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ANDARILHO 7partidas
Poesia Décimas
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Cancioneiro NIASSA

Canto do
ALENTEJO
NOVO(MÉRTOLA)

Canto do CANTE os COROS

 

AS FONTES

O CANTO E O ENCANTO das FONTES


Prémio Paisagístico - Maria de Lurdes Fonseca Félix - IX Concurso Fotográfico de Manteigas - 04.03.1995

Para abrir, pode VER /ouvir BALADA DE OUTONO de Zeca Afonso

(AS LENDAS & AS FONTES ver em ALENTEJO - LENDAS DE BEJA em/baladas)

1. no CANCIONEIRO MEDIEVAL

(ver O CANTO e o enCANTO DAS FONTES - 2. no CANCIONEIRO TRADICIONAL POPULAR)

(Levou-s'a louçana) Pero Meogo, Natália Correia in Natália, 154; CV.793, CBN.1136
Digades, filha,... Pedro Meogo, Natália Correia Hernani Cidade, p. 21, (768, 1192) Nat.158; CV.797, CBN.1140
-Ai, fremosinha,... (Tençon) Bernaldo de Bonaval, Natália Correia Nat. 86, 87; Cv. 728, CBN. 1137
Enas verdes ervas... Pero Meogo, Natália Correia Nat. 160-163; CV 794, CBN 1137
Fui eu, madre... João Soares Coelho, Natália Correia Nat. 166-167; CV 291, CBN 652
A donzela de Biscaia... Rui Pais de Ribela, Natália Correia Nat.180; CV 1045, CBN 1435
Levantou-s' a velida D. Dinis, Natália Correia Nat. 258-261; CV 172, CBN 562
Se oje o meu amigo... Estêvão Coelho HC. 23; CV 322, CBN 721
A mi puerta nace... LHP 81
A los baños... LHP 88
Fuérame a bañar... PTJE 189

no CANCIONEIRO POPULAR (ver seguinte)

As FONTES NOS CANCIONEIROS POPULARES Quadras e modas de vários cancioneiros, autores e regiões. CPP de J.L. Vasconcellos;
sub.CPBA de M.J.Delgado
Alegrias Populares, de JPP.
EB de Dr. Jaime Lopes Dias

O enCANTO das FONTES (ver seguinte)

Espiral do AMOR - AS FONTES correm pr' A MAR Zé Fonte Santa
o CANTO, ENCANTO (magia), O CANTE das fontes Zé Fonte Santa

ZECA AFONSO

Balada do Outono

Águas
E pedras do rio
Meu sono vazio
Não vão
Acordar
Águas
Das fontes
calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto
A cantar

Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas
Das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto
A cantar

Águas
Do rio correndo
Poentes morrendo
P'ras bandas do mar
Águas
Das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto
A cantar

Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas
Das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto
A cantar

Cantiga d'Amigo

(Levou-s'a louçana)

de Pêro MEOGO 1253 ? e 1269?
CV.793, CBN.1136
Zé da Fonte Santa (joraga) adpt. de Natália CORREIA, p. 154, 1970

(Levou-s'a louçana)
levou-se a velida;
vai lavar cabelos
na fontana fria,
leda dos amores,
dos amores leda.

(Levou-s'a velida),
levou-s'a louçana;
vai lavar cabelos
na fria fontana,
leda dos amores,
dos amores leda.

Vai lavar cabelos
na fontana fria;
passa seu amigo
que lhi ben queria,
leda dos amores,
dos amores leda.

Vai lavar cabelos
na fria fontana,
passa seu amigo
que a muit'ama,
leda dos amores,
dos amores leda.

Passa seu amigo,
que lhi ben queria;
o cervo do monte
a augua volvia,
leda dos amores,
dos amores leda.

Passa seu amigo,
que a muit'ama;
o cervo do monte
volvia a augua,
leda dos amores,
dos amores leda.

Formosa desperta
sem sono nem frio
e vai-se lavar
na fonte mais fria;
'stá louca de amores
de amor perdida.

Sem sono nem frio
formosa desperta
vai-se lavar
à beira do rio;
'stá luca de amores,
de amor perdida.

E vai-se lavar
na fonte mais fria
p'ra ver o amigo
por ela perdido;
'stá louca de amores,
de amor perdida.

E vai-se lavar
à beira do rio
para ver o amigo
que a ama muito.
'Stá louca de amores
de amor perdida.

