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A
Moura de Manteigas, onde os Mouros, talvez, nunca estiveram...
A/s
LENDA/s da MOURA ALFÁTIMA (em várias versões)
Fátima
I - Texto de Eduardo Noronha

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Fátima
II - Escrito por Branca de Cameira

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Fátima
III - por Gentil Marques

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Fátima
IV - por Fernanda Frazão

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Fátima
V - por José Crespo

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Fátima
- in Contos Populares e Lendas, coligidas por José
Leite de Vasconcelos, coordenação de Alda da
Silva Soromenho e Paulo Caratão Soromenho, edição
Por Ordem da Universidade - Coimbra, 1966, II vol. Pp. 775
- 782
[De A Federação Escolar, 3.VII. 1909,
Porto. Texto de Eduardo Noronha. Foi publicada com o título
"Fátima Lenda de S. João na Beira-Baixa."
|
Fátima
- in Contos Populares e Lendas, coligidas por José
Leite de Vasconcelos, coordenação de Alda da
Silva Soromenho e Paulo Caratão Soromenho, edição
Por Ordem da Universidade - Coimbra, 1966, II vol. Pp. 775
- 782
(Escrito por Branca de Cameira. Oferecido por D. Ana de Castro
Osório. Fátima nas lendas de mouros: também
em Wolf, Primavera, nº. 84-a, p. ,67).
|
LENDA
DA MOURA ALFÁTIMA
In: Lendas de Portugal, Gentil Marques, Editorial Universus,
Porto, 1964, III vol. (de 5) pp. 265 - 272.
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FÁTIMA
IN Lendas Portuguesas, inv. Recolha, textos de Fernanda Frazão,
Amigos do Livro, Editores Ldª. 3º vol. (de 6), pp.
85 - 90
|
A
MOURA DO ALFÁTEMA
In Contos da Lagoa Escura, José Crespo, Coimbra Editora
Ld.ª, 1957, pp. 9 - 16.
|
Fátima
VI - por Manuel Ferreira d Silva

|
Fátima
VII - 1 In Expedição Científica José
Avelino de Almeida e outros...

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Fátima
VIII -2 - In Expedição Científica
LENDA
DE FÁTIMA

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Fátima
IX -
LENDA
DE ALFATEMA

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A
LENDA DE ALFÁTIMA
a
minha / sua LENDA

