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A
LENDA NA BOCA DO NOSSO POVO
LENDA
DA PRINCESA ESTRELA
- Extraída da "Monografia da Vila de
Seia" De P. José Quelhas Bigotte
LENDA
DOS TRÊS RIOS
- (Mondego, Alva e Zêzere) - VISCONDE DE SANCHES
DE FRIAS Do "Estrela da Beira" N.o 97 (11-2-1934)
O
MISTÉRIO DO CRASTO E A LENDA DE ALFÁTIMA
(ou ALFÁTEMA) - MANUEL FERREIRA DA SILVA Do "Ecos de
Manteigas" N.o 71 de 5-2-956
SENHORA
DO ROSÁRIO
- LENDA POPULAR DE MANTEIGAS - Viriato Zêzere
- ANTÓNIO DE JESUS DE CARVALHO - Do "Ecos de Manteigas"
N.o 78 de 27-5-956
LENDA
DA NOSSA SENHORA DOS VERDES
- Do "Ecos de Manteigas" N.o 52, de 10
de Abril de 1955. Subscrito por VIRIATO DE ZÊZERE, do livro
"A Fraga da Cruz" que tencionava publicar, o que a morte
prematura não lhe permitiu.
LENDA
DA CAPELA DE SANTO ANTÓNIO DA ARGENTEIRA
- (1) - Assim escrevia nos primeiros anos da década
de 40 o compilador desta lenda - ANTÓNIO DE JESUS DE CARVALHO
(Bica), num precioso livro manuscrito que legou à posteridade.
LENDA
DA CAPELA DE SÃO LOURENÇO
- Do mesmo livro se transcreve, também, a
curiosa lenda que se segue, que nos narra a origem da capela de
São Lourenço. A transcrição textual
destas duas lendas só foi possível por gentil assentimento
e boa vontade dos Herdeiros e detentores do livro manuscrito.
LENDA
DO SENHOR DO ESQUIFE DE SANTA MARIA - MANTEIGAS
- NOTA - Este é o texto integral recolhido
de um recorte do jornal de que não foi possível extrair
o título nem a data. A publicação inseria-se
num concurso que tinha por título "LENDAS DE PORTUGAL"
CAPÍTULO
DÉCIMO
A LENDA NA BOCA
DO NOSSO POVO
A Lenda é,
por assim dizer, o pão de que se alimenta e vive, sonhando
sempre, a fantasia poética de um Povo, a sua sensibilidade
sonhadora no que a tradição tem de mais puro e arreigado
à memória do seu passado remoto.
Nem toda a Lenda é pura ficção, tendo algumas
a enformá-las factos concretos cuja história a fantasia
popular ampliou, compôs e moldou a seu modo, ao gosto dos
costumes tradicionais das suas gentes, ao sabor das suas crenças
religiosas e pagãs, e, porque não dizê-lo (?)
ao modo simples e deleitoso das suas crendices, das que constituem
o encanto da criança e o passatempo predilecto do velho avô
que as conta, mais ou menos convencido da sua veracidade, aos netos
queridos que o rodeiam fazendo-lhe perguntas, amenizando-lhe o viver
cansado dos invernos já passados... de muitas dezenas de
invernos de que até ele perdeu o conto, a desabar para a
centena - um quase fenómeno que cada vez mais vai rareando,
o que até nos faz sentir certa forma de saudade...
Para gosto de muitos e para que não se perca a tradição,
aqui se repõem, para os vindouros, tantas dessas Lendas quantas
foi possível recolher para este trabalho. Elas nos falam
da nossa Terra e da Serra, das suas fadas e pastores, dos Milagres
dos seus Santos, dos seus Rios e das Estrelas que parecem poisar
no pináculo destas mais que famosas penedias em eterno desafio
ao Infinito deste imaculado azul-celeste.

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