P'ra ver o amigo
por ela perdido
diz que um veado
a água sujava!
'Stá louca de amores,
de Amor perdida

Para ver o amigo
que tanto a ama;
diz que um veado
poluia a água!
'Stá louca de amores,
por amor perdida.

A bela acordara
formosa se erguia;
lavar seus cabelos
vai, na fonte fria,
radiante de amores,
de amores, radiante.

Formosa se erguia;
a bela acordara;
lavar seus cabelos
vai, na fonte clara;
radiante de amores,
de amores, radiante.

Lavar seus cabelos
vai, na fonte fria;
passa seu amigo
que muito lhe queria,
radiante de amores,
de amores, radiante.

Lavar seus cabelos
vai, na fonte clara,
passa seu amigo
que muito a amava,
radiante de amores,
de amores, radiante.

Passa seu amigo
que muito lhe queria;
o cervo do monte
a água volvia
radiante de amores,
de amores, radiante.

Passa seu amigo
que muito a amava;
o cervo do monte
revolvia a água,
radiante de amores,
de amores, radiante.

CANTIGA D'AMIGO (TENÇON)

- Digades, filha,...

Pêro MEOGO, 1253? 1269 Zé da Fonte Santa
(joraga)
adpt. Natália CORREIA, p. 158, 1970
- Digades, filha, mia filha velida:
porque tardaste na fontana fria?

- os amores ei.

- Digades, filha, mia filha louçana:
porque tardaste na fria fontana?
os amores ei.

-Tardei, mia madre, na fontana fria,
cervos do monte a augua volvian:
- os amores ei.

-Tardei, mia madre, na fria fontana,
cervos do monte volvian a augua:
os amores ei.

-Mentir,mia filha, mentir por amigo;
nunca vi cervo que volvess'o rio:

os amores ei.

Mentir, mia filha, mentir por amado;
nunca vi cervo que volvess'o alto:
os amores ei.

- Diz-me lá, ó filha,
diz-me minha querida
porque demoraste
lá na fonte fria?
- Mãe, 'stou louca d'Amor.

- Diz-me lá, ó filha,
de olhos brilhantes
que tem hoje a fonte
tão estravagante?
- Mãe, 'Sou louca d'Amor.

-Demorei-me, ó mãe,
lá na fonte fria:
Não é que os veados,
tudo poluiam?
'Stou louca d'Amor.

Que tem hoje a fonte
tão estravagante?
Os veados sujam,
era repugnante.
'Stou louca d'Amor.

-Mentes, minha filha,
tens algo escondido
animais selvagens
não sujam o rio.
- 'Stou louca d'Amor.

Mentes, minha filha,
'stás apaixonada
Nunca um animal
poluiu a água.
- 'Stou louca d'Ámor.

- Responde, filha, formosa filha,
porque tardaste na fonte fria?
Amores eu tenho!

Filha, formosa filha, responde:
porque tardaste na fria fonte
Amores eu tenho!

-Tardei, minha mãe, na fonte fria, cervos do monte a água volviam. Amores eu tenho!

Tardei, minha mãe, na fria fonte; volviam a água cervos do monte. Amores eu tenho!

-Que escondes,filha,por teu amigo?
cervos do monte não volvem o rio.
Amores eu tenho!

Por teu amado, filha, que escondes?
o mar não volvem cervos do monte.
Amores eu tenho!

CANTIGA D'AMIGO (TENÇON)

- Ai, fremosinha...

Bernaldo de Bonaval, CV. 728, CBN. 1137   Natália Correia, p.87, 1970

- Ai fremosinha, se ben ajades,
longi de vila quen asperades?
- Vin atender meu amigo.

- Ai, fremosinha, se gradoedes,
longi de vila quen atendedes?
- Vin atender meu amigo.

- Longi de vila quen asperades?
- Direi-vo-l'eu, pois, me perguntades:
Vin atender meu amigo.

- Longi de vila quen atendedes?
- Direi-vo-l'eu, poi-lo non sabedes:
Vin atender meu amigo.

- Menina bonita, tão bela e contente
que fazeis aqui tão longe de gente?
-Vim procurar meu amado.

- Menina bonita, não esteja zangada,
mas longe do povo, só, de madrugada?
-Vim procurar meu amado.

- Que faço eu aqui, tão longe da gente?
- E se vos disser, ficareis contente?
Vim procurar meu amado.

- Longe do povo, só de madrugada?
- E se vos disser ficais espantada?
Vim procurar meu amado.

- Ai, formosinha se me escutais, longe da vila, que procurais?
- Vim esperar o meu amigo.