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O
MISTÉRIO DO CRASTO E A LENDA DE ALFÁTIMA (
ou ALFÁTEMA)
In Antologia I - Depoimentos Históricos - Etnográficos
sobre Manteigas e Sameiro, José Lucas Baptista Duarte,
2ª ed. Câmara Municipal de Manteigas, 1985, pp.
256 - 257. - (Manuel Ferreira d Silva - do "Ecos de
Manteigas" N.º 71 de 5.2.1956).
|
CORUTO
DE ALFATEMA
In Expedição Científica - Serra da Estrela,
em 1881, - SECÇÃO DE ETHNOGRAPHIA, Relatório
do SR. Luiz Feliciano Marrecas Ferreira, Lisboa - Imprensa
Nacional, 1883
1. in Dicionário de José Avelino de Almeida
e outros...
2. in Distrito da Guarda, N.º 246, por Barbosa Colen
|
In
Expedição Científica - Serra da Estrela,
em 1881, - SECÇÃO DE ETHNOGRAPHIA, Relatório
do SR. Luiz Feliciano Marrecas Ferreira, Lisboa - Imprensa
Nacional, 18831.
in Dicionário de José Avelino de Almeida e
outros...
2. in Distrito da Guarda, N.º 246, por Barbosa Colen
|
In
CONTOS
TRADICINAIS PORTUGUESES, Vol. II - Iniciativas Editoriais
- Lisboa - Edição Especial para a Livraria
Figueirinhas - Porto - s/d
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INTRODUÇÃO
NOVE
versões da LENDA DE ALFÁTIMA e um SONHO? deram origem
à minha versão:
ALFÁTIMA
- um REINO de OUTRO MUNDO este...
Aquele
SONHO - fantasia com que me atrevo a abrir A/s LENDA/s de ALFÁTMA
é, possivelmente, mais que um sonho!... queria ser o resultado
de um estudo que gostaria de fazer, baseado em nove versões
da LENDA, que encontrei. Sei, à partida, e baseado nas experiências,
que já fiz e tentei, que provavelmente não interessam
a ninguém... Sei, entretanto, também, de certeza certa,
que são Leituras / Estudos úteis, que valem a pena,
que são necessários, ir ao passado para conseguirmos
enraizar a nossa Identidade Cultural e assim descobrir, ou pelo
menos tentar descobrir a resposta para as irrespondíveis
perguntas universalmente buscadas e irrespondíveis e tão
simples... Quem Sou? Donde Vim? Para Onde Vou? Decidi omitir os
estudos que realizei por não interessarem a ninguém...
Decidi escrever a minha versão que não tem escrita
possível, e, como mais uma vez verifiquei que, afinal, não
interessam a ninguém, vou seguir o exemplo do "Velho
Segador de Erva" dos "Contos Orientais" de Pearl
Buck, e, como tenho feito, ir guardando num pote um dos poucos trabalhos
que vou realizando, para um dia os enviar pelo primeiro viajante
que encontrar pelo caminho, a fim de os levar à Pessoa mais
digna e merecedora que encontrar... E... pode ser que aí
comece a espiral da milagrosa Comunicação em Multiplicação
imparável... Talvez, quem sabe?, encontre, um dia, o Harun
al-Rachid das Mil e Uma Noites, que mande os seus escribas reproduzir
estas istórias em letras de oiro e as guarde entre os seus
tesouros para a posteridade... para serem rasgadas... reinventadas...
e contadas por outros...
Assim,
se, como já sei, não interessar a ninguém,
vou guardar esta escrita no pote de barro do meu insignificante
tesouro, para um dia TO poder oferecer, ou fazer chegar às
mãos, a TI, junto de quem, bem ou mal, por força da
sorte ou do destino, procurei encontrar um sentido para a VIDA...
e assim ir fazendo por pensar que estes trabalhos que sonhei eram
úteis e valiam a pena mesmo sem me trazerem qualquer proveito
além do prazer de os ir fazendo e com eles ir aprendendo
o que penso que os outros deviam aprender com eles...
E
assim tento arranjar, constantemente, uma motivação
que me estimule..., me inspire..., me empurre..., me leve a criar
algo que me realize e me permita COMUNICAR com os OUTROS neste UNIVERSO
CÓSMICO onde ocupo um lugar tão pequenino e discreto,
ínfimo!, nas um lugar, que é em COMUNHÃO /
COMUNICAÇÃO...
O
que eu sonhava, como já tentei com as LENDAS de MOURA (Salúquia)
