga, com desatino,
233. a cantar ao som do dano
234. cantares de amor profano
235. por versos de amor divino.
236. Mas eu, lustrado co santo
237. Raio, na terra de dor,
238. de confusão e de espanto,
239. como hei-de cantar o canto
240. que só se deve ao Senhor?
241. Tanto pode o benefício
242. da Graça que dá saúde,
243. que ordena que a vida mude;
244. e o que tomei por vício
245. me fez grau para a virtude.

25
246. E faz este natural
247. amor, que tanto se preza,
248. suba da sombra real,
249. da particular beleza
250. para a Beleza geral.
251. Fique logo pendurada
252. a frauta com que tangi,
253. ó Hierusalém sagrada,
254. e tome a lira dourada
255. para só cantar de ti!
26
256. Não cativo e ferrolhado
257. na Babilónia infernal;
258. mas dos vícios desatado,
259. e cá desta a ti levado,
260. Pátria minha natural.
261. E se eu mais der a cerviz
262. a mundanos acidentes,
263. duros, tiranos e urgentes,
264. risque-se quanto já fiz
265. do grão livro dos viventes.
27
266. E tomando já na mão
267. a lira santa e capaz
268. doutra mais alta invenção,
269. cale-se esta confusão,
270. cante-se a visão da paz.
271. Ouça-me o pastor e o rei,
272. retumbe este acento santo,
273. mova-se no mundo espanto,
274. que do que já mal cantei
275. a palinódia já canto.

28
276. A vós só me quero ir,
277. Senhor e grão Capitão
278. da alta torre de Sião,
279. à qual não posso subir
280. se me vós não dais a mão.
281. No grão dia singular
282. que na lira o douto som
283. Hierusalém celebrar,
284. lembrai-vos de castigar
285. os ruins filhos de Edom.
29
286Aqueles, que tintos vão
287. no pobre sangue inocente,
288. soberbos co poder vão;
289. arrasai-os igualmente,
290. conheçam que humanos são.
291. E aquele poder tão duro
292. dos efeitos com que venho,
293. que encendem alma e engenho,
294. que já me entraram o muro
295. do livre alvídrio que tenho;
30
296. estes, que tão furiosos
297. gritando vêm a escalar-me,
298. maus espíritos danosos,
299. que querem como forçosos
300. do alicerce derrubar-me;
301. derrubai-os, fiquem sós,
302. de forças fracos, imbeles,
303. porque não podemos nós
304. nem com eles ir a Vós,
305. nem sem Vós tirar-nos deles.
31
306. Não basta minha fraqueza
307. para me dar defensão,
308. se vós, santo Capitão,
309. nesta minha fortaleza
310. não puserdes guarnição.
311. E tu, ó carne que encantas,
312. filha de Babel tão feia,
313. toda de misérias cheia,
314. que mil vezes te levantas
315. contra quem te senhoreia!
32
316. Beato só pode ser
317. quem co a ajuda celeste
318. contra ti prevalecer,
319. e te vier a fazer
320. o mal que lhe tu fizeste;
321. quem com disciplina crua
322. se fere mais que üa vez,
323. cuja alma, de vícios nua,
324. faz nódoas na carne sua,
325. que já a carne na alma fez;
33
326. e beato quem tomar
327. seus pensamentos recentes
328. e, em nacendo, os afogar,
329. por não virem a parar
330. em vícios graves e urgentes;
331. quem com eles logo der
332. na pedra do furor santo
333. e, batendo, os desfizer
334. na Pedra, que veio a ser
335. enfim cabeça do Canto;
34
336. quem logo, quando imagina
337. nos vícios da carne má,
338. os pensamentos declina
339. àquela Carne divina
340. que na Cruz esteve já;
341. quem do vil contentamento
342. cá deste mundo visível,
343. quanto ao homem for possível,
344. passar logo o entendimento
345. para o mundo inteligível,
35
346. ali achará alegria
347. em tudo perfeita e cheia
348. de tão suave harmonia
349. que nem, por pouca, recreia,
350. nem, por sobeja, enfastia.
351. Ali verá tão profundo
352. mistério na suma alteza
353. que, vencida a natureza,
354. os mores faustos do mundo
355. julgue por maior baixeza.
36
356. Ó tu, divino aposento,
357. minha pátria singular!
358. Se só com te imaginar
359. tanto sobe o entendimento,
360. que fará se em ti se achar?
361. Ditoso quem se partir
362. para ti, terra excelente,
363. tão justo e tão penitente
364. que, despois de a ti subir,
365. lá descanse eternamente.