- Ai, formosinha, se me atendeis,
longe da vila, o que fazeis?
- Vim esperar o meu amigo.

- Longe da vila que procurais?
- Sabei-o, já que o perguntais:
Vim esperar o meu amigo.

- Longe da vila o que fazeis?
- Sabei-o, já que o não sabeis:
vim esperar o meu amigo.

CANTIGA D'AMIGO

Enas verdes ervas...

Pero Meogo, CV. 794, CBN. 1137   Natália Correia, p.161, 1970

Enas verdes ervas
vi anda-las cervas,
meu amigo.

  Enos verdes prados
vi os cervos bravos,
meu amigo.

  E con sabor d'elas
lavei mias garcetas,
meu amigo.

  E con sabor d'elos
lavei meus cabelos,
meu amigo.

  Des que los lavei,
d'ouro los liei,
meu amigo.

  Des que las lavara,
d'ouro las liara,
meu amigo.

  D'ouro los liei
e vos asperei,
meu amigo.

  D'ouro las liara
e vos asperara,
meu amigo.

No meio das ervas
pastavam gazelas,
meu amor, amigo

  No meio dos prados
vi veados bravos,
meu amor, amigo.

  Ao vê-las tão belas
lavei meus cabelos,
meu amor, amigo.

  Ao vê-los tão nobres
tornei-os sedosos,
meu amor, amigo

  Depois que os lavei
com ouro os atei,
meu amor, amigo.

  Depois de lavados
foram d'ouro atados,
meu amor, amigo

  Com ouro os liguei
e por ti esperei,
meu amor, amigo

  E com ouro atada
só por ti esperava,
meu amor antigo.

Pelas verdes ervas,
vi andar as cervas,
meu amigo.

Pelos verdes prados,
vi os cervos bravos,
meu amigo.

  Contente com vê-las,
lavei as madeixas,
meu amigo.

  Contente com vê-los,
lavei os cabelos,
meu amigo.

  Logo que os lavei,
com ouro os atei,
meu amigo.

  Logo que as lavara,
com ouro as atara,
meu amigo.

  com ouro os atei,
e vos esperei,
meu amigo.

  com ouro as atara,
e vos esperara,
meu amigo.

CANTIGA D'AMIGO

Fui eu, madre, lavar...

João Soares Coelho, CV. 291, CBN. 652   Natália Correia, p.167, 1970

Fui eu, madre, lavar meus cabelos
a la fonte e paguei-m'eu d'elos
e de mi, louçãa.

Fui eu, madre, lavar mias garcetas
a la fonte e paguei-m'eu d'elas
e de mi, loucãa.

  A la fonte (e) paguei-m'eu d'eles,
aló achei, madr', o senhor d'eles
e de mi, loucã.

  Ante que m(e) eu d'ali partisse,
fui pagada do que m(e) el disse
e de mi, loucãa.

Minha mãe, fui lavar meus cabelos
e na fonte encantei-me de vê-los
e gostei de mim, minha mãe.

  Minha mãe, fui lavar minhas tranças
e na fonte ficaram dançando
e gostei de mim, minha mãe.

  Lá na fonte encantei-me de vê-los
e foi me lá ver quem 'stá preso deles
e gostei de mim, minha mãe.

  E antes que voltar conseguisse
ouvi encantada aquilo que ele disse
e gostei de mim, minha mãe.

Fui à fonte lavar os cabelos,
minha mãe, e gostei eu deles
e de mim, também.

  Fui à fonte as tranças lavar,
e das tranças pus-me eu a gostar
e de mim, também.

  Lá na fonte, onde eu gostei deles,
vi o dono dos meus cabelos
e de mim, também.

  Lá na fonte, antes que eu partisse,
gostei tanto do que ele me disse
e de mim, também.

 

CANTIGA DE MAL DIZER

A DONZELA DE BISCAIA...

Rui Pais de Ribela, CV. 1045, CBN. 1435   Natália Correia, p. 181, 1970

A Donzela de Biscaia
ainda mi a preito saia
de noit'ou lû(~)ar!

  Pois m'agora assi desdenha,
ainda mi a preito venha
de noit'ou lû(~)ar!

  Pois dela sõo maltreito,
ainda mi venha a preito,
de noit'ou lû(~)ar!

Uma menina atrevida
ainda se mete comigo
de noite ao luar!

  Fica depois arrogante
vejam lá esse desplante
de noite ao luar!

  Se não tem medo de nada
que apareça, mesmo armada
de noite ao luar

A donzela de Biscaia,
nunca ao meu encontro saia
de noite, ao luar!