e como realizei com as LENDAS DE BEJA, é, a partir da leitura
e estudo de várias versões, tentar descobrir pistas,
significados, sentidos, signos, sinais, símbolos, mitos,
sonhos, gestos, formas, anseios, desejos que estão, claros,
escondidos nestas LENDAS e possivelmente vão de encontro
a muitos sonhos e anseios que Eu próprio tenho e muitos outros
SERES HUMANOS, MULHERES E HOMENS da minha geração
e do FUTUR0, têm.
Penso
que um estudo destes, ou aquilo que já tentei, pode abrir
as portas a outras formas de CRIAÇÃO que resultem
em reCONT0S destas LENDAS com a reDESCOBERTA de todo o fascínio
encantamento que elas tinham e têm...
...
Aqui te envio pois, tirado do pote de barro do meu insignificante
tesouro, para juntares ao TEU, esta ALFÁTIMA - UM REINO DE
OUTRO este MUNDO com a LISTA e depois a reprodução
das OITO versões da LENDA que fui encontrando ao longo do
tempo... ficam a faltar as que a minha avó e a minha mãe
me contou e não sou capaz nem sei reproduzir e fica a faltar
a TUA e as que a tua Avó... e a TUA Mãe e Tias TE
contaram...
Fátima
I - Texto de Eduardo Noronha
Fátima
- in Contos Populares e Lendas, coligidas por José Leite
de Vasconcelos, coordenação de Alda da Silva Soromenho
e Paulo Caratão Soromenho, edição Por Ordem
da Universidade - Coimbra, 1966, II vol. Pp. 775 - 782
[De A Federação Escolar, 3.VII. 1909, Porto. Texto
de Eduardo Noronha. Foi publicada com o título "Fátima
Lenda de S. João na Beira-Baixa."
Fátima
II - Escrito por Branca de Cameira
Fátima
- in Contos Populares e Lendas, coligidas por José Leite
de Vasconcelos, coordenação de Alda da Silva Soromenho
e Paulo Caratão Soromenho, edição Por Ordem
da Universidade - Coimbra, 1966, II vol. Pp. 775 - 782
(Escrito por Branca de Cameira. Oferecido por D. Ana de Castro Osório.
Fátima nas lendas de mouros: também em Wolf, Primavera,
nº. 84-a, p. ,67).
Fátima
III - por Gentil Marques
LENDA
DA MOURA ALFÁTIMA
In: Lendas de Portugal, Gentil Marques, Editorial Universus, Porto,
1964, III vol. (de 5) pp. 265 - 272.
Fátima
IV - por Fernanda Frazão
FÁTIMA
IN Lendas Portuguesas, inv. Recolha, textos de Fernanda Frazão,
Amigos do Livro, Editores Ldª. 3º vol. (de 6), pp. 85
- 90
Fátima
V - por José Crespo
A MOURA DO ALFÁTEMA
In Contos da Lagoa Escura, José Crespo, Coimbra Editora Ld.ª,
1957, pp. 9 - 16.
Fátima
VI - por Manuel Ferreira d Silva
O
MISTÉRIO DO CRASTO E A LENDA DE ALFÁTIMA ( ou ALFÁTEMA)
In Antologia I - Depoimentos Históricos - Etnográficos
sobre Manteigas e Sameiro, José Lucas Baptista Duarte, 2ª
ed. Câmara Municipal de Manteigas, 1985, pp. 256 - 257. -
(Manuel Ferreira d Silva - do "Ecos de Manteigas" N.º
71 de 5.2.1956).
Fátima
VII - 1 In Expedição Científica José
Avelino de Almeida e outros...
CORUTO DE ALFATEMA
In Expedição Científica - Serra da Estrela,
em 1881, - SECÇÃO DE ETHNOGRAPHIA, Relatório
do SR. Luiz Feliciano Marrecas Ferreira, Lisboa - Imprensa Nacional,
1883
1. in Dicionário de José Avelino de Almeida e outros...
2. in Distrito da Guarda, N.º 246, por Barbosa Colen
Fátima
VIII -2 - In Expedição Científica - por Barbosa
Colen
LENDA
DE FÁTIMA
In
Expedição Científica - Serra da Estrela, em
1881, - SECÇÃO DE ETHNOGRAPHIA, Relatório do
SR. Luiz Feliciano Marrecas Ferreira, Lisboa - Imprensa Nacional,
1883
1. in Dicionário de José Avelino de Almeida e outros...
2. in Distrito da Guarda, N.º 246, por Barbosa Colen
Fátima
IX - Fátima IX - LENDA DE ALFATEMA (J. Leite de Vasconcelos)
in CONTOS TRADICIONAIS PORTUGUESES - Vol. II (de IV), pp. 323/4
Tesoiros da Nossa Literatura - Escolhidos e Comentados por Carlos
de Oliveira e José Gomes Ferreira - Iniciativas Editoriais
- Lisboa - Edição Especial para a Livraria Figueirinhas
- Porto, s/d