BABEL E SIÃO - SÔBOLOS RIOS QUE VÃO

36 Estrofes - 35 Décimas e a 24ª é de 15 versos
73 Quintilhas agrupadas de 2 a 2 - a 47 - 48 e 49 agrupa 3
365 versos - 1 ANO - em rotação - símbolo dos Ciclos de uma VIDA...

Salmo 136 - versão da Bíblia de Jerusalém
- 9 versículos
Glosa de Camões ao Salmo:

primeira parte, com dois versículos; - a revisão do passado...

1.À beira dos rios da Babilónia,
nós estávamos sentados, a chorar
lembrando-nos de Sião;

2. nos salgueiros das margens
pendurámos as nossas harpas.

1 - 1º cateto - 12 estrofes de 10 versos (Décimas) ou 24 quintilhas agrupadas de duas em duas...

1
1. Sôbolos rios que vão

12
111. Mas, em tristezas e enojos
112. em gosto e contentamento,
113. por sol, por neve, por vento,
114. terné presente á los ojos
115. por quien muero tan contento".
116. Órgãos e frauta deixava,
117. despojo meu tão querido,
118. no salgueiro que ali estava;
119. que para troféu ficava
120. de quem me tinha vencido.

segunda parte, com quatro versículos; - a reflexão platónica - ir ao TODO pelas partes...

3. Ali, é que eles nos pediramos nossos carcereiros, cânticos, os nossos opressores, alegria:
"Cantai-nos, diziam eles um cântico de Sião".

4 Como poderíamos nós cantar
um cântico a Yahvé numa terra estranha?

5. Se eu me esquecer de ti, Jerusalém
que a minha direita fique seca!

6. Que a minha língua se agarre ao meu palato,
se eu perder as saudades, que tenho,
se eu não puser Jerusalém no topo das minhas alegrias.

2 - hipotenusa - 15 estrofes, sendo 14 de 10 versos (Décimas) e uma (24ª) de 15 versos, 31 quintilhas

13
121. Mas lembranças da afeição,

27
266. E tomando já na mão
267. a lira santa e capaz
268. doutra mais alta invenção,
269. cale-se esta confusão,
270. cante-se a visão da paz.
271. Ouça-me o pastor e o rei,
272. retumbe este acento santo,
273. mova-se no mundo espanto,
274. que do que já mal cantei
275. a palinódia já canto.

a terceira parte, com três versículos. - a PALINÓDIA - retratação pública do que anteriormente foi dito
- a libertação pela Arte / Poesia.... Chegar ao Divino pelo Humano... à Verdade absoluta, através das verdades parciais... ao TODO, pelas partes...
aplicando o Número de Oiro ou a Lei das Divinas Proporções...

7. Lembra-te, Yhavé
contra os filhos de Edom,
do dia de Jerusalém,
quando eles gritavam: "Abaixo!
Arrasai até ao fundo dos alicerces!"

8 Filha de Babel, ó devastadora,
feliz aquele que te retribuir
os males que atraíste sobre nós,

9 feliz aquele que agarrar e despedaçar
os teus filhos contra a pedra!

3. - 2º cateto - 9 estrofes de 10 versos (Décimas)

 

28
276. A vós só me quero ir,

36
356. Ó tu, divino aposento,
357. minha pátria singular!
358. Se só com te imaginar
359. tanto sobe o entendimento,
360. que fará se em ti se achar?
361. Ditoso quem se partir
362. para ti, terra excelente,
363. tão justo e tão penitente
364. que, despois de a ti subir,
365. lá descanse eternamente.

o teorema de Pitágoras: o Quadrado da Hipotenusa é igual à soma dos Quadrado dos Catetos... O quadrado de 12, (144), mais o quadrado de 9 (81) - (144+81=225), é igual ao quadrado de 15 (225).




Encontrar PISTAS para aplicação desta GENIAL SUGESTÃO DO POETA à vida de cada um...

 

 

E-Mail: joraga@netcabo.pt
pelo telefone 212 553 223 ou pelo Telmv. 917 632 524
e pelo CORREIO: Rua Almada Negreiros, 48 - 2855-405 CORROIOS.
volte sempre que quiser à minha TEIA na REDE além de: http://www.joraga.net - joraga/alice/gilvicente/feiradecastro/cart2326

Compatível com IE/Netscape na resolução 800x600
Joraga 2000 em viagem