  Se ela agora me desdenha,
nunca ao meu encontro venha
de noite, ao luar!

  Se ela agora me amesquinha,
que me apareça sozinha
de noite, ao luar!

CANTIGA D'AMIGO

Levantou-s' a velida... 

D. Dinis, CV. 172, CBN. 562   Natália Correia, p. 259, 261, 1970

Levantou-s' a velida
levantou-s' alva
e vai lavar camisas
eno alto:
vai-las lavar alva.

  levantou-s' a louçana,
levantou-s' alva
e vai lavar delgadas
eno alto:
vai-las lavar alva.

  (E) vai lavar camisas;
levantou-s' alva;
o vento lh'as desvia
eno alto:
vai-las lavar alva.

  E vai lavar delgadas;
levantou-s' alva;
o vento lh'as levava
eno alto:
vai-las lavar alva.

  O vento lh'as desvia;
levantou-s' alva;
meteu-s' alva en ira
eno alto:
vai-las lavar alva.

  O vento lh'as levava;
levantou-s' alva;
meteu-s' alva en sanha
eno alto:
vai-las lavar alva.

Levantou-se a linda;
levantou-se a alva;
vai lavar camisas
no lago de cima:
lav'as d'alvorada.

  Levantou-se a graça;
levantou-se a alva;
roupa leve lava
no lago do alto:
lav'as d'alvorada.

  Vai lavar camisas;
levantou-se a alva;
o vento as desvia
no lago de cima:
lav'as d'alvorada.

  Roupa leve lava;
levantou-se a alva;
o vento as levava
no lago do alto:
lav'as d'alvorada

  O vento as desvia;
levantou-se a alva;
entra a alva em ira
no lago de cima:
lav'as d'alvorada.

  O vento as levava:
levantou-se a alva;
a alva assanhada
no lago do alto:
lav'as d'alvorada.

Levantou-se a bela;
rompe a alvorada;
vai lavar camisas
no rio:
lava-as de alvorada.

  Levantou-se a alva;
rompe a alvorada;
finas peça lava
no rio:
lava-as de alvorada.

  Vai lavar camisas;
rompe a alvorada;
o vento lhas desvia
no rio:
lava-as de alvorada.

  Finas peças lava;
rompe a alvorada;
o vento as levava
no rio:
lava-as de alvorada.

  O vento as desvia;
rompe a alvorada;
fica a alva em ira
no rio:
lava-as de alvorada.

  O vento as levava;
rompe a alvorada;
fica a alva irada
no rio:
lava-as de alvorada.

CANTIGA D'AMIGO

Se oje o meu amigo...

Estêvão Coelho, CV. 322, CBN. 721, HC, p.23  

Se oje o meu amigo
soubesse, iria migo.
Eu al rio me vou banhar.

  Se oje el este dia
soubesse, migo iria.
Eu al rio me vou banhar.

  Quem lhe dissesse atanto,
ca já filhei o manto!
Eu al rio me vou banhar.

Se hoje o meu amigo
soubesse, iria ter comigo.
Vou banhar-me no rio.

Se hoje, neste mesmo dia,
ele soubesse, lá iria.
Vou banhar-me no rio.

Houvesse alguém que lhe diga
pois eu já 'stou de saída
Vou banhar-me no rio.

Nasce uma FONTE, (mesmo) à minha porta

LHP 81 (CA, 211)  

A mi puerta nace una fonte:

por dó saliré que no me moje?

A mi puerta la garrida

nace una fonte frida

donde lavo la mi camisa

y la de aquel'que yo más quería.

Por dó saliré que no me moje?

À minha porta, da frente,
nasce uma fonte corrente
que dá água a toda a gente;
Como sair sem a ver?
Como sair sem ouvir?
Como sair sem cair na água que corre ali?

À minha porta ajardinada,
com lindas flores, e latada,
nasce uma fonte, uma bica
onde eu lavo a roupa fina
que uso a cobrir o meu corpo
da nudez que ofereceria
áquele que mais quero na vida;
Como sair sem a ver?
Como sair sem ouvir?
Como sair sem cair na água que corre ali?

Lá lavaria a camisa
do que viesse ter comigo
pela calada da noite
sem ter tecto que o acoite;
Como sair sem a ver?
Como sair sem ouvir?
Como sair sem cair na água que core ali?

Aos BANHOS DO AMOR

LHP 88, CA, p.223  

A los baños del amor

sola me iré,

y en ellos me bañaré.

