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90/01/07
à
publicação dos resultados
dos
exames da profissionalização
em
serviço, da universidade aberta.
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é como a esmola dada ao pobre quando já morreu de fome!
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é como atender o doente quando já morreu do dente que ali
foi para curar!
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olha! tu tinhas um carro. um carro velho mas bom, que nunca
te deixou mal, em nenhum lugar! sempre a subir e a descer,
nos bons e maus caminhos, por estradas e carreiros! ... Mas,
como andas desconfiado da fartura, tão velho e tão resistente!
é sempre de desconfiar, zás! um dia faz-lhe um exame. Mas
um exame bem feito, desses da Universidade, com pessoas doutores
que sabem como as coisas se fazem! e para bem o examinar,
pumba!, arranha-lhe bem a carcaça para ver se tem ferrugem.
Depois, fura-lhe os pneus, não seja caso que já estejam meios
gastos... só para ver se ainda estavam bons. Parte-lhe também
os faróis. A barra de direcção. O volante e os assentos...
Continua por aí fora a experimentar tudo muito bem e, num
aturado exame, porque está em jogo a vida das pessoas que
tu mais queres, é uma questão de vida ou de morte, desmonta
todo o motor... peça a peça...porca a porca ...filtros bielas
e velas... e no fim de tudo examinares e tudo verificares,
espalha tudo pelo terreiro com dois pontapés no traseiro,
muito bem dados e ...
no
fim, dá-lhe um prémio. Uma taça... do caraças!!!
e
diz-lhe:
- Afinal estás muito bom.
Põe-te aí a trabalhar!
Nunca me deixaste mal, nem na estrada,
nem noutro qualquer lugar!
Prova agora a todo o mundo
que és o melhor,
o sem par!!!
- E se fosses pró CAR(v)ALHO! -
- diz-lhe o arranque a fungar!
zé
examinado
90/01/07
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