O
que é que NOS será possível LER/VER, LENDO
as várias versões da mesma LENDA? Não o sei
bem, mas há uma quantidade de SIGNOS e SÍMBOLOS que
umas destacam mais do que outras... embora no fundo a estrutura
narrativa se mantenha no essencial, há em cada uma delas,
uma cor diferente, uma arte de contar... uma tentativa possivelmente
de enCantar, que será uma tentativa natural de quem se atreve
a escrever algo que é ou foi essencialmente oral e se destina
a ser transmitida da mesma maneira ou como se o fosse...Surpreendeu-me,
no entanto, um pormenor que me tinha escapado antes de ter lido
alguns livros de História, sobre a ocupação
Árabe na Península, para além daquilo que nos
era ensinado nas Escolas, dos novos maus e selvagem vindos do Norte
de África que nos invadiram a seguir aos Romanos e depois
vieram as hordas de Bárbaros vindos do Norte com os Alanos
Suevos e Visigodos... Enfim, dum lado os Bons, o nosso lado... e
do Outro lado os Maus, o lado dos Outros... Mas afinal qual é
o nosso lado? Neste caldo de misturas, EU - TU somos descendentes
de quem? Do lado dos Bons Claro, ou do lado dos Maus, escuro!? O
que pareceu ver em todas as versões, talvez esteja enganado
e é por isso que aí as deixo em transcrição
é verificar que enquanto do lado Cristão aparece tão
somente a sede de conquista evidentemente justificada!..., a violência
e o ódio..., tudo devidamente legitimado e óbvio,
do lado Mouro, os Sarracenos, os Maometanos, enfim, os Mouros que
no nosso imaginário são sempre os Maus!!! aparecem,
além de tesouros indescritíveis, incalculáveis,
que ficamos a pensar que nos foram indevidamente "roubados"
ou criados às nossas custas, mas são tesouros que
eles têm ou criaram e nós não temos nem criamos,
aparecem outros Valores, como o Amor, a Ternura, a Beleza, a Cultura,
a Vida Requintada!!!, e até a Magia do Milagre Pagão!!!
Que os vai proteger ou salvar... e possivelmente irá proteger
e salvar esses valores até...
Quase
todas as versões, completam a Lenda antiga, com a istória
da velha e dos figos na manhã de S João, que, afinal,
numa das versões é uma jovem...
... e duas, põem em evidência a intolerância
das sociedades dominantes, e a reprovação dos deuses
e génios da Montanha, que não toleram, não
podem permitir o ENCONTRO!?, AMOR!? Entre dois seres de Crenças,
Credos, Grupos... Mundos diferentes e inconciliáveis!!! Fazendo
mesmo intervir o maravilhoso contra a vontade e a força e
a coragem e a determinação e o atrevimento dos intervenientes...
Aí fica a UTOPIA imPossível... de ser realizada por
humanos, porque os 2deuses" nõ o permitem...
Outra
nota a salientar em quase todas as Lendas é a preocupação
de fazerem ressaltar os NOMES DE SÍTIOS E LUGARES, como portadores
de mensagens, segredos e mistérios do passado... ou quem
sabe, do futuro...
Mas
tudo isto e muito mais, fica aí para ser visto e adivinhado
pelo CIGANO CASTANHO e pela CIGANA MARIANA, quando NA SUA MARAVILHOSA
VIAGEM POR TERRAS DE SANTA MARIA E TODO O MUNDO... um dia, encontrarem
os meus amigos MAGOS DA CLAREIRA ESCONDIDA NA FLORESTA e TU com
eles, desvendarem os segredos destas Lendas e Mistérios que
talvez?, digo Eu!, sejam tão Claros e Acessíveis e
luminosos como a brilhante Estrela d'Alva que nos aparece todos
os dias e tão brilhantes claras e visíveis como o
brilho das Estrelas do Céu que temos por cima das nossas
cabeças... mas que, feliz, ou infelizmente, não sabemos
ler!!!... ou talvez haja quem saiba...
A
seguir a Primeira de uma série de 10 LENDAS que são,
provavelmente, a mesma LENDA:
Fátima
I - Texto de Eduardo Noronha

(em
eBOOK, em breve nesta PÁGINA da minha
TEIA na REDE)
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