Banhar-me no rio
eu hei-de ir sozinha/o
para me banhar
e poder sonhar
com o meu amigo /amor.

Banhar-me no lago
e nadar ao largo
para me banhar
e poder sonhar
com o meu amado 7 a minha amada.

Eu fui-me banhar...

PTJE 189, CA 223  

Fuérame a bañar
a orías del rio;
aí encontri, madre,
a mi lindo amigo:
él me dio un abrazo;
yo le di cinco.

Fuérame a bañar
a orías del claro;
aí encontri, madre,
a mi lindo amado:
él me dio un abrazo
yo le di cuatro.

Eu fui-me banhar
na presa dum rio
e mãe, encontrei
lá o meu amigo;
ele deu-me um abraço
e eu dei-lhe cinco.

Eu fui-me banhar
na margem dum lago
e mãe, encontrei
lá o meu amado;
ele deu-me um abraço
e eu dei-lhe quatro.



 

LIVROS USADOS e CONSULTADOS

Título Autor Editora sigla
POESIA MEDIEVAL - I. Cantigas de Amigo Prof. Hernâni Cidade(Ordenação, prefácio e notas) Seara NovaTextos Literários5ª ed., 1972 HC
CANTARES DOS TROVADORES GALEGO - PORTUGUESES Natália Correia(Selecção, introdução, notas e adaptação) Editorial EstampaClássicos de bolsoLiteratura PortuguesaNovembro de 1970 Nat.
DO CANCIONEIRO DE AMIGO Stephen ReckertHelder Macedo Assírio e Alvim, 2ª edição, Documenta Poética 3, s/d, adquirido em 1982 CA
Antologia de la poesia española LÍRICA DE TIPO TRADICIONAL Dámaso Alonso e José Manuel Blecua Madrid, 1964, in CA LHP
POESIA TRADICIONAL DE LOS JUDIOS ESPAÑOLES Manuel Alvar México, 1966, in CA PTJE
CANCIONEIRO POPULAR PORTUGUÊS, I e II vol. Coligido por J. Leite de Vasconcellos, coordenação de Maria Arminda Zaluar Nunes Por ORDEM DA UNIVERSIDADE, 1975, 1979 CPP, I, II.
O CANCIONEIRO POPULAR EM PORTUGAL Maria Arminda Zaluar Nunes Biblioteca Breve, Instituto de Cultura Portuguesa, 1978
Subsídio para o CANCIONEIRO DO BAIXO ALENTEJO, I e II vol. Comentário, recolha e notas de Manuel Joaquim Delgado Instituto Nacional de Investigação Científica, Lisboa, 1980 sub. CPBA, I, II.
ALEGRIAS POPULARES (Cancioneiro folclórico de Alvoco da Serra) vol. I.(Cancioneiro Folclórico do Concelho de Seia) Beira Alta, Vol. II. Jaime Pinto Pereira Edição do autor? , Volume I, Coimbra, 1952; VolumeII, 1967 AP, I, II.
ETNOGRAFIA DA BEIRA, I a XI Jaime Lopes Dias Depositários: Livraria Ferin, Lisboa, I, 2ªed.,1944...- XI, 1971 EB, I -XI

outras obras consultadas

para a HISTÓRIA DA LITERATURA POPULAR PORTUGUESA M. Viegas Guerreiro Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 1ª ed. 1978, 2ª ed. 1983
A CANÇÃO PORTUGUESA Fernando Lopes Graça Publicações Europa América, 1974, 2ª ed.
MÚSICA POPULAR PORTUGUESA Armando Leça Editorial Domingos Barreira, 1º vol., 1945?
CANTARES DO POVO PORTUGUÊS Estudo crítico, recolha e comentário de Rodney Gallop. Instituto de Alta Cultura, 2ª ed. 1960
MÚSICA TRADICIONAL PORTUGUESA - CANTARES DO BAIXO ALENTEJO J. Ranita da Nazaré Instituto de Cultura Portuguesa, 1ª ed. 1979
MOMENTOS VOCAIS DO BAIXO ALENTEJO João Ranita da Nazaré Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1986
CANCIONEIRO POPULAR PORTUGUÊS Michel Giacometti, com a colaboração de Fernando Lopes Graça. Círculo de Leitores, 1981
Cancioneiro da Vaticana
Cancioneiro da Biblioteca Nacional

(ver O CANTO e o enCANTO DAS FONTES - 2. no CANCIONEIRO TRADICIONAL POPULAR)